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quarta-feira, 10 de agosto de 2022
EU E MEUS BOTÕES (31)
terça-feira, 9 de agosto de 2022
CORDELISTAS HOMENAGEIAM JÔ SOARES
Mais uma estrela do riso
Neste plano se apagou
Nesta sexta-feira cinco
A mídia noticiou
Que no Sírio-Libanês
Jô Soares nos deixou!
Com oitenta e quatro anos
Faleceu o humorista.
Foi escritor, dramaturgo,
Ator, músico e jornalista
Que merece este registro
Da pena do cordelista.
À família e aos amigos
Nossos sinceros pesares,
Sua legião de fãs,
Que ele fez rir aos milhares,
Numa só voz diz: Adeus,
José Eugênio Soares!
Hoje “O Planeta dos Homens”
Fica sem graça e carente
A ausência de Jô Soares
O Brasil inteiro sente,
Mas fica imortalizado
Seu humor inteligente!
Com sua mente brilhante
Por seu humor refinado
Nosso grande Jô Soares
Pra sempre será lembrado
Todo o Brasil reconhece
Seu valoroso legado.
Jô Soares foi um mestre
Que das musas foi eleito
No humor tinha talento
Gozou de grande conceito
E em tudo que atuou
Procurou fazer bem feito.
Na galeria dos gênios
Nos mais altos patamares
O nosso gordo desponta
Se destaca entre os milhares
Viva o Gordo! Viva o mestre!
Nosso eterno Jô Soares.
Seu programa Viva o Gordo
Marcou sua trajetória
Foi na TV brasileira
Que alcançou fama e glória
Dirigiu, foi roteirista
Fez rir e contou história.
Lembro Coronel Pantoja,
Torcedor Zé da Galera,
Genial era O Reizinho,
Pois nosso Jô era um fera.
Capitão Gay que era fresco
Quais flores na primavera.
Era uma voz contundente
Em defesa do Brasil
Seu humor inteligente
Cheio de graça, sutil,
E como entrevistador
Era engraçado e gentil.
Por tudo que fez nos palcos
Cinema e televisão
Interpretando seus tipos
Com alegria e diversão
Figura entre os mais brilhantes
Artistas desta Nação.
N“O Homem do Sputnik”
Brilhou jovem no cinema
Foi músico, também cantor,
A arte era seu esquema
Seu nome se elevará
Onde o humor for o tema.
Foi ele o gordo mais leve
Que já viveu neste mundo
Era um artista completo
Com seu domínio profundo
Tinha o dom de fazer rir
Todo minuto e segundo.
Com “O Xangô de Baker Street”
Jô traçou um novo esquema
Brilhou como romancista
Sherlock Holmes foi tema
E seu livro foi direto
Para as telas do cinema.
Jô Soares fez história
Foi humano, foi decente
Na condição de amigo
Jô era sempre presente
Não tolerava injustiça,
Sentia o que a gente sente.
Jô Soares num poema
Deixou uma despedida
Recitando como alguém
Que antevê a partida
Disse: "Não chorem em meu túmulo",
Pois há vida além da vida!
Não estou lá em meu túmulo,
Não adianta chorar...
Estou nas águas do rio,
Estou no vento a soprar,
Estou também nas estrelas
Pelas noites a brilhar!
Mas Jô ao desencarnar
No quarto do hospital
Teve rápida letargia
E despertou afinal
Num programa de entrevistas
Na corte celestial
Jesus muito sorridente
Consultou na sua lista
E viu o nome de Jô
O nosso estimado artista
E no talk show do céu
Marcou a sua entrevista.
O “JC Onze e Meia”
Que chega a muitos lugares
Tem gigantesca audiência
É um dos mais populares
Jesus disse para o gordo:
— Venha pra cá, Jô Soares!
Nisso o Sexteto Celeste
Tocou de forma singela
Jô deu graças a Jesus
Por sua existência bela
E ficou emocionado
Vendo seu rosto na tela.
Olhando para o Sexteto
Nosso Jô se admira
Um dos músicos que tocava
Numa harpa ou numa lira
Era um velho conhecido,
Seu querido amigo Bira.
Enquanto Bira tocava
Se exibia no telão
Entre efeitos multicores
O cosmos em expansão
Belezas da Via Láctea:
Saturno, Urano e Plutão.
