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segunda-feira, 6 de julho de 2015

GANHAR E PERDER É O JOGO DA VIDA

Hoje é véspera do dia D para gregos e troianos. Mas como troianos se a Tóia não passa ora de um sítio arqueológico esquecido do mundo moderno?
O Aléxis, primeiro ministro dos tempos de hoje da Grécia está fazendo das tripas coração para salvar a história marcada por Sócrates, Platão, Aristóteles e do bebum Epicuro, e também do cego fantástico Diógenes, que passou a vida inteira andando ans ruas de Atenas com uma lanterna acesa em pleno meio-dia procurando homem honesto, que nunca achou.
Mas, verdade seja dita, não era bem o que eu queria dizer agora.
Dia D, sim, pois amanhã o Aléxis vai tentar convencer os credores europeus para continuarem a investir na Grécia. Ele está mais forte, pois seus eleitores lhe deram mais um crédito ao optarem pelo “não” no plebiscito de ontem.
Mas ainda não é exatamente o que eu quero dizer aqui.
Pagar conta faz parte da vida, como faz parte da vida morrer.
Todos nós pagamos conta desde que nascemos. E desde que nascemos perdemos. Os gregos e todos nós perdemos o tempo todo.
Sim, é mais ou menos isto o que eu quero dizer: nascemos e morremos. E ao nascermos, além de começarmos a morrer, começamos também a perder. Ou seja: ao ganharmos perdemos, pois a morte leva tudo.
A perda é a única coisa definitiva na vida.
Pois bem, ontem o meu amigo Osvaldinho da Cuíca telefonou para saber como eu estou. Bem, eu disse. Conversa vai conversa vem ele falou da tristeza de perder mais um amigo do mundo do samba. Foi quinta e a perda, o nome, Aldo Menezes.
Aldo era ritmista, um incrível pandeirista e craque nas cordas do cavaquinho.
Aldo era do camisa verde. Aldo era um cara brincalhão, presepeiro, cheio de marmota.
Aldo estava indo para mais um show com amigos numa Van. Na estrada, a certa hora ele começou a fazer trejeitos, caretas, se retorcer em si. Os amigos riam, mas lá pra frente...o Aldo estava apresentando os sintomas comuns de um AVC.
E Aldo partiu.
E Aldo foi embora deixando tristeza e saudade no coração e na mente dos amigos. E a imprensa nem, nem.

Perda por perda, amanhã é o dia D para os gregos.