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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

TRAMBOLHO DA NASA CHEGA À MARTE (2, FINAL)

O homem já foi à lua, tá chegando à marte e à caixa prego é lugar que o homem já foi à tempo.
O homem parece imitar Deus em tudo. Enfim, Deus diz que somos a sua imagem e semelhança.
Apesar da sabedoria e tudo mais, ao homem é incapaz de realizar a menor das tarefas: cuidar de si próprio e do próximo. Enfim, é ele a semelhança do criador.
Milhões e milhões de pessoas continuam morrendo de fome, de ponta a ponta no nosso planetinha. 
Tanto quanto, ou até mais, as doenças se multiplicam no ar matando tudo que se bole, anda, pula ou escorrega. 
A ganância do homem mata o homem. 
Por nada, os homens se matam. Suicidam-se.
Em pleno terceiro milênio, nós pobres continuamos a comer o pão que o Diabo amassou. 
Somos horrorosos, seres sem salvação. 
Enquanto isso, e diante disso, Bolsonaro continua vivo. Muito vivo. 
E os discos voadores voando por aí afora, hein? 



TRAMBOLHO DA NASA CHEGA À MARTE (1)

Os homens da Nasa mandaram com êxito uma máquina "pensante" aos confins do Universo. Endereço: Marte.
O trambolho especial logrou êxito, chegando ontem 18 ao alvo programado. 
Cá na Terra, os cientistas estão em estado de êxtase. Leia mais: https://assisangelo.blogspot.com/2020/07/depois-da-lua-o-homem-quer-marte.html

HISTÓRIAS DAS ARÁBIAS. PRINCESA PRESA (1)

Não tem sapo, nem príncipe
Nem fada com seu condão
Tem uma princesa presa
Pedindo ao rei perdão
Esse rei é o seu pai
Sujeito sem coração

Pois é, parece mesmo um conto de fada. Ou de cordel. Mas não é.
Essa história é real e está em andamento nos Emirados Árabes Unidos. O nome da vítima é Latifa, uma princesa filha do rei Mohammed Bin Rashid al-Maktoum.


Não tem dragão, não tem bruxa e outras figuras do reino encantado nessa história absurda.
O caso é real, realíssimo em todos os sentidos. E aos poucos começa a aparecer no noticiário internacional.
O caso de Latifa está chegando para apreciação da Organização das Nações Unidas.
Isso é cárcere privado. Caso de investigação.

Uma princesa real
De alma e sentimento
Pelo pai foi sequestrada
Sem razão, sem cabimento
O mundo agora segue
Sua dor, sofrimento

Parece coisa de cordel
Mas o caso é verdadeiro
Vem do mundo das arábias
Vem de lá do estrangeiro
Princesa pede socorro 
Pra sair do cativeiro

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

O IBGE QUER SABER QUEM SOMOS

Ouvi agora há pouco a apresentadora do Jornal Hoje, Maju, da TV Plim Plim dando a notícia de que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, está chamando pra trabalhar mais de 200 mil brasileiros. É uma boa, não é?
O IBGE é uma Instituição de grande importância e credibilidade, pois à ela cabe o levantamento do comportamento dos brasileiros.
Além do censo demográfico, ao IBGE cabe identificar o fazer do povo. Quer dizer: o censo praticado pelo IBGE procura, fundamentalmente, identificar quem são os brasileiros.
A propósito, Carmem Miranda gravou uma música falando desse assunto. Ouça: RECENSEAMENTO
A última vez que o IBGE publicou o resultado de um censo foi em 2010.
No censo de 2010 faltaram dados mais específicos sobre pessoas com deficiência. Cegos, inclusive.
Tomara que o censo que se iniciará ainda este ano traga dados mais reais sobre o cego. Particularmente tenho interesse nisso.
Maju é uma jornalista como eu. E ao contrário de mim, maravilhosa. Confira:

JAIR RODRIGUES, SAUDADES...

Assis e Jair Rodrigues,
no programa São Paulo Capital Nordeste

A menina Anna telefona pra dizer que está fazendo nada. E eu também, respondo.
Depois de rir, ela diz: Eu acho que eu conheço isso. Isso é de Jair Rodrigues?
Sim, Anna. Essa música, Deixe isso pra Lá, não é do Jair. É dos compositores Alberto Paz e Edson Menezes, gravada em 1964 por Jair Rodrigues.
Aquele ano 1964, foi brabo.
Aquele ano durou até 1985.
Anna, uma menina estudante de Artes Visuais, pergunta: Por que você diz que aquele ano foi um ano brabo?
A madrugada de 1º de abril de 1964 chegou trazendo guerra de brasileiros contra brasileiros. Tanques na rua.
Jovens soldados armados marchando cegos sob o comando de velhos soldados.
Deu no que deu: um ex-capitãozinho mandando e desmandando no Brasil de hoje. Cuidemo-nos.
Anna não viveu 1964.
Anna é da safra de 98. FHC na parada.
Deixe Isso pra Lá foi um desenho do que é hoje o rap. "Eu sou pioneiro, Cachorrão", brincou comigo um dia Jair no programa São Paulo Capital Nordeste, que eu apresentava na rádio Capital AM 1040. Pra lembrar, clique:

Ah, sim! Jair Rodrigues de Oliveira nasceu no dia 6 de fevereiro de 1939, em Igarapava, SP.

