Seguir o blog

sexta-feira, 18 de março de 2022

CULTURA PRECISA DE PRODUTOR E PRODUÇÃO

Elielma, agora produtora cultural
Há uns anos fui convidado e aceitei a fazer uma série de palestras no interior paulista, para prefeitos recém eleitos. O convite partiu da direção do SEBRAE, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Nessas palestras, abrilhantadas nos intervalos por Téo Azevedo, à viola, eu mostrava a importância da cultura popular ante a sociedade como um todo. 
Em Presidente Prudente, conheci o prefeito Itamar Borges.
Cultura dá dinheiro, prestígio e emprego. 
A figura do produtor cultural é importantíssima.
No mercado faltam especialistas. Mas há cursos, aqui e ali, que visam aperfeiçoar candidatos à profissão. 
Ontem 17, a pedagoga pernambucana Elielma Maria Coelho Carvalho Lopes concluiu o curso de Gestão de Projetos Culturais, pelo SESI, Serviço Social da Indústria. Está satisfeita. O curso, segundo ela, durou 7 meses. Diz: 

Como produtora cultural no ano de 2011 escrevi dois projetos no ProArt da Secretaria de Educação de São Paulo (SME) realizamos 21 shows nos CEUs da cidade, só que eu não entendia muito do riscado por isso passei a produção para outra pessoa.
Em 2020 depois de muita luta dos forrozeiros de São Paulo, incluindo o esforço do meu esposo Cacá Lopes em prol do forró, saíram os primeiros recursos do poder público de fomento ao forró, através de uma lei voltada para esse gênero musical.
Fui estimulada pela Isabel Santos a escrever um projeto para ele, como não tinha experiência ela me indicou a Suelen Garcez, produtora experiente. Rascunhei um projeto, passei para Suellen fazer os ajustes necessários e fomos contemplados com o Projeto Abraços e Versos: Um Encontro entre o Forró e o Cordel (ver link, abaixo). Além desse, em 2020 escrevi outros dois. Um projeto solo chamado de Patativa à Gonzagão pelo Proac LAB – Secretaria Estadual da Cultura de SP e um do Coletivo Sarau Bodega do Brasil pela Lei Aldir Blanc e em ambos fomos bem-sucedidos. É isso, quero aprender e saber mais sobre o tema, só assim vou contribuir efetivamente com a cultura.

Produtores profissionais, como empresários e captores de recurso, são necessários para a valorização de artistas e intelectuais. Eu mesmo conheço muita gente boa que se tivesse alguém capacitado ao seu lado ganharia, com mais rapidez, os espaços naturais a eles reservados ou dedicados.
Daqui mando meu abraço certo de que Elielma Carvalho conseguirá alcançar o que pretende como Produtora Cultural.

quinta-feira, 17 de março de 2022

O TRANSPORTE PÚBLICO ESTÁ FALIDO

O transporte de gente e de cargas, via trens, no Brasil é completamente deficiente. Pra dizer o mínimo.
A primeira linha de trem, no Brasil, foi inaugurada em 30 de abril de 1854. Tinha 14,5km e ligava Mauá a Fragoso, no Rio. O Autor dessa façanha foi Irineu Evangelista de Sousa, que ganharia o nome de Barão de Mauá, por obra e graça do imperador Pedro II.
As linhas se multiplicariam e virariam, em curto prazo, uma malha importante.
No dia 16 de março de 1957, o presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) inaugurou a Rede Ferroviária Federal, RFF (Refesa).
A Refesa chegou a cobrir 19 Estados em 4 da 5 regiões do País. Sua malha: 22 mil km.
Trens são, no campo do transporte, uma grande riqueza em qualquer país. No Brasil, não. Assim pensam os donos do poder, desde há muito tempo, infelizmente.
E o que dizer dos trens de passageiros, especificamente?
Os trens de passageiros morreram, como morreram os trens de carga.
Ontem 16, no começo da noite, o engenheiro Peter Alouche proferiu concorrida palestra na NT Expo. Falou e falou. Lá pras tantas, teceu severas críticas contra os governos da Bahia, Mato Grosso e São Paulo. Disse achar, por exemplo, que o sistema Monotrilho não tem futuro, que o VLT está morrendo e o Metrô, por sua vez, super defasado e sua expansão andando a passo de tartaruga. No momento, porque antes não era assim.
Ex-professor da FAAP e do Mackenzie, Peter Alouche é um dos mais importantes e requisitados especialistas em transporte público do Brasil. E do mundo.
Quem não foi assistir a sua palestra na NT Expo, na Imigrantes, sob o tema VLT Uma Tecnologia De Transporte Para As Metrópoles Brasileiras, só teve a perder. Eu fui e gostei.
Trem na minha vida é uma indelével lembrança.
O Trem sempre esteve presente na minha vida e, certamente, na vida de tantos e tantos brasileiros da safra dos 50.
Tema constante na obra musical de muitos artistas, e pensando nisso, um dia fiz um levantamento sobre o trem como tema musical. O resultado foi um CD a que intitulei Um Trem, Uma Saudade.
Este blog oferece a seus leitores o prazer que é ouvir o disco em referência. Na íntegra. Clique:

quarta-feira, 16 de março de 2022

CHEGA DE GUERRA!

 
Ouso, aqui, parodiar a máxima de Riobaldo no fabuloso romance do mineiro João Guimarães Rosa: O mundo não tem janelas nem porta. E a regra é "ou o senhor bendito governa o sertão, ou o sertão maldito vos governa...".
O sertão aqui é, no caso, este nosso mundinho de berda...
O mundo assiste assombrado a escalada do exército russo contra a Ucrânia, desde 24 de fevereiro.
Até agora, mais de 3 milhões de ucranianos abandonaram o país. Tristes cenas, horrorosas também.
É o poder pelo poder. 
Putin invadiu a Ucrânia para a Ucrânia não ter defensores, como a OTAN.
Mesmo contraditórios, os números da tragédia humana provocada por Putin chamam a atenção do mundo todo.
Centenas, talvez milhares, de civis ucranianos já tombaram pelas balas assassinas disparadas pelo exército comandado por Putin.
Muitas crianças mortas e muitas outras morrendo de instantes a instantes.
Há muito não se via tanta violência.
Tudo começou como uma briga interna. Essa briga foi crescendo, crescendo e é o que se vê agora: iminência de guerra nuclear.
Desde domingo 13 pelo menos 3 jornalistas morreram cobrindo as atrocidades levadas à Ucrânia pelos russos. Os três mortos são: Aleksandra Kurshynova, Pierre Zakrzewsk (Fox News) e Brent Renaud. 
A Fox News é uma rede de TV americana alinhada aos extremos do pensamento de direita. Trump, um dos seus ídolos e apoiadores.
Não custa lembrar que em 2021, pelo menos 45 jornalistas foram assassinados mundo afora. Além disso, mais de 300 jornalistas continuam presos.
"A região da Ásia-Pacífico lidera a sombria lista regional com 20 assassinatos, à frente da América (10), África (8), Europa (6) e Oriente Médio e o mundo árabe (um)", segundo relatório da Federação Internacional de Jornalistas, FIJ.
Ser jornalista não é brinquedo, não.
Jornalista é um bicho contaminado pela curiosidade. 
Sem curiosidade não haveria interesse nenhum de alguém ser jornalista.
Tivemos e temos grandes jornalistas. Muitos deles, de nós, deixaram de lado o bem-bom da tranquilidade caseira para enfrentar desafios cuja finalidade era/é, arriscadamente, por a vida pela verdade. 
No nosso País, há pelo menos um grande jornalista que sobreviveu às intempéries de uma guerra: José Hamilton Ribeiro.
Enfim, tomara que o maluco russo não aperte o botãozinho atômico. Se isso acontecer, estaremos todos afunhenados. 
O mundo ainda não esqueceu as tragédias que foram a 1ª e 2ª Guerras Mundiais. Milhões de mortos.
No fabuloso romance de Rosa, Riobaldo solta mais uma: "O existir da alma é a reza".
Restam-nos, agora, duas coisas: apelar para o bom senso dos diplomatas que negociam o fim da guerra e rezar.
Porém, enquanto isso, clique:
 

terça-feira, 15 de março de 2022

CLARISSA FAZ A FESTA COM VIOLINO, PANDEIRO E RABECA

Assis e sua filha Clarissa em Buenos Aires, Argentina. Ano: 2010

"A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível" , Leonardo da Vinci.

