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domingo, 24 de outubro de 2021

AMIGOS E PARCEIROS NO TOM DA BOA MÚSICA

Foi não foi invento de produzir textos para amigos musicarem. 
O primeiro desses amigos a musicar textos meus foi o cantador e violeiro Téo Azevedo, ali pelos anos de 1980... Ou sei lá! Compusemos: O Índio, Caminhando com Vandré, Modinha à Moda Mineira, Minha Rendeira, Clarice...
Clarice, na verdade Clarissa, gravada pela mineira Fatel, integrou a trilha sonora do filme franco-brasileiro Saudade do Futuro.
Depois de Téo, outros amigos acharam motivo musical nos textos que aqui e ali produzo. Gereba, por exemplo, musicou Brasil Pentacampeão, Quixoteando e A Flor de Cacto no Sertão da Vida
Jarbas Mariz, o mestre da viola e de outras cordas, também andou musicando de minha autoria os versos de São Paulo Esquina do Mundo e Brasil e O País do Futebol (partitura ao lado).
O amigo pernambucano Jorge Ribbas tem sido o parceiro mais frequente. As últimas parcerias que assinamos têm por títulos Viva Rosil, Promessa de Amor e Forró pra Anastácia.
Entre os intérpretes destaque para Fatel, Ruth Eli, Emídio Santana, Carlos Felipe, Costa Senna, Cacá Lopes e Caju e Castanha.
E pra encerrar, aí estou tecendo loas à Capital paulista:
 

sábado, 23 de outubro de 2021

JARBAS MARIZ É BRASIL QUE BRILHA NO MUNDO

Não é raro, mas é curioso: um paraibano nascer em Minas Gerais, crescer e correr mundo como se tal fato não houvesse ocorrido.
Esse é exatamente o caso do cantor, compositor e instrumentista Jarbas Mariz. “Eu nasci num lugar chamado Aimorés, em Minas, mas com poucos meses de vida fui levado para a Paraíba. Meus pais são sertanejos, mas eu me criei em João Pessoa”, diz rindo o inquieto artista que há mais de 30 anos acompanha mundo afora o músico baiano Tom Zé. “A primeira vez que nos encontramos, eu e Tom, foi na Funarte, em Sampa. Foi uma ótima conversa e logo estava ele a me dirigir num palco”, relembra o artista.
Além da curiosidade de ter nascido no interior de Minas, Jarbas conta que há várias outras curiosidades na sua vida: “Comecei tocando coisas da jovem guarda, até definir o que eu de fato queria”.
A trajetória artística de Jarbas Mariz começa a ganhar força no começo dos anos de 1970, quando Lula Côrtes (1949-2011) e Zé Ramalho bateram a sua porta. “A partir daí, o papo fluiu fácil e logo viramos amigos”, é Jarbas falando.
Não demorou e logo os dois passaram a ensaiar, com outros músicos, o repertório para um álbum duplo sob o título de Paêbirú.
Desse disco participaram vários artistas iniciantes à época, como Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé da Flauta. Curiosidade: uma enchente carregou Capibaribe abaixo mais de 1.000 cópias de Paêbirú. Sobraram uns 300. Hoje, cada exemplar desse disco está cotado no mercado pela bagatela de 10.000 reais.
A respeito, até um documentário já foi feito. Título: Nas paredes da pedra encantada, por Cristiano Bastos e Leonardo Bonfim
O tempo foi passando e uma banda foi criada para acompanhar Tom Zé por aí afora. Quer dizer, no Brasil e Exterior.