DEUS E O DIABO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Quem negocia é negociante, político faz conchavo.
É isso que eu acho. Mas: Deus e o Diabo têm o mesmo peso na conversação política. 
Não há obviedade na política. 
Na política tudo muda, e muda rapidamente, como as figuras de uma nuvem. 
Política é arte da esgrima.
Política é olho no olho e imaginação, raciocínio rápido.
Eu disse ontem 17 que o STF decidiria por unanimidade a manutenção da prisão do deputadóide Daniel Silveira. Aconteceu.
Resumo da ópera: o deputadóide aí citado será cassado, processado e preso. 
Cabeça não foi feita só pra pôr chapéu, certo?
Pelo menos um terço dos deputados e senadores está com processo em andamento, com corda no pescoço. Até o presidente da câmara, Arthur Lira, está com o rabo preso: é réu em dois processos no STF. 
Vocês acham que Lira vai querer briga com a Justiça?


POLÍTICOS NA MÚSICAS POPULAR

A nossa música popular é de uma riqueza incrível, imensurável, incomparável com a música de qualquer outro país, aposto.
Na nossa música se acham todos os temas possíveis e inimagináveis do nosso viver cotidiano. Claro, em todos os ritmos.
Dorival Caymmi (1914 - 2008), cantor do viver baiano, tem muita coisa boa.
Meu amigo, minha amiga, você já ouviu João Valentão?
Esse personagem aí do Caymmi não tem nada a ver com o valentão de berda que é o deputadóide Daniel Silveira, que tem atacado de todas as formas as nossas instituições democráticas, como o STF. Até desafiado os ministros da lei e da justiça o sujeito ai tem feito. Mas no fundo, no fundo, não passa de um valentão de meia tigela, como se diz lá no nordeste.
O cantor e compositor pernambucano Reginaldo Rossi (1943 - 2013) tinha 25 anos de idade quando gravou O valentão, cuja letra tem tudo a ver com o ser pequeno que é esse Silveira, que deverá reposto ao lugar de onde veio: lata do lixo da história. Mas eu estava falando do Rossi, artista visionário... Ouça:


Os compositores da nossa música sempre estiveram atentos aos fatos do cotidiano. A política é coisa boa, quando feita com responsabilidade. Os grupos de música jovem tem apontado suas antenas aos políticos e Congresso Nacional. Alguns exemplos: 

https://www.youtube.com/watch?v=XIX80f5NT9w
https://www.youtube.com/watch?v=pg4AsFHk20Q
https://www.youtube.com/watch?v=_nQZ75ciKGg
https://www.youtube.com/watch?v=RwkXKjBCUdM
https://www.youtube.com/watch?v=Ft1Ul826AAA

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

CARNAVAL, PECADO E CINZAS

Osvaldinho da Cuíca nasceu no dia 12 de fevereiro de 1940, dia de Carnaval. Inezita Barroso nasceu no dia 4 de março de 1925, dia de Carnaval.
O amigo leitor deve ter percebido algo curioso na data de nascimento desses dois artistas brasileiros. Um nasceu em fevereiro e o outro, em março.
O Carnaval é uma festa móvel do nosso calendário de datas festivas.
Os dias de Carnaval estão atrelados à Páscoa.
O Carnaval, era nas suas origens, uma comemoração pagã. De olho nisso a Igreja entrou na parada e tomou para si essa festa, incluindo-a no seu calendário de datas comemorativas.
O Carnaval começa 46 ou 47 dias antes da Páscoa. A Páscoa começa sempre num domingo.
Depois da terça-feira de Carnaval, vem a quarta-feira de Cinzas e aí começa um período de 40 dias, Quaresma, em que os cristãos pagam seus pecados de antes e pós Carnaval.
Pecado por pecado muita gente pagou com a vida ao contaminar-se com a febre amarela, a varíola e a gripe espanhola.
Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha, pegou varíola, mas escapou. Era menino quando isso ocorreu. A doença, também chamada de bexiga, virou apelido do menino: Bexiguinha.
De Bexiguinha pra Pixinguinha foi um passo.
Pixinguinha foi um grande adepto do Carnaval, chegando a desfilar ao lado de bambas da sua época, incluindo o erudito Eleazar de Carvalho.
Eleazar, por sua vez, chegou a arriscar-se a compor música para os seguidores de Momo, sob o pseudônimo Razaele. Não fez sucesso algum, sucesso faria anos depois como maestro regendo orquestras dos EUA e da Europa. Em 1962 criaria o Festival de Inverno de Campos de Jordão, mas essa é outra história.
Em 1897, uma epidemia de febre amarela desabou sobre o Rio de Janeiro. Naquele ano o Carnaval foi adiado de fevereiro pra junho. Meio boca, mas houve.
A morte do Barão do Rio Branco em 1912, levou o governo a adiar o Carnaval de fevereiro para junho. O povo não gostou, mas deu um jeito: brincou o Carnaval em fevereiro e também em junho. Clique: BARÃO DO RIO BRANCO E CARNAVAL
O Barão dizia que as únicas coisas que funcionavam no Brasil era a bagunça e o Carnaval.
Em setembro de 1918 a gripe espanhola, assim chamada uma gripe surgida nos EUA, chegou ao Brasil e matou um mar de gente.
Tão rápida e misteriosamente chegou, assim foi-se a Espanhola. Ficou por aqui durante uns três meses e no fevereiro seguinte quem escapou dessa praga caiu na gandaia.
Foi o Carnaval mais depravado da história, dizem nas suas memórias Pedro Nava e Nelson Rodrigues. Leia: GRIPE MATA!
Pixinguinha deixou centenas e centenas de músicas, entre as quais os clássicos Carinhoso e Rosa. E também muitas composições para o Carnaval.
Pois é, depois da terça-feira de Carnaval, vem a quarta-feira de Cinzas. Ouça:
TOQUINHO & VINÍCIUS - MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZASMARIA, CARNAVAL E CINZAS - LUIZ CARLOS PARANÁ