E da Terra, o Taj Mahal,
Um belo símbolo de amor,
Entre outras maravilhas
Nosso Cristo Redentor,
Monumento a “JC”,
O ilustre apresentador.
Inicia a entrevista
Jesus segura-lhe a mão
E recordou a estreia
De Jô na televisão
Lá na Praça da Alegria
Com o personagem Alemão.
Lembram cada atuação
Que seu humor fino encerra
Como o programa global
“Faça humor, não faça guerra”,
Uma sátira à guerra fria
Que envergonhava a Terra.
A certa altura Jesus
Perguntou: — Jô, afinal,
Como a Terra está? Vai bem?
Jô respondeu: — Vai bem mal!
E se ouviu no auditório
A gargalhada geral.
Jesus retruca: — E o Brasil?
Agora é uma nação mítica?
Você que é inteligente
E tem uma visão crítica,
Me diga, o que é que achas
Da situação política?
Jô Soares respondeu:
— Nossa “Pátria do Cruzeiro”
Sofre com a pandemia
Que assola o mundo inteiro
E com um governo tirano
Que massacra o brasileiro!
Jesus fazia perguntas
A fim de descontrair
E Jô, espirituoso,
Deixava o verbo fluir
No talk show a plateia
Bolava de tanto rir!
Jô Soares demonstrava
QI acima da média.
Jesus diz: — No humorismo
Tu és uma enciclopédia!
Jô responde: — É “falha nossa”
Se a vida é uma comédia!
Dos 300 personagens
Que Jô Soares criou
A pedido de Jesus
Alguns ele interpretou:
Tavares, Vovó Naná
Brilharam no talk show...
O professor Gengir Khan,
Irmão Thomas, Manchetão,
Norminha hippie, Zezinho,
Mordomo Gordon, Bocão...
Jô, com versatilidade,
Deu show de interpretação!
De pé a plateia aplaude.
Nesse talk show divino
Vieram abraçar o Jô
Tutuca, Paulo Silvino,
Lúcio Mauro, Chico Anysio,
Mestres do humor genuíno!
Grande Otelo também veio,
Zilda Cardoso, Oscarito,
Jorge Loredo, Golias,
Roni Rios... como um rito
Jô e o elenco do riso
Que vive no infinito.
Todos saudaram felizes
O grande comediante.
Jesus parabenizou
Esse humorista gigante,
Jô com “um beijo do gordo”
Despediu-se cativante!
Jô ficou junto de Deus,
A Suprema Inteligência.
No mundo espiritual
Prossegue sua existência,
Tornando o céu mais alegre
Com graça e irreverência!
Fim
VOCÊ JÁ ASSINOU A CARTA DA USP?
segunda-feira, 8 de agosto de 2022
VIVA PEDRO BANDEIRA, 80 ANOS!
sexta-feira, 5 de agosto de 2022
TUDO PELA DEMOCRACIA
Quando do transcurso do centenário, os modernistas lançaram, com a Semana de 22, um movimento cultural que, apontando caminhos para uma arte com características brasileiras, ajudou a moldar uma identidade genuinamente nacional.
Hoje, mais uma vez, somos instigados a identificar caminhos que consolidem nossa jornada em direção à vontade de nossa gente, que é a independência suprema que uma nação pode alcançar. A estabilidade
democrática, o respeito ao Estado de Direito e o desenvolvimento são condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios. Esse é o sentido maior do 7 de Setembro neste ano.
Nossa democracia tem dado provas seguidas de robustez. Em menos de quatro décadas, enfrentou crises profundas, tanto econômicas, com períodos de recessão e hiperinflação, quanto políticas, superando essas mazelas pela força de nossas instituições.
Elas foram sólidas o suficiente para garantir a execução de governos de diferentes espectros políticos. Sem se abalarem com as litanias dos que ultrapassam os limites razoáveis das críticas construtivas, são as nossas instituições que continuam garantindo o avanço civilizatório da sociedade brasileira.
É importante que os Poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário – promovam, de forma
independente e harmônica, as mudanças essenciais para o desenvolvimento do Brasil.
