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sábado, 21 de novembro de 2015

E OS CORDELISTAS QUE SILENCIAM POR MARIANA?


Ubá é uma cidade mineira, situada na Zona da Mata, a 245 km da capital, Belo Horizonte.
Em Ubá nasceu um homem de ouro: Ary Barroso. E por falar em ouro, Minas entrou para a história do Brasil como uma das regiões que justificam o amarelo na bandeira brasileira.
O Brasil é enorme de paz (branco), em matas (verde), em céu de brigadeiro, calmo(azul)  e de minérios...
Os gananciosos homens dos minérios nunca deixaram Minas Gerais. Eles tomaram o minério mineiro, e, primeiro, o levaram para Portugal e mundo inteiro. Hoje, a China e os Estados Unidos da América do Norte, são os principais países receptores da riqueza encontrada em solo médio e profundo do nosso Patropi.
A ganância capitalista é tal, desde suas origens, que não obedece e nem prima um pouco sequer pela alma e esforços humanos. E o resultado disso é o que se vê: mais uma grande tragédia ambiental e humana registrada há duas semanas e dois dias na região mineira de Mariana.   
Quem devolverá à natureza os estragos catastróficos provocados em Mariana e Espírito Santo? A propósito, o mar de lama de Mariana chegou ontem à Colatina e ainda hoje deverá se misturar às águas do Atlântico, o oceano de todos nós brasileiros.
E pensar que tudo começou com os portugueses ao invadirem a Costa baiana...
E sabe o que eu penso?
Eu penso que todos os responsáveis por essa catástrofe incomparável, deveriam estar na cadeia.
E cadê os cordelistas do meu país que ainda nada escreveram a respeito desse assunto terrível que de todas as maneiras nos envolve?  


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

SEBASTIÃO SALGADO, FUTEBOL E CHORINHO

A tragédia de Mariana chegou à cidade de Colatina no Espírito Santo.

Colatina, uma cidade habitada por cerca de 100 mil pessoas, foi o berço do meu amigo Carlos Poyares (1928-2004), um dos dois maiores flautistas do Brasil. Altamiro Carrilho (1924-2012) o admirava muito.

A tragédia de Mariana, incomparável, aos poucos está voltando às mídias. Essa tragédia jamais poderá ser esquecida e aí é onde se acha um problema histórico: o esquecimento, a perda da memória, (o deixa pra lá etc), é o que também contribui para o atraso do país.

Não tenho sentido muito firmeza das autoridades que estão lidando com a questão Mariana.

Porém, um nome começa a aparecer com destaque na imprensa: Sebastião Salgado.

Salgado – uma doce pessoa – é um fotógrafo de reputação e talento internacionais. É um dos poucos que, de fato, preservam a memória humana. Ele está juntando as pessoas de consciência e sensibilidade em torno do Rio Doce e região. Mas: está fazendo renascer os milhares de olhos d’agua escondidos na região dilacerada pela irresponsabilidade e ganancia dos empresários do setor de mineração que escolheram aquela parte de Mina para encher as burras a qualquer preço.

Eu conheci Sebastião Salgado num momento em que eu cuidava da área de imprensa da Companhia Metropolitana de São Paulo, Metrô. Na ocasião ele fora em busca de autorização para fotografar o povo que ia e vinha nas estações do Metropolitano. As fotos que fez ilustraram seu projeto de Transporte.

Na verdade eu gostaria de saber uma coisa: Autoridade, autoridade serve pra quê? Ah! Eu gostaria de saber outra coisa: Por que os cordelistas ainda não dissertaram em poesia a tragédia de Mariana?

Carlos Poyares foi um dos maiores chorões da música brasileira. E para lembrar seu amigo Altamiro, clique:





MIL GOLS


Hoje está fazendo 46 anos que Pelé, o eterno Rei do Futebol, de um pênalti contra o Vasco marcou seu milésimo gol. Esse feito foi dedicado às crianças abandonadas deste País sem Pai e sem Mãe até hoje. Esse Gol foi incluído no filme Pelé Eterno, do qual fui consultor musical. Esse filme começa com Jackson do Pandeiro cantando Esse jogo não pode ser 1x1.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

ESTÃO ESQUECENDO MARIANA...


No Brasil há peculiaridades que nos assustam. Há 12 dias, por exemplo, ocorreu em Bento Rodrigues – distrito de Mariana, MG -, o mais destruidor desastre ambiental do mundo solidificado pela irresponsabilidade dos administradores da mineradora Samarco (Vale e BHP). E vejam vocês, esse terrível “acidente” já está praticamente esquecido. E, claro, isso não pode acontecer.

Mas é assim mesmo no Brasil. Aqui um escândalo faz o anterior rapidamente ser esquecido. No caso, a série de ataques terroristas em solo francês ( https://www.facebook.com/assis.angelo.9/videos/903825809698559/?pnref=storytem contribuído para o esquecimento da tragédia de Mariana e redondeza. “Redondeza?”, me
cutuca aqui ao lado a coleguinha Carla Figlia, “até o Espírito Santo, passando pelo mar”, diz ela. E não é brincadeira isso. É tragédia incomparável. Uma tragédia calculada em 62 milhões de metros cúbicos de lama tóxica passando sobre distritos e cidades mineiras e alcançando, 800 quilômetros depois, parte do território capixaba onde um rio inteiro, o Doce, foi totalmente encoberto pelos rejeitos da Samarco. Sem falar nas perdas humanas que, cá pra nós, acho que estão sendo minimizadas.

Enquanto isso, os ratos que estão sendo identificados pela Lava Jato...


