Seguir o blog

Mostrando postagens com marcador TRANSPORTE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TRANSPORTE. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de junho de 2024

AINDA FESTA NO METRÔ

Interessante e oportuno o evento joanino que está se realizando na Estação República do Metrô paulistano. Interessante por ter alguém do Metrô lembrado do mês em que se comemora São João, de tabela Antônio e Pedro. De lambuja, São Paulo, no dia 29. E oportuno por tudo isso, ora ora.
Com sensibilidade e delicadeza o pessoal do Metrô instalou barraquinhas com comes e bebes, próprios do período, uma exposição sobre dois concursos de literatura de cordel que promovi nos tempos em que passei por lá e até um palco para apresentações musicais. Gostei.
Nas barraquinhas havia também folhetos de cordel à venda por seus autores.



ADÉLIA PRADO

A poeta e romancista mineira Adélia Prado acaba de ganhar mais dois prêmios. Um da Academia Brasileira de Letras, ABL, e o outro Camões. O da ABL leva o nome de Machado de Assis, fundador.
A primeira mulher a ganhar o prêmio Machado de Assis foi a Tetrazzini de Almeida Nobre de Teffé, mais conhecida como Tetrá de Teffé. O romance que deu-lhe o prêmio foi Bati à Porta da Vida, publicado em 1940.


quarta-feira, 26 de junho de 2024

METRÔ COM FESTA É MELHOR

Assis com a filha Clarissa passeando no Metrô de São Paulo

O Brasil está em festa. De São João.
O São João brasileiro está espalhado de Norte a Sul. É coisa antiga. 
No início não havia festa nenhuma de São João ou a São João. Tampouco aos santos Antônio e Pedro.
Nos tempos de colheita lá pras bandas da Europa, do velho mundo, agricultores colhiam o que plantavam meses antes. Havia fartura e pra comemorar a fartura colhida dos campos os agricultores comiam, comiam e enchiam a cara. Eram pagãos. Portanto, eram pagãs as festas improvisadas pelo povo.
De olho no que sucedia nos tempos de colheita, a Igreja logo cuidou de por carimbo naquilo em seu benefício. E assim foi. E assim é.
E assim, trazida pelos portugueses, comemos e bebemos em louvor aos santos juninos ou joaninos.
Logo mais às 15h tem festa junina na estação República do Metrô de São Paulo.
Andei falando a respeito. Veja:



OUÇA TAMBÉM: RAÍZES DO BRASIL COM ASSIS ANGELO

quinta-feira, 17 de março de 2022

O TRANSPORTE PÚBLICO ESTÁ FALIDO

O transporte de gente e de cargas, via trens, no Brasil é completamente deficiente. Pra dizer o mínimo.
A primeira linha de trem, no Brasil, foi inaugurada em 30 de abril de 1854. Tinha 14,5km e ligava Mauá a Fragoso, no Rio. O Autor dessa façanha foi Irineu Evangelista de Sousa, que ganharia o nome de Barão de Mauá, por obra e graça do imperador Pedro II.
As linhas se multiplicariam e virariam, em curto prazo, uma malha importante.
No dia 16 de março de 1957, o presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) inaugurou a Rede Ferroviária Federal, RFF (Refesa).
A Refesa chegou a cobrir 19 Estados em 4 da 5 regiões do País. Sua malha: 22 mil km.
Trens são, no campo do transporte, uma grande riqueza em qualquer país. No Brasil, não. Assim pensam os donos do poder, desde há muito tempo, infelizmente.
E o que dizer dos trens de passageiros, especificamente?
Os trens de passageiros morreram, como morreram os trens de carga.
Ontem 16, no começo da noite, o engenheiro Peter Alouche proferiu concorrida palestra na NT Expo. Falou e falou. Lá pras tantas, teceu severas críticas contra os governos da Bahia, Mato Grosso e São Paulo. Disse achar, por exemplo, que o sistema Monotrilho não tem futuro, que o VLT está morrendo e o Metrô, por sua vez, super defasado e sua expansão andando a passo de tartaruga. No momento, porque antes não era assim.
Ex-professor da FAAP e do Mackenzie, Peter Alouche é um dos mais importantes e requisitados especialistas em transporte público do Brasil. E do mundo.
Quem não foi assistir a sua palestra na NT Expo, na Imigrantes, sob o tema VLT Uma Tecnologia De Transporte Para As Metrópoles Brasileiras, só teve a perder. Eu fui e gostei.
Trem na minha vida é uma indelével lembrança.
O Trem sempre esteve presente na minha vida e, certamente, na vida de tantos e tantos brasileiros da safra dos 50.
Tema constante na obra musical de muitos artistas, e pensando nisso, um dia fiz um levantamento sobre o trem como tema musical. O resultado foi um CD a que intitulei Um Trem, Uma Saudade.
Este blog oferece a seus leitores o prazer que é ouvir o disco em referência. Na íntegra. Clique:

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

TIETÊ, UM RIO COM LÍNGUA DE FORA

Água do meu Tietê,Onde me queres levar?
- Rio que entras pela terra
E que me afastas do mar...
É noite. E tudo é noite. Debaixo do arco admirável
Da Ponte das Bandeiras o rio
Murmura num banzeiro de água pesada e oliosa.
É noite e tudo é noite. Uma ronda de sombras,
Soturnas sombras, enchem de noite de tão vasta
O peito do rio, que é como si a noite fosse água,
Água noturna, noite líquida, afogando de apreensões
As altas torres do meu coração exausto. De repente
O ólio das águas recolhe em cheio luzes trêmulas,
É um susto. E num momento o rio
Esplende em luzes inumeráveis, lares, palácios e ruas,
Ruas, ruas, por onde os dinossauros caxingam
Agora, arranha-céus valentes donde saltam
Os bichos blau e os punidores gatos verdes,
Em cânticos, em prazeres, em trabalhos e fábricas,
Luzes e glória. É a cidade... É a emaranhada forma
Humana corrupta da vida que muge e se aplaude.
E se aclama e se falsifica e se esconde. E deslumbra.
Mas é um momento só. Logo o rio escurece de novo,
Está negro. As águas oliosas e pesadas se aplacam
Num gemido. Flor. Tristeza que timbra um caminho de morte.
É noite. E tudo é noite. E o meu coração devastado
É um rumor de germes insalubres pela noite insone e humana.
Meu rio, meu Tietê, onde me levas?
Sarcástico rio que contradizes o curso das águas
E te afastas do mar e te adentras na terra dos homens,
Onde me queres levar?...
Por que me proíbes assim praias e mar, por que
Me impedes a fama das tempestades do Atlântico
E os lindos versos que falam em partir e nunca mais voltar?
Rio que fazes terra, húmus da terra, bicho da terra,
Me induzindo com a tua insistência turrona paulista
Para as tempestades humanas da vida, rio, meu rio!...

(A Meditação Sobre o Tietê, poema de Mário de Andrade, composto entre 30 de novembro de 1944 e 12 de fevereiro de 1945)

O atual ocupante da cadeira presidencial envergonha todos os dias o Brasil e o mundo. Quando abre a boca, o mal cheiro toma conta do ar.
Ele fala, fala e diz só besteira.
Visando seu inimigo governador de São Paulo, disse mais uma besteira atingindo, mais uma vez, o povo.
A sua última fala, ontem 2, foi sobre o importantíssimo rio Tietê, de muitas histórias.
Disse o inqualificável portador da faixa presidencial que viu em São Paulo a transposição do Tietê, numa referência zombeteira à transposição das águas do São Francisco.
Essa é uma fala lamentável sob todos os aspectos, principalmente quando parte de um presidente eleito pelo voto universal.
O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, em Minas. Tem 2.830km e é uma das inúmeras riquezas do nosso País.
O rio Tietê, Rio Grande na língua Tupi, tem 1.136km e passa por 62 municípios. Seu berço é Salesópolis, município distante 117km da Capital paulista. Em Salesópolis, suas águas continuam claríssimas, mas à medida que vai correndo, vai recebendo todo tipo de lixo. Quando chega em Guarulhos, recebe mais de 700 toneladas de tudo quanto não presta. E na Capital, o volume de porcarias ultrapassa 1.100 toneladas. Isso tudo, todos os dias.
Sim, claro, o Tietê está com a língua de fora.
Há poucos dias publiquei um especial sobre São Paulo no newsletter Jornalistas&Cia. Nesse especial, inseri pequenos depoimentos de personagens ligados, de um modo ou de outro, à Capital paulista. Um desses personagens, Bill Hinchberger, escreveu:

I Love that Dirty Water
Em 1991, como correspondente de The Financial Times, fui convidado para fazer parte de um grupo minúsculo de jornalistas, quase todos brasileiros, que se encontraria com o governador Luiz Antonio Fleury Filho. O governador anunciou um empréstimo então recorde do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a despoluição do Rio Tietê. Fiz uma matéria relativamente extensa para aquele grande jornal inglês. Tanto dinheiro para um projeto ambiental era inédito.
Depois, Fleury prometeu beber água do rio no ano 2005. Nada disso. Em 2007, em parceria com a TV PUC São Paulo, recorri quase todo o rio, desde a fonte (onde, sim, eu bebi um copo de água) até lá longe, no interior, onde o rio finalmente voltava a desfrutar a vida.
Acompanhei uma peça de teatro flutuante dentro da cidade de São Paulo, uma iniciativa que simbolizava a importância cultural do rio para a metrópole. Ao pousar em Guarulhos no final do ano, vindo de Paris, para minha primeira visita desde o começo da pandemia, vi a triste realidade: milhões de dólares e duas décadas depois, o rio continuava morto.
O título acima vem da música de mesmo nome pelo conjunto The Standells, gravada em 1966: THE STANDELLS - DIRTY WATER
Os roqueiros cantavam o Rio Charles, de Boston. Naquela época, quem caía no rio da cidade de Boston era encaminhado para o hospital. Hoje você pode nadar no Rio Charles. Até quando esperar para a volta do Tietê?
 
O São Francisco é personagem de muitas histórias e músicas. O rio Tietê, também.
 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

OBRAS DO METRÔ TRAVAM O TRÂNSITO EM SP


Já ruim e problemático sob todos os aspectos, o trânsito na Capital paulista piorou ontem 1, depois das 8 horas, com o gigantesco vazamento de uma galeria de esgoto localizada a vários metros abaixo da Marginal Tietê.
O rompimento pode ter sido provocado por um tatuzão, equipamento enorme e de várias toneladas feito para abrir túneis em profundidade.
Na ocasião do rompimento da galeria havia centenas de operários trabalhando na construção de uma nova linha do metrô: a 6 Laranja, que começa no bairro de São Joaquim e segue por baixo da Bela Vista, 14 Bis, Higienópolis, Angélica/Pacaembu e outros bairros até a Brasilândia, na zona Norte da cidade. Essa linha, que deverá ser inaugurada em 2024, terá 15km e 15 estações.
Ninguém morreu, mas alguns trabalhadores tiveram de ser transportados a hospitais da região. 
O que deverá ter provocado esse acidente?
Para o engenheiro Peter Alouche, ex-professor da FAAP e Mackenzie e um dos fundadores da CIA do Metropolitano de São Paulo (Metrô), o problema está na falta de supervisão nas obras. E "excesso de irresponsabilidade".
O metrô de São Paulo, um dos mais movimentados do mundo, parece estar cansado e perdendo credibilidade.
Inaugurado em setembro de 1974 (trecho Jabaraquara-Vila Mariana), o Metrô paulistano sempre foi uma grande referência para todo o tipo de público.
Os problemas começaram a partir das chamadas PPP (Parceiras Público-Privadas).
Atualmente o metrô administra 3 linhas: Azul, Verde e Vermelha.
Além disso é de responsabilidade da Cia do Metrô Paulistano a administração e operação do monotrilho. Detalhe: monotrilho é um tipo de transporte completamente defasado e descartado noutros lugares do mundo.
"Eu gostaria de saber o que fazem com os pneus do monotrilho", pergunta curioso o engenheiro Alouche.
As linhas administradas pelo metrô paulistano transportam cerca de 4 milhões de pessoas, diariamente.
O metrô já foi o meio de transporte mais admirado pela população e cantado em prosa e música.
Em 1978, o compositor Adoniram Barbosa compôs o belíssimo samba Praça da Sé. Ouça:

POSTAGENS MAIS VISTAS