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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

LP DE TAIGUARA VIRA CD

Um dos mais belos e originais repertórios do uruguaio naturalizado Taiguara – Chalar da Silva, de batismo – se acham no raríssimo LP Imyra, Tayra, Ipy (ao lado, reprodução da capa) posto no mercado brasileiro em 1976, pela gravadora EMI/Odeon, e recolhido 72 horas depois por agentes da ditadura militar, representada pelo general Ernesto Geisel (1974-79).
Agora, 35 anos depois, Imyra ganha o formato de CD e é relançado com a chancela do selo Kuarup.
Esta é uma boa nova.
Outra seria se os demais discos do compositor e cantor nascido em Montevidéu fossem relançados, e não do outro lado do mundo, o Japão, como indica leitura ao lado.
Inyra, Tayra, Ipy reúne 14 faixas com arranjos e orquestrações feitos por de Hermeto Pascoal e pelo próprio Taiguara, que além de cantar, toca piano, sintetizador e flauta.
Todas as músicas são dele, menos uma: Três Pontas, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.
Além de Hermeto, participam do disco - com regência de Wagner Tiso – o pai de Taiguara, Ubirajara Silva; Nivaldo Ornellas, Toninho Horta e Novelli, entre outros.
Em tupi-guarani, Imyra significa árvore, madeira; Tayra, filho; e Ipy, cabeça de geração, princípio, origem.
Eu gostava do Taiguara, da sua voz, do seu jeito de menino abusado que no dizer de Sérgio Bittencourt, autor de Modinha, “tinha o dom de complicar a vida e simplificar as canções”. 
Quer saber mais um pouco sobre Taiguara?
Então clique aí na linha azul, para ler um ótimo texto do jornalista Flávio Tiné.
http://flaviotine.blogspot.com.br/2008/08/taiguara.html