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sábado, 19 de dezembro de 2020

2020, MAIS UM FIM DO MUNDO

Este é o 7º Natal que vivo sem ver as cores próprias da data.
Dezembro é um mês bonito, cheio de símbolos. Lembro disso.
Os cristãos sempre acreditaram que Cristo nasceu no dia 25 de dezembro.
Não, não. E não.
Ninguém sabe quando Cristo nasceu, mas há indícios que foi um cara incrível. Um cara que discutiu o seu tempo, que brigou com quem não prestava.
Particularmente, acho o Cristo um cara incrível.
O ano de 2020 foi um ano complicadíssimo, para todo o mundo.
2020, foi o ano que trouxe para o mundo o novo Coronavírus.
O novo Coronavírus empesteou o planeta, matando quase 2 milhões de pessoas, até agora. No Brasil, mais de 180 mil brasileiros e brasileiras.
A Peste Bubônica matou milhões e milhões de pessoas. A Gripe Espanhola, também.
Desde sempre doenças vão e voltam levando o povo à tumba, cova.
O fim do mundo é todo o dia.
Enquanto o vírus, a peste, a Covid-19, mata mundo e meio, o presidente do meu País não dá a mínima. Não à toa, no começo dessa peste, ele disse que o Corona não passa “de uma gripezinha”.
O cara presidente seguiu, e continua seguindo à risca, o presidente dos norte-americanos.
Lá, nos EUA, pesquisas indicam que 20% da população não se submeterão à vacina contra a Covid-19.
Os dois “líderes” são idiotas na acepção da palavra.
Idiotas também podem ser, na história, assassinos.
Hitler foi um idiota assassino.
Pesquisas no Brasil (DATAFOLHA), 12-12 indicam que 22% da população não aceitarão de modo algum uma vacina contra a Covid-19.
O ano de 2020 ficará para a história, por todo o tempo que esse tempo ainda poderá representar pra nossa vida.
No decorrer deste ano, neste espaço, procurei registrar a nossa história recente, viva, pelo viés da cultura popular. Incluindo a música.
Registrei, no decorrer de 2020, a história de quem fez história na arte popular.
Não custa lembrar, ou relembrar, a importância que Luiz Gonzaga (Rei do Baião) representa para o Brasil. Ele, Manezinho Araújo, Jackson do Pandeiro e tantos. Foram incríveis.
O Rei do Baião tem uma música muito bonita falando do Natal. CARTÃO DE NATAL
O Natal, identificado e comemorado como data do nascimento do Cristo, tem sido historicamente cantado e decantado por artistas do mundo inteiro. Em todos os ritmos, de todas as formas. Entre nós Simone, Ivan Lins e Chitãozinho e Xororó (abaixo).
No nosso acervo há milhares de músicas que tratam do Natal e Ano-Novo. Inclusive a belíssima Boas Festas do baiano Assis Valente, que matou-se de tristeza em 1958.
O Natal, em disco, no Brasil começou a ser registrado na terceira década do século passado. Com Madelou Assis (1915-1956). Ouça: PAPAI NOEL/FELICIDADE
Madelou foi a primeira cantora a gravar uma música, no Brasil, falando de Papai Noel. Curiosidade: a letra trata de um sequestro. 2020 é um ano que será lembrado por gerações e gerações.
A cultura popular está presente na nossa vida de todas as formas: na música, na dança, no filme, no teatro, na literatura…
No dia 16 de março de 2020 foi registrada a primeira morte provocada pela Covid-19.
No dia 17 de março de 2020, por não ter o que fazer, escrevi e publiquei o primeiro folheto de cordel tratando da peste Covid-19. Depois, mais três (ao lado).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

BOLSONARO VOLTA A ATACAR JORNALISTAS, VIOLENTAMENTE

Impressionante, assustador. Terrível o que sai da boca de Bolsonaro.
Tem hora que fico pensando: será que Bolsonaro tem consciência de que foi eleito presidente da República Federativa do Brasil.
A minha dúvida ocorre por vê-lo o tempo todo a dizer impropérios, dizer xingamentos com o uso de palavras de baixo escalão.
Será que Bolsonaro tem consciência de que foi eleito para governar em nome de todos os cidadãos, para todos cidadãos;
Centenas de vezes, desde que assumiu a cadeira de presidente, Bolsonaro tem agredido de formas diversas os jornalistas.
Tem hora que é preciso não dar bola para o que ele diz. Mas ele é presidente. Pena.
Hoje ele disse mais horrores contra jornalistas, numa solenidade de formatura de policiais na Zona Sul da capital Fluminense. Leiam:

Por muitas vezes vocês estarão sós. Terão apenas Deus ao seu lado e assim sendo, se preparem cada vez mais. Simulem as operações que podem aparecer pela frente. Porque uma fração de segundo, está em risco a sua vida, dom cidadão de bem ou de um canalha defendido pela imprensa brasileira. Não se esqueçam disso, essa imprensa jamais estará do lado da verdade, da honra e da lei. Sempre estará contra vocês. Pensem dessa forma para poderem agir.

O que Bolsonaro acaba de fazer novamente contra a categoria de jornalistas é imperdoável. A seus crimes, e já são muitos, precisam ter um fim. E o fim é a Justiça.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

HOJE É DIA DE GÊNIOS

Você já leu algum livro do gaúcho Érico Veríssimo?
Veríssimo foi um cara incrível. Ele nasceu no dia 17 de dezembro de 1905 e partiu para a Eternidade em 1975. Clique: VERÍSSIMO, VIETNÃ: O PRISIONEIRO
Quem também nasceu no mesmo dia de Veríssimo foi o alemão Beethoven.
Beethoven nasceu em 1770, 100 anos antes de o também maestro e compositor Antônio Carlos Gomes estrear a ópera Il Guarany, no tradicional e famoso Teatro Alla Scala de Milão, Itália.
Sou apaixonado pela obra desses três personagens.
Pra lembrar Beethoven, ouça:

CASA DI FATEL É CULTURA EM PARELHEIROS

São Paulo é a 4ª ou 5ª maior cidade do mundo, segundo a ONU. Nessa cidade, habitada por 12 milhões de pessoas de raça, credo e origem diversas, tem dezenas e dezenas de grandes bairros. Sua periferia é forte e trabalhadora, embora não atendida como deveria pelo poder público.
Parelheiros, localizado na Zona Sul da cidade, vivem mais ou menos 150 mil pessoas. A maioria é formada por pretos e pardos, mas ainda há remanescentes indígenas na região. Não há muitos ambientes de divertimento para jovens e adultos do bairro. Por isso é de se louvar a criação da Casa di Fatel.
A Casa di Fatel, à frente sua fundadora a cantora e produtora cultural mineira Fatel Barbosa, faz-se presente no bairro com cursos de utilidade doméstica dirigidos à mulheres e jovens. Agora mesmo, por exemplo, há cursos de Costura Criativa e Aulas de Dança para terceira idade. Nos fins de semana são servidos pratos da culinária mineira e paulista. "Para atender o maior número possível de pessoas, não só de Parelheiros, decidimos alugar uma casa bem grande e nele abrir espaço para apresentações, inclusive musicais", diz empolgada a cantora Fatel. "Até encontros de repentistas, cordelistas como Luiz Wilson, Costa Sena, Valdir Teles (1956-2020), Zé Viola, Edival Pereira, Fenelon Dantas e Orlando Dias, já realizamos", acrescenta a cantora.