Iniciavam-se os anos de 1990.
Um ano antes, Tom havia conhecido na Bahia o músico norte-americano David Byrne.
Byrne, ex-líder do grupo Talking Heads, criara um selo musical (Luaka Bop) e nele o encaixaram. “E a partir daí, começamos a fazer shows e preparar músicas para o primeiro disco internacional de Tom Zé”, é Jarbas de novo falando.
O primeiro disco internacional de Tom, The Hips of Tradition, foi lançado em 1992.
Jornais de várias partes do mundo o aplaudiram, enaltecendo a qualidade do artista e dos músicos que o acompanharam.
A partir daí, a agenda de Tom Zé e de Jarbas, por consequência, cresceu que nem bolo fermentado.
“Nesses 31 anos que estamos juntos, eu e Tom, já nos apresentamos na Argentina, Chile, Canadá, Estados Unidos e muitos países da Europa, como Itália, França, Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, Suíça, Holanda e Inglaterra e por último no Japão em 2019”, recapitula Jarbas Mariz.
Por todo canto que esses dois vão com banda e tudo, e muita criatividade, recebem cobertura da imprensa. Viraram fregueses do The New York Times, por exemplo.
Na banda que acompanha Tom Zé, Jarbas canta e toca viola de 12 cordas, percussão e bandolim.
Pra bandolim, ele criou uma afinação especial. “Afinação muito própria, personalíssima”, revela orgulhoso e um tom de satisfação.
Com Tom, Jarbas gravou 15 CDs, 6 DVDs e 2 filmes: Fabricando Tom Zé e Tom Zé, Astronauta Libertado.
Nas últimas 3 décadas, pouco antes até, Jarbas Mariz dividiu o palco com Jackson do Pandeiro, com quem fez 32 shows; Cátia de França, Pedro Osmar, Quinteto Violado, Paulo Diniz, Anastácia, João do Vale, Alceu Valença, Orquestra Jovem Tom Jobim, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Bocato, Oswaldinho do Acordeon, Elba Ramalho e até o grupo paulistano Demônios da Garoa.
Fora a participação nos palcos, Jarbas já teve músicas gravadas por Marinês, Gilberto Gil, Chico César, Lula Côrtes, M4J, Renato Lellis, Fúba, Marco Mendes e Eliane Camargo. Agora mesmo, ele está pondo ponto final no seu 8º disco de carreira. Título: Jarbas Mariz, com participações de Chico César, Zé Ramalho e Crônica Mendes.
Seus discos anteriores são Transas do Futuro, Bom Shankar Bolenath, Vamos lá pra Casa, Forró do Gogó ao Mocotó, Num lugar de La Mancha, Do Cariri pro Japão e Pare Olhe Escute.
Esses discos se encontram em todas as plataformas digitais.
Jarbas Mariz está na estrada há 50 anos, 30 dos quais ao lado da companheira Ângela Tamaso. “Ângela cuida de tudo que faço, sem ela não haveria agenda nem nada”, conclui numa risada esse mineiro da Paraíba.

INFORME-SE MAIS, CLICANDO: JARBAS MARIZ NA CONECTADOSHIROSHIMA, MEU AMORCORRIDA PARA O NADA

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

DIA DE FESTA NA PRAÇA VLADIMIR HERZOG

Atenção, atenção, amigos e amigas!
Amanhã 23, na praça Memorial Vladimir Herzog, vão estar declamando e lançando livros jornalistas, poetas e romancistas de bons quilates. Tudo ao ar livre.
Vão estar no local os músicos Alexandro Fernando da Silva e Paulinho Timor, os jornalistas Enio Squeff, Giuliano Galli, Juca Kfouri e Sergio Gomes (Sergião); os arquitetos Ciro Pirondi, Luis Ludmer, Marco Artigas Forti; a bailaria Silvia Lopes, o médico Samir Salman, o fotógrafo Jorge Araújo, o produtor musical Paulinho Fluxus, o artista plástico Elifas Andreato, criador das obras expostas no espaço; e os chargistas Aroeira e Laerte Coutinho.
Laerte, antena sensibilíssima do cotidiano brasileiro, registra no seu perfil do Twitter os dias até aqui sem solução para o caso Marielle Franco
A praça Vladimir Herzog é uma homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, que ao atender a uma intimação de agentes da ditadura foi preso, encapuzado, torturado e morto nas dependências do DOI-CODI, sem São Paulo, SP.
O assassinato de Vlado, como o jornalista era chamado, provocou consternação nacional e levou o então presidente general Geisel (1907-1996) a mostrar seu descontentamento em relação ao caso. E que morte do tipo não se repetisse na dependências das forças armadas. Repetiu-se.
Vlado foi assassinado no dia 25 de outubro de 1975 e menos de 3 meses depois, no dia 17 de janeiro, foi assassinado pelos agentes repressores o metalúrgico nordestino Manoel Fiel Filho (1927-1976).
A praça Memorial Vladimir Herzog localiza-se ali na Bela Vista, rua Santo Antônio, 33-139, São Paulo - SP.
Para Vlado, compus:  

