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sábado, 11 de julho de 2020

ZÉ LIMEIRA DO BRASIL

O cara era bom.
Foi poeta, foi o diacho. Até compositor de boa música, ele foi.
Era crítico da vida cotidiana, do comportamento , da nossa gente, do nosso povo, do Governo, Duvida?
Ouça, acima música para lavar a alma.
Nasceu em Campina, PB, viveu em Recife, PE, trabalhou em Brasília, BR, e morreu em João Pessoa, capital da Paraíba.
Escreveu em tudo quanto foi jornal.
Esse cara foi incrível. Foi, como se diz, um amigo de graça, daqueles que chegam de repente e ficam.
Estou falando do jornalista, advogado, poeta, tomador de café e admirador e respeitador de mulher Orlando Tejo.
Orlando morreu aos 83 anos, mas é como se não tivesse crescido: foi menino o tempo todo. Casou, teve 3 filhos.
Ele morreu no dia 1° de julho de 2018.
O mundo escureceu, quando ele morreu. Foi de madrugada.
Se dependesse de mim gente boa, bonita e inteligente não morreria nunca.
Conheci Orlando Tejo no tempo do jornal O Norte, de João Pessoa. Foi nesse jornal, aliás, que eu comecei a abrir os olhos para o mundo.
Quantas vezes eu, Orlando, Evandro Nóbrega e Gonzaga Rodrigues, meu professor de vida e arte, sentávamos nos bancos dos bares pra tomar café e falar de coisas que eu nem direito sabia.
Há uns oito, nove anos, encontrei-me por acaso com o Gonzaga, descendo a ladeira de onde havia a majestosa Rádio Tabajara, ali onde fica o Tribunal de Justiça de João Pessoa. Mas essa é outra história.
Orlando estava sempre com uma pasta debaixo do braço, ali pelos anos 1971,72. Nessa pasta se achavam os originais do livro Zé Limeira, O Poeta do Absurdo, que seria publicado pela gráfica de O Norte.
Meu nome se acha entre os citados nessa edição. E das outras.
Numa edição do semanário O Movimento, SP, escrevi matéria de página inteira sobre Limeira, o mais fantástico repentista de que se tem notícia na história da Cantoria do mundo. Personagem do Orlando.
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