Aulas de Dança Terapêutica e Costura na Casa di Fatel
Diante da pandemia que a todos preocupa, a Casa di Fatel está ministrando curso de dança e costura com turmas reduzidas, de 5 à 10 pessoas. Para mais informações: Tel.: (11) 97538-6825; Email: fatelbarbosa@gmail.com.
A Casa di Fatel localiza-se à rua R. Nazle Mauad Lutfi, 169.
Fatel começou a carreira artística nos anos de 1970. Tem gravados 3 LPs, 1 compacto e CDs.
Ouça Fatel cantando Com Luiz Wilson uma música composta por Teo Azevedo para Luiz Gonzaga

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

37 DEZEMBROS SEM CLARA NUNES

O Brasil e os brasileiros viverão este ano o quadragésimo dezembro sem o poetinha Vinicius de Moraes.
O poeta carioca e ex-embaixador Marcus Vinicius de Moraes morreu no dia 9 de julho de 1980, depois de um porre. Foi, no mínimo, curiosa a sua morte: afogamento na banheira do seu apartamento, no Rio.
A primeira pessoa que o encontrou já sem vida foi o seu principal parceiro musical, Toquinho.
Em 1973, Vinicius e Toquinho convidaram a cantora mineira Clara Nunes para juntos se apresentarem nos teatros da vida. Título do espetáculo: Poeta, Moça e Violão, que saiu em 3 LPs da Collectors, em 1991.
Clara Nunes morreu há 37 dezembros, no dia 2 de abril de 1983.
Clara Nunes era uma pessoa leve, bonita, super comunicadora. Eu a conheci num dia qualquer dos anos de 1970 (foto ao lado).
Ontem 15 o cantor, compositor e instrumentista paulistano Eduardo Valbueno (foto acima) veio para
um dedo de prosa e ouvir discos de Clara.
Valbueno conhece tudo e mais um pouco da vida e obra da mineira Clara Nunes.
Ouça o show de Clara com Vinicius e Toquinho: 

 

ALOK, O CARA DA ELETRÔNICA

Acabei de escutar uma entrevista muito boa do DJ Alok aos jornalistas Tatiana Vasconcellos e Fernando Andrade, da Rádio CBN. O artista falou da sua vida e obra. Contou que tinha 10 anos de idade quando foi atacado pela depressão. Ninguém o levou a sério. Dois anos depois só pensava em se matar. Depois de indas e vindas à médicos, que lhe receitaram remédios, Alok deu novo rumo a sua vida, sem remédios. É um dos nomes mais respeitados da música eletrônica, no momento. Tem mais de 400 milhões de acessos na Internet. Depressão é coisa séria, seríssima. Meus parabéns ao artista pela coragem de mostrar, em público, os atropelos sentidos nas veredas da sua mente. Ouça um dos últimos trabalhos de Alok: Alok & Ilkay Sencan (feat. Tove Lo) - Don't Say Goodbye

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

VIVA ORLANDO DUARTE!

Orlando Duarte foi um marco na história do futebol brasileiro. Nasceu em 1932, e partiu para a eternidade hoje.
Eu conheci Orlando.
Trabalhei na Rádio Jovem Pan quando Orlando estava lá. E foi com ele que, pela primeira vez, entusiasmei-me completamente.Fui numa partida de futebol, não lembro que partida exatamente foi essa, mas ele estava lá: transmitindo da redação da Pan uma partida entre dois times, pela televisão. Achei aquilo encantador.
Hoje fazer o que Orlando Duarte fazia, é fácil.
A Copa de 1960 eu acompanhei na redação do extinto jornal O Norte, de João Pessoa.
E o que eu vi, com os olhos que a terra há de comer, só Deus poderá descrever...
Orlando Duarte, com a sua frieza profissional, ensinou-me a viver com toda a naturalidade do mundo. Sem frieza, com objetividade.
Está pra nascer alguém com o talento de Orlando Duarte.

CRIOLO PENSA BRASIL

Este ano terrível de 2020 está chegando ao fim, sem deixar saudade.
Saudade é coisa que machuca, que dói.
É uma coisa que Deus botou no mundo para desafiar a vida.
Povo é periferia do mundo, com sua arte, com seu saber, com sua força de viver.
Periferia é o mundo sem luz, que dá luz ao mundo.
Dói viver sob o cabresto dos poderosos, de idiotas como um tal de Jair Bolsonaro.
Bolsonaro, um idiota que permaneceu no baixo clero da Câmara por 30 anos, de repente chega aos holofotes e dita coisas para se autopreservar na sua própria escuridão. Não à toa ele nega, renega e transforma-se num negacionista absoluto.
O negacionismo é algo dos tempos d'antanho, dos cruzadistas, dos loucos absolutistas.
O planeta roda no sentido horário.
Mas pensemos: o Brasil é um mundo fora do mundo, girando no sentido contrário do relógio.
Esse tal de Bolsonaro é um idiota. Sim, é um idiota.
Opinar é fundamental. Respeitar as pessoas, também. Mas idiota é idiota, em qualquer tempo e lugar.
Bolsonaro, o presidente do Brasil atual, é um idiota que quer preservar-se no poder, custe o que custar.
Pesquisa recente, no DataFolha, indica que 22% da população seguem o idiota Bolsonaro.
Ouvindo à pouco uma fala do cantor e compositor da periferia paulistana Criolo, chego à conclusão que o capitalismo continua colado na memória vazia do Bolsonaro. E quem paga por isso, somos nós.
Está na hora do Brasil pensar Brasil. Criolo com a palavra:


UMA NAÇÃO PODE SOBREVIVER AOS IDIOTAS...

