Páginas

terça-feira, 6 de abril de 2021

VIVA O COMPOSITOR CÍCERO NUNES

Pra ver como são as coisas: num tempo não muito distante, nascia-se num lugar qualquer do Brasil e corria-se em direção ao Rio de Janeiro para ganhar uma vida melhor.
Mas o contrário também acontecia, discretamente.
Cícero Nunes (foto ao lado) nasceu no Rio de Janeiro e muito pequeno foi levado pela família à Paraíba. 
Cícero cresceu e virou artistas, violonista e compositor.
Chegou a compor com o cearense Humberto Teixeira, o baião Quixabeira.
Teve músicas gravadas por Carmem Miranda, Aracy de Almeida e Isaurinha Garcia, entre outros intérpretes brasileiros.
Cícero Nunes nasceu no dia 6 de abril de 1912 e morreu no dia 3 de fevereiro de 1993.

O SANGUE NEGRO NA HISTÓRIA

O amigo Vito Antico conta que acompanhou ontem uma palestra promovida pela TV A Comuna, canal do youtube.
O tema abordado foi a Erotização no Paraíso Tropical, que teve a participação dos pesquisadores Varlei Couto, Gabriela Trevisan e Carol Ramkrapes. 
A mediação foi do professor Urbano Nojosa.
Aproveitei para ouvir o Vito.
A fala dos participantes deixou claro que o tempo escondeu e esconde muitas coisas que raramente vem à tona com a fidelidade necessária. Exemplo: a relação dos senhores de escravos com as mulheres escravizadas, muitas vezes submetidas à violência sexual. 
Leia mais: https://assisangelo.blogspot.com/2020/11/o-brasil-escrito-com-sangue-negro.html
E confira:

O PAPEL DA OPOSIÇÃO É FAZER OPOSIÇÃO À POSIÇÃO

Em outubro de 2019 um dos filhotes de Bolsonaro, Eduardo, ameaçou a oposição com "um novo AI-5". 
Ora, o papel da oposição é fazer oposição à posição.
A oposição, no caso, são as esquerdas políticas que atuam legitimamente em oposição às posições do governo. 
A declaração de Eduardo, deputado federal, rendeu abertura de investigação na Comissão de Ética da Câmara. 
Ontem 5 o deputado voltou à carga dizendo que "sou o menos interessado em ter qualquer tipo de ditadura, porque o poder já está em nossas mãos".
O cara está se achando. Mas não custa lembrar a frase do ex-presidente norte americano Thomas Jeferson: "O preço da liberdade é a eterna vigilância".