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terça-feira, 23 de novembro de 2021

O DELÍRIO DE UMA EX-ATRIZ

É inacreditável o número de brasileiros e brasileiras afinados com o atraso histórico provocado pelo obscurantismo.
A vitória de Bolsonaro nas urnas tem trazido à tona essa loucura toda, escrachada horrorosamente por nomes como a atriz, ou ex-atriz, Regina Duarte.
Quem não se lembra da Namoradinha do Brasil, hein?
Regina Duarte ficou famosa com esse epíteto, nos anos 60, 70.
Essa Regina era aquela jovem linda que todo jovem queria namorar e de quem o pai e toda mãe se orgulhavam.
A essa atriz, ou ex-atriz, falta uma botina, um quepe, uma faca ou punhal na cintura e um bigodinho parecido com aquele do alemão que levou o mundo à Segunda Guerra. 
Nazista não tem sexo, como a feiura ideológica.
No último dia 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra. É o dia em que devemos refletir sobre atraso de vida. 
Nós, todos, devemos muito aos negros.
Leiam o que Regina Duarte disse a respeito:

Quando teremos o Dia da Consciência Branca , Amarela, Parda…?
Quanto tempo vamos ainda nos vitimizar ao peso de anos, de séculos de dor por culpas antepassadas ? Quando vamos parar de olhar pra trás e enfrentar o hoje e nós olharmos com a coragem da cara limpa? maduros, evoluídos , conscientes de nossa luta , irmanados em nossa capacidade, de sermos … HUMANOS?
Simplesmente IRMÃOS?

Pois é, essa atriz ou ex-atriz integrou o governo de um presidente sem noção.

IMPRENSA NEGRA, RESISTENTE E HEROICA: PARTE IV

Vários jornais foram empastelados no Rio, entre essas além da República, Liberdade e Gazeta da Tarde. Esses dois pertenciam ao conde Afonso Celso (1860-1938), que escreveria pouco depois o livro Por que me Ufano de Meu País? (1900).
O texto desse livro é uma ode às belezas do Brasil. Mais: retrata a pureza nacionalista do autor. Chega aos píncaros do nacionalismo com a cor da ingenuidade.
Depois do fim da censura prévia, o governo de Deodoro criou formas para combater o que se chamou de excesso jornalístico.
Não havia a censura prévia explícita, mas havia renhida perseguição a jornais e jornalistas que não seguiam as normas. Essas normas, em resumo, tinham a ver com os “contra” e os “a favor”.
Não era brincadeira o que acontecia no fim do Império.
Rigorosamente falando haviam os Republicanos e os Monarquistas.
A República estava começando e quem estava com a República, estava ganhando.
Uma curiosidade: Quintino Bocaiúva foi o primeiro e o único jornalista a virar General de Brigada (honorário).
Outra: Em 1893, o sergipano Quintino de Lacerda, botou pra quebrar e virou o primeiro e único Major (honorário) do Exército Brasileiro.
Esse Quintino nasceu em 1839, mesmo ano do nascimento do escritor Machado de Assis e morreu em 1898. Mais: depois de comprar a própria alforria, foi eleito o primeiro vereador negro do Brasil pela cidade de Santos, SP. Não assumiu.
Dentre todos os jornalistas da época, talvez o mais combativo tenha sido o baiano Cipriano Barata.
Barata formou-se em medicina em Portugal. O jornalismo, porém, foi a profissão que assumiu para justificar a sua passagem por cá.
Barata foi preso muitas vezes e jamais rendeu-se às ameaças dos poderosos do seu tempo.
Foi fundador do jornal Sentinella da Liberdade, que ganhou leitores, admiradores e seguidores em várias partes do País. Escrevia até na cadeia e da cadeia em Pernambuco, Bahia e outras províncias, conseguia publicar o seu Sentinella.
Em 1823, escreveu:
Toda e qualquer sociedade, onde houver imprensa livre, está em liberdade; que esse povo vive feliz e deve ter alimento, alegria, segurança e fortuna; se, pelo contrário, aquela sociedade ou o povo, que tiver imprensa cortada pela censura prévia, presa e sem liberdade, seja abaixo de que pretexto for, é escravo, que pouco a pouco há de ser desgraçado até se reduzir ao mais brutal cativeiro.

 

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Esse texto foi originalmente escrito para o Newsletter Jornalistas & Cia. Já os conhece? Confira: Jornalistas&Cia, especial Perfil Racial da Imprensa Brasileira

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