Ouvi há pouco, o presidente do Brasil dizer, no seu linguajar troglodita, que reconhece a vitória do Joe Biden. Isso foi na TV Bandeirantes, num programa de crimes e misérias (Datena).
Ele poderia ter dito isso pela via mais comum e natural do mundo: pelo Itamaraty, não é mesmo?
Meu Deus, que diacho de presidente é esse, que não reconhece oficialmente a vitória de um presidente estrangeiro, aliado do Brasil?
Esse presidentezinho do Brasil atual é uma besta quadrada. Um horror!
Num ano qualquer do século I a.C., um filósofo e historiador de nome Cícero disse:

Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos. Mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma. Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado. E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas. Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe. Deve-se temê-lo mais que a um assassino...

Idiotas existem em todos os tempos, desde ontem.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

VIVA MESTRE ZÉ CALIXTO!

Lá em cima, no Céu, a coisa deve estar assim, assim. Quer dizer, sei lá!
Por tédio ou vontade inexplicável, Deus escolheu o dia 13 de dezembro pra chamar Zé Calixto.
O paraibano de Campina Grande José Calixto da Silva, que entrou para a história da música do Brasil com o Rei dos 8 Baixos, morreu ontem aos 87 anos, no final da noite no Rio. Causa mortis: complicações de Alzheimer.
Zé, um dos 9 filhos de Seu João e Dona Maria, deixou uma obra marcante.
Em 1959, ele estreiou em disco. De uma vez só gravou quatro 78RPMs. Num deles, Forró em Campina Grande.
Em 2013, eu o convidei para participar do projeto Rodas Gonzagueanas. Foi no Rio. E não vou mais falar dele porque a minha garganta está apertada.
Pra lembrar Zé Calixto, clique:


SIVUCA

Como Zé Calixto, Sivuca foi um dos maiores sanfoneiros do mundo. Eram amigos. Sivuca morrei no dia 14 de dezembro de 2006. Era paraibano, como Zé. E eu tive a alegria de ser amigo dos dois. O Brasil está ficando pequeno, porque seus grandes filhos estão indo embora. Estou triste.

Sobre Sivuca, leia mais:

JACKSON É POP!


No dia 13 de novembro de 2020, o Centro Cultural Santo Amaro, na Capital paulista, inaugurou a exposição Jackson é Pop.
No dia 13 de dezembro de 2020, o Centro Cultural Santo Amaro, na Capital paulista, encerrou a exposição Jackson é Pop.
O encerramento dessa exposição, que contou parte da vida e obra do paraibano Jackson do Pandeiro, contou com uma apresentação da pernambucana Anastácia, chamada de Rainha do Forró.
Belíssima a exposição Jackson é Pop.
A apresentação de Anastácia teve um repertório constituído por treze músicas, a maioria de sua autoria.
Anastácia cantou Luiz Gonzaga e Jackson.
Jackson e Gonzaga foram grandes amigos de Anastácia. Gonzaga nasceu no dia 13 de dezembro de 1912.
Aos 80 anos de idade completados em março deste ano, Anastácia continua cantando com voz limpa, límpida e firme, dando-se ao "luxo" de levar a voz aos agudos e fazê-la vibrar.
O vibrato da Anastácia continua a desafiar o tempo.
Anastácia no palco é uma sensação. Ela transmite alegria, segurança e vida. Fala com uma naturalidade de alguém que já alcançou os píncaros.
Como compositora, Anastácia tem gravadas mais de 800 músicas. Muitas delas em francês, inglês, espanhol, italiano, holandês...
Junto com o sanfoneiro Dominguinhos (1941-2013), Anastácia compôs cerca de 250 músicas. Entre elas, Eu Só Quero um Xodó.
A primeira gravação de Eu Só Quero Um Xodó é da pernambucana Marinês (1935-2007). Ouça abaixo.
Anastácia eu conheço desde o século passado, quando a seu convite escrevi um texto de contracapa para um de seus vários LPs.
No espetáculo de encerramento da exposição Jackson é Pop, tive a alegria de reencontrar e conhecer pessoas incríveis.
O radialista Luiz Wilson ( programa Pintando o 7; Rádio Imprensa FM 102,5) e a cantora Fatel foram as pessoas que me levaram à exposição Jackson é Pop. Adorei.
No Centro Cultural Santo Amaro reencontrei Andréia Souza (Diretora), Dantas do Forró, Adriana, Isabel Santos e a antropóloga Majbritt Meincke (acima).
Anastácia é sinônimo de vida.

 

SOBRE JACKSON, LEIA MAIS:

domingo, 13 de dezembro de 2020

DIA DO REI DO BAIÃO

Assis, Gonzaga e  João Câncio (1936-2015).

 O mês de dezembro é o mês muito especial, entre os católicos do mundo todo.

Mas o Natal deste ano será, certamente, um Natal sem grandes emoções. Motivo? A Pandemia.

A Pandemia provocada pela Covid-19 já matou quase 2 milhões de pessoas. Só no Brasil, os mortos já passam de 180 mil.

As vacinas contra a Covid estão chegando.

O Reino Unido foi o primeiro país a dar início à vacinação. 

O Brasil e outros países estão se preparando para seguir o exemplo dos ingleses.

Mas não é sobre isso que eu quero falar.

Luiz Gonzaga, rei do baião, nasceu em dezembro.

Uma vez Gonzaga me disse que 2 eram os meses mais importantes da sua vida: junho por causas das festas; e dezembro, mês em que nasceu. 

Hoje faz 108 anos que o grande sanfoneiro nasceu. Aqui e ali pipocaram homenagens a sua pessoa e talento.

Gonzaga gravou 629 músicas, em 267 discos. De sua autoria, só 53 e com parceiros, 232. As demais músicas do seu repertório são de autoria dos mais diferentes compositores.

Sobre o rei do baião, escrevi e publiquei 3 livros(acima). Também compus uma música em sua homenagem, junto com Oswaldinho do Acordeon, gravada pela cantora Daiane. Ouça: 

href="https://www.youtube.com/watch?v=daMAjK2MGbo" style="font-family: "YouTube Noto", Roboto, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13.0691px; white-space: nowrap;">/watch?v=daMAjK2MGbo

Já falei muito sobre o Gonzaga em rádio, tv, jornais e revistas de todo canto. Confira uma das entrevista que dei ao apresentador Carlos Sílvio, da Rádio Conectados. (Abaixo).

O velho e bom Luiz Gonzaga (Nascimento não era sobrenome familiar) cantor  praticamento sobre tudo: religião, seca, fome, gado, cangaço, pássaros, cidades, ceu, mar, animais, futebol. 

Sobre futebol, Gonzaga tem uma música muito da bonitinha: Siri Jogando Bola. Ouça: https://www.youtube.com/watch?v=JXxQ32Orhu0

Pouca gente se dá conta de que Gonzaga falou até de juízes e jogadores de futebol como Arnaldo César Coelho Paolo Rossi, que morreu quarta 9 passada.

