Páginas

quarta-feira, 24 de junho de 2020

SOMOS TODOS IGUAIS


Às 3 e pouco da tarde, liguei pro Geraldo Vandré. Ele no Rio, eu cá em Sampa.
No dia 2 de setembro de 1822, Maria Leopoldina (1797-1826) assinou o decreto de Independência do Brasil de Portugal.
Essa Maria, à época, a mulher de Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim, vulgarmente conhecido como Dom Pedro I.
Pedro I foi o cara que passou à história como o proclamador da Independência do Brasil. A imagem que guardamos sobre a independência, não existe. Nunca existiu.
Não tinha aquele público, aquele carro de boi, aquela casinha tipo tapera. Tinha o riacho. Hoje poluidíssimo, expremendo-se entre blocos de cimento. Bairro paulistano do Ipiranga. Essa imagem nos foi inculcada pelo pintor paraibano Pedro Américo (1843-1905).
Esse quadro Américo pintou em Paris, França.
Dom Pedro nasceu em 1798 e morreu em 1834.
O cearense Antônio Conselheiro foi o cabeça da onda que levou o Exército brasileiro a matar 20 mil miseráveis sertanejos, no interior da Bahia. Isso em 1897.
Conselheiro nasceu em 1830.
Mas o meu amigo, minha amiga, pode estar se perguntando: o que tem a ver essa história com Vandré, Dom Pedro I e o Conselheiro?
Dom Pedro I leu o texto de sua mulher Maria Leopoldina e, desse modo, proclamou a independência. Detalhe: ele estava com caganeira.
O Conselheiro, morreu sem levar um tiro: estava com caganeira, e assim morreu.
Quando há pouco fali com Vandré, pra lhe informar que a TV Globo estava exibindo o filme Menino da Porteira, e que nele havia uma música sua (Disparada), ele falou depressa dizendo que estava com dor de barriga e saiu correndo.
Tudo isso é muito importante para mostrar que, fisiologicamente, somos iguais. Pelo menos nisso, né?


É TEMPO DE FESTA JUNINA (2)




Todas as capitais e milhares de municípios Brasil afora cancelaram ou adiaram os festejos juninos deste ano da graça 2020.
Mais de um bilhão de reais deixou de ser faturado por causa da pandemia Covid-19. Isso só no nordeste, segundo estimativa do setor comercial.
A onda agora é live.
Alceu Valença, Elba Ramalho, Targino Gondin, Flávio José, Hermeto Pascoal, Anastácia e tantos outros artistas que há muitos anos participam das festas do meio do ano resolveram dar o ar da graça pela telinha doida do computador.
Junho é o mês dos santos Antônio, João e Pedro. E de São Paulo, que foi um grande intelectual da Igreja Católica. Ele, nessa festa, brinca por fora.
Santo Antônio é conhecido pelas mulheres, especialmente, como o santo casamenteiro. Morreu solteiríssimo, após alcançar os 36 anos de vida.
São João, de sobrenome Batista, era filho do sacerdote Zacarias e da doméstica Isabel, prima de Maria, a mãe de Jesus.
Jesus foi identificado como o enviado de Deus por João Batista e por ele batizado nas águas do bíblico Rio Jordão.
São João é a grande atração dos festejos de junho. É ele o centro de tudo.
Dos três santos, João é o mais cantado. O dia 24 foi o dia em que nasceu. Morreu com quase 100 anos de idade.
Todos os grandes compositores da nossa boa música mergulharam no assunto junino. Luiz Gonzaga, Manezinho Araújo, Jackson do Pandeiro... Até Téo Azevedo e eu compusemos música a São João. Confira:


O carioca Lamartine Babo deixou pérolas do gênero junino, como Isso é lá com Santo Antônio e São João à Moda (no disco da foto).
Lamartine é autor de grandes marchinhas carnavalescas, mas soube como poucos interpretar o espírito junino. Ele nasceu em 10 de janeiro de 1904 e morreu em 16 de junho de 1963.
Você conhece a história das festas juninas? Clique:


No começo de julho de 2013, fui convidado pela prefeitura para fazer parte do projeto São João em São Paulo. Ocorreu no Anhangabaú. Mais de oitenta mil pessoas compareceram ao local. A grande atração musical foi o paraibano Zé Ramalho. O momento foi marcante, em dois ou três dias. Registro acima, no painel fotográfico.
Leia mais sobre São João e os festejos juninos:

https://assisangelo.blogspot.com/2017/06/viva-sao-joao.html

https://assisangelo.blogspot.com/2020/06/e-tempo-de-festa-junina-1.html