Veríssimo era um cara raro entre os raros. Era filho de outro deus da nossa briosa literatura, Érico.
Eu conheci esse Veríssimo através do querido Fortuna, que é certo estar no céu esperando seu colega.
Fortuna foi quem propiciou esse encontro entre nós dois, Veríssimo e eu. Lembro-me como se fosse hoje.
Corria o ano de 1992, quando eu fazia lançamento do livro O Coronel e a Borboleta E Outras Histórias Nordestinas. A capa trazia a marca do genial Fortuna e dentro, no miolo, uma ilustração do imortal Jaguar.
Bom, pessoal, Luís Fernando Veríssimo disse uma vez que um brasileiro com um mínimo de visão e bom senso seria, naturalmente, de esquerda. E explicava ele acrescentando que "Ser de esquerda não é opção, é decorrência".
Veríssimo vai, como o seu pai, mas pra nós ficam seus livros e exemplo de vida.
Viva Luís Fernando Veríssimo!