Vocês viram o que eu ouvi?
Tiros na esperança
Mar de lama em Mariana
Mar de sangue na França

Vocês ouviram o que eu vi?
Os mortos de Mariana
Pedindo Justiça e Paz
E Igualdade humana

Isso até parece pouco
E pouco de fato é
Mas isso é incentivo
Pra quem caiu ficar de pé

Cair e depois ficar de pé
É arte pra João Teimoso
Que o tempo todo se equilibra
Entre o real e o fabuloso


TRAGÉDIAS E TRAGÉDIAS

O mundo é uma tragédia, nós sabemos disso. Dá pra comparar a tragédia em Mariana e a tragédia em Paris?

Pela ótica mais exata, não dá. Tragédias são tragédias, ponto. Pensando nisso, pois outra coisa não faço há tempo, gerei os versos acima, mas não gerei o título. Aceito sugestões. 




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O AMOR VIVE PELA MORTE

Novembro sempre foi um mês marcante na história do Brasil, marcante por fatos históricos.
Ontem mesmo, o calendário marcou uma data que jamais podemos nos esquecer: a queda do imperador e a ascensão do marechal do militarismo.
O imperador caiu e foi posto pra correr.
O marechal foi a figura que representa, hoje, a mudança do Império para a República.
Desde esse primeiro golpe, muitos golpes foram praticados contra e durante a república que hoje vivemos, como sistema de governo.
A presidente Dilma se posicionou de modo bonito no correr da reunião do G-20, na Turquia, quando disse que o mundo civilizado deve tomar posição contra a barbárie levada avante pelo Estado Islâmico.
Que bom.
Saber que a representante do nosso país no mundo se coloca com clareza sobre questões difíceis que o mundo vive é muito bom.
É bom porque a nossa presidente chegou a crer, no momento, que seria possível negociar com o Estado Islâmico.
Não dá. E nem dará.
O Estado Islâmico é resultado de tudo quanto houve de porcaria no mundo desde as cruzadas, passando pela inquisição e culminando no Nazismo. Pois é, e a gente não está levando em conta o que disse Nostradamus...
Nas suas ideias incríveis, Nostradamus disse que o fim começaria por um lugar que o tempo identificaria como Oriente Médio...
Eu adoro um uísque.

Tim, tim. 

O MUNDO PEGANDO FOGO



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

POR QUE SOMOS TÃO INSENSÍVEIS?

Do Chile chega notícia sobre uma pesquisa desenvolvida n’algumas das principais Capitais do nosso País. Segundo a pesquisa, mais de 90% dos brasileiros não confiam uns nos outros.

Incrível, não?

A propósito, hoje é o dia Mundial da Gentileza. Essa data foi escolhida durante encontro que reuniu profissionais de todas as áreas em Tóquio, Japão, no ano de 1996, mas efetivada em 2000. Detalhe: no Brasil, há uma data igual a essa comemorada no dia da morte do artista popular José Datrino, conhecido como Profeta Gentileza, no dia 29 de maio. 

Isso é assustador, não é?

Eu acredito nessa pesquisa, até porque não há diálogo entre vizinhos no próprio prédio onde moro há duas décadas, cá no bairro paulistano de Campos Elíseos. Muitas vezes desço à portaria pra conversar com os amigos que lá trabalham e não raro dirijo meus “bom dia, boa tarde, boa noite” e nem sempre recebo de volta o cumprimento que dirijo às pessoas no seu entra e sai do prédio.

Uma pena.

Num dos meus últimos textos, digo que se nós todos conversássemos mais, o mundo – quem sabe? – seria melhor.

Mas somos assim mesmos, somos incompreensíveis, insensíveis, uns bestas. E foi não foi sugiro que os seguidores deste blog opinem, digam alguma coisa, provoquemos, nos provoquemos para, quem sabe, sermos melhores. Aliás, Tico e Teco devem agradecer por essa provocação, pois falar faz bem, cumprimentar as pessoas faz bem, abraçar as pessoas faz bem...

Bom dia!


ENTREVISTA / KALUNGA


A última edição da revista mensal Kalunga trás uma matéria que talvez vocês gostem: A Cultura sob um Novo Olhar.

Clique:
http://www.revistakalunga.com.br/geral/a-cultura-sob-um-novo-olhar/#more-2336


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

BRASIL E RANGEL JUNIOR

Ouço no Rádio notícia dando conta que Collor está mais enrolado do que arame farpado, com três ou quatro processos correndo na área da Justiça. Também ouço no Rádio que o Presidente do Senado Renan está em situação, de novo, idêntica à do seu conterrâneo de Alagoas, onde o filho Renanzinho impera como Governador eleito nas últimas fraudes.

E como se não bastasse, o Rádio ainda me diz que o Presidente da Câmara – vocês sabem quem é – que pôs até o nome da sua santa mãe no enrosco em que se acha. Vejam só! Fora esses, há mais uns quarenta parlamentares envolvidos nas tramoias que a lava jato está trazendo a tona.

Coisa de Ali Baba, dos meus tempos de histórias infantis...

O mar de lama que ora devasta Mariana, MG, e redondezas até Espírito Santo, ES, parece ser menor do que o mar de lama que engoliu os homenzinhos que legislam a seu favor e usam a democracia e o nome do povo, e de Deus, em benefício próprio.

Quando será que o nosso Brasil tão judiado voltará a deslizar nos trilhos com firmeza em direção ao progresso, hein?

Bom, mas não é exatamente disso que eu quero falar.

Vocês já ouviram falar no paraibano Rangel Júnior?