Clarissa tocando num barco em Cananéia, SP.
Foto: Jimmy Bro

O Brasil continua carente de bons professores. E sem arrodeios, digo logo: tenho uma filha professora.
Clarissa é formada em Pedagogia e Artes Visuais.
O diploma de Pedagogia traz o carimbo do Mackenzie.
Além de Pedagogia e Artes Visuais, Clarissa estudou música no Conservatório Villa-Lobos, RJ. Ela mesma é quem diz:

"Meus primeiros contatos com a cultura popular são de berço, com meu pai, pesquisador de Cultura popular. Além da busca incessante em espaços de ensino, como com a minha professora arte educadora, Mônica Botafogo, que fez sua passagem recentemente. Meu exemplo primeiro com cultura popular em escolas. Participei do seu curso de Teatro Popular, com a manifestação interpretada por jovens do Boi Pintadinho.
Em São Paulo participei de alguns cursos do Instituto Brincante: danças brasileiras, pandeiro, com a Rosane Almeida, Tita, Flaira Ferro e Leo Rodrigues.
Realizei por alguns anos oficinas de circo no Galpão do Circo, onde pude dar aulas para crianças nos cursos de férias.
Hoje aplico esses conhecimentos em escolas e ofereço oficinas de arte e educação em espaço terapêutico."
 
Confesso: eu tenho um orgulho danado de Clarissa. Ela toca violino, rabeca e pandeiro. Além disso e tudo o mais, canta que nem um sabiá. Afinadíssima e cheia de bom humor. E agora lá vem ela dizendo que está dando cursos: 

Oi, minha gente!
Com muita alegria, venho por aqui contar que partir deste mês inicio novo projeto de Arte e Educação no Espaço Ingá, na Zona Norte!
O Espaço Ingá é uma clínica psicológica e terapêutica, um ambiente acolhedor, arborizado, com muita ventilação e de fácil localização.
Serão propostas oficinas artísticas e acompanhamento pedagógico para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Durante os encontros artísticos, as atividades serão desenhadas seguindo necessidades e especificidades dos participantes, utilizando diferentes suportes, instrumentos e estratégias, como artes manuais, plásticas, expressivas e musicais.

Pois é, é incrível a professora Clarissa. Aliás, desde já, torno público o projeto Eu Conto e Ela Toca e Canta.
O Eu aí sou eu e Ela, Clarissa.
A ideia é eu contar histórias da cultura popular e do Brasil, e entre uma prosa e outra o violino, o pandeiro e a rabeca de Clarissa ilustrar o que digo. Contato comigo: https://institutomemoriabrasil.com.br/
Para participar e saber mais informações do Espaço Ingá, entre em contato pelo Instagram ou Whatsapp (11 9 9236-6221)!
 
 

HOJE É O DIA DA ESCOLA

Hoje 15 é um dia para profundas reflexões a respeito da escola, professor e alunos. 
Hoje é um dia especial para pensar e discutir a qualidade de ensino oferecido a estudantes de todos os níveis, do pré ao pós.
Hoje é o Dia da Escola.
Já andei falando aqui neste espaço sobre a importância do professor na sala de aula. Professor e professoras.
Números indicam que há, no Brasil, 2,2 milhões de professores atuando diariamente na rede pública de ensino. Além disso há mais 386.073 professores na rede particular, segundo dados colhidos em pesquisa para o Censo Escolar 2020. 
No total, o número de alunos no Brasil chega a 55 milhões.
Segundo o IBGE já somos 213 milhões de brasileiros.
Uma tristeza: no frigir dos ovos, apenas 17%, mais ou menos, concluem a Faculdade.
O nível de educação no nosso País é, grosso modo, uma lástima.
O atual governo já desmantelou a área de Cultura e de Educação. Na verdade, o Brasil está quebrado.
Notícia que li recentemente no jornal Folha de S.Paulo cortou-me o coração. Esta: "Entre 2019 e 2021, o Brasil teve queda de 7,3% nas matrículas na educação infantil, o que representa 653.499 crianças de até cinco anos que saíram da escola durante a pandemia. Até então, desde 2005, o país seguia com aumento de matrículas nessa etapa de ensino".
Não à toa, ando chorando feito besta. Ora de raiva, ora por depressão mesmo.
Somos de um País cujo o presidente abomina a cultura e a educação.
E somos, também, um país de grandes educadores como Paulo Freire.
Enfim, o dia de hoje é para profunda reflexão. Reflitamos pois. A propósito, uma pergunta: o Brasil ainda tem salvação?