As entidades da sociedade civil e os cidadãos que subscrevem este ato destacam o papel do Judiciário
brasileiro, em especial do Supremo Tribunal Federal, guardião último da Constituição, e do Tribunal Superior Eleitoral, que tem conduzido com plena segurança, eficiência e integridade nossas eleições respeitadas internacionalmente, e de todos os magistrados, reconhecendo o seu inestimável papel, ao longo de nossa história, como poder pacificador de desacordos e instância de proteção dos direitos fundamentais.
A todos que exercem a nobre função jurisdicional no país, prestamos nossas homenagens neste momento em que o destino nos cobra equilíbrio, tolerância, civilidade e visão de futuro.
Queremos um país próspero, justo e solidário, guiado pelos princípios republicanos expressos na Constituição, à qual todos nos curvamos, confiantes na vontade superior da democracia. Ela se fortalece com união, reformando o que exige reparos, não destruindo; somando as esperanças por um Brasil altivo e pacífico, não subtraindo-as com slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados.
Todos os que subscrevem este ato reiteram seu compromisso inabalável com as instituições e as regras
basilares do Estado Democrático de Direito, constitutivas da própria soberania do povo brasileiro que, na data simbólica da fundação dos cursos jurídicos no Brasil, em 11 de agosto, estamos a celebrar.
A GENTE CHEGA, PASSEIA E PARTE. É DA VIDA
A impressão que eu tenho é que o dia amanheceu, hoje 5, mais triste. E não à toa, pois acabo de ouvir no rádio que o multitudo Jô Soares, 84 anos, partiu para a Eternidade. Foi às 2h20 no Sírio Libanês, em São Paulo.quinta-feira, 4 de agosto de 2022
HÁ 92 ANOS MORRIA SINHÔ
Do velório e sepultamento do corpo do compositor e instrumentista carioca José Barbosa da Silva, o Sinhô, participaram boêmios, atores, músicos, poetas, malandros e prostitutas. O ponto de "encontro" da plebe rude ocorreu na capela do cemitério São Francisco Xavier, no Rio. Isso no dia 4 de agosto de 1930. Poucos meses antes do gaúcho Getúlio Vargas assumir o poder depois de um golpe que vitimou conhecidos políticos da época. quarta-feira, 3 de agosto de 2022
UM ANO SEM JOSÉ RAMOS TINHORÃO
Em 1966 o jornalista e crítico musical de Santos, SP, José Ramos Tinhorão tinha 38 anos de idade e um livro na praça.
Naquele já distante 66, Taiguara e a cantora Claudette Soares estavam lotando um teatro de gente em São Paulo com o show 1° Tempo: 5×0.
O show de Taiguara e Claudete, que viraria LP pela Philips, começava com Taiguara soltando os cachorros pra riba do Tinhorão. Claudete pedia pra que ele se acalmasse.
O papo era o livro que Tinhorão acabara de lançar: Música Popular, Um Tema em Debate (Editora Saga).
Dramaticamente, no show, Taiguara atira o livro do Tinhorão numa lata de lixo. Simbolicamente.
Nesse livro, Tinhorão já punha suas unhinhas pra fora detonando compositores brasileiros por suas obras musicalmente impuras, quer dizer: obras mescladas com tons estrangeiros. Entre esses, Vinícius e Tom Jobim. Papas da Bossa Nova, assim reconhecidos.
E foi aí que Claudete "pediu" ao parceiro que maneirasse na fala, pois "o livro de Tinhorão dura cinco minutos e a Bossa Nova já está fazendo dez anos". E até citava a página 18 do livro que, a certa altura, podia-se e pode-se ler:
ANTÔNIO JOBIM, maestro (compositor repetidamente acusado de apropriar-se de músicas norte-americanas, esconde o nome Antônio sob o apelido americanizado de Tom);
VINÍCIUS DE MORAIS, poeta (velho compositor desconhecido até o advento da bossa nova, já em 1933 conseguia gravar o fox-canção Dor de Uma Saudade, imitando o ritmo norte-americano)
JOÃO GILBERTO, violonista (cidadão baiano, conhecido na intimidade por Gibi, de quem chegou a anunciar-se que ia requerer a cidadania norte-americana);
BADEN POWELL, violonista (contratado para tocar nos Estados Unidos, veio ao Brasil apenas para casar, regressando em seguida. Seu nome vem da admiração alienada do pai pelo general imperialista inglês criador do escotismo);
LAURINDO ALMEIDA, violonista (foi para os Estados Unidos há 18 anos na esteira do sucesso de Carmem Miranda e hoje é considerado mais norte-americano que brasileiro);
RONALDO BÔSCOLI, jornalista (responsável pela publicidade inicial da bossa nova, foi preterido pelo colega Sílvio Túlio Cardoso na viagem aos Estados Unidos paga pelo Itamarati, e que redundou no fracasso do espetáculo do Carnegie Hall);
CARLOS LIRA, violonista (autor da música do samba Mr. Golden, de parceria com Daniel Caetano, pretende a liderança da ala nacionalista da bossa nova com samba Influência do Jazz).