Rossi foi o "carrasco" no jogo Brasil x Itália, em 1982. Ouça: https://www.youtube.com/watch?v=A5VnTtHs5ag 

Muitas músicas do repertório de Luiz Gonzaga foram gravadas em vários idiomas, como Francês, Inglês, Espanhol, Japonês, Alemão, Coreano.

Asa Branca, um tema folclórico do Nordeste é a música mais regravada em discos e DVDs.

Ouça Asa Branca em Inglês na voz de Demis (1943-2015): https://www.youtube.com/watch?v=XSG9qclVPaw  

Católico, Luiz Gonzaga criou a missa do vaqueiro junto com o padre João Câncio (1936-1989), e o cantador Pedro Bandeira, que morreu este ano.


JACKSON DO PANDEIRO

Logo mais, às 19h, as cantoras Anastácia e Fatel estarão cantando em homenagem ao paraibano de Alagoa Grande Jackson do Pandeiro. O artista é tema de uma belíssima exposição que se encerrará hoje 13 no Centro Culturakl Sanbto Amara, zona Sul da Capital paulista. A exposição teve por objetivo lembrar a vida e obra do grande ritimista, nascido em 1919 e falecido em 1982. Ele e Luiz Gonzaga não se bicavam. Sabiam disso? Pois é... O radialista Luiz Wilson será o mestre de cerimônia. A propósito: Wilson hoje criou um novo verbo para a nossa língua. O verbo é "cerimonializar".  Foi durante o programa Pintando o Sete, que apresenta dominicalmente na rádio Imprensa FM 102,5.

Ia-me esquecendo: a exposição foi uma iniciativa da produtora Isabel Santos.

A primeira música gravava por Jackson foi Sebastiana, em 1953. De Rosil Cavalcanti (1915-1968).

Ouça: https://www.youtube.com/watch?v=0CJTasvSjmA

NO AR, CULTURA PARA O POVO

Meio chumbrega, digamos assim, a 16ª Virada Cultural paulistana começou ontem 12 com uma roda de mulheres cantando coisas nossas. Entre essas mulheres, a carioca Mart’nália e a paulistana Fabiana Cozza. Foi no Teatro Municipal. Mesmo sem público, valeu. Quem não viu ainda pode ver na internet. Pelo menos nesse momento, ganhamos da pandemia provocada pela Covid-19, que já matou mais de 180 mil brasileiros e brasileiras.
A segunda atração do evento que a cada ano ganha mais atenção foi a incansável sambista Elza Soares. Do alto dos seus 90 anos, Elza continua botando pra jambrar.
As atrações seguiram noite a dentro.
Ali pelas onze e meia de hoje 13, moradores da Consolação acompanharam o som de um piano vindo do alto de um caminhão. Interessante. Sobre a carroçaria a cantora Tiê, que não conheço.
A programação, bancada pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, conta cerca de 400 atrações. Entre essas atrações, dança, artes visuais, circo, literatura, moda, música, performance e teatro.
A 16ª Virada Cultural de São Paulo findará com a cantora paraibana Elba Ramalho passeando pelo repertório de Jackson do Pandeiro, Dominguinhos e Luiz Gonzaga.
A propósito: Luiz Gonzaga do Nascimento, o rei do baião, nasceu no dia 13 de dezembro de 1912, em Exu, PE e partiu para a Eternidade em 2 de agosto de 1989.
Daqui a pouco, por volta das 13h, estarei falando sobre Gonzaga no programa do amigo Germano Junior, na rádio Imprensa FM (102,5).
Ah! Ia-me esquecendo: logo mais, às 21h, encerra-se a programação especial a Luiz Gonzaga levada ao ar sexta, às 13h, por iniciativa de um coletivo cultural chamado SP Forró. Tudo pela internet. Leia: https://assisangelo.blogspot.com/2020/12/forro-pra-todo-mundo.html
E hoje é Dia de Santa Luzia, a santa padroeira dos cegos. Ouça: 

sábado, 12 de dezembro de 2020

SÍLVIO SANTOS VEM AÍ?


Fruto da união de um imigrante grego e uma imigrante turca, senhor Abravanel nasceu no dia 12 de dezembro de 1930.
O gaúcho Getúlio Vargas acabara de assumir o poder pondo pra correr o presidente legalmente eleito pelas urnas, Júlio Prestes.
Tinha uns 14 anos de idade, quando passou a ocupar as ruas do Rio de Janeiro vendendo coisas.
A essa altura, o jovem Abravanel já atendia pelo nome de Sílvio Santos. 
Na intimidade, a mãe, Rebeca o chamava de Silvinho. Sabe-se lá porque!
Alberto, o pai de Sílvio, tinha intimidade com jornais e idiomas. 
Logo após a queda de Getúlio em 1945, Sílvio disputou uma vaga de locutor na extinta rádio Guanabara. O cargo estava sendo disputado por cerca de 300 candidatos, entre os quais Chico Anísio e José Vasconcelos. Sílvio tirou o primeiro lugar, mas ficou pouco tempo na emissora porque ganhava pouco e voltou às ruas.
A vida de Sílvio Santos sempre foi agitadíssima.
No começo dos anos de 1960, ele já aparecia no vídeo animando o povo.
Há quase um ano Sílvio não apresenta seu programa Sílvio Santos. Motivo? O Novo coronavírus.
Foi no começo da segunda parte dos anos de 1970 que o apresentador passou a ter uma tv pra chamar de sua: SBT.
Antes, ainda nos anos de 1970, Sílvio comprou a metade das ações da tv Record que depois vendeu ao empresário das coisas de Deus, Edir Macedo.
Meu amigo, minha amiga, você sabe que o Sílvio já foi candidato a Presidência da República?
Em 1989 eu ocupava a função de chefe de Editoria de Política do jornal O Estado de S.Paulo(foto ao lado). E como tal fui entrevistá-lo no seu local de trabalho, o estúdio onde gravava sua principal atração dominical.

