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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ITAMAR BORGES E A NOSSA CULTURA POPULAR

A campanha política este ano está insossa.
Aliás, nem parece que teremos eleição para deputados estadual e federal, senador, governador e presidente daqui a menos de um mês.
Não há cartazes nas ruas indicando isso.
Não vejo distribuição de “santinhos” e alto-falantes ressoando nomes de candidatos.
Ao contrário das eleições anteriores, não vejo bandeirinhas tremulando com cores de partidos nas grandes avenidas e esquinas da cidade.
Não fosse o enfadonho e caro humorístico na televisão e rádio, no ar diariamente, estrelado por um “cast” de candidatos a raposas e reincidentes prometendo mundos e fundos aos desavisados, dificilmente saberíamos que a campanha já está quase no fim.
O curioso é a repetição dos temas abordados: educação, emprego, moradia, saúde, transporte, enfim, o paraíso à mão neste inferno sem fim de Dante que vivemos.
Mesmo assim, eu gostaria que o tema cultura popular fosse incluído entre as promessas e discussões postas à baila pela multidão de candidatos que se atira a nossa frente em busca de voto, em desespero.
É preciso cuidado na escolha dos candidatos, pois serão eles que nos representarão nas diversas esferas do poder e das decisões políticas do País.
Nada de voto de protesto.
Quem não se lembra de Cacareco, hein?
E do Enéas?
Pois bem, cultura popular é assunto que cabe perfeitamente nas escolas da rede de ensino do País.
São os polpíticos os responsáveis por atrasos e avanços na vida brasileira.
Há dois anos fui convidado pelo SEBRAE para falar sobre o tema a prefeitos recém eleitos, no interior de São Paulo. Em Presidente Prudente, conheci um cidadão chamado Itamar Borges, ganhador do 1º lugar (nível nacional) do Prêmio Empreendedorismo.
Itamar foi prefeito três vezes da cidade em que nasceu, Santa Fé do Sul.
Em 2008, ele recebeu a aprovação de 95% da população.
É o Lula de lá.
Agora ele está em campo disputando uma cadeira na Assembléia Legislativa.
Lembro que foi uma das pessoas mais atentas à palestra, querendo saber, depois, um pouco mais a respeito do assunto.
Não me fiz de rogado e disse que cultura popular é coisa séria, parte importante na formação das pessoas; a digital de um povo, a identidade de um país, de uma nação, e que sem ela o país, qualquer país, fica capenga, mais pobre etc.
E disse mais: que cultura popular também é um excelente produto para grandes mercados, inclusive do Exterior: dá emprego e rende dividendos em todas as áreas da administração pública ou privada.
Ele entendeu e abraçou a questão, dando destaque entre suas metas como deputado se for eleito.
Se depender do meu voto, ganha.
Noutra ocasião, no Congresso Nacional, falei da necessidade de se levar de volta às escolas o tema música popular, como matéria extracurricular.
Foi aprovado.
Também aprovada pelos congressistas foi a sugestão que dei à deputada Luiza Erundina, de criar o Dia Nacional do Forró.
Por quê?
Porque forró, uma invenção do rei do baião Luiz Gonzaga e do seu parceiro Zé Dantas, é parte autêntica da nossa cultura; é cultura popular, como a ciranda, o frevo, o samba, bumbá, cavalhada, mitos, lendas, adivinhações etc., e o dia objetiva exatamente isto: levar à discussão a questão cultura popular.

PS: a foto acima é um flagrante da palestra, em Presidente Prudente. Na ocasião, levei o cantador Téo Azevedo e mestre Adão da Viola, para uma apresentação ilustrativa.

Um comentário:

Otavio Demasi - Mtb 32.548 disse...

Cultura Popular e o ICMS do Desenvolvimento Sustentável
agosto 22nd, 2010 | Author: Otavio Demasi - Mtb 32.548
Dia 22 de Agosto – Dia do Folclore: inicio esta matéria homenageando a todos que lutam para manter vivas as raízes folclóricas paulista.

Minha saudação à Cornélio Pires, Rossini Tavares de Lima, João Rabaçal, Inezita Barroso, José Sant’ Ana, Laura Della Mônica, Toninho Macedo , Américo Pellegrini Filho e tantos outros.

Em 1965 participei do programa de Defesa do Folclore Brasileiro. Em setembro de 1973 do Seminário sobre Turismo e Folclore. Entre 1974 à 1992, realizei a Exposição Feria Artesanal “Encontro com o Povo Brasileiro”, “Feira de Artesanato Indígena” e “Feira das Coisas Caseiras”, percorrendo diversas cidades do Estado de São Paulo. Em 1975, em conjunto com a folclorista e professora Laura Della Mônica, lançamos a coleção “Folclore Brasileiro: Cerâmica”, com 96 slides apresentando trabalhos do Estado do Amazonas até Santa Catarina.

O ICMS do Desenvolvimento Sustentável – Cultura Popular (vide matéria: “ICMS do Desenvolvimento Sustentável” neste link) será um instrumento de inclusão de todas as manifestações da Cultura Popular paulista, criando oportunidades e, reafirmando, mantendo vivas nossas raízes.

Ele seria destinado a teatros, contadores de histórias, folclore, artesanato, gastronomia típica, recreação e lazer popular, cultura indígena, cultura negra, cultura caiçara, arte circense, cultura ambiental, incubadoras culturais, dança, fotografia, poesia, música entre outras.

Essa conquista só será possível com seu voto DEMASI 40963 DEP ESTADUAL/PSB
wwww.otaviodemasi.com

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