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quinta-feira, 20 de março de 2025

EU E MEUS BOTÕES (82)

"Olha lá, olha lá, gente!", diz Mané eufórico, chamando a atenção dos coleguinhas. E todos voltam o olhar à porta por onde entra Flor Maria. "O seu Assis está logo atrás. Olha lá, olha lá. E ele está sorrindo".

Muito bem, gostei de ver. Agora quero saber o motivo de tanta euforia. 

De certo modo e pra começo de conversa, Lampa diz em nome de todos que a alegria que se vê é devida ao modo sábio de falar de Flor Maria.

Hummm... 

Com leve sorriso no rosto, a historiadora agradece o elogio e diz: "Falar é se comunicar. Comunicação é item necessário à boa convivência social. E falar de história falo com prazer, pois sempre é tempo de aprender".

Dito isso, com firmeza e brejeirice, Flor diz que está à disposição para qualquer pergunta que lhe façam sobre história. 

Zoião: "Dona Flor, achei muito interessante a leitura do polêmico livro Os Sertões. Acho que todos aqui poderiam lê-lo".

"Concordo, concordo. E a mim não custa dizer, mais uma vez e sempre, que ler é fun-da-men-tal.

Zé, aproveitando a deixa, abre a boca pra pedir de empréstimo a Zoião o livro de Euclides da Cunha. 

O trio Olavim, Pitoco e Fuinha está atento a tudo que ali se diz. 

Zilidoro: "Seu Assis, dona Flor, confesso que estou sem dormir desde ontem. Isso porque não me saiu da cabeça a ideia de o nosso novo amigo Olavim ser um ser de fora do planeta Terra".

Pra mim isso que você diz não é surpresa. Também não consegui dormir pensando no que foi dito. Nem café da manhã tomei direito...

Fuinha devagar foi se levantando. E disse: "Curiosidade mata".

"E mata mesmo. Curiosidade mata, sim!", reforça no seu jeito natural de ser o sempre enervado Lampa. 

Calma, calma. Deixemos o Fuinha dizer o que quer dizer.

"Obrigado, seu Assis. Sou muito amigo do Olavim. Pessoa rara, raríssima. E o que aqui digo tem a sua anuência. Ele confia em mim e eu nele...".

Os manos Bio e Barrica interrompem a fala de Fuinha pra perguntar: "Queremos saber é de onde vem o Olavim".

Calma, calma. Pra que tanta pressa?

"É de muito longe. Ele vem de lugar longínquo, de distância inimaginável pra nós mortais comuns. É pra lá de..., retoma à fala Fuinha enquanto Olavim dá sinais de que vai dar o ar de sua graça e responder as perguntas que lhe forem feitas. Num piscar de olhos, porém, no lugar que estava já não está. Sumiu, evaporou-se, sabe-se lá! Fuinha:

"Ele é assim mesmo, quando se sente ameaçado toma chá de sumiço e chau!".

Pelo jeito teremos bons papos no correr dos dias. Eu, particularmente, sou leitor assíduo de Júlio Verne, Isaac Asimov e outros bambas da ficção científica. 

"Eu também sou grande apreciador desse tipo de literatura. Além de Verne e de Asimov, também gosto de Arthur C. Clarke", revela o poeta Zilidoro. Zoião:

"Seu Assis, o sinhô sabia que o nosso Machado de Assis também enveredou na trilha desse tipo de ficção?".

Realmente, vocês estão impossíveis! Passo batido. Sei, no entanto, que há autores brasileiros de ficção científica. 

Zoião, todo orgulhoso: "Em 1882, o bruxo do Cosme Velho escreveu e publicou o conto O Imortal. Esse conto trata do enfado que seria a imortalidade humana".

Lampa, se ajeitando no tamborete: "No meu caso, seu Assis, estou fazendo uma pesquisa sobre esse assunto e também sobre o Cangaço".

Zé: "Muito bem, muito bem. Agora pergunto se vocês sabem que existe até o Dia Nacional da Ficção Científica?". Zilidoro:

"Eu sei, eu sei que esse dia existe. É o 11 de dezembro".

De repente,  como num passe de mágica, entre Pitoco e Fuinha se acha o incrível Olavim. 


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