A Paraíba, como todo mundo sabe, é um dos nove Estados nordestinos. Lá tem gente muito legal; gente que ganhou e ganha espaço bem arejado na história do Brasil, por trabalhar de modo sério e competente.

Em 1950, o pernambucano Luiz Gonzaga lançou em praça pública, em Campina Grande, o baião que até hoje dá o que falar: Paraíba, que já foi gravado até em japonês.

Ouça:




Paraíba foi lançado no mesmo ano em que seus autores (Gonzaga e Humberto Teixeira) lançaram também Juazeiro, que logo depois a norte-americana Peggy Lee pegou a novidade e gravou na sua voz, sem, porém, dar os créditos  de praxe aos autores.  

Detalhe: originalmente, o baião Paraíba foi composto como jingle; e como tal foi lançado à praça tornando-se um clássico da música brasileira.

Rangel Junior nasceu numa cidade do Cariri paraibano, Juazeirinho.

Juazeirinho fica a pouco mais de 200 quilômetros de João Pessoa, a minha terra.

Profissional da Psicologia, doutor em Educação, reitor da Universidade Estadual da Paraíba.  Político como todo ser antenado, Rangel é violonista, compositor e cantor, dos melhores. Ele tem alma e estilo próprios. Não dá para compará-lo a outro grande artista daquelas bandas, Biliu de Campina por exemplo.

Na música popular, Rangel navega por vários ritmos: xote, forró, baião, coco e até samba de breque.

Rangel Junior é o único cantor-reitor que conheço no nosso País, e duvido que haja outro por aí mundo afora.




terça-feira, 10 de novembro de 2015

ISMÁLIA, UMA OBRA PRIMA.

Alguns amigos, como Peter Alouche, me puxaram a orelha por não ter postado o poema Ismália, do poeta mineiro Alphonsus de Guimaraens. Não será por isso que irei me atirar ao mar e minha alma deixará de subir ao Céu. Se bem que tenho um monte de amigos que devem estar comendo frango e bebendo Uísque em lugar que certamente não é onde Deus está.

A obra de Alphonsus é recheada de emblemas míticos.

Agora deixo pra vocês fazerem leitura própria da obra prima que é Ismália.



O CRUZEIRO

Hoje está fazendo 87 anos do lançamento do que foi a mais importante revista semanal do Brasil: O Cruzeiro. O dono dessa revista foi o paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (1892 – 1968). Ele era de Umbuzeiro e eu sou de João Pessoa.


Chatô, como ficou conhecido, foi o primeiro e mais importante magnata da imprensa brasileira. Coube a ele a iniciativa de trazer para o Brasil a televisão. Isso, em setembro de 1950. Num período dos 80, trabalhei como repórter dessa revista, à época editada por Arlindo Silva...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

CONVERSA, SUICÍDIO E PAZ

Se o mundo conversasse entre si, o mundo seria melhor.
Se todos nós conversássemos, claro seríamos todos melhores.
Conversar faz um bem danado!
Mas como estamos sempre distante de nós mesmos, nos perdemos. Não nos amamos, e de novo nos perdemos.
Não é porque não existam guerras, as guerras sempre existirão porque sempre serão um bom negócio para quem vive das guerras.
E são muitos os que vivem das guerras no mundo todo. Putin e Obama, por exemplo.
Poxa, não conversar não é bom.
Conversa e guerra têm a ver com poesia?
Pois bem, foi-não- foi amigos batem à minha porta para conversar, e eu fico muito feliz com isso.
Domingo, meu amigo Peter chegou trazendo um galeto numa mão e na outra um uísque; e comemos o galeto, bebemos o Uísque e conversamos. E tivemos uma conversa que durou mais de hora. E aí senti-me feliz, porque conversar é entender.
E papo vai, papo vem, Peter me pergunta se eu conheço o poema Ismália. Fiquei em dúvida. Ele deu dicas: Mallarmé foi um poeta simbolista. O autor desse poema era simbolista. Augusto dos Anjos também foi simbolista, eu disse. Aí foi legal, Peter lembrou que conhecera Ismália desde a adolescência. Ismália é uma obra prima de Alphonsus de Guimaraens, em que nos fica na memória a cena mais linda de um suicídio, se é que se pode chamar de linda uma cena de suicídio.
Conversar com Peter Alouche, só soma, nos engrandece. 
Eu sempre aprendi com pessoas que passei a amar, como Luís da Câmara Cascudo, Paulo Vanzolini, Inezita Barroso, Patativa do Assaré, Luiz Gonzaga, José Ramos Tinhorão, Papete e tantos e mais alguns que me trouxeram à luz a vida mais forte do que ele é.
Mas ele insistiu se eu conhecia o poema Ismália.
Ismália, ele me disse, é um poema muito bonito do Alphonsus.
A ficha caiu: o autor de Ismália nasceu no dia 24 de julho de 1870, mesmo tempo em que Carlos Gomes estreava na Itália a ópera indianista O Guarani, a sua primeira das seis óperas que o transformaram no maior compositor das Américas.
Coisas incríveis nos dão vida, não é?
Alphonsus de Guimaraens nasceu em Ouro Preto e morreu em Mariana. Meu Deus! A poesia faz bem e a tragédia é o que é...
Em 1954, Getúlio Vargas foi para o inferno com um tiro no peito. Motivo? Um mar de lama que o ladeava. Denúncia do Lacerda.
Um mar de lama, é, na verdade, um horror que engole tudo que vai achando pela frente, inclusive almas inocentes. 

Quando a democracia nos fará felizes?