FAGNER CONTA CAUSOS NA TV CULTURA

O Provocações que foi ao ar ontem 16 à noite, na TV Cultura, trouxe um papo leve e solto com o cantor e compositor cearense Raimundo Fagner.
Ao apresentador Marcelo Tas, Fagner relembrou sua trajetória artísticas e as peladas de futebol que fez com Chico, Pelé e Zico.
Fagner contou também que, verdade ou mentira, por pouco não disputou a Copa de futebol de 1982. Houve vários pontos engraçados no decorrer da entrevista.
Amigo de políticos cearenses, Fagner contou que chegou a ser convidado a concorrer aos cargos de Deputado e até Governador no seu Estado.
Sobre se voltaria a apoiar ou não Bolsonaro, Fagner subiu no muro que nem psdebista que é.
Essa história de apoiar Bolsonaro, disse ele, foi mais por um acaso. "Eu estava num avião e Bolsonaro bateu uma foto minha, com ele".
Ali pelo meio da entrevista a Tas, Fagner lembrou a "cantada" que seu futuro pai deu na futura mãe. Detalhe: na ocasião o pai, um libanês, se achava num velório velando o corpo da sua primeira mulher.
Fagner tem sempre boas histórias para contar.
Toda vez que eu o entrevistei, sempre dele colhi bons causos.
Entrevistei Fagner várias vezes, ao vivo, para o programa São Paulo Capital Nordeste que eu apresentava na rádio Capital AM 1040.
Na foto ao lado, registro de um prêmio que ganhamos em Campina Grande, PB.

DEMOCRACIA EM PERIGO

Desde que Bolsonaro ganhou o cargo de presidente da República, a democracia brasileira tem sofrido mais do que saco de pancada. É testada diariamente pelas milícias físicas e virtuais, incluindo parlamentares raivosos, caninos.
Mais uma agressão contra a nossa democracia ocorreu há poucas horas. Quando o deputado Daniel Silveira, também ex policial militar, soltou um vídeo nas redes esculhambando com os ministros do STF e pedindo de volta o Ato Institucional n5.
Gravíssimo ataque do deputado ao STF. Cabe enquadramento na Lei de Segurança Nacional.
No começo de setembro de 1968 o governo militar tentou punir o deputado Márcio Moreira Alves (1936 - 2009) por um discurso simples, sem agressão, sem palavrão, sem nada. Ele pedia apenas que as moçoilas da época não saíssem com soldados no dia do desfile militar (7 Setembro). Impedido pela câmara, os militares fecharam o Congresso.
Um horror!
As agressões do deputado bolsonarista de raiz levaram o STF a decretar sua prisão. 
Esse é o assunto político do dia, por enquanto. 
Daqui a pouco a Câmara tentara livrar o bolsonarista agressor das grades, onde se acha. 
Daqui a pouco também, por volta das 14 horas, os ministros do STF se reunirão em plenário para reforçar a prisão desse sujeito, que envergonha a democracia e os brasileiros de bem. 
A prisão do deputado deverá ser reconhecida por unanimidade dos ministros. Na câmara, porém, tudo se fara para expor o cabra na rua. Quer dizer, de volta ao assento que lá ocupa por opção de 31 mil eleitores. 
Daniel Silveira, que deverá ser expulso do PSL, é o mesmo sujeito que em 2018 arrebentou uma placa de rua feita em homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco, no Rio. 
É isso ai. 
Aguardamos os próximos capítulos. 
Sobre o AI-5, leia: 
https://assisangelo.blogspot.com/2018/12/ai-5-nunca-mais.html



terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

TERÇA GORDA DE CARNAVAL

Há muito tempo não ouço a expressão "terça-feira gorda". Essa terça-feira que chamávamos de gorda talvez não exista mais, pelo menos no tocante à expressão.
Eu era menino quando ouvia minha avó falar dessa expressão: "Meu netinho, vamos comer que hoje é terça-feira gorda!".
Essa terça antecede a Quarta de Cinzas, início da Quaresma de 40 dias que finda na Páscoa.
Pois bem, a terça é o único dia de Carnaval marcado no calendário católico. E não é feriado no calendário festivo do País. Muita gente pensa que é, mas não é.
Esta terça-feira de hoje será marcada historicamente pela pandemia que ora assusta o mundo. Assusta e mata.
O vírus do novo Corona já pegou, só no Brasil, 10 milhões de pessoas.
Triste, muito triste é essa terça-feira que vivemos.
Dizer mais o quê?
Os brasileiros precisam reagir contra a desgraça que o Brasil ora vive, a partir do governo que se aboletou no Planalto.
Está tudo errado, presidente e seu governo.
Amanhã 17 é Quarta de Cinzas.
Cinzas que vivemos já a pouco mais de 2 anos. Triste.

VIVA O BRASIL, BRASILEIROS!

Claro que gostaríamos de saber o que se passa na cabeça do homem mais representativo do Brasil, politicamente falando.
Claro que gostaríamos de saber o que sente o homem mais representativo do Brasil quando o povo o classifica de tirano, canalha...
Claro que gostaríamos de saber o que pensa o mais importante figurão da República quando sabe que o povo o detesta.
Claro que gostaríamos de saber tanta coisa que não sabemos, especialmente de alguém que foi eleito equivocadamente para governar um país.
Claro que gostaríamos...