Pois é, Tinhorão era do tipo de chutar o pau da barraca e soltar um sorrisinho sacana de lado. Mais: do tipo mata a cobra e mostra o pau, assim dito no meu Nordeste. E com isso ganhou a ira de muita gente famosa, como ele próprio exemplifica no texto aí recuado.
José Ramos Tinhorão foi um brasileiro que respeitou e amou profundamente o Brasil. Antes dele, não havia uma história da nossa música popular. Não havia porque não houve quem a fizesse com o detalhamento necessário que o tema exigia.
Eu já disse e torno a dizer que a obra de Tinhorão há muito deveria estar sendo estudada na rede escolar, pública e particular.
Tinhorão, esse grande personagem da vida brasileira, nasceu na cidade paulista de Santos e aos nove anos de idade foi com os pais, Luiz e Amélia, crescer no Rio de Janeiro. Fez Jornalismo e Direito. Como jornalista, marcou.
Antes de virar o nome que virou,Tinhorão vivia de "free" fazendo reportagens e artigos pra revistas e jornais do Rio.
Em 1952, o nosso personagem foi levado por Armando Nogueira (1927-2010) para trabalhar como revisor do Diário Carioca. E foi crescendo, crescendo até chegar às páginas do Jornal do Brasil, já com o pseudônimo Tinhorão, acrescentado ao nome de batismo José Ramos. E foi no JB que Reynaldo Jardim o incumbiu de fazer reportagens e entrevistas com os bam-bam-bans do samba da época: João da Baiana, Donga, Heitor dos Prazeres, Bide e outros mais. Até Pixinguinha ele entrevistou. E contou-me um dia "cheguei no apartamento dele, do tipo kitchenette feito pelo Governo e ele se espantou quando viu os discos que gravou nas minhas mãos. De 78 RPM. Emocionou-se".
A história de José Ramos Tinhorão é incrível. Ele chegou, como chegamos, passeou e partiu. No decorrer desse passeio, ele erigiu uma obra fantástica constituída de uma trintena de livros fundamentais para a compreensão musical do nosso País.
Tudo começa, a rigor, com o primeiro dos 34 textos da série intitulada Primeiras Lições de Samba, publicado no dia 22 de dezembro de 1961 no Caderno B do JB sob o título Da Serra da Favela ao Morro da Favela: em matéria de samba a primeira umbigada é o baiano quem dá.
Essa série, que findou no dia 8 de novembro de 1962, incluiu 23 textos sobre Samba, sete sobre Bossa Nova e quatro sobre Choro. Deu o que falar. A propósito, Tinhorão foi um dos introdutores do choro no Japão.
Explico reproduzindo o seguinte:
Esta gravação é boa colheita da semente que eu plantei no Japão desde década de 1950 por sua orientação.
Muito obrigado
15 de dezembro de 2014
Hidenori Sakao
Capitão-de-Fragata
Ex-assessor Cultural do Consulado do Japão em São Paulo
A semente plantada por José Ramos Tinhorão floresceu e ainda há de florescer, aqui e alhures.Quem não conheceu Tinhorão de perto é até natural que o ache ou o achasse um chato de galocha. Bobagem. Não era.
Tinhorão foi um ser agradabilíssimo, afável, solidário.
Muitas vezes Tinhorão chegava a minha casa e divertia-se com os gatinhos da minha filha Clarissa, que pulavam no seu colo.
No primeiro texto que escreveu na série Primeiras Lições de Samba, Tinhorão inseriu como parceiro seu amigo Sérgio Cabral. Mas essa é outra história, até porque Cabral não participou da elaboração do referido texto.
