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segunda-feira, 12 de maio de 2014

SECA D´ÁGUA E TOMATADA

Há pouco escutei no rádio a noticia de que uma caixa de tomates com 18 quilos já está custando no Ceasa 140, 150 reais; o que significa dizer que na feira vai beirar o olho da cara.  E hoje a Sabesp divulgou mais uma queda histórica no nível de água do reservatório Cantareira: 8,8%, mas as otoridade dizem que está tudo bem, que não vai haver racionamento etc.
Pois é, e em comparação ao ano passado, nesse período, o nível de reserva na Cantareira era de quase 70%.
É a maior seca na região?
A propaganda oficial do governo do Estado diz que sim, que é a maior seca dos últimos 84 anos que o povo de São Paulo está vivendo.
Bem, o Sistema Cantareira - formado por sete barragens - foi criado nos fins do século 19 para atender as necessidades de 60 mil pessoas, o dobro da população paulista daquele tempo.
O volume d´água diário fornecido nos primeiros anos do século passado era de pouco mais de 40 mil metros cúbicos.
Já em 1924, São Paulo sofreria duplamente: pela guerra dos tenentes, à frente Isidoro Dias e Juarez Távora, e o racionamento d´água e eletricidade que levaram o povo a entrar em verdadeiro estado de combustão.
Agora, segundo pesquisas, pelo menos 35% da população da região metropolitana de São Paulo e 30% dos paulistanos já sofrem as agruras da escassez d´água provocada pela estiagem e pela falta de tino dos governantes destas bandas de cá do Sudeste.
Ah! Os governantes!
No Nordeste o sofrimento é o mesmo, senão pior.
As duas maiores secas naquela região, que é formada por nove Estados, ocorrem em 1877 e em 1979. A primeira durou três anos e matou pelo menos 500 mil pessoas. A segunda, além de provocar um flagelo geral, matou 3,5 mil pessoas, principalmente crianças em situação de desnutrição.
Como sempre, o governo da época fez lhufas.
E o pior, hoje, é que o preço do tomate impede que o povo faça tomatada na cara das otoridade.