E conversar faz um bem danado, não é mesmo Eduardo Valbueno? 
Ah, sim! Alphonsus de Guimaraens, ao contrário de Vargas, chegou ao Céu no dia 15 de julho de 1921. 


sábado, 31 de outubro de 2015

MEXENDO NO MUNDO


O Fábio mexe pra lá e mexe pra cá.
O Fábio nem sabe o que quer, por desconhecer o que quer.
O mundo é mundo: do tamanho de todos nós.
Entender o mundo é entender a gente, nós.
No mundo tem tudo.
Tem pensadores, tem poetas, tem tudo...
O mundo se faz conosco. O mundo não existe sem... nós.
Pensar é fundamental.
Mas, para pensar, é preciso pensar.
Pensar o quê, como pensar?
Tudo isso tem a ver com educação.
Educação e cultura formam cidadãos.
Um cidadão só se forma
À luz da filosofia
Com educação e cultura
E um quê de sabedoria.


Cidadania tem a ver com todos nós.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

VIVA O DIA DO LIVRO!

Postos pra correr por Napoleão Bonaparte, Dom João VI e família juntaram seus teréns e se lançaram ao mar em direção ao Brasil de Cabral.
Depois de braçadas e braçadas mar adentro, a família Real portuguesa desembarcou   na incipiente província  de São Sebastião do Rio de Janeiro. Na trouxa o imperador trouxe documentos, livros e prensas.
Isso em 1808.
Dois anos depois, e depois de criar a Imprensa Régia, dom João VI também criou o Dia Nacional do Livro, 29 de outubro, que é hoje.
Belo dia.
A leitura transforma quem ler.
O livro é o professor que está sempre a nossa disposição, em qualquer lugar que estejamos  Ele nos leva a grandes viagens, a grandes aventuras; ele nos provoca, nos tira dúvidas, nos ensina de todas as formas transformando a nossa vida.
Quem ler conhece tudo ou quase tudo do tudo que há no mundo.
Depois de Louis Brailler, até os cegos leem.
Eu quero dizer o seguinte: quem aprendeu a ler e não ler livros, é um bobo, pois não sabe o que está perdendo. Aliás, o paulista Monteiro Lobato cunhou uma frase que diz tudo: "Um país se faz com homens e livros".
Livros dão conhecimentos e mostram o caminho do saber.

Um cidadão só se faz à luz da filosofia.
Com educação e cultura
E um quê de sabedoria.

Claro, os versos acima são meus, mas o importante não é isso. O importante é ler. Sei , porém, que livros no nosso país são produtos muito caros. Nesse setor há muitos problemas, como de resto problemas há em todo canto. Conheço grandes e sensíveis editores do ramo literário que estão comendo o pão que o Diabo amassou. Entre  esses verdadeiros paladinos da cultura do saber, se acha José Cortez, que está pondo no mercado 1,5 milhão de exemplares de livros a preços que variam de 1 real a dez reais.

Viva o Dia do Livro!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

BOI É TEMA DO NOVO CD DE CLAUDIO LACERDA


Carro de boi é carro de tração animal. Foi o primeiro a rodar nos sertões do nosso País. Isso tem ali, por baixo, uns quatro séculos. Tem carro de boi com  2 bois, com 4 bois, 8 e até 12.
Boi carreiro é boi de carro de boi.
Carreiro é o condutor do carro de bois.
Carro de boi é carro, hoje, em extinção. Portanto, não há mais carreiro nem boi carreiro.
Tem muita história de carreiro e carro de boi. De vaqueiro também.
Vaqueiro era o homem que vaqueja.
O vaqueiro, também em extinção, tocava boi, aboiava.
Guimarães Rosa – sim, aquele de Grande Sertão Veredas – tangeu boi e boiada e, como resultado disso, gerou para nos e o mundo, a obra-prima que em 2016 estará completando 60 anos desde seu lançamento.
A motocicleta substituiu o vaqueiro no Sertão
O tema gerou inúmeras cantigas; algumas clássicas, como Boi Soberano, moda de Izaltino Gonçalves e Pedro Lopes; e Boiadeiros, toada da dupla Armando Cavalcante e Klécius Caldas, essa imortalizada na voz abaritonada de mestre Lua Gonzaga, rei de todos os baiões.
Pra mim é uma alegria muito grande quando me chega às mãos disco como Trilha Boiadeira, do violeiro de verdade Cláudio Lacerda.
Esse novo disco de Lacerda traz uma dúzia de pérolas do repertório de cantigas de viola que o tempo não nos faz esquecer.Além das duas músicas já citadas, destaque para Boiadeiro Errante ( Teddy Vieira),Triste Berrante (Adauto Santos), Tocador de Boi ( Gutia, Braúna e Téo Azevedo) e Disparada, do genial paraibano Geraldo Vandré.
O disco Trilha Boiadeira é um disco muito bonito, cuja beleza sonora deve ser espalha por aí afora.

BOI

Não lembro bem o ano agora, mas andei escrevendo texto sobre boi carreiro.
Escvrevi e interpretei no filme BOI, dos diretores Edu Felistoque e Nereu Cerdeira.

CLIQUE.