segunda-feira, 14 de março de 2022

O MUNDO À BEIRA DO FIM

 
O medo é o escudo que me leva, cada vez mais, a enfrentar os dissabores e incongruências da vida.
Não tenho medo de chorar, tenho medo de perder o escudo que me faz enfrentar as injustiças que a vida nos dá.
Dói chorar.
Estou chorando. Que berda!.
Dói pensar que se pense contra nós, seres viventes em busca eterna do bom viver, do bem estar. Do bem de um para o outro.
Solidariedade é uma palavra quase em extinção, mas em franco movimento de ressurreição.
Um pixote, de cabeça desmiolada, provoca a invasão de um país entre eles vizinhos: Ucrânia e Rússia.
Milhões, quase 3 milhões de ucranianos, já deixaram a pátria pelo medo de morrer pelas armas do covarde governo russo.
Triste, muito triste, o que sucede com o povo ucraniano.
Meu Deus!
A Terceira Guerra Mundial está se anunciando. 
Nem Nostradamus (1503-1566) previu a desgraça que hora se prenuncia no Leste Europeu.
O fim está chegando, meu Deus!
O fim é todos os dias pra quem morre, mas eu estou falando da humanidade e não de um ser ou de um povo. De povos, do nosso planeta.
O apocalipse.
Lá atrás, no século 20 dos anos 20, um baixinho de bigodinho ridículo tentara acabar com tudo. Não conseguiu, mas deixou um estrago sem tamanho ou comparação com quaisquer guerras que visassem o fim de um povo, nação ou mundo.
Putin é Hitler e os judeus somos todos nós, independentemente de cor, religião e nacionalidade.
O fim pode estar começando, ali na Ucrânia.
Hitler, no seu tempo, fez do mundo gato e sapato.
Pensem nisso.

domingo, 13 de março de 2022

MAIS UM CANTADOR VIRA ESTRELA

 A COVID-19 levou mais um grande artista do repentismo brasileiro: José Saturnino dos Santos.

José Saturnino dos Santos era um pernambucano de São Bento do Una, município distante cerca de 200 km da capital pernambucana, Recife.

Vamos ao que interessa: Esse José foi, simplesmente, o nome que deu nome o codinome Andorinha, conhecido no mundo mágico da cantoria.

Andorinha cantador, repentista de viola mágica encantou-se no dia 12 de agora. Março.

Dia em em que completava 77 anos de idade.

Vítima da COVID-19, Andorinha acreditava profundamente na vida. E nas pessoas. E em tudo que é bom, na vida. Era decididamente um humanista. Nunca fez mal a ninguém. Sempre achava graça até onde graça não havia.

Andorinha chegou em São Paulo em 1971.

Andorinha e Sebastião Marinho

Parceiro fidelíssimo do paraibano Sebastião Marinho, Andorinha passou toda a sua vida tentando entender a vida nordestina, a vida brasileira.

Andorinha, como Sebastião, foi um cantador perfeito. Brincalhão e sério, nas verdades e mentiras que identificava no cotidiano.

Vozeirão de Andorinha trazia pra si o canto de todos os pássaros. E assim fazendo encantava-nos.

Era grande. Mesmo.