Foi uma conversa boa, bem legal, na qual falava sobre o desejo de ser presidente do Brasil.
A vontade ser presidente durou pouco tempo. Menos de um mês. Motivo: o partido pelo qual concorria, o PMB, foi cassado e com ele a chapa formada com o paraibano Marcondes Gadelha, a época Deputado Federal.
Collor ganhou a eleição e renunciou 2 anos depois, acusado de corrupção.
Curiosidade: em 1988, Sílvio disse em rápida entrevista que jamais apoiaria um candidato a quaisquer que fosse o cargo. E tampouco seria candidato. Se fizesse isso, estaria enrolando as pessoas.
Pois é, né?
Sílvio Santos chegou a gravar vários discos, cantando samba, marchinhas e tal(acima).
A principal trilha sonora do seu programa, Sílvio Santos vem aí(abaixo), foi composta pelo paulistano Archirmedes Messina(1932-2017). O autor da obra chegou a reclamar à Justiça direitos que não recebia pela música. O resultado dessa reclamação rendeu a Messina algo em torno de 5 milhões de reais.
Messina é autor de muitos jingles, entre os quais Café Seleto.
Saiba mais sobre Messina: 
Agora aos 90 anos, quando Sílvio voltará ao ar?




sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

ÉPOCA DENUNCIA ESQUEMA DA ABIN-BOLSONARO

Amigo leitor você já leu a matéria de Guilherme Amado publicada na última edição da Revista Época ?
O jornalista traz à tona informações bombásticas contidas em relatório da Agência Brasileira de Inteligência, Abin.
Segundo o que se lê, as informações colhidas pela Abin visavam orientar os advogados do senador filho de Bolsonaro, Flávio, que continua enrolado mais do que rabo de porco no tal caso das "Rachadinhas" do tempo em que ele era deputado do Rio de Janeiro.
Flávio é acusado de integrar esquema de desvio de verba pública. Isso é crime. Crime também é o governo fazer uso de equipamento do Estado para proveito próprio e de apaniguados.
Não dá pra esquecer que o atual presidente da República foi eleito com discurso de moralidade, honestidade etc.
Existem engavetados, na Câmara, pelo menos cinco pedidos de abertura de Impeachment contra Bolsonaro.
O caso aqui revelado pela Época é cabeludo. Cabeludíssimo.
Por muito menos Collor e Dilma foram obrigados a deixar o governo.
Collor renunciou pra não ser impeachado. E Dilma...
A respeito desse grave assunto, o presidente da República ainda não disse nada. Ele gosta mesmo é de dizer absurdos contra a pandemia provocada pela Covid-19. A última trata de um "kit-covid": hidroxicloroquina e azitromicina. Que será distribuído nas farmácias populares. O detalhe é que essa brincadeira está orçada em 250 milhões de reais. Pode?
Ainda bem que a Imprensa livre é pró-sociedade. 

CONFISCO DE VACINA

Incrível! Agora o governo anuncia, através do seu ministro general da Saúde, que está preparando documento que visa o confisco de vacina contra a Covid-19. Parece brincadeira, não é mesmo? É Bolsonaro atirando no seu oponente político, João Dória. E o povo, como fica nessa, hein? 

Kafka deve estar morrendo de rir, na sua tumba.

NEGRO NO PASSADO, NEGRO NO PRESENTE

Há momentos em que a morte chega para salvar.
Negrinha não tinha nome de batismo, nem de cartório. Nem pai, nem mãe. Ficou órfã e aos 7 anos foi adotada por uma senhora viúva e rica, sem filhos. Essa senhora, Inácia, era o cão em pessoa.
Católica, Inácia costumava receber na sua ampla casa pessoas de destaque na alta sociedade. Inclusive o vigário, de cuja a Igreja ela fazia gordas doações.
Para o vigário, essa senhora era uma santa.
A pequena Negrinha passava horas e horas que nem um bichinho abandonado, sem dizer palavra nos cantos de parede. O seu divertimento era o cuco da parede que saía de hora em hora pra cantar a hora. Sempre de cabeça baixa, mal vestida, mal tudo, Negrinha andava que nem uma sombra no casarão de quem a adotou.
Mas Negrinha não nasceu para viver.
Negrinha servia mais pra receber croques de Dona Inácia, que adorava fazer isso. Era viciada nisso.
No dia em que a Inácia não dava croques na pobre Negrinha, sempre caladinha e acuada, ficava irascível, nervosa, soltando impropérios.
Negrinha não servia pra nada, só pra receber croques. E xingamentos.
Ah! E tem a cena do ovo. Chocante! Não, não vou contar.
Um dia chegam à casa duas belas sobrinhas da Inácia.
Os serviçais descarregaram baús de brinquedos das duas meninas. Brancas, claro. Estavam de férias.
Entre os brinquedos, brinquedos de todo o tipo, havia uma boneca que só faltava falar e cantar.
Negrinha ficou encantada com o que via. Enfeitiçada.
Foi ali, num momento mágico, que pela primeira vez o rosto de Negrinha iluminou-se com um sorriso.
À distância, Inácia a tudo observava. Devagar, aproximou-se e autorizou que Negrinha brincasse com suas sobrinhas. E assim foi feito.
Mas o dia da partida das meninas chegou e a boneca foi junto com elas.
Se já era triste por natureza, triste ainda mais ficou Negrinha com a partida da "sua" boneca.
E nem uma semana se passou, quando a morte chegou e levou Negrinha cheia de tristeza.
Essa história que aqui reconto é do original paulista Monteiro Lobato.
O livro em que Monteiro conta essa história foi publicada em 1920. A personagem dá título ao livro, que é de contos.
Negrinha me fez lembrar a história de duas primas mortas por um único tiro de fuzil, há exatamente uma semana. Foi no Rio de Janeiro, numa favela. E até agora o autor do tiro que acertou as duas meninas, uma de 4 e outra de 7 anos, não foi identificado. Mas indícios fazem crer ser o autor um policial.
Por que balas perdidas acertam tanto pessoas negras, hein?
Ainda há muitos pontos comuns entre a sociedade escravocrata e a sociedade de hoje.
Alguém aí pode explicar por que ainda se mata tanto pardos e negros, na nossa sociedade?

CASCUDO, UM MESTRE DO SABER

 Luís da Câmara Cascudo foi o mais importante estudioso da cultura popular brasileira. Falava várias línguas, inclusive a do amor e da compreensão entre os seres.