Os discos de Taiguara estão fora do mercado, infelizmente.
Os livros de Tinhorão, todos, estão à disposição no mercado.
José Ramos Tinhorão, figura ímpar da historiografia musical do Brasil, partiu para a Eternidade no dia 3 de agosto de 2021.
E sobre ele, por não ter o que fazer, escrevi:
Nessa nossa terra tem
Xote, xamego e canção
Frevo e maracatu
Samba, batuque e baião
E poeta popular
Tirando verso do chão.
É uma terra bonita
Que dá vida, dá lição
Ensinando a sua gente
A ter mais educação
A ler para entender
O Brasil de Tinhorão
Esse mestre logo pôs
A cultura em discussão
Pra depressa entender
Sua origem e formação
Ora juntos aplaudamos
J.R.Tinhorão
A notícia do encantamento de José Ramos Tinhorão ocupou 59 segundos do Jornal Nacional, edição de 3 de agosto de 2021:
E TAMBÉM LEIA: VIVA JOSÉ RAMOS TINHORÃO? • TINHORÃO, UMA LEITURA NECESSÁRIA • ADEUS, TINHORÃO
E OUÇA TINHORÃO PALESTRANDO: O SAMBA - DAS ORIGENS AO PELO TELEFONE
QUER SABER MAIS? Então leia o livro Tinhorão - O Legendário, de Elizabeth Lorenzotti (Imprensa Oficial de São Paulo, págs 280).
HOJE É DIA DE VASSOURINHA
terça-feira, 2 de agosto de 2022
LUIZ GONZAGA, MUITO ALÉM DE NÓS
FATEL
A cantora e produtora musical mineira Fatel está fazendo aniversário de vida, hoje 2, mesmo dia do encantamento do cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga do Nascimento. Parabéns, Fatel! Que a vida continue graciosa com você! Um abraço do paraibano, Assis.
segunda-feira, 1 de agosto de 2022
TODO DIA É DIA DE CORDEL
VISITA
domingo, 31 de julho de 2022
SR. BOLDRIN, O MELHOR DA TV (2, FINAL)
A Amazônia foi o primeiro tema do novo Sr. Brasil. Os artistas convidados cantaram pérolas sobre a Amazônia. Faltou Villa-Lobos, mas Villa marcou a vida principalmente como músico erudito. E o Sr. Brasil, como se sabe, é um programa de conteúdo popular.
A história de Rolando Boldrin começa em São Joaquim da Barra, município paulista localizado a 353.34 km de Sampa. Foi nessa cidade que ele nasceu no dia 22 de outubro de 1936. Passou um tempinho em terras gaúchas e a carreira artística iniciou na capital de São Paulo. A primeira música que gravou, um bolero, foi Um Cantinho para Dois, em duo com a cantora Lurdinha Pereira, que durante anos integrou o conjunto Farroupilha. Depois disso gravou dezenas de discos entre compactos simples e duplos, LPs e CDs. Também tem livros publicados, de causos. No cinema fez bonito, ao participar dos filmes Os Miseráveis (1958), Doramundo (1978), Ele, o Boto (1987); O Tronco (1999) e O Filme da Minha Vida (2017).
Boldrin diz que está louco pra voltar para o cinema.
E por não ter o que fazer, escrevi e aqui declamo para o amigo o poema a que intitulei Sr. Boldrin. Clique:
Meu amigo, minha amiga, você já ouviu falar do Instituto Memória Brasil? Acesse: https://institutomemoriabrasil.com.br/
sábado, 30 de julho de 2022
SR. BOLDRIN, O MELHOR DA TV (1)
Boldrin é caboco bom
De prosa e poesia
No programa que comanda
Tem humor, tem energia
E é todo recheado
De viola e cantoria
É bonito o qu'ele faz
Na base da brincadeira
O seu bom Sr. Brasil
Tem até mulé rendeira
Rolando Boldrin faz bem
À cultura brasileira
Conta causo, conta verso
De maneira natural
O que canta e o que diz
Ele tira do bornal
Boldrin é voz e alma
Do Brasil nacional
Aqui nesse canto eu costumo falar de coisas e gentes passadas, boas. E não tem como não falar, e bem, do caboco Rolando Boldrin.