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

HOJE É DIA DE REIS, PELÉ E JACKSON DO PANDEIRO

Eu tenho grande respeito e admiração pelo rei do futebol, Pelé.
Eu tenho grande respeito e admiração pelo rei do ritmo, Jackson do Pandeiro.
Hoje o mundo todo comemora a existência do atleta do futebol que mais nos encantou.
Pelé, de batismo Edson Arantes do Nascimento, nasceu em Três Corações, MG.
O mundo lembra de Pelé, mas o Brasil esquece Jackson.
Para a Musica Popular Brasileira, Jackson do Pandeiro nasceu em outubro de 1953. Nesse ano, ele gravou Forró em Limoeiro, de Edgar Ferreira; e Sebastiana, um coco, do pernambucano aparaibanado Rosil Cavalcante, que, aliás, completaria no próximo dezembro 100 anos de idade.
Eu tenho muito respeito por Pelé.
Eu tenho muito respeito por Jackson.
Eu tenho muito respeito pelo Brasil, que parece não ter muito respeito por nós.
O Brasil musical, em disco, começa em 1902 com o cantor Bahiano.
O Brasil dos brasileiros parece-nos um pouco distante...
É crise pra cá, é crise pra lá, é crise em todo canto.

É fácil contar histórias
Quando histórias há para contar
No Brasil há muitas histórias
Você não quer parar para escutar?

Pelé está completando hoje 75 anos de idade.
Forró em Limoeiro e Sebastiana, músicas do primeiro disco de Jackson do Pandeiro, estão completando 62.

Vocês viram o filme Pelé Eterno? Pois bem, como consultor musical, eu convenci o diretor Aníbal Massaine a abrir Pelé Eterno com o coco 1x1, de Edgar Ferreira. para lembrar Jackson, clique:

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ACABOU A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA


Hoje faz dois meses que o Estadão publicou um longo texto a meu respeito assinado pelo jornalista Júlio Maria http://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,depois-de-ficar-cego--assis-angelo-luta-para-digitalizar-acervo,1744449 .
 No texto era dito do acidente natural que levou a luz dos olhos para o céu. No texto eu falava da importância da cultura popular brasileira, na vida brasileira. Falava também do acervo ( Instituto Memória Brasil – IMB) que constitui ao longo de 40 anos, reunindo milhares  milhares de discos em todos os formatos, milhares e milhares de fotografias de artistas e partituras, livros e jornais e revistas em edições centenárias, além de muitas outras “coisas” referentes ao fazer da cultura popular,  colhidas nas minhas andanças mundo afora.
São milhares e milhares de raridades que devem ser preservadas com todos os cuidados possíveis, incluindo digitalização, catalogação e, naturalmente, disponibilização pública em ambiente próprio escolhido para esse fim.
Pois bem, faz dois meses que a reportagem no Estadão foi publicada.
Hoje o mesmo Júlio Maria assina texto, também no Estadão, falando sobre a “crise” ora cantada em prosa e verso em todos os tipos de mídia. Traz falas de representantes do Sesc, Itaú cultural, Natura e outras entidades envolvidas no processo de divulgar as artes feitas no nosso País.
É um choramingas danado.
Há dois meses o Maria já me falava da ordem de suspensão do programa de apoio cultural da Petrobras.
O quadro apresentado no Estadão de hoje é de uma tristeza que dói,dói tanto que nos leva a crer que tudo esta perdido, que a cultura popular nem existe mais.
O representante do Sesc chega a falar sobre a alta do dólar e da economia, pois esta repensando tudo, inclusive se continua a trazer ou não artistas de outros países para se apresentar aqui.
Pela reportagem fiquei sabendo que a Petrobras chegava a investir até R$ 600 mil na produção de um simples cd, com direito a show de lançamento... Pela reportagem também fiquei sabendo que a música popular se resume a Emicida, GAL Costa, Ney Matogrosso, Elza Soares, Arnaldo Antunes, BNegão e Tom Zé.
Que a música popular brasileira acabou, isso eu já sabia.
Voltarei ao tema.        


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

BRASÍLIA NA HORA DOS INFERNOS

Um dia no Brahma da São João apresentei Mercadante à rainha do baião Carmélia Alves, que me apresentou tempos depois, no saguão do aeroporto de Congonhas, Elke Maravilha e Miele.
Elke confirmou-me ser uma mulher incrível, cidadã lúcida e competente nas suas atividades artísticas. Miele também.
Miele morreu ontem, deixando lembranças e tristeza a sua enorme legião de admiradores. Era, sem dúvida, competente no que se propôs a fazer na vida: graça no palco.


Enquanto isso, a temperatura de Brasília está que nem a hora dos infernos. E por falar nisso, Eduardo Cunha está se saindo réplica perfeita do Capeta. Suas pretensões de levar Dilma à lona estão indo por água abaixo.
Impeachment?
Du-vi-de-o-dó.
Cunha está que nem calango pulando sobre frigideira fervente, embora procure não demonstrar isso em público. Suas incursões pelos labirintos palacianos pedindo arrego para não cair,já são por muitos conhecidas.
O presidente da Câmara está mais enroscado do que rolo de arame farpado.
Os profissionais eleitos para nos representar na Câmara e no Senado têm mais é que trabalhar, não é mesmo?

Ah, sim! O Mercadante lá de cima é hoje, de novo, o titular da pasta que representa a Pátria Educadora da Dona Dilma.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