Sebastião Marinho, lembrando Andorinha disse: "estou sofrendo, sofro com o desaparecimento do meu amigo Andorinha. Formamos dupla durante mais de 30 anos. Nunca brigamos. Nunca nos desentendemos. Gravamos discos. Nos apresentamos em todo canto".

Ao falar de Andorinha, Sebastião lembrou outra perda recente do mundo da cantoria: João da Silveira.

Emocionado, Sebastião ainda lembrou que o mundo da cantoria perdeu, numa semana, Andorinha e João da Silveira.

João da Silveira, paraibano de Guarabira, a mim foi apresentado há uns vinte tantos anos pelo próprio Marinho. Detalhe: esse João chegou a cantar, à viola, até com José de Melo Rezende. 

Melo Rezende, além de cantador, era natural de Guarabira e autor do folheto clássico O Pavão Misterioso.

Andorinha que conheci há sei lá quantos anos deixa-nos muita saudade.

Pra lembrar Andorinha, clique:

OUÇA MAIS:

GAROTA DE IPANEMA É DESTAQUE NO MUNDO

Lista que o ECAD acaba de soltar mostra as músicas brasileiras mais gravadas no mundo. Destaco, aqui, as 5 primeiras:
  1. Garota de Ipanema, de Tom e Vinícius, recebeu até agora 423 gravações em disco.
  2. Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, tem em disco 416 gravações.
  3. Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro, já foi regravada 414 vezes.
  4. Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, ganhou voz em disco 361 vezes.
  5. Manhã de Carnaval, de Antônio Maria e Luís Bonfá, já tem 293 gravações.

A primeira gravação de Garota de Ipanema, no seu ritmo original de bossa nova, foi feita em julho de 1963 por Pery Ribeiro. Gravadora: Odeon. A segunda gravação dessa música foi feita três meses depois pelo Tamba Trio. Gravadora: Philips. Depois disso a música foi gravada por Deus e todo mundo.
A segunda música mais gravada, Aquarela do Brasil, um samba, teve sua primeira gravação na voz de

Chico Alves. Ano: 1939. Gravadora: Odeon. A gravação de Chico ocupou o lado A e o lado B de um disco de 78rpm. Detalhe: O arranjo dessa música foi feita pelo gaúcho Radamés Gnatalli (1908-1988). A segunda gravação de Aquarela foi feita dois anos depois por George Brass e a terceira, em 1942, pelo cantor Silvio Caldas, que também era compositor e um grande boa praça.
A terceira música mais regravada no mundo é o choro Carinhoso. Essa música foi gravada pela primeira vez pelo Cantor das Multidões como era chamado o carioca Orlando Silva. Esse clássico saiu pela gravadora RCA Victor, em 1937.
Asa Branca
, originalmente gravada como toada baião, recebeu a primeira gravação de Luiz Gonzaga. Ano: 1947. Asa Branca já foi gravada até em coreano e senegalês. Essa língua é a língua oficial do Senegal.
Por fim, o samba Manhã de Carnaval aparece na lista do ECAD como a quinta música mais conhecida no Brasil e no Exterior. A primeira gravação dessa música foi feita por João Gilberto, em julho de 1959. Curiosidade: todas as primeiras gravações dessa música, no Brasil, foram feitas em discos de 78RPM. Depois de João Gilberto, gravaram Manhã de Carnaval Pery
Ribeiro, Bill Farr, Agostinho dos Santos e Maysa. No Exterior os primeiros artistas a gravarem este clássico de Maria e Bonfá foram Julio Iglesias, Joan Baez, Luciano Pavarotti, Jose Carreras e Placido Domingo e o trio de violões de Paco de Lucia, Al Di Meola e John McLaughlin. Detalhe: Frank Sinatra (1915-1998) gravou Garota de Ipanema e Manhã de Carnaval.
Mais: as outras 5 músicas que formam a lista de 10 têm, todas, o nome de Tom Jobim como autor: Eu sei que vou te amar, Corcovado, Chega de saudade, Wave, Desafinado.
Ecad é a sigla Escritório Central de Arrecadação. Leia-se: arrecadação de direitos autorais.
As ilustrações de Fausto, grande Fausto, dão brio a esta página.

POSTAGENS MAIS VISTAS