Boldrin é ator, autor, compositor, violeiro e um monte de outras coisas mais. É nome bonito, famoso. Talentosíssimo.
No programa dominical Sr. Brasil, criado em 2005, Rolando Boldrin faz e acontece com suas tiradas, causos e cantos. É apresentador afinadíssimo e violeiro dos bão, sô!
Antes de criar e apresentar o Sr. Brasil, Rolando Boldrin passou pelas tevês Globo, Bandeirantes e SBT. E sempre com sucesso estrondoso.

Sei não, mas acho que Boldrin já entrevistou tudo quanto é gente boa do Brasil. Principalmente cantores e instrumentistas.
O caboco aí tem muito o que contar.
Eu conheci Rolando Boldrin no começo dos anos de 1990. Em 93 era pra ele e eu cuidarmos da série Som da Terra. Sobrou pra mim, pois na hora H ele não topou a empreitada. E foi assim que em 1994 a extinta gravadora Continental, Warner Continental, levou à praça 25 ou 26 LPs, CDs e fitas k-7. Nessa série eu conto em texto e música a história das cantigas da viola. Comecei com o bravo Cornélio Pires e segui com Raul Torres, Serrinha e tantos e tantos. Fechei a série com Rolando Boldrin, cujo CD ele me disse depois que comprou numa loja em Nova Iorque.
Como se vê, Boldrin e colegas violeiros ultrapassaram nossas fronteiras.
E Boldrin é do tipo que não esquece coisas, não esquece nada. É detalhista e exigente. Quer sempre o melhor para si e para todos, o que é uma qualidade humana.
Certa vez, conversa vai conversa vem, Boldrin disse-me que tinha consigo uma música inédita do carioca de Vila Isabel, Noel Rosa. Ele cantou e eu ouvi. Bonita. Essa história, aliás, eu contei na coluna MPB: História & Histórias, que durante bom tempo assinei para a Agência Estado.
Uma vez convidei Boldrin para participar do programa São Paulo Capital Nordeste, que durante anos apresentei na rádio Capital. Rádio é coisa boa. Ele foi e levou consigo uma boa marca de vinho. E bebeu. Saiba mais, acessando: UMA HISTORINHA A VER COM VINHO, NO RÁDIO
Assunto é o que não falta para quem quiser falar a respeito do apresentador do Sr. Brasil.
sexta-feira, 29 de julho de 2022
EU E MEUS BOTÕES (30)
quinta-feira, 28 de julho de 2022
CARTAS QUE INCOMODAM
![]() |
| A Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 1866 |
quarta-feira, 27 de julho de 2022
DEMOCRACIA SEMPRE
Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições.
No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.
Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona:Estado Democrático de Direito Sempre!!!!
A terra de Homero
E da Mitologia
Dos deuses do Olimpo
E da Democracia
Plantou em Diógenes
A flor da Anarquia
Diógenes era um doido
Diplomado em Poesia
Com sua lanterna acesa
Em pleno dia
Procurou mas não achou
No poder cidadania
Outras coisas ele achou
Mas não o que queria:
Um Ser que fosse honesto
A verdade sem fantasia
e um santo que falasse
Do valor da valentia
Valente é todo Ser
Que vive de teimosia
Que detesta injustiça
E a lei da "Mais Valia"
E não vou falar mais disso
Adeus, até outro dia!
Com uma inseparável lanterna, Diógenes entrou para a história procurando um homem honesto. Não achou. É isso.
terça-feira, 26 de julho de 2022
POR QUE O BRASIL ESQUECE SEUS FILHOS, HEIN?
segunda-feira, 25 de julho de 2022
PERSONA ENFOCA TAIGUARA
domingo, 24 de julho de 2022
ALDO REBELO, UM CANTADOR DE GESTAÇÃO (2, FINAL)
Segundo a jovem, o pai não queria que se casasse com um certo cidadão. E por que?
O cidadão em pauta era um assassino famoso no Nordeste e já tinha sobre as costas a morte de pelo menos meia dúzia de mulheres. Era um tarado.
O guarda, então, concordou que o pai da jovem estava certo. E liberando o motorista, disse: “Ela está doida, mesmo! O manicômio é o seu lugar”.
São muitas as histórias pitorescas constantes no repertório do Aldo Rebelo.
Durante o almoço, muitas histórias foram contadas.