APOSTAR NO FUTURO É FUTURO

John Kennedy foi o primeiro e único – até agora – presidente católico dos Estados Unidos da América do Norte (1961- 63). Pois bem, quando ele assumiu a presidência do seu país, ele prometeu levar o homem á Lua. Ele cumpriu.
Os coreanos do Sul prometeram no tempo seguinte uma revolução no campo da Informática. Eles cumpriram.
No tempo seguinte à iniciativa dos coreanos do Sul em levar para o mundo a inteligência cibernética, o Brasil decidiu apostar na agropecuária.
Lembro-me: o gordinho metido a besta Delfim Netto era o ministro da Fazenda (1967 – 74)...
Hoje é o dia da Pecuária.
Governos diversos, de colorações políticas diversas, levaram o nosso País á uma buraqueira dos infernos.
Estamos pagando o pato.
Nós brasileiros, trabalhamos, trabalhamos, trabalhamos...
O setor da agropecuária é, hoje, o setor mais importante da esfera que governa o nosso País. Sempre foi. É do campo para a cidade que sobrevivemos. O campo morre quando vem para a cidade, por isso é fundamental apostar e incentivar o homem no seu campo e tempo.
Minas Gerais lidera hoje a produção de grãos, incluindo o café.
Em 1929, o Brasil sofreu com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque.
O Brasil e o mundo sofreram com a  derrocada.
A música popular brasileira, o gênero moda de viola principalmente, registrou a decadência da Bolsa de Nova Iorque.
O que eu quero dizer com isto?
Quero dizer que é de fundamental necessidade apostarmos em nós mesmos.
Tristeza: governo nenhum, desde a primeira República, tem apostado na educação e na cultura, não esta na hora?
Plantar é fundamental, inclusive sementes de ideias.
Viva o Brasil!
Ah! Ontem fez 225 anos que o Barão de Drummond (João Batista Viana, 1825 – 97) criou o jogo do bicho. O jogo do bicho, tem 25 bichos.
Tomara que não de bode ou zebra na situação periclitante que vivemos hoje. Prefiro borboleta, número 4.

Borboleta não é ave
Borboleta ave é
Borboleta só é ave
Na cabeça da mulher


domingo, 11 de outubro de 2015

EDUCAÇÃO E "LENTES DA MEMÓRIA"

A semana que passou foi uma semana muito boa pra mim.
A semana que passou deixou-me marcas indeléveis, pois foi nessa semana que, pela primeira vez, fui com uma turma da Laramara "ver" uma exposição com fotos incríveis e raríssimas do fotógrafo carioca Alberto de Sampaio (1870 - 1931). A mostra reúne expressiva quantidade de fotografias, até aqui inéditas.
Eu "vi" as fotos de Sampaio descritas de maneira impecável pelo profissional do teatro Iuri Saraiva. Atencioso, didático, Iuri contou tudo sobre a atuação fotográfica do artista.
A exposição Lentes da Memória, permanecerá à visitação pública no Instituto Tomie Ohtake até o próximo dia 1º.

Na mesma ocasião, e ainda na semana passada, apreciei também, no mesmo lugar, uma exposição retrospectiva da vida da pintora Frida Kahlo, deusa do pintor mexicano Diego Rivera. A vida dos dois foi muito atribulada. Ela estava a frente do seu tempo.
E nem era bem sobre isso que eu iria falar, vejam vocês.
Minha filha Clarissa chega até a mim para dar uma notícia lamentável: o governo estadual está na iminência de fechar escolas. O resultado disso, já é uma gritaria geral. Crianças de uma dessas escolas ameaçadas de fechamento interpretam uma versão da cantiga portuguesa "se essa rua fosse minha":


Se essa escola, se essa escola fosse minha
Eu mandava, eu mandava não fechar
Ia ter, ia ter mais estudantes
E levava a D.E. pra outro lugar.
Nessa rua, nessa escola tem uma escola
Que se chama, que se chama “Bispão”
Dentro dela dentro dela tem alunos
Que estudam, que estudam de montão.
Se fecharem, se fecharem minha escola
Vão abrir, vão abrir uma prisão
Se fecharem, se fecharem minha escola
Vão partir vão partir meu coração.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

PÁTRIA EDUCADORA E RODAS GONZAGUEANAS

Ligam-me do Rio lembrando que ontem, 7, fez dois anos que realizei no  Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, o belo projeto Rodas Gonzagueanas. De fato, foi um belo projeto.
Ontem foi o dia do compositor. Viva o compositor!
O querido Osvaldinho da cuíca telefona pra dizer que deixou recentemente o silêncio do hospital pra pegar de volta sua cuíca e com ela externar a alegria de viver.
Osvaldinho conta que até o próximo final de semana terá posto a sua participação no samba de enredo da Vai-Vai, que trata da relação França-Brasil. Ele esta entusiasmado, pois vai fazer com a sua cuíca uma imersão na história da Revolução Francesa. Aguardem: o enredo de 2016, da Vai-Vai, trará referências à Marselhesa via cuíca Osvaldiana.
E aí falamos, como sempre, sobre diversos assuntos; entre eles, a Pátria Educadora que segue aos trancos e barrancos nessa segunda versão do governo Dilma.
Sobral, cidade cearense, ocupa hoje o primeiro posto na relação do Enem. Bom, né? Melhor seria, porém, se todos os estados nordestinos estivessem com seus alunos bem colocados no item Educação.
  Um cidadão só se faz
  À luz da filosofia
  Com educação e cultura
  E muita sabedoria.

TV GLOBO

Pois é quem diria, o Jornal Nacional, vai ao ar hoje mais cedo, ás 20h. Motivo? O jogo BrasilxChile.



terça-feira, 6 de outubro de 2015

ONDE ANDA O MEU PAÍS BRASIL?

