As ceguinhas de Campina Grande, como ficaram conhecidas as irmãs Maria das Neves Barbosa, Regina Barbosa e Francisca Conceição Barbosa, foram durante muito tempo exploradas pelo próprio pai que as alugava ao eito para o cabo da enxada. Sofreram muito até que conseguiram uma casa própria depois de participarem de um filme sobre a sua história. Tocante. Uma vez estive na casa delas junto com o amigo Chico Pereira (1944-2025) e minha filha mais velha, Ana Maria. Há registro desse encontro. A conferir num clique:
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sábado, 5 de setembro de 2026
O CEGO NA HISTÓRIA (61)
terça-feira, 1 de setembro de 2026
O CEGO NA HISTÓRIA (60)
Pois bem, há pouco eu disse inté. Isso a gente diz quando se despede de alguém e coisas e loisas. Aliás, não custa lembrar da importância histórica representada pela presença feminina no mundo das artes, incluindo a poesia de bancada e a poesia de improviso desenvolvida ao som de violas.
sábado, 29 de agosto de 2026
HUMOR E CRÍTICA EM PIRACICABA
O CEGO NA HISTÓRIA (59)
_ Puxa, Assis, gostei. O Cego Sinfrônio existiu mesmo ou é invenção de algum cordelista?
Toma purga de jalapa,
Quebra o ovo e bebe a gemma
Eu sou moleque teimoso,
Sou pobre, dou-me a respeito,
Vou lhe dá um enxarope
Parreira com manacá,
Gordião com fedegoso,
Milome com cabacinha,
Pereiro com quina-quina,
São nove pau rigoroso...
Tudo isso é bom remedio
Você sabe e eu também sei:
Temo nós que picá fumo,
Daqui p'r'a barra quebrá.
Si eu não pegá no descanço,
Boto tinguí na bebida:
Você me paga o que deve
— Eu canto no mansidão;
Mas quando eu mudo o rotêro,
Dou em gallo campinêro,
Açoito pirú de roda
Sou estreito como ganga,
Estiro: sou sarnambi...
Cheiro mais do que extracto,
Queimo que nem cansansão,
Amargo mais do que fel,
Mato mais do que tingui...
Como é que a moça foge
Eu posso lhe ispilicá:
É o home que se casa
A muié deixou dois fío,
Elie torna a se casá;
A madrasta de judia
Um dia, vão a um passeio,
Os menino fica em casa
P’ra botá nós numa escola,
Vive-se aqui nesta casa
Sem tê onde se deitá...
A moça pensou naquillo,
Fox p’ra dentro se arrumá,
O sinhô sabe cantá:
Qual foi o bruto no mundo
Morreu chamando Jesus
Foi o papagaio dum véio
O que é mais duro que ferro.
Inda que seja um rapaz:
Trinca o ferro e se arrebenta,
O home não volta atraz!
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
O CEGO NA HISTÓRIA (58)
_ Nos livros dos nossos grandes escritores do século 19 já havia figuras parecidas com o seu Joãozinho Bem-Bem do mineiro Guimarães Rosa?Cego Sinfrônio (Crédito: Creative Commons)
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
O CEGO NA HISTÓRIA (57)
O moço Chico Bem-Bem do paraibano Zé Lins não tem, literariamente, nenhum parentesco ou amizade sequer com seu Joãozinho Bem-Bem do bom mineiro Rosa.
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
O CEGO NA HISTÓRIA (56)
Não são poucas as histórias envolvendo cães e gatos. Aliás, até um dia especial tem o cão. É o 26 de agosto, lembrado ou comemorado em todo o mundo.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
O CEGO NA HISTÒRIA (55)
O dia 11 de setembro de 2001 entrou para a história como um dos mais trágicos do mundo.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
O CEGO NA HISTÓRIA (54)
No lugar denominado Pedra Bonita, em Pernambuco, havia um feiticeiro de nome Pedro. Zé Pedro, levado às páginas do livro Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, de Ariano Suassuna.
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
O CEGO NA HISTÓRIA (53)
Bem cedo me disseram na escola que o Brasil foi descoberto por um português danado de corajoso chamado Pedro Álvares Cabral. Isso no dia 22 de abril no ano de 1500.
Depois veio a seca cruel e assoladora,
Contra aquela linda florzinha encantadora
E a coitada morreu, mirrada pela fome.
Hoje, um poeta chora triste esta saudade
E as aves cantam a chamar na solidão:
Nanã! Nanã! Nanã! seu doce e belo nome.
Patativa do Assaré morreu em 2002 com 93 anos e completamente cego.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
O CEGO NA HISTÓRIA (52)
Nos escritos sagrados que formam a Bíblia há mais de duas centenas de citações da velhíssima cidade de Jerusalém, por onde um dia passaria Jesus Cristo. Nessa sua passagem, chegou a curar um cego.
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