E o padre, ouvindo.
Em determinado momento, senti uma mão no meu ombro e perguntei: “Quem é?”. Resposta: “É o padre, porra!”.
O mais recente livro de Aldo Rebelo chama-se O Quinto Movimento. Esse livro trata do achamento do Brasil, do “grito” de Pedro I, da escravidão e do golpe militar que acabou com o Império. A respeito o cantador repentista cearense Geraldo Amâncio, publicou um folheto de cordel que começa assim:
Brasil, uma terra esplêndida
magnífica, destinada
a maravilhar o mundo,
por Deus vocacionada,
tudo de bom tem de sobra,
mas está como uma obra
incompleta, inacabada.
Este cordel vem das páginas
de um livro norteador
feito de ideias brilhantes,
todas de alto teor,
para que o Brasil avance,
e com segurança alcance
um futuro promissor.
É “O Quinto Movimento”
livro que em textos polidos
mostra ao país os caminhos,
que deverão ser seguidos,
e dessa forma alcançar,
o mais alto patamar
dos povos desenvolvidos.
O cordel de Amâncio, segue terminando assim:
No país onde os poderes
vivem se digladiando
a data das eleições,
já está se aproximando,
se espera um nome ideal,
de envergadura moral
para assumir o comando.
Que o caminho democrático
viabilize essa conquista
e o eleitorado escolha,
o melhor nome da lista,
é o que a nação deseja,
para que o povo seja
seu principal avalista.
Aldo Rebelo acaba de prefaciar o livro póstumo do jornalista José Antônio Severo (1942-2021). Esse livro traz histórias da Independência do Brasil.E o detalhe mais importante nessa história: Aldo Rebelo, além de ótimo contador de causos, é um cantador em gestação. Pois, não à toa, ousou improvisar, junto com Sebastião Marinho, em quadras a toada de origem popular que tem como mote No Calor da Vaquejada. Confira:
sábado, 23 de julho de 2022
ALDO REBELO, UM CANTADOR DE GESTAÇÃO (1)
Que o alagoano Aldo Rebelo é político, todo mundo sabe. E como político Aldo Rebelo começou a carreira como vereador, em São Paulo. E foi o povo de São Paulo que o elegeu seis vezes seguidas deputado federal.
Que Aldo Rebelo foi ministro de pastas diferentes quatro vezes, poucos sabem. E pouquíssimos sabem, ou lembram, que Aldo Rebelo foi presidente da União Nacional dos Estudantes, UNE.
E pensar que Aldo foi ministro da pasta hoje ocupada pelo general lambe-botas Paulo Sérgio, chega ser uma loucura.
Ah! É certo que poucos lembram que Aldo Rebelo foi também presidente da Câmara dos Deputados, no tempo de Ulysses (1916-1992) e Arraes (1916-2005).
“Hoje, na Câmara e no Senado, está tudo esculhambado. O nível de parlamentar é outro, infelizmente”, carimba Aldo Rebelo.
Além disso tudo e de opiniões claras, Aldo Rebelo é jornalista e escritor. Dos bons.
Dia desse, Aldo passou em casa e me apanhou para comer uma carne de sol típica do Nordeste e fomospara um restaurante baião, na zona Sul de Sampa. E comigo também foi o amigo Atilio Bari, dono de uma risada excepcional. No restaurante nos encontramos com o poeta Moreira de Acopiara e o cantador repentista Sebastião Marinho. Lá também estavam o radialista Carlos Silvio, Padre Ney e a presidenta do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro Brasileira, Conceição Reis.
![]() |
| Sebastião Marinho e sua viola |
Aldo contou, de maneira muito própria, que foi amigo do pernambucano Miguel Arraes. E também do paraibano Ronaldo Cunha Lima. E lá vem ele: “Arraes gostava de molhar o bico com água que passarinho não bebe. Um dia lhe aconselharam a parar de beber. E se continuasse, diminuísse. Bebida traz problemas para a saúde. E Arraes, no risinho sarcástico, disse que sabia disso, tanto que andava no carro com um médico, o Dr. Johnnie Walker”.
Mas além de whisky, o ex-governador de Pernambuco bebia boas cachaças.
sexta-feira, 22 de julho de 2022
TAIGUARA É CULTURA ATÉ NA TV
ALDO REBELO
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