DESFALQUE NO GRUPO DEMÔNIOS DA GAROA

Estou triste. O motivo é a morte repentina do músico Izael Caldeira, que durante mais de 20 anos integrou o grupo musical Demônios da Garoa.
O Demônios da Garoa é um dos grupos musicais mais antigos do mundo. Tem mais de 70 anos de atividade.
Sobre esse grupo escrevi o livro Pascalingundum, Os Eternos Demônios da Garoa, capa acima.
Quando esse grupo completou 50 anos de atividade, ou quase, fui convidado pela direção da extinta gravadora Warner/Continental a escrever a contracapa. Leia:
https://assisangelo.blogspot.com/2009/06/pascalingundum.html
Numa noite qualquer de um ano que já não me lembro, o grupo participou de um programa que eu apresentava na AlTV. Ficou registro. Confira.
Ah, sim, Izael foi mais uma vítima da Covid-19. Ele partiu, mas deixou uma multidão de fãs e amigos. 



BOLSONARO QUER POR FOGO NO BRASIL

Triste é o país que tem um presidente parecido com o que o Brasil tem.
Nunca, em tempo algum, o Brasil teve um presidente tão mixuruca e espiritualmente violento como Bolsonaro.
Nem Floriano Peixoto, nem Hermes da Fonseca, nem Epitácio Pessoa, nem Getúlio Vargas, nem Médici e Figueiredo juntos foram tão antidemocráticos quanto o atual presidente da República Federativa do Brasil. 
Desde que assumiu a cadeira de presidente, Bolsonaro tem se mexido para assumir o cargo vazio de ditador. 
O sonho desse lamentável paulista é fechar a Imprensa, incluindo, principalmente, a Folha, o Estadão e a Globo, que considera seus inimigos particulares, pessoais.
Há menos de 24 horas, Bolsonaro ocupou as redes sociais pra disparar contra o Facebook e a Imprensa. Textualmente disse: "O certo é tirar de circulação, não vou fazer isso porque eu sou um democrata, Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, Antagonista… que são fábricas de fake news. Agora, deixa o povo se libertar. Logicamente que, se alguém extrapolar em alguma coisa, tem a Justiça para recorrer”.
O atual presidente da República está extrapolando todos os níveis razoáveis do bom viver em uma sociedade democrática. 


Da imprensa ele não gosta
Da justiça também não
O bicho é invocado
Só gosta de confusão
Anda com fogo no bolso
E gasolina na mão

O que vai fazer com isso
Tacar fogo na Nação
Dizer que é bicho macho
Como macho Lampião
Que na hora derradeira
Levou chumbo no Sertão?

O Capitão é muito louco
Esse bicho é anormal
Se pudesse fecharia
O Supremo Tribunal
Mas isso ele não pode
Nem se fosse General

Jornalistas levam pau
De graça do presidente
Que adora bater forte
No lombo de sua gente
Que a Deus pede rezando
Um futuro diferente

Esse cara fala mal
Todo dia do seu povo
Caia chuva, faça sol
Ele grita que nem corvo
Alisando aquela cobra
Que tranquila choca ovo...

Trecho do cordel Serpente Quer Por Ovo no Coração do Brasil

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

CAUBY COMEÇOU NUM CARNAVAL

Muita gente boa nasceu num dos dois meses de Carnaval.
O Carnaval cai em fevereiro ou março, pois é uma festa móvel que depende da Páscoa.
Este ano, por exemplo, o Carnaval caiu num fevereiro de pandemia braba. Ai, ai. 
O cantor niteroiense Cauby Peixoto nasceu no dia 10 de fevereiro de 1931. Embora tranquilo de comportamento, não teve tempo para comemorar seu 90° aniversário, pois morreu em maio de 2016. 
Eu acompanhei algum de seus espetáculos na sala São Paulo e no Bar Brahma. A última vez que o vi foi num restaurante onde eu jantava, no Cambuci. Ele chegou, nos cumprimentamos e ponto. 
Cauby era de uma família de músicos, a parte do pai. 
Em 1949, levou a voz aos microfones da rádio Tupi como calouro. Gostou.
Dois anos depois de experimentar os microfones foi levado por amigos à uma gravadora e logo estreou com duas músicas num disco de 78 RPM: Saia Branca e Ai que Carestia, respectivamente de Geraldo Medeiros; Victor Simon/Liz Monteiro.
No decorrer da carreira Cauby Peixoto gravou muitas músicas nos mais diversos estilos, de samba à toada etc. 
Gravou também e várias línguas, em inglês, inclusive. 
Chegou até a viver nos EUA, por algum tempo. Lá gravou dois discos de 78 RPM sobre o pseudônimo de Ron Coby. Aventuras à parte, foi com o samba canção Conceição, de Dunga e Jair Amorim, que alcançou a glória. 
A letra da marcha Ai que Carestia é atualíssima, confira.
Detalhe: essa música foi lançada em fevereiro de 1951.


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domingo, 14 de fevereiro de 2021

HOJE É DIA DE AUGUSTO DE CAMPOS. PARABÉNS!

O amigo radialista Carlos Sílvio telefona pra dizer que não tem o que fazer. E por não ter o que fazer está atualizando leituras. Um dos livros cuja leitura está concluindo é Balanço da Bossa e Outras Bossas, do poeta Augusto de Campos. Rápido como um raio pergunta: você conhece esse poeta?

