O jogo político é um jogo muito rápido.
É um jogo em que as palavras são armas.
O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
§ 2º A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais.
§ 3º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder público que conduzem à:
I - defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro;II - produção, promoção e difusão de bens culturais;III - formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões;IV - democratização do acesso aos bens de cultura;V - valorização da diversidade étnica e regional.
No dia 10 de agosto de 2005, o Congresso aprovou a Emenda de nº 48 que enriqueceu o que diz o Art. 215.
Curiosidade: Agosto é o mês da cultura popular.
Foi no dia 03 de outubro de 1953 que o presidente da República, Getúlio Vargas, assinou o Decreto Lei n° 2004 criando a Petrobrás.
Em 1959 o pernambucano Luiz Gonzaga gravou e lançou ao mercado a Marcha da Petrobrás, dele em parceria com Nélson Barbalho e Joaquim Augusto, acompanhado da Orquestra Zaccarias. Belíssima. Atenção ao naipe de sopros. Ouça:
Antes de a Petrobrás ser criada, o governo já andava as voltas com a descoberta e extração do petróleo, chamado de "ouro negro".Foi já no Estado Novo e no começo da segunda Grande Guerra que descobriu-se o primeiro poço de petróleo em nossas águas. No caso, no bairro de Lobato, Salvador, BA.Eufórico, Getúlio pronunciou a frase famosa: "o petróleo é nosso"!
A lei que ele promulgaria em 1953 garantia ao País todos os direitos de extração e comercialização do petróleo. E assim foi até que em FHC assinou documento quebrando o monopólio da nossa principal Estatal.
E assim a coisa vai.
O atual governo tem demonstrado em vender a Petrobrás aos estrangeiros. Enquanto não consegue, ele desinveste na empresa.
Bolsonaro está doidinho pra entregar a Petrobrás ao Trump, mas não vai conseguir.
Petrobrás é petróleo, petróleo e gasolina etc.
O primeiro país a lucrar com extração de petróleo foi os EUA. Estado Pensilvânia. Ano 1859.
Os primeiros automóveis surgiram uns 30 anos depois na Alemanha, França. Movidos a gasolina.
O primeiro automóvel a desembarcar no Brasil, no Porto de Santos, SP, tinha por proprietário Alberto Santos Dumont (1873-1932). Isso bem no começo dos anos 1891.Ele morava no bairro paulistano de Campos Elíseos. Era um Peugeot de 2 cinlindros, 3 ou 4 cavalos. A gasolina, claro.
No Rio de Janeiro o primeiro cidadão a importar um automóvel foi o jornalista abolucionista José do Patrocínio. Corria o ano de 1897.
Patrocínio era amigo do poeta parnaziano Olavo Bilac (1865-1918).
Por que falo do poeta?
Patrocínio não sabia dirigir e Bilac também não. Mas Patrocínio confiou a chave ao poeta e incentivou que acelerasse o calhambeque. E foi foram os dois voando a 4 km/h. E olhe lá. De repente, tã, tã, tã...tinha uma árvore no meio do caminho. Os dois escaparam. O carro, não.
Atenção, a quem interessar possa: fora Luiz Gonzaga, ninguém até hoje gravou Marcha da Petrobrás.
https://www.youtube.com/watch?v=1i_buqQeJcI
No dia que se completam 83 anos da mentira que foi o plano Cohen, muitos brasileiros são taxados de comunistas pelo presidente da República.
Esse plano foi uma espécie de arapuca engendrada pelo general Goes Monteiro (1889-1956). Esse plano, segundo ele à época no programa A Hora do Brasil, tinha por finalidade derrubar o presidente Getúlio Vargas. Esse foi o pretexto encontrado para o golpe que resultou na instituição do Estado Novo.
O plano Cohen foi anunciado na noite do dia 30 de setembro de 1937.
A Hora do Brasil é a voz do Brasil que ainda hoje continua no ar. Leia: A VOZ DO BRASIL, HEIN?
O Brasil é um trem sem rumo, sem direção, cujo o maquinista há muito anda sem foco.
O maquinista desse trem Brasil é, na verdade, uma besta quadrada que sonha eternizar-se no poder.
As últimas pesquisas de opinião colocam o nome Bolsonaro em situação confortável. Isso deve-se à grana chamada de auxílio emergencial distribuída entre a população mais carente. Mas as pessoas, grosso modo, têm por tendência esquecer rapidamente o que é dito e feito pelos políticos.
O bolsa família foi criado no governo Lula.
Em 2010, Bolsonaro era deputado de baixo clero. Ficou na função durante quase 30 anos sem que fizesse qualquer projeto que beneficiasse a população. Aliás ele falou muitas vezes, pejorativamente, que o bolsa família era "bolsa farelo".
Mais recentemente, bem recentemente, o mesmo Bolsonaro já presidente era contra a ajuda do governo à população. Seu ministro Guedes, um verdadeiro ET, chegou a propor uma ajudazinha de 200 reais. O Congresso aumentou para 500 reais. Para aparecer bem na fita, Bolsonaro bateu o martelo em 600 reais.