O fado é triste, nostálgico. O tango é trágico. O chorinho, ao contrário do fado e do tango, é alegre e gracioso. O chorinho é totalmente brasileiro.
O samba também é brasileiro. E como se não bastasse, do samba há muitas derivações. 
Estou feliz.
Hoje à tardinha o meu amigo de infância, Juarez Carvalho, autor-designer da capa do livro Eu vou contar pra vocês, me telefonou de Portugal para dizer coisas que só os amigos dizem, que está com saudades... Portugal é fado. Da Argentina tenho mil histórias pra contar. E do chorinho brasileiro, meu Deus...
Lá pelos anos de 1930, o mineiro Ary Barroso inventou um tal de “samba exaltação”. O paulista João Pacífico fez o mesmo no campo da cantiga rural.
Poxa, mas porque estou dizendo essas coisas?
Ouvindo agora há pouco o noticiário da Tv Plim-Plim, não vi nenhuma fala a respeito da notícia mais importante do dia, gerada pelo  Japão, Estados Unidos, Malásia, Austrália, México, Chile e meia dúzia de outros países preocupados com o futuro comercial do planeta. E aqui, nesse ponto, onde anda meu país adorado, o Brasil?
Meu país, o Brasil, tão exaltado na obra de Ary Barroso, onde anda?
Na peça musical-documental, O Canto da Minha Terra, de Márika e Otero, o Brasil mais brasileiro “sem exaltação”, é o país mais verdadeiro que hoje aparece aos nossos olhos.
Ary Barroso deixou mais de 300 músicas gravadas por intérpretes do mundo inteiro, em línguas diversas, mas Márika e Otero optaram por apresentar o Brasil mais autêntico do Ary; o Brasil menos exaltado, o Brasil mais brasileiro, o Brasil do coqueiro que dá coco.
Por que digo ou lembro isso?
O Japão, os Estados Unidos, a Malásia, e mais alguns outros países, daqui e dacolá se juntaram para resolver os problemas do futuro, o futuro que já é hoje.
O Brasil, através do seu braço internacional, o Itamaraty, parece dar as costas ao mundo.
“Brasil, meu Brasil-brasileiro”.
Porque tudo liga tudo, O Canto da Minha Terra é tudo o que nós brasileiros gostaríamos de ter certeza que há.
Uma coisinha só, eu quero dizer: Márika e Otero são uma das marcas mais importantes da arte brasileira, em teatro.

E Celia e Celma cantando são fado, tango, chorinho e tudo de bom que o mundo tem. Ouçam-na cantando e falando sobre o vizinho delas: 



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

STAGIUM, ARY BARROSO E CÉLIA E CELMA



Ele nasceu num novembro do século passado e num dezembro do século passado ele morreu, seu nome: Ary Evangelista Barroso (1903-64).
Ary tinha 15 anos de idade quando compôs suas primeiras músicas:
O cateretê De Longe,  e a marcha Ubaenses Gloriosos.
Neste 2015 faz 100 anos que o mineiro de Ubá Ary Barroso estreou como pianista, tocando para a plateia do cine Ideal da sua terra.
Coincidência ou não, o mais importante ballet do Brasil, o Stagium, leva à cena um pouco da vida do grande compositor hoje, no palco de uma das unidades do Sesc paulistano, o Consolação (rua Dr. Vila Nova,245.
A iniciativa artística do ballet Stagium, fundado há 45 anos pelo casal Márika Gidali e Décio Otero, conta com uma dúzia de bailarinos dando forma, movimento e alma, à obra Barrosiana.   
Além dos bailarinos, a iniciativa do Stagium  intitulada  O Canto da Minha Terra, é enriquecida pela participação das cantoras gêmeas Célia e Celma. As duas, que são mineiras de Ubá como Ari e Otero, abrem o espetáculo lembrando histórias da infância vivida ao lado do autor de Aquarela do Brasil, seu vizinho à época.
Célia e Celma, donas de vozes incríveis e currículos invejáveis (participaram de filmes e novelas, escreveram livros etc ), estreiam no Stagium neste 2 de outubro, exatamente um mês antes de elas nascerem num ano que eu não digo.  
E chega, vou vê-las daqui a pouco no palco do Sesc.
E você não vai?







quarta-feira, 30 de setembro de 2015

KUARUP RELANÇA OBRA-PRIMA DO SAMBA



Mais uma vez o selo Kuarup, de origem carioca, mas hoje com raízes fincadas na capital de São Paulo, arranca do fundo do baú pérolas do samba de autoria e interpretadas por artistas super especiais, como Paulinho da Viola e Elton Medeiros.Essas pérolas estão no CD Samba na Madrugada
Paulinho e Elton são geniais.
Outro dia o querido Eduardo Gudin dizia que era importante eu ter uma conversa com Elton, pois o Elton já não enxerga mais com os olhos que Deus lhe deu; e se enxerga, enxerga muito pouco. Ele sofreu deslocamento de retina como eu. Só que para ele, segundo Gudin, o mundo parece ter acabado. Ele esta triste. Desesperado ou beirando o desespero. Falemos disso outra hora.
O CD que me chega às mãos pela Kuarup foi lançado originalmente no formato de LP em 1966, com texto de contra-capa assinado pelo compositor Hermínio Belo de Carvalho. er
Arvoredo é o samba que abre o disco, tendo como interprete o seu autor Paulinho da Viola. Os primeiros acordes lembram a batida da bossa nova, mas só lembram antes de se transformar numa oba-prima. A segunda música do disco, Maioria Sem Nenhum, do Elton e por ele interpretada, não fica atrás da beleza que é Arvoredo e da beleza que são as músicas seguintes:
14 Anos (Paulinho), Sofreguidão (Elton), Momento De Fraqueza (Paulinho) e todas as outras, incluindo a derradeira intitulada expressa em dois títulos Alô, Alô (Paulinho ) e Sol Da Manhã (Elton).
O CD Samba Na Madrugada é mágico, como mágicos são além de Paulinho e Elton, os músicos que dele participam: Dino 7 Cordas (violão 7), Raul de Barros (trombone),Copinha (flauta), Canhoto (cavaco)... e como se não bastasse tem ainda Elton brincando com a caixa de fósforos.

