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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O CEGO NA HISTÓRIA (56)

Não são poucas as histórias envolvendo cães e gatos. Aliás, até um dia especial tem o cão. É o 26 de agosto, lembrado ou comemorado em todo o mundo. 


Em 1972, o compositor e cantor baiano Waldick Soriano (1933-2008) pôs na sua longa lista de sucessos o bolero Eu Não Sou Cachorro Não. 
Em 1950, o jornalista e dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues (1912-1980) emplacou na boca do povo a expressão "complexo de vira-lata". Essa expressão foi cravada logo após a derrota da seleção brasileira perante as botinas dos jogadores uruguaios. O significado... Bom, com o tempo foi mudando. Hoje a famosa frase do Nelson é dirigida a quem se ajoelha perante o gringos norte-americanos. Pois, pois.
E já que abordamos a temática musical com bichos domésticos, não custa lembrar que no tempo da Jovem Guarda Erasmo e Roberto ganharam as paradas com aquela coisinha chamada Gatinha Manhosa. Quer dizer: a gata abriu a composição com o carinhoso diminutivo gatinha.
Há muitas e boas histórias contidas na literatura e música de todo canto, com registros desde quando se prensavam discos de 78 RPM.
Parodiando o bom escritor mineiro João Guimarães Rosa, cegos e tudo o mais estão em todo canto.
É de 1937 o romance Pureza, de José Lins do Rego.
O enredo desenvolvido em Pureza começa logo após a morte da mãe e da irmã do personagem central denominado Lourenço de Mello, o Lola.
Lola ainda era criança quando a mãe e a irmã menor morreram de tuberculose.
Ante tal fatalidade, o pequeno Lola foi criado com todos os cuidados possíveis dispensados pelo pai e pela criada negra Felismina. 
Como se fosse pouco, não demora muito e o pai de Lola tomba vítima de fulminante colapso.
Um dia, Lola chama Felismina para acompanhá-lo numa estadia em meio à natureza. Seguia recomendações médicas. E aí, num começo de tarde, Lola e Felismina desembarcam numa estação de trem de um lugar chamado Pureza.
O que os pais deixaram para Lola foi fortuna que lhe possibilitaria viver sem trabalhar a vida toda.
Aos 24 anos de idade, Lola ainda não havia mantido relações sexuais com mulher nenhuma. Era tímida, inseguro.
Após alguns meses no retiro indicado pelo médico, Lola conhece Margarida e logo depois, Maria Paula. As duas eram filhas do chefe da estação Antônio Cavalcante e de dona Francisquinha. 
Antes de conhecerem Lola, Margarida e Maria Paula já haviam caído no boca do povo. 
No correr dessa história de Zé Lins, aparece um cego chamado Ladislau. Sabido que só. Seu guia era uma espécie de bengala e com ela não errava caminho. Era viúvo e foi pai duas vezes. E dele mais não digo. 
Ali já perto do fim, surge um personagem de convivência pacata, mas um tanto arredio de nome Chico Bem-Bem. 
E quem quiser saber mais da beleza que é Pureza, é só abrir o livro e ler.



Um comentário:

  1. Eu nunca recebi um e-mail para ser monitor de metodologia científica, eu nem sabia que existia monitoria de metodologia científica, aí chega você e vira monitora de uma disciplina que você só conseguiu vaga como monitora graças à cola. Para ser monitora de uma disciplina na faculdade tem que ter pelo menos CR 6.

    Você ainda fala que nunca me fez nada, você só me fez mal, por sua culpa, eu tive que fazer 3 vezes orgânica 1 sem necessidade, por sua culpa, eu estou com a minha graduação toda atrasada.

    Eu ainda me lembro quando eu descobri que você estava fazendo IC com bolsa no IBQM, como professor Michael de bioquímica 2.

     

    Quer dizer, colou a beça durante o EAD usando o Photomath, está fazendo IC com bolsa e agora vai se formar como farmacêutica graças à cola.

     

    Por causa da sua queixinha que você foi fazer na coordenação da farmácia junto com o Gabriel Vasconcelos de Lucena, Camilly Enes Trindade e a Julia Tavares de Azevedo, algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa que nem me conhece e nem estuda mais na UFRJ.

     

    Pode mandar o seu amigo, o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou, mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar, manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

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