Eu tive a alegria de privar da sua atenção, da sua amizade, do seu carinho. Leia: ESPECIAL J&Cia: LUÍS DA CÂMARA CASCUDO

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

E O VÍRUS MANTANDO

Os EUA registraram, nas últimas 24h, 3.100 mortes provocadas pela Covid-19. O Brasil, 800-e-qualquer-coisa.
É uma tragédia mundial o que faz a Covid-19.
O Trump, lembram do Trump? Sumiu.
Trump foi o presidente norte-americano mais negacionista da história.
Trump negou tudo, faltou negar-se a si próprio.
E o Bolsonaro, hein?
Arrepiei-me hoje 10 ao ouvir no rádio o presidente do Brasil dizer que "estamos vivendo um finalzinho de pandemia". Foi no RS.
Nada não, ele disse isso no dia em que 22 Estados brasileiros registram expressiva alta nos números de contaminação e mortes do novo Coronavírus.
Alta de tudo referente à pandemia, não é?
Quer saber meu amigo, quer saber minha amiga? Fico com tristeza no coração: sinto vergonha do presidente, da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro.
Eu estudo a história do meu País, quero saber quem eu sou.
Nunca na história do meu País houve um presidente tão ignorante. E que parece bater no peito que é ignorante. Que não quer aprender, que é cego. Epa! O cego sou eu.
O atual presidente do Brasil dividiu o Brasil e brasileiros, aqueles que gostam dele e aqueles que não gostam dele.
Meu Deus!
Um presidente eleito para governar a todos. No caso, nós.
Sim, sinto vergonha do presidente Jair Messias Bolsonaro.
A história dirá quem está certo.

HÁ 40 ANOS, MORRIA CARTOLA

Ele adorava o Fluminense. Por esse time, era fanático.
Nasceu no Catete e com 11 anos de idade foi levado pelos pais a morar no morro da Mangueira. Com 15 perdeu a mãe e o pai, figura daquelas irascíveis, mandou-o “passear”.
Quer dizer, ainda adolescente o menino virou adulto e caiu na buraqueira. Com 18, passou a conviver com personagens do samba, como Carlos Cachaça, Wilson Batista e Noel Rosa.
Foi, musicalmente, parceiro de Cachaça, Batista, Noel e outros bambas.
Estou falando de Angenor de Oliveira, o Cartola.
Cartola nasceu em 1908 e Noel, dois anos depois.
O primeiro samba de Cartola foi gravado por Francisco Alves, que entraria pra história da nossa música como o Rei da Voz.
Em 1930, Alves comprou e gravou de Cartola o samba Que Infeliz Sorte.
Depois dessa, o Rei da Voz gravou outras músicas de Cartola, também compradas: Divina Dama, Qual Foi o Mal Que Eu Te Fiz; Perdão, Meu Bem...
Ao lado de Wilson Batista e Oliveira da Cuíca, Cartola formou um trio pra tocar e cantar samba. Ele tocava cavaco, violão; Batista cantava e batia palmas e Oliveira era o cara da Cuíca.
Esse trio durou pouco tempo.
Em 1928, não custa lembrar, Cartola que ainda não se chamava Cartola chamou Carlos Cachaça e outros amigos pra formar uma escola de samba. Um pouquinho antes, fez o grupo dos Arengueiros, que resultou na escola.
Apaixonado pelo Fluminense, Cartola viu nas cores do time as cores da escola que estava fundando: a Mangueira.
E o tempo passou.
Mesmo com muitas músicas já gravadas por nomes como Francisco Alves, Carmem Miranda, Mário Reis e Aracy de Almeida, Cartola de repente sumiu depois pegar uma meningite.
Da doença, ele escapou. Mas sumiu.
Esquecido, Cartola foi encontrado lavando carros num posto de gasolina, no Rio. Quem o encontrou, foi o jornalista Stanislaw Ponte Preta (Pseudônimo de Sérgio Porto). Isso em 1956.
Pouca gente sabe, mas Cartola pôs sua voz em disco pela primeira vez em 1940. Título da música: Quem Me Vê Sorrir. Ouça:


A respeito, leia: CURIOSIDADES NA HISTÓRIA DA MPB
Depois disso a vida de Cartola mudou. Começou a cantar, a gravar discos...
Cartola morreu pobre, sem tostão, no dia 30 de novembro de 1980.
Há 40 anos, portanto, Cartola é uma estrela que brilha no céu e na memória de alguns brasileiros.
Cartola teve muitos amores. Dona Zica foi a que mais lhe completou. 

Eu entrevistei a Dona Zica (1913-2003) no programa Roda Viva, da TV Cultura, SP. Confira: DONA ZICA - 14/02/1994
No dia em que Cartola expirou, o seu time sagrava-se mais uma vez campeão de futebol, com o Maracanã lotado.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

FORRÓ PRA TODO MUNDO


Atenção amigos e amigas! 
O mais representativo artista da música popular do Nordeste, o pernambucano Luiz Gonzaga, é tema de uma ampla programação musical que começará às 13h da próxima sexta-feira 11, que se estenderá até domingo 13, em São Paulo.
A programação começa com DJ Douglas Mota e segue de hora em hora: às 14h, Trio Barrabufado, às 15h Trio Amizade, Trio Flor Mussambé, Bill Ramos, Cacá Lopes, Trio Sabiá, findando às 20h com Enok Virgulino.
A programação de sábado 12: DJ Douglas Mota, Trio Raça de Pajeú, Trio Borogodó, Fabinho Zabumbão, Trio Beijo de Moça, Banda Sarrabulho, Diana do Sertão e Bernadete França.
E domingo 13, finalmente, a programação começa com Trio da Lua, Krakatoa Trio, Trio Kabeça Fria, Quarteto Refungá, Banda da Jacá, Bando de Régia e 2 Dobrado. Fechando com Trio Dona Zefa.
Tudo gente boa, artistas de grande quilate. 
Essa programação integra o evento Dia Nacional do Forró, idealizado e patrocinado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. A coordenação e idealização é do produtor artístico Zé da Lua.
Todos os artistas e grupos musicais que irão participar desse evento, que tem por objetivo comemorar o dia do nascimento de Luiz Gonzaga, gravaram o repertório em estúdio. A maioria deles reside na Capital paulista, como Enok Virgulino e Cacá Lopes.
Enok foi criador do Trio Virgulino e Cacá Lopes é quem todo mundo conhece: um cara arretado!
Cacá ainda não fez, mas se quisesse faria até um poste dançar.
Luiz gonzaga gravou mais de 600 músicas, 51 das quais só com o nome dele. 
Dentre todas as músicas que o Rei do Baião gravou, o grande destaque continua sendo Asa Branca, originalmente gravada em 1947.
Há gravações de Asa Branca em vários ritmos e idiomas como inglês e coreano. Clique: ASA BRANCA, 70 ANOS
São Paulo é a cidade que acolhe, historicamente, o maior número de nordestinos e descendentes de nordestinos: cerca de 4 milhões.
Pra acompanhar as apresentações do evento Dia Nacional do Forró, basta acessar gratuitamente a página do SP Forró, no Facebook.
"O SP Forró atua na cidade de São Paulo desde 2017, é composto por mais de 50 grupos (foto acima), entre mestres de cultura, professores de dança, artistas, trios, músicos, produtores e amantes do forró. Temos como objetivos fortalecer e unir os artistas que promovem a cultura nordestina e de trazer aos moradores da capital o resgate das raízes históricas dos migrantes nordestinos que fizeram e ainda fazem parte do desenvolvimento social e econômico da maior cidade nordestina do Brasil, São Paulo", segundo a Assessora de Imprensa Kelly Marques.
Luiz Gonzaga morreu no dia 2 de agosto de 1989, num hospital de Recife. 
Em 2019, o Centro Cultural Santo Amaro, SP, apresentou ao público paulistano uma instalação retrospectiva da vida e obra do Rei do Baião. Para lembrar, clique: 
Foi uma ideia surgida no programa São Paulo Capital Nordeste. Dica do Paulo Rosa. Esse programa era produzido e apresentado por mim e durou mais de 6 anos. Sempre ao vivo, na Rádio Capital, AM 1040. Uma noite convidei a deputada federal Luiza Erundina e conversa vai, conversa vem, sugeri que ela apresentasse um projeto à Câmara criando esse dia para lembrar a importância de Luiz Gonzaga na música nordestina. Gonzaga nasceu no dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia. Minuta feita, o projeto foi apresentado. Durou mais de dois anos até que fosse aprovado e sancionado pelo presidente da República, à época Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira comemoração do Dia realizamos no Brincante, no centro cultural criado e dirigido por Antônio Nóbrega. Na ocasião convidei para cantar Carmélia Alves (Rainha do Baião), Anastácia (Rainha do Forró), Socorro Lira, Oswaldinho do Acordeon, Gereba e muitos outros artistas. Para lembrar, clique:
 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