Bom, vamos falar sobre o poeta contextualizando sua história.

Muita gente boa nasceu e nascerá em fevereiro de Carnaval. O santista José Ramos Tinhorão nasceu no dia sete de fevereiro de 1928.

O paulistano Augusto de Campos nasceu no dia 14 de fevereiro de 1931.


Augusto, irmão de Haroldo (1929-2003), é um intelectual de respeito. Poliglota, o escambau. 

Tinhas uns vinte anos quando foi às livrarias o seu primeiro livro, de poesia. 

Aparentemente Augusto de Campos é um poeta normal, com traços de fina ironia. Nesse ponto, faz par com Tinhorão.

Tinhorão e Campos têm textos primorosos. Só que Tinhorão sempre acreditou ser possível ter o Brasil uma identidade cultural própria, pura sem estigmas. 

Ainda muito cedo, começos dos anos de 1950, Campos juntou-se ao irmão Haroldo e a Décio Pignatari(1927-2012). Os três mexeram profundamente na estrutura da poesia tradicional brasileira. 

Enquanto Tinhorão fazia-se presente no País através do textos brilhantes que publicava no Jornal do Brasil, os três os poetas detonavam a poesia como tal conhecemos e inventavam o Concreto, a poesia concreta.

Quem faz poemas concretos é poeta concretistas.

A poesia movimentou-se nas águas do Naturalismo, do Realismo, do Romantismo, do Simbolismo e do Parnasianismo.

Aloísio de Azevedo foi Naturalista. Esse movimento começou ali pela metade do século 19. 

Castro Alves foi um representante fortíssimo do Romantismo como fortíssimo fora no Simbolismo Alphonsus de Guimarães (1870-1921)e o paraibano Augusto do Anjos(1884-1914).

Olavo Bilac, que além de poeta foi jornalista, representou muito bem o Parnasianismo.

Pra quebrar a monotonia dos versos presos por rimas, os Campos e Pignatari chutaram o pau da barraca que resultou no Concretismo.

Para os tradicionalistas, foi um Deus nos acuda.

Um dos primeiros seguidores desse movimento, o paulista de Cajobi, Mário Chamie(1933-2011), achou esse movimento chato. E também chutou o pau da barraca. Resultado: Praxis.

O movimento Praxis foi inventado pra demolir com toda energia possível, o Concretismo. 

O primeiro livro que marcou esse movimento foi Lavra Lavra, de 1962. 

Chamie, que chegou a gravar um CD declamando seus poemas(CPC Umes) morreu emburrado com os poetas concretistas, especialmente Augusto.

E Tinhorão, hein?


Os concretistas continuaram achando o contrário do que sempre achou Tinhorão, em termos culturais.

Para os Concretistas a Bossa Nova, a Jovem Guarda e o Tropicalismo são a essência da essência do nosso Patropi, mesmo sem a pureza perseguida por Tinhorão.

Augusto de Campos acha João Gilberto(1931-2019) um gênio da raça, por exemplo.

O livro Balanço da Bossa e Outras Bossas(Ed. Perspectiva, 1978) trás nas suas trezentas e tantas páginas uma geral sobre o que representou a Bossa Nova no Brasil e no Exterior. Além disso, o autor não se omite de expor seu pensamento sobre o Tropicalismo e dos festivais de música popular. 

É um livro bom, sem dúvida. E ainda legível, principalmente pra quem não viveu os movimentos musicais a parti da Bossa Nova.

Sílvio conta que os livros de Tinhorão são livros necessários à compreensão do Brasil desde o  achamento pelos portugueses e outros povos que pisaram o nosso solo."Não li tudo do Tinhorão, mas eu acho esse cara fundamental pra todos nós", ressalta o radialista.

O poeta Augusto Luís Browne de Campos está completando hoje 90 anos de idade. 

Ao poeta, meu respeito e admiração. 



sábado, 13 de fevereiro de 2021

CARNAVAL DA PANDEMIA

 Oficialmente, as ruas e avenidas de São Paulo e Rio de Janeiro estão em silêncio. Motivo: a Pandemia provocada pelo Novo Coronavírus.

Apesar disso, os brasileiros que gostam de sambas de enredo não vão dormir cedo. Motivo: a TV Globo vai retirar dos seus arquivos pérolas de antigos carnavais do Rio e São Paulo.

Ao todo, serão 28 enredos escolhidos a dedo pelas ligas das escolas de samba e RJ e SP.

Caso queiram, os mais apressados podem acompanhar aqui alguns dos sambas que irão ao ar hoje 13 e amanhã 14 na telinha da plin, plin:

Liberdade ! Liberdade! Abre as asas sobre nós

https://www.youtube.com/watch?v=vtItwpeTqmk

Salgueiro: Peguei um Ita no norte





HISTÓRIA

Se o amigo e a amiga clicarem aqui, saberão como e quando começaram a ser feitos os sambas de enredo:

http://assisangelo.blogspot.com/2014/02/o-fim-dos-sambas-de-enredo.html

A RAINHA DO BAIÃO ERA DE SAMBA ENREDO

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwyC9M2XHMdZf2461kA2bh9JnYAMoi2lmNk6i6dbXJTU3WegY_FuF_4rU0MbeeWT0ig1O-RXSKLWLQu-58l2xei7ltDjmMErkWaHnpqYS0tvc9PytoSFHzsfi6l1MLiC7lZUPV1DcKFS8/s1600/car.png
Assis junto com Marinês (rainha do xaxado), Carmélia (rainha do baião)
e Anastácia (rainha do forró), foto feita num estúdio da Rádio Capital

