
- Bons tempos aqueles de palhaços como Carequinha, Pimentinha, Piolin, Arrelia, de batismo Waldemar Seyssel, que um dia me convidou para escrever, e escrevi com orgulho, o prefácio de sua autobiografia para a Editora Ibrasa (“Arrelia, Uma Autobiografia”), ali pelos finzinhos dos 90.
Bons tempos, sim!
Era legal assistir esses palhaços de verdade.
De verdade, era legal assistir a esses palhaços.
Palhaços que nos embalaram a infância, que nos fizeram bem, que nos levaram a ver o mundo com graça infantil, sem segundas intenções, puros, sem nos agredir nos fazendo de bobos.
Mas agora o que dizer da telinha de fazer doido chamada TV, que produz celebridades sem conteúdo do dia pra noite e os carimba de "palhaço"?
Nos tratam de bobos, não é?
A última invenção dessa telinha é Tiririca.
Terrível!
E o que nos faltava no Congresso Nacional!
Quem de bom senso não fica tiririca da vida?
O tal Tiririca convidou os abestados a votar nele.
Apareceram cerca de 1,4 milhão desses tais.
Como tem abestado no Brasil!
Abestado é gente abestalhada, idiota, quem não sabe disso?
Lê-se no dicionário, “Abestado”: que se abestou, que se bestificou... “Abestalhado”: que diz tolices, tolo, imbecil... Cheio de si, presunçoso...
Como gostar disso?
Ora, cá não estou eu a falar do cidadão que se esconde por trás dessa coisa chamada tiririca, que é vítima, sem dúvida, do sistema que tritura e joga o bagaço fora.
Estou falando da coisa que em si só se encerra.
E ponto!
Está na 1ª edição do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, à pág. 2724, 3ª coluna à direita: “4 RS infrm. Punguista, batedor de carteira”.
E aí?
PS – A cartinha lá em cima dirigida a mim e assinada por Waldemar Seyssel, o Arrelia, é de agradecimento. Não é pra se sentir honrado, feliz da vida?