O Silvio agora ao morrer conseguiu juntar unanimidades. Positivamente. Todo mundo, de canto a canto continua a bater palmas. Ele foi isso, foi aquilo...
Mas, sabemos nós, que nem todo mundo é santo, nasce santo ou morre santo. Embora Silvio carregue no próprio nome "Santos".
Cá no nosso acervo sobre cultura brasileira há alguns LPs e compactos nos quais se ouve o Silvio cantando marchinhas de carnaval com letras em duplo sentido. Putaria pura. Nesses discos há também músicas que falam do Corinthians, time pelo qual torcia. Não ardorosamente, mas com fé em Deus pela grana.
Silvio Santos não era bobo não. De tudo fez um pouco na rua, no rádio e na TV.
Dom & Ravel foi uma dupla que marcou presença na música nacionalista.
Quem não se lembra daquela coisa Brasil Ame-o ou Deixe-o?
Uma vez o Ravel (1947-2011) me contou histórias loucas sobre como o Silvio fez para ganhar a concessão do Governo para o seu SBT. A propósito, amanhã 19 completam-se 43 anos de existência do SBT.
Silvio, segundo Ravel, pra se sair bem fazia parceria com todos os demônios.
Uma vez o jornalista e publicitário Archimedes Messina (1932-2017) me disse que estava processando o dono do SBT por não pagar devidamente os direitos autorais do jingle Silvio Santos Vem Aí. Isso ele me disse no programa que eu apresentava nas noites de sábado na all TV, a primeira televisão feita e levada ao ar pela Internet. Nesse processo, Messina levou algo em torno de 1,5 milhão.
Outro processo perdido por Silvio foi o da jornalista paraibana Rachel Sheherazade. Ela levou 500 paus, por injúria, calúnia e tal.
Bom, Silvio Santos partiu deixando mais de 600 processos nos quais é acusado disso e daquilo.






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