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

CORRUPÇÃO É PRAGA QUE NÃO ACABA NUNCA

"O vírus mortal desembarcou num mundo no qual o negacionismo, o populismo, a desinformação

deliberada, corrupção falaram mais alto que a defesa da vida em várias partes do planeta (...) O documento final (da CPI) também trouxe indícios claros de que, na base dessa resposta, estão suspeitas de corrupção. Desde os primeiros dias da crise sanitária, entidades como a OCDE alertavam como a pandemia era “o paraíso” dos corruptos, já que abriam-se brechas perigosas diante da pressão por compras imediatas de materiais, regras de licitação que eram suspensas, a pressão popular por respostas e um mercado desabastecido".
 
O texto final produzido pela Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI, que apura denúncias de corrupção aos cofres públicos será votado na próxima semana, no Senado.
No cinema, teatro, televisão e até na literatura e folhetos  de cordel personagens corruptos (e corruptores) pintam e bordam. 
Autores como Machado de Assis e Lima Barreto criaram alguns personagens aéticos.
No Conto de Escola, o autor Machado de Assis (1839-1908) dá vida a Raimundo e a Pilar. Raimundo, tenta subornar Pilar e essa sua tentativa lhe rende uma sova inesquecível.
Em Triste Fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto (1881-1922) dá trabalho ao protagonista do romance, Policarpo, que de uma hora pra outro vê-se perseguido por um político da sua cidade.
E por aí vai a história de corruptos e corruptores na ficção e na vida real, aqui e alhures.
O primeiro ato de corrupção da história foi registrado no Éden, quando Eva leva Adão a comer o tal fruto proibido.
No Brasil, o primeiro ato de corrupção tem um autor: Pero Vaz de Caminha (1450-1500).
Em 2003, o Brasil assinou documento na ONU prometendo agir contra a corrupção. Mais de 100 países fizeram o mesmo, a partir de outubro daquele ano.
 
 
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BRUMADINHO: 1.000 DIAS E UMA CANÇÃO


Bombeiros continuam procurando, exaustivamente, 8 dos 270 corpos soterrados pela enxurrada de rejeitos da barragem da Vale do Rio Doce em Brumadinho, MG.
Hoje 21 faz 1.000 dias do estouro da barragem, um caso crimonoso.
Dezesseis pessoas entre engenheiros e diretores, incluindo presidente Schvartsman, foram denunciadas à Justiça.
Os denunciados, porém, já não são denunciados pela Justiça mineira, pois "terça-feira 19 a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu anular o recebimento da denúncia por entender que o caso deve analisado pela Justiça Federal", segundo o noticiário.
Hmmmmm...
Impunidade à vista. E aí, escrevi o poema abaixo:

VIDA E MORTE EM BRUMADINHO

Morre sorte, morre vida
Morre fé, morre esperança
Morre fim, morre começo
Morre paz, morre bonança
Morre tudo, nada fica
Só a dor da má lembrança

Morrem homens e mulheres
E crianças nas esquinas
Morre dia, morre noite
Nos morros, nas colinas
Morre tudo que se mexe
No rico solo de Minas

Mariana se repete
Com dor e muito espinho
O povo de Deus precisa
De amor e mais carinho
Por quê morre tanta gente
D'uma vez em Brumadinho?

O terror desceu matando
Pelas águas do Feijão*
Provocando desespero
Pavor e destruição
O poder não tem limite
nem pudor nem compaixão

Força e violência
Tem o Grande Capital
Que transforma gente em coisa
Pelo tal do vil metal
Impondo a "Mais valia"
Na alma nacional

A Vale do Rio Doce
De doce não tem nada
Tem dor, tem agonia
E chicote pra lapada
Quem reclama ganha cruz,
Vira coisa descartada

Vale tudo, vale tudo
Na terra da bandalheira
Vale roubar o povo
Vale vale a roubalheira
Só por isso vale pôr
Os ratos na ratoeira!


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