É certo, certíssimo, que pouquíssimas pessoas sabem que Carmélia Alves, a Rainha do Baião, foi a primeira mulher na história da nossa música a gravar um disco (LP) inteiro com sambas de enredo. Pois é.
Isso aconteceu em 1969 e o seu parceiro de empreitada foi um cabra incrível nascido em São Paulo chamado Geraldo Filme (1927-95).
Era paulistano, descendente de escravos. Gente fina, bonita, respeitosa, um cidadão do tamanho de Deus. Amigo e parceiro de Osvaldinho da Cuíca. Dele é, por exemplo, o samba Silêncio no Bixiga. Ouça: SILÊNCIO NO BIXIGA
Em 1969, Geraldo e Carmélia se juntaram pra gravar sambas de enredo. Coisas bonitas, que tratam da nossa história.
A voz de Carmélia tinha a beleza do rufar dos tambores de África, embora fosse ela de pele branca. Era grandona, que nem a nossa Aparecida.
O amor não é cor. Melhor: o amor tem, traz e mostra todas as cores da vida, da natureza.
O disco Sambas Enredo das Escolas de Samba de São Paulo é uma pérola. Clique: 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

MESTRES DE FEVEREIRO: MARTINHO DA VILA, OSVALDINHO DA CUÍCA...

Meu amigo, minha amiga, você já ouviu falar de Américo Jacomino?
Martinho, Osvaldinho e Dominguinhos.
Dos três, José Domingos de Moraes é o mais novo. Já está no céu tocando sanfona pra Deus e seu filho Cristo e todo mundo que gosta de alegria e ama. Deixou uma obra incrível, iniciada em 1964 com a gravação do LP Fim de Festa (Cantagalo; Direção de Pedro Sertanejo).
Martinho José Ferreira, da Vila, é o mais velho, nascido em 1938.
Osvaldo Barro, o Osvaldinho da Cuíca, nascido em 1940, acaba de trocar a Capital paulista por Atibaia, SP, lugar onde viveram seus últimos dias Noite Ilustrada (Mário de Souza Marques Filho; 1928-2003) e Sílvio Caldas (1908-1998). Começou a gravar discos pela extinta Marcus Pereira, nos anos 70.
Osvaldinho tem uma obra fenomenal e fundamental para que o Brasil seja melhor visto através da música, naturalmente.
No decorrer de todos os anos que até aqui tem vivido, Osvaldinho acompanhou Adoniram Barbosa, Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho, Cartola, Zé Keti, Nelson Sargento, Elton Medeiros, Clementina de Jesus, Beth Carvalho, Toquinho e Vinícius de Moraes, Paulinho da Viola, Martinho da Vila…
A história de Osvaldinho da Cuíca, como a história de Martinho da Vila e Dominguinhos, não cabe neste espaço. É grande demais.
Os três artistas aqui lembrados nasceram no mesmo dia e mês: 12 de fevereiro.
Um testemunho: vivi de perto com Dominguinhos (1941-2013), que chegou a prefaciar um livro meu (Eu Vou Contar pra Vocês; Ed. Ícone, 1990) e a gravar uma música que fiz em parceria com Gereba, Hino ao Céu. Ouça: 

Pra Osvaldinho compus Batuque pra Cuíca, este:

Em São Paulo tem batuque
Digo e provo, sim senhor!
E muita gente bonita,
Demonstrando seu valor

Osvaldinho da Cuíca
Do pandeiro e do tambor
É um grande ritmista
Do batuque, professor!

Mas pra ele tanto faz
O pandeiro ou o tambor
Importante no batuque
É o que vem da sua cor

O batuque vem de longe
Vem da alma, vem da dor
Vem dos olhos, vem das mãos
E dos pés do dançador

Todo mundo bate palmas
Pra quem é batucador
Quem batuca também dança
Ao som livre do tambor

Osvaldinho da Cuíca
Também é batucador
Ele toca ele encanta
Abraçado a bom tambor

Osvaldinho da Cuíca
Do batuque é professor…

Sobre Martinho e Dominguinhos, mais Osvaldinho, já escrevi tanta coisa e temendo repetir, sugiro que vocês acessem os links: OSVALDINHO DA CUÍCA, 80JOSÉ DOMINGOS DE MORAES, 70. VIVA!O HISTÓRICO DIA DO FICO
Martinho da Vila vocês vão encontrar no programa São Paulo Capital Nordeste. Aqui: SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE, parte 4
Ia-me esquecendo: Américo Jacomino foi um violonista nascido em São Paulo no dia 12 de fevereiro de 1889. Era canhoto. E por ser canhoto ganhou o apelido “Canhoto”. Gravou o primeiro disco em 1912. O tempo foi correndo e ele encantando quem o ouvia. Morreu em 1928. A sua obra é fabulosa. Dela consta
Abismo de Rosas. Ouça: ABISMO DE ROSAS, por Canhoto

