Índios, negros e pobres comem o pão que o Diabo amassa nos fornos do
inferno, todos os dias.
Todos os dias os jornais noticiam violência contra os deserdados da
vida. Agora mesmo, em Recife, a displicência de uma dondoca provocou a morte de
um garoto de 5 anos. No Rio, a polícia matou pelas costas um garoto de 14. em
São Paulo, semana passada, policiais sequestraram e mataram um adolescente na
periferia. Todos negros.
O tráfico de africanos deixou uma chaga profunda na história do Brasil.
O tráfico começou há cerca de 50 anos após a chegada de Cabral ao nosso
País e só foi se findar em 1850, por força da lei Eusébio de Queirós.
Essa loucura, aliás, ocorre em boa parte do mundo.
nos estados unidos, a morte do segurança negro George Floyd continua a
provocar revolta na população. A morte dele ocorreu no último 25 de maio.
No último dia 1º, entregadores de aplicativos promoveram uma paralização
contra as péssimas condições de trabalho que enfrentam em São Paulo, rio de
Janeiro e outras capitais brasileiras.
Cerca de 70% dos motoqueiros são negros segundo o líder da categoria,
Paulo Gado.
Ontem 5, no GP da Áustria, Lewis Hamilton não conseguiu convencer todos
os seus colegas a protestar contra violência da polícia americana. Hamilton é
negro, o único da Fórmula 1.
Hoje 6, em Londres, policiais partiram com violência contra o casal de
atletas Bianca Williams e Ricardo dos Santos, ela britânica e ele português.
Há um mês, talvez mais, ouvi no rádio um líder da favela Paraisópolis
dizer que os moradores de lá não tinham água nem sabão suficientes pra lavar a
mão, tampouco álcool em gel. Abandono total. Segundo esse líder, Gilson
Rodrigues, os moradores se juntaram para alugar uma ambulância ou algo assim,
para atendimento local.
Paraisópolis, na região sul de São Paulo, reúne mais de 40 mil
moradores.
No Brasil, segundo dados do IBGE, há mais de 6 mil favelas e quase 12
milhões de pessoas morando nesses lugares.
A luta pela igualdade é uma luta de todos, pretos e brancos.