BOLSONARO PODIA RENUNCIAR, HEIN?

Ouvi há pouco alguém dizer que Bolsonaro teria pedido demissão do desgoverno que representa nesta República.
Poxa...
Sonho ou pesadelo?
Sonho seria se isso fosse fato.
Pesadelo é o que vivemos.
O Brasil sofre desde sempre, com presidentes militares e civis.
Brasil se resume na grandeza que é.
E pra esse País em que vivo e sonho, escrevo:

O Brasí é um barquinho
Deslizano pelo má
Levano, trazeno gente
Daqui pralí, dali pracá

Nesse eterno vai-vem
Muita gente cai no má
Muita gente vai pro céu
Sem saber que trem tem lá

Desse jeito o Brasí vai
Se balançano no má
Pareceno u’a donzela
Convidano pra dançá

Esse barco já levô
Muita gente além do má
Já levô Audáio Dantá
Valdi Tele e Jão Bá

Barquero desse barco
Castro Alve foi pro má
Levano o bão Bandeira
Pra um dedo prosiá

Gente de todo tipo
Nesse barco foi pro má
Quereno sabe untudo
Querendo sábi ficá

Há muito ele nasceu
Num belo berço do má
Andô, correu pirigo
Mas sempre sôbe lutá

Lá vai ele
Leve e livre no má
Garboso, sinhô de si
Com o céu a li guardá

Viva o Brasí barquinho
Na sua missão no má
Levano, trazeno gente
Daqui pralí, dali prac

STF SALVA A CONSTITUIÇÃO

O STF tem se mostrado, nos últimos anos, um balcão de atendimento dos presidentes da República. Na madrugada de domingo pra segunda, esse Tribunal salvou-se e salvou a Constituição de 88. Em discussão estava a proposta de os atuais presidentes do Senado e da Câmara serem reeleitos. No Art. 57, a Constituição dizia com todas as letras, no seu parágrafo 4º, ser impossível a concretização da proposta em votação. Em suma: a Constituição foi salva na hora H.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

BRIGA DE CACHORRO GRANDE

Não foi uma nem duas vezes que imaginei estar morando na Lua ou em Marte, pois o que vivo aqui parece ser noutro planeta, ou astro, sei lá!
O presidente diz que o novo Coronavírus é uma gripezinha, não passa de uma gripezinha.
Essa gripezinha, porém, já matou entre nós quase 200 mil irmãos e irmãs.
Já faz nove meses que o maldito vírus anda matando aqui e alhures.
Só lá nos EUA, o vírus que se transforma em Covid-19 já levou para o Além quase 300 mil norte-americanos.
Como o presidente dos EUA, o presidente do Brasil acha que tudo isso é besteira. "Todos vamos morrer!".
Cientistas trabalham o tempo todo em busca da vacina que dê cabo ao vírus, à doença.
O presidente destas terras tropicais é uma besta quadrada, isso os que ainda não morreram e que são lúcidos sabem.
O Bolsonaro dava pancada o tempo todo no Lula, enquanto o considerava seu inimigo. Lula morreu, acha o boçal. Mas o boçal Bolsonaro precisa de um inimigo.
O novo inimigo do boçal Bolsonaro é o governador de São Paulo, Dória.
Se depender de Bolsonaro, não haverá vacina contra a Covid-19. Tanto que já desautorizou o seu Ministro da Saúde, um general civil, a suspender compra da vacina, de origem chinesa, que está sendo produzida pelo centenário Instituto Butantã.Hoje 7 o Dória apresentou à Imprensa programa de vacinação contra a Covid-19, que começará no dia 25 de janeiro de 2021 (abaixo).
Dória diz que o Estado que comanda bancará a vacina (CoronaVac) que o Butantã está produzindo. E disse mais: que atenderá os Estados que o procurarem, disponibilizando até 4 milhões de doses.
Bolsonaro está subindo parede...
Estou gostando dessa briga, pois o beneficiário será o povo.
O programa de vacinação em São Paulo, é o seguinte:


domingo, 6 de dezembro de 2020

...VIVER NÃO É PRECISO


Outro dia eu andei provocando vocês, enquanto fazia ginástica numa esteiria.
Faço sempre isso na esteira ou bicicleta ergométrica. O propósito natural é levar as pessoas com algum tipo de deficiência, física ou visual, no meu caso visual, a sair dos cantos das paredes e dizerem pra si e para o mundo que existem.
Muita gente pensa que foi o poeta português Fernando Pessoa quem soltou a expressão poética "Navegar é preciso/viver não é preciso".
Não, não foi Pessoa.
Pessoa, que se multiplicava nos seus personagens, disse e escreveu muita coisa bonita, mas a referida expressão não é dele. Clique: RICARDO REIS, SARAMAGO E SAÚDE!
O General Romano Pompeo foi figura idolatrada no seu tempo. Foi ele quem travou incríveis batalhas e ganhou todas, ou quase todas. Viveu no tempo em que Cristo ainda não existia. Tinha 57 anos quando morreu.
Por esse mesmo tempo, dava dor de cabeça aos poderoso de Roma o Gladiador Spartaco.
Plutarco era grego e louco por Matemática e Filosofia. Gostava também imensamente de história. À ele aliás se deve muita coisa ou quase tudo que se sabe nos dias atuais sobre a antiguidade, que nasceu em 45/46 da Era Cristã e morreu quando tinha 74 anos.
Você meu amigo, minha amiga, já ouviu falar em Francesco Petrarca?
Petrarca foi o cara que deu forma definitiva ao Soneto tal e qual hoje o conhecemos. Isso foi feito no correr do século 14, na Itália ou França, pois embora tenha nascido na Itália, Petrarca passou bom tempo habitando o solo Francês.
Soneto é uma modalidade poética constituída por dois quartetos e dois tercetos decassilábicos. No total, 14 versos. Shakespeare já fazia isso, mas de modo diferente. Esse é assunto pra outro papo, caramba!
E Fernando Pessoa, hein?
A valentia, objetividade e estratégias militares de Pompeo o fizeram tão respeitado que do governo recebeu carta branca pra fazer o que quisesse. A época (70 a.C), a Pompeo foi dado comando de milhares e milhares de soldados e marinheiros. Roma sofria com grandes perdas e o povo passava fome. E ainda tinha as revoltas dos escravos... E Spartaco como uma grande pedra no sapato dos romanos.
Incumbido de levar víveres à Roma, da Cecília e de outras regiões, Pompeo sentindo seus comandados esmorecidos teria dito, alto e bom som, no idioma lá deles latim: "Navigare necesse; vivere non est necesse".
Isso serviu de incentivo à marujada, que findou por obedecer ao comando de Pompeo.
Essa história é contada na biografia de Pompeo escrita por Plutarco.
Séculos depois, aparece Petrarca traduzindo a expressão de Pompeo em italiano.
E a frase continuou ganhando espaço em todas as partes do mundo.

Em Portugal, na virada do século 19, Fernando Pessoa recapitula a história dos grandes navegadores da sua terra num texto incluído no Livro do Desassossego (capa ao lado) sem, porém, indicar ser a famosa frase de sua autoria. Os leitores que atribuíram a autoria a Pessoa.
O General Pompeo morreu esfaqueado por egípcios depois que foi vencido por Júlio César. Degolado, o corpo foi queimado e as cinzas entregues à família. Ele foi traído, como traído também seria César.
Traído aquele tempo também foi Spartaco, o líder da maior revolta de escravos da velha Roma. O corpo do guerreiro jamais foi encontrado.
O mundo vivia em guerra, igualzinho como hoje. Só um detalhe difere aquele tempo deste atual: a televisão, o sexo com camisinha, a vacina e a Fórmula 1.
Ah! Sim, ia-me esquecendo: em 1969 o baiano Caetano Veloso compôs e lançou, ele mesmo, o Fado, os Argonautas. Uma belezoca! Ouça:

 

sábado, 5 de dezembro de 2020

PAPO COM PETER

Esta tarde de 5 de dezembro está sendo uma boa tarde.
Acabei de falar com o intelectual egípcio/francês/brasileiro Peter Ludwig Alouche, meu amigo.
Peter é engenheiro fundador da Cia do Metropolitano de São Paulo -Metrô e professor fora das lides, do Mackenzie e da FAAP.
A matéria que o Peter ensinava no Mackenzie e na FAAP era Eletricidade. Pela lógica, Peter sempre foi um cara "elétrico".
Peter fala umas duzentas línguas, entre vivas e mortas.
Pois bem conversa vai, conversa vem, falamos das culturas antigas do Egito, da Grécia. Também da França. Até falamos da antiga Roma, de Spartaco.
Spartaco foi talvez o maior Gladiador do seu tempo e líder da maior revolta de escravos contra Roma dos imperadores.
Spartaco, diz a história liderou mais de 120 mil escravos...
Falamos também dos poetas franceses, sua paixão.
Peter adora Victor Hugo, Flaubert, Balzac, Baudelaire (1821-1867).
Napoleão Bonaparte é, para Peter, o guerreiro dos guerreiros (1769-1821).
O Bonaparte, e isso foi conversa hoje 5, disse em autobiografia que D. João VI foi o único sujeito que lhe passou a perna. Mas essa é outra história...
A conversa de hoje com o Peter nos levou a Kafka.
Vocês lembram do Kafka?
Franz Kafka nasceu na República Tcheca e morreu quando tinha 40 anos de idade, em 1924.
Eu já andei falando do Kafka aqui neste espaço.
Esse cara, era incrível. Mais: fantástico, absurdo, surreal... Surrealista que nem Dalí.
E aí o Peter diz a mim que Kafka não surreal, é realista.
Pois é, né?
Leiam:

Eu não sei se o Carlos Sílvio sabe, mas o Peter é poeta de grande categoria. Um dos seus poemas, São Paulo de Todos Nós, ganhou melodia do músico mineiro Téo Azevedo. Ouça:

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

HÁ 35 ANOS MORRIA TEIXEIRINHA

Gildo de Freitas e Teixeirinha deixaram marcas
na música do Rio Grande do Sul


Há exatos 35 anos a morte de Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, cobriu de luto o Brasil e, particularmente, o Estado onde nasceu: Rio Grande do Sul.
Teixeirinha nasceu em 1927 e morreu de um ataque cardíaco na casa em que morava, na Capital gaúcha. Isso, no dia 4 de dezembro de 1985. O seu primeiro grande sucesso musical foi Coração de Luto (abaixo).
Exatos três anos antes, morria também Gildo de Freitas.
Teixeirinha, que um dia entrevistei para o Pasquim, era amigo e parceiro de cantoria de Gildo, chamado de o Rei dos Trovadores.


Leia mais: 

HÁ 100 ANOS NASCIA O TROVADOR GILDO DE FREITAS...

VOCÊ JÁ VIU O FILME SAUDADE DO FUTURO?

 

No fim dos anos 90, os cineastas César Paes e Marie-Clémence realizaram um belíssimo longa metragem enfocando a presença dos nordestinos em São Paulo. O filme (Saudade do Futuro) teve por base um dos livros meus: A Presença dos Cordelistas e Cantadores Repentistas em São Paulo. Gostei. Até tenho uma pequena participação, como o leitor desse Blog pode ver nos posts acima e abaixo.
Esse filme ganhou muitos prêmios mundo afora, mas nunca chegou às telas brasileiras. No entanto, participou (sem concorrer) da 1ª Edição do Festival É Tudo Verdade.
Saudade do Futuro é um filmaço! E é fácil assisti-lo, até porque foi lançado um DVD com legendas em 4/5 idiomas.

Conheça outras produções da Laterit Productions: http://laterit.fr/

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