Aí é quando são realizadas as pesquisas de opinião sobre sua popularidade. E todo alegre, feliz da vida, quer eternizar essa ajuda ao povo. Nada contra, mas que isso é demagogia, é. Demagogia política com vistas à reeleição em 2022. A propósito, quem não é a favor do Bolsonaro é, segundo ele, comunista.
Esse filme já vimos, não é mesmo?
Em 1953, o pernambucano Luiz Gonzaga lançou à praça o baião Vozes da Seca, que diz:
"Seu doutor, os nordestinos têm muita gratidãoOuvi, ouvi há pouco notícia dando conta da morte do cartunista e historiador gráfico argentino Quino.
Eu conheci Quino há 8 anos, quando o convidei para uma entrevista ao programa São Paulo Capital Nordeste, que apresentei durante quase 7 anos na rádio Capital AM 1040. Participaram dessa entrevista os cartunistas Custódio e Paulo Caruso, além do historiador Álvaro Moya e o poeta repentista Sebastião Marinho (Foto acima).
Moya morreu quando tinha 87 anos de idade. Leia mais:
Em fins de 1840, o Rio Grande do Sul também esteve na onda
do separatismo. O primeiro presidente desse separatismo foi Bento
Gonçalves, que morreu desiludido com a política.
Todo dia todo mundo aniversaria. Ontem fui eu. E hoje Rouxinol do Rinaré.
Oswaldo ou Oswaldinho como preferem os mais íntimos está completando 74 anos de idade, mais de 50 dos quais nas redações, ruas e palcos.
Falei com ele, por telefone, naturalmente, já nos primeiros minutos de hoje. Coincidentemente, liguei apenas para dizer "oi". Coisa que faço sempre. Conversa vai, conversa vem, pimba! Fique sabendo do seu natalício.
Conheci Oswaldo Mendes desde fins dos anos de 1970, quando trabalhamos para o Frias da Folha e Última Hora. Também para o Maksoud, da extinta revista Visão da qual ele também foi editor. Nessa revista publiquei muita coisa, incluindo uma entrevista especial com Luiz Gonzaga, o rei do baião; e um pequeno ensaio sobre o padre padin Cícero, que gerou uma polêmica dos infernos.
São poucas as pessoas tão sensíveis, profissionais e práticas como Oswaldinho, autor de pelo menos uma dúzia de livros e peças de reconhecimento público.
Diretor de teatro, Oswaldo Mendes dirigiu muita gente bonita.
Essa Mulher, espetáculo estrelado pela cantora Elis Regina, gaúcha, foi dirigido por ele. Aliás, foi ele quem me apresentou à pimentinha como era chamada a cantora. Eu acabara de publicar uma entrevista inédita com o cantor paraibano Geraldo Vandré, no suplemento cultural Folhetin (Folha). Conhecedor da relação explosiva entre o cantor e a cantora perguntei opinião dela sobre ele. Resposta: "esse teu amigo (Vandré) é muito difícil".
Sempre que pude ia eu assistir peças suas. Uma delas me marcou sobremaneira: Um Tiro no Coração, com Dionísio Azevedo e Walderez de Barros. Tratava do suicídio do gaúcho Getúlio Vargas (1882-1954). Foi num teatro da Augusta, acho, ali no começo dos anos 1980.
A última obra que assisti do Oswaldinho foi o Anti-Nelson Rodrigues, no Teatro de Arena, cá em Sampa. A história, até onde me lembro, tratava de um jovem herdeiro de uma grande fortuna que se apaixona por uma de suas funcionárias. Tipo meio tragicômico. Oswaldo Mendes é da mesma terra em que nasceu o cantor e compositor Sérgio Ricardo: Marília, SP.
Ah! sim, e como não falar do Faustinho, hein?
Fausto é um dos mais argutos observadores do nosso cotidiano. É um cartunista incrível. Capaz de fazer rir ou chorar. Seu traço é único. Sim, como o traço de Picasso, Brenan, Ziraldo, Millôr, Fortuna. Seu traço é de gênio. Não é mesmo Oswaldo?
Arte: Oswaldinho no traço de Fausto.
Viva Oswaldo Mendes!
Foto: Oswaldo Mendes na casa do Assis Ângelo, setembro de 2014
BELAS ENTREVISTAS
Meu amigo, minha amiga, se você não assistiu, se você não viu as entrevistas que o apresentador de rádio Carlos Sílvio fez em 2019 com os jornalistas José Hamilton Ribeiro e Ignácio de Loyola Brandão, a hora é agora.
Clique:
https://www.youtube.com/watch?v=ugfb8PuCN1Q&t=1032s
https://www.youtube.com/watch?v=VPhFmJrWBVE&t=1s
"Nove milhões de brasileiros deixaram de comer por falta de dinheiro durante a pandemia"