CARMÉLIA DE BAIÃO TAMBÉM ERA DO FREVO

Você já ouviu falar de Carmélia Alves?
Carmélia Alves era uma mulher arretada, filha de cearense com carioca. Cheia de graça. Risonha o tempo todo. Cativante.
Muita gente pensa que Carmélia era nordestina. Pois é, não era não.
Carmélia nasceu em 1923, no Rio de Janeiro.
Era uma grande intérprete, composição não era com ela. Mas ela sabia distinguir o bom do não bom. E foi assim que ela conheceu Luiz Gonzaga e suas músicas e seus parceiros, como Zé Dantas e Humberto Teixeira.
Virou Rainha do Baião, com coroa e tudo posta na sua cabeça pelo, rei Luiz Gonzaga.
Carmélia foi minha amiga. Ela vinha a minha casa e eu à casa dela, em Teresópolis, RJ.
Carmélia Alves começou a carreira imitando Carmen Miranda (1909-1955).
O primeiro disco de Carmélia, um 78RPM, foi gravado de modo independente na RCA. Final dos 40. Nelson Gonçalves e outros bambas participaram do coro.
De voz possante, ela gravou de um tudo. Até música de Carnaval. Ouça:


FOME COM VONTADE DE COMER. EITA!

Sarcástica, com sorriso no canto da boca, Anninha da Hora pergunta sobre a possibilidade de Bolsonaro se reeleger nas próximas eleições. Hummm dois mil e vinte e dois está ai, batendo à porta. 
Nesta semana que termina, muitas incógnitas surgiram no mundo político. De repentemente. 
Começou com o imbróglio na Câmara e no Senado que resultou no quebra pau entre ACM Neto e Rodrigo Maia.
Maia é, até o momento, do DEM. 
ACM Neto é o presidente do DEM, ex-prefeito de Salvador e herdeiro político de Antônio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza. Uma raposa.
Esse quebra pau acabou ressoando no MDB e no PSDB. 
O MDB abandonou a candidatura da senadora Simone Tebet à presidência do Senado para apoiar de corpo inteiro o candidato de Bolsonaro, Rodrigo Pacheco (DEM). 
Na Câmara, quase todos os partidos de esquerda, centro e centro-esquerda apoiaram o candidato de Bolsonaro, Arthur Lira.
E o causo não parou ai, pois o governador psdebista João Doria enfureceu-se. Ora pois, como pode, hein, hein?
E foi fundo: gritou pela expulsão do deputado Aécio Neves, que desde que foi pego com a mão na cumbuca anda escondido na moita. 
E a coisa não parou ai.
Fulo da vida com ACM Neto, Rodrigo Maia ameaçou deixar o DEM. Dito isso, rapidamente Dória chamou Maia pra engrossar as fileiras do seu partido. Detalhe: o convite a Maia caberia fazer o presidente do PSDB, Bruno Araújo.
Dória é candidato declarado à sucessão de Bolsonaro. Daí o rolo.
Cuidemo-nos.
E o pau continua a cantar na ribalta política. 
E quem ganha com isso? Claro, Bolsonaro. 
Se os partidos de esquerda não se juntarem, Bolsonaro papará as próximas eleições. 
Ah sim: puta velha, Lula mandou Haddad botar o bloco na rua. Ai, ai, ai...
Comentário da Anninha: "Poxa, eu não tinha pensado nisso". 
E ainda tem a pandemia da Covid-19 que exige do governo federal que se dê o mínimo de grana (auxílio emergêncial) para o pobre viver: é a fome com vontade de comer. 

É CARNAVAL. E AS MARCHINHAS?

A primeira marchinha de carnaval foi composta em 1899 pela carioca Chiquinha Gonzaga (1847 - 1935), você sabia disso? Leia: https://assisangelo.blogspot.com/2010/02/chiquinha-gonzaga-em-revista-no-sesc_6665.html
Chiquinha esteve muitos anos a frente do seu tempo. Muitos carnavais se passaram desde que ela compôs Ó Abre Alas. 
A marchinha de Chiquinha pode ser classificada como marcha rancho. 
A última grande marcha rancho foi máscara Negra, de Zé Keti. 
Antes de Zé Keti, inúmeros compositores se aventuraram nesse gênero. Um deles foi José Roberto Kelli, que emplacou na história do carnaval Cabeleira do Zezé (abaixo). 
Os carnavais marcaram a vida de muita gente boa no Brasil. Sem saudosismo, é possível dizer que nos tempos de ontem as letras das marchinhas tinham um sabor mais gostoso do que as "marchas" improvisadas. Aliás, já não há mais espaço para marchinhas. Pena. 


HISTÓRIA DA CABELEIRA

Conta-se que o autor de Cabeleira do Zezé estava de olho na namorada de um cara que ele bebericava à mesa de um bar. O cara era, digamos, pra frentex. Cabeludo e tal. Cheio de graça. E o compositor na dele... Olha a cabeleira do Zezé... Enquanto ele improvisava a letra que se tornaria sucesso nos fins do 60, a namoradinha do cara pra frentex caia na risada. O final dessa história eu não sei, a não ser que a marchinha virou um tremendo sucesso. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

HISTÓRIA VIVA, MEMÓRIA MORTA. PAÍS SEM MEMÓRIA

Não é de hoje que se ouve a expressão "somos um país sem memória".
Somos um país sem memória porque somos um país com grande número de analfabetos.
Os números indicam que somos um país com 12% de analfabetos totais e 30 não sei quanto porcento de analfabetos funcionais.
No quesito história, somos praticamente zero.
É como não nos interessássemos pela vida que vivemos e pela vida do nosso País.
Em andamento no STF, mas já com maioria alcançada, o Brasil não terá juridicamente direito ao esquecimento.
Esse é um assunto importantíssimo, pois tem a ver com censura e impedimento do trabalho do jornalista. Se isso passa, estaríamos historicamente todos fritos.
Fatos são fatos.
Fatos contam histórias e a história do Brasil não pode nunca ser esquecida, jamais apagada.
Apesar dos pesares fato algum pode ser levado ao esquecimento. Se assim fosse, nada saberíamos da presença dos invasores estrangeiros no território brasileiro, as revoltas populares, a escravidão e por aí vai.
A conclusão a que chegou a maioria dos ministros do STF deveu-se a um processo provocado por uma família do Rio de Janeiro que teve um dos seus integrantes morto violentamente. No caso, uma jovem de 25 anos chamada Aída Cury. Esse caso aconteceu em 1958 e foi amplamente noticiado pela Imprensa da época.