Samba Na Madrugada é pra ser ouvido o tempo todo




sexta-feira, 25 de setembro de 2015

IGNORÂNCIA E CULTURA

Na vida tudo é muito simples, mas  complicamos  tudo.
O homem é homem  mulher é mulher, desde Adão e Eva.
Como a terra fértil  aguarda a semente, a mulher é semeada pelo homem e tudo acontece como num passe de mágica: e  tudo se multiplica!
Estatísticas apontam que a cada um segundo quatro bichos gente nascem n’algum lugar deste planetinha que estamos destruindo.
Estatísticas também apontam que  no ano passado  pelo menos 28 mil crianças de 10 a 14 anos viraram mães, no Brasil.
Ainda segundo estatísticas recentemente divulgadas é espantoso o número de crianças que dão a luz Brasil afora, especialmente na Bahia de São Salvador.
Como explicar essas estatísticas?
No seu primeiro governo, Lula criou um projeto a que deu o nome de  Fome Zero. A ideia, naturalmente, era acabar com a fome. Mas isso é impossível, utópico, porque o poder transforma para o bem ou para o mal.
Perdemos para a África Açoriana na estatística que dá conta de milhares  de brasileirinhas que dão á luz antes do tempo.
Mais de sete bilhões de pessoas habitam a Terra.
O artigo 26 da constituição em vigor diz que a base familiar se constitui por um homem e uma mulher. Não sei por que cargas d’água discutiu-se ontem na Câmara a exaustão  essa questão. O placar dessa discussão resultou em 17 pontos favoráveis ao que se lê na constituição e cinco contra.
A questão é muito mais séria: complicamos tudo por nada.
O analfabetismo é uma doença que tem cura. O Papa Francisco lembrou isso ontem, em discurso histórico na Organização das Nações Unidas – Onu.
A fome também tem cura.

A desgraça ronda o mundo
Mas a desgraça tem cura
Basta apostar na vida,
Na educação e na cultura...




quinta-feira, 24 de setembro de 2015

BOLA DE FOGO E FIM DO MUNDO

A primavera é a estação que me serviu de berço para nascer. Foi num setembro. Mas, hoje, a primavera se confunde com as demais estações.
Nesse momento, parece verão: 36 graus.
Não é da primavera que eu quero falar.
Ontem à noite ouvi na TV que uma bola de fogo fora vista nos céus do sul do Brasil. Brilhava e assustava muito, diz quem viu. E aí não teve jeito, lembrei da minha vó Alcina.
Vó Alcina, mulher santa que acreditava em todos os santos –e também no diabo-, vaticinava que este mundinho-velho-cheio-de-poeira-de-meu-deus-do-céu, iria uma dia se acabar em fogo. Parece que começou.
O dólar sobe, a bolsa desce, o desemprego sobe, a crença popular pelo País desce, a inflação sobe e a esperança desaparece?
Em toda parte, o mundo dá sinais de que vai explodir. Em Meca, pessoas se pisoteiam e milhares morrem e se ferem.
Da Síria e de países em volta, milhões e milhões de pessoas procuram refazer suas vidas ultrapassando fronteiras.
Vários países da zona do euro, como a Hungria e Rússia, estão com suas forças de segurança orientadas para impedir que imigrantes acessem seus territórios. É êxodo jamais visto ou imaginado da história recente ou antiga.
Nem no tempo de Moisés.
A bola de fogo vista nos céus do sul do Brasil, e que minha vó Alcina acharia ser coisa do Demo, não passou de um meteoro.
Meteoro é assim: faz pluft antes mesmo de tocar o solo, espalhando faíscas que somem no espaço.

E pensar que no texto de hoje eu ia tratar da música parabéns a você, que o juiz norte-americano resolveu, ontem, pô-la no universo do domínio público. Com isso, a Warner deixa de faturar dois milhões de dólares/ano.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PRIMAVERA, POESIA E CEGUEIRA




Após o inverno, a primavera.
Acordei com passarinhos trinando à minha janela como se formassem uma orquestra regida pela força da criação. Á essa orquestra pareceu juntar-se a voz de uma amiga que há muito não ouvia: Suzete.
A primavera, como se vê, nos traz sempre emoções e boas lembranças.
Eu perdi a luz dos meus olhos, mas continuo vendo de outras maneiras.
Viver pode ser, quando queremos, um belo e salutar exercício de aprendizagem.
Hoje, pela primeira vez, tive aula de como fazer da bengala uma espécie de bússula. E como espécie de  bússula, atravessei ruas e avenidas por cerca de um ou dois quilômetros.
Voltarei ao tema.
Ah! sim: há sempre quem me pergunte sobre o que ocorreu comigo, ou com os meus olhos.

Eu sofri descolamento
Da minha alma e visão
Levei surra do destino
Apanhei que nem um cão
E como se não bastasse
Perdi-me na multidão

É uma história danada
Essa de perder a visão
Quem sofre descolamento
Também sofre depressão
E pra sair dessa encrenca
Só com muita luta, meu irmão

E a luta não é fácil
É  luta de vida e morte
É luta do Eu contra o Eu
Da qual vence o mais forte
Mas para o mais forte vencer
Tem de estar ao lado da sorte

Tudo isso tem a ver
Com o belo verbo Amar:
Eu amo, tu amas, ele ama...
É preciso caminhar
E para chegar lá longe
Não tem como deixar de lutar! 

https://www.youtube.com/watch?v=D1BBJrvZC14







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