FOLCLORE DA CACHAÇA



O filólogo Antonio Houaiss, autor do dicionário de língua portuguesa que traz o seu nome, era chegado às curiosidades, mistérios e prazeres do álcool. Era fino. Bebia com finesse. 
Houaiss, que também era um craque da gastronomia, chegou a escrever livros a respeito. 
Outro bom cidadão chegado às curiosidade que marcaram Houaiss foi o potiguar Luís da Câmara Cascudo.
Cascudo deixou um livro de leitura obrigatória sobre o tema: Prelúdio da Cachaça (1968). 
Conheci de perto Cascudo e também um de seus seguidores, Mário Souto Maior. 
Maior deixou publicados uns 50 livros, entre os quais o Dicionário Folclórico da Cachaça (1980). 
É enorme o leque de curiosidades entorno da cachaça ou cana, como fala o homem do povo. 
Tem piadas, causos, músicas e tudo mais. E personagens no teatro, na TV, no cinema, em todo o canto. 
Você lembra daquele personagem do Chico Anísio, o João Cana Brava? Estava sempre de porre. 
E do caso do cara que chega a delegacia, sem saber porque lá estava?
Diz que o delegado perguntou ao cidadão por que ele estava ali, se ele se envolvera em algum crime ou confusão de rua. Depois de arrotar uma arroto cana brava, disse o cidadão: 
- Dotô, eu num sei não. 
- Como não sabe?
- Eu estava na rua, um monte de gente de lado, quando a polícia chegou gritando: cana pra todo mundo!
E tem essa também:
Dois bêbados estão na rua praticamente abraçados, cai aqui cai acolá. De repente um dele se abaixa para pegar uma nota de 50 reais que estava dando sopa, perdida. Aí diz o sortudo, ao colega: 
- 50 paus! Vamos comprar 45 de cachaça e 50 de pão. 
- Você é louco? Porque tudo isso de pão?






quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

A CACHAÇA NA MÚSICA POPULAR


O amigo Vito Antico diz que a bebida mais consumida no Brasil não é a cachaça, é a cerveja. 
O Vito não bebe, mas sabe os segredos que rondam o álcool. 
Mas a cachaça, ainda segundo ele, "é consumida cinco vezes mais do que o Whisky". No Brasil.
Ufa! E eu, coitado de mim, que pensei ser a agua a bebida mais consumida.
Eu estava no século passado quando ouvi no rádio uma mulher cantando um verso que me chamou atenção: "Não confie em ninguém com mais de 30 anos/ Não confie em ninguém com mais de 30 cruzeiros". 
É o caso de dizer: não confio em ninguém que não tome uma, ou duas...
Tomei umas e boas com Nelson Cavaquinho, Nelson Gonçalves, Zé Keti, Chico Anísio, Teo Azevedo, Luiz Wilson, Cadu (Gato com Fome), Luiz Gonzaga (foto acima) Waldick Soriano, Antonio Carlos e Jocafi, Fagner, Inezita Barroso, Adoniram, João Nogueira, Nelson Cavaquinho, Arthur Lil Reis, Vital Farias e outros mais. Eita!
Paulo Vanzolini, verdade seja dita: não tomava cachaça, mas o tanto que tomava de cerveja, nem uma esponja seria capaz de fazer o mesmo.
A cachaça, diz a história, surgiu no Brasil através do trabalho escravo. Leia: https://assisangelo.blogspot.com/2017/02/historias-de-cachaca-e-cachaceiros.html
O tempo me deu vários amigos e colegas de profissão que nunca rejeitavam ou rejeitam uma boa branquinha ou amarelinha, da Paraíba, Pernambuco e de Minas. 
A cachaça é atendida por centena e meia de nomes, entre os quais malunga, jabiraca, xaropada, zombeteira, quebra-goela, mé, maçaranduba.
Muito cabra bom sucumbiu perante a força da cana. O compositor Ary barroso foi um deles. O escritor Lima Barreto, outro. 
Cachaça mal tomada não faz bem, como não faz bem tomar demais e apressadamente a agua nossa de todo dia.
Não é heresia dizer que até Jesus era chegado a um alcoolzinho na língua. Não foi a toa que ele um dia transformou um ou dois tonéis de água, em vinho. Não é mesmo?
O álcool em boas doses, em doses contidas, faz-nos relaxar. 


E MAIS: 

https://www.youtube.com/watch?v=XUOgpSlMH7w&list=RDXUOgpSlMH7w&start_radio=1&t=0
https://www.youtube.com/watch?v=DU6TwSbxFp4
https://www.youtube.com/watch?v=WmZn96PKfxQ
https://www.youtube.com/watch?v=jcHwEwjCn90
https://www.youtube.com/watch?v=ZxxM261ddhI
https://www.youtube.com/watch?v=BFOO-HFoMSg

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