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domingo, 23 de março de 2025

EU E MEUS BOTÕES (83)

"Olha lá, olha lá, olha lá, pessoal!", disse em voz alto chamando a atenção dos amigos botões, Mané. 

Num passe de mágica, quase todos se levantaram. Mané:

"Agora quem está rindo à toa é a dona Flor!".

Oi, pessoal! Ué, por que vocês estão aí de pé esperando pela gente? Zilidoro:

"Seu Assis, pra ser franco devo dizer que as reuniões com o Sr. têm sido ótimas, mas depois que a dona Flor chegou aqui houve, da parte de todos nós, um interesse maior pela...".

"Isso mesmo, isso mesmo! A gente escolheu Zilidoro porque o Zili fala com mais desembaraço do que nóis", disse no seu jeitão um tanto estapafúrdio o Lampa. 

Obrigado, obrigado. Devo dizer que estou muito satisfeito com todos vocês...

"Essa é boa! Eu pago uma depois!", interrompe com cara de bobo o solerte Barrica.

Hummm.... Calma, calma...

"Bom pessoal, quando aqui há pouco chegamos ouvimos alguém ou mais de alguém chamando a atenção de que eu estava rindo. Sabem por que eu estava rindo? Eu estava rindo porque eu passei a gostar de vocês", disse com seu jeito natural a historiadora Flor Maria. Na verdade, nem chegou a dizer a frase completa porque a casa encheu-se de palmas e urras. E de repente, surpreendentemente Olavim, Pitoco e Fuinha incrivelmente se sobressaíram dizendo que nunca viram pessoas tão interessantes, juntas, se entendendo. Todos voltaram-se aos três novos amigos. 

Pitoco olhou pra Olavim, que olhou pra Fuinha. Fuinha:

"Eu vou usar aqui uma palavra que o seu Assis sempre fala: Vocês são incríveis".

Pitoco olha pra Olavim, Olavim olha pra Pitoco. 

Lá detrás, Biu e Barrica dizem: "Queremos saber se Olavim é daqui ou do Além?".

Calma, pessoal! Desse jeito a gente não vai chegar a canto nenhum.

"Seu Assis, eu tenho certeza que a dona Flor concorda que temos de saber quem está com a gente", expressa na sua linguagem natural o Zé. Dona Flor balança a cabeça concordando com o que foi dito.

Displicentemente Fuinha dá um toque de cotovelo no seu amigo Olavim. Numa fração de segundos, Olavim se levanta e diz que está adorando o lugar onde está. 

Silêncio... 

Fique à vontade, amigo novo Olavim. É claro que há uma grande curiosidade sobre você...

"Amigos, aposto tanto no Olavim quanto o Zilidoro aposta em mim. Mas eu não sou nada, não sou ninguém. O Olavim vai surpreender muito", diz o Fuinha de modo peremptório. De repente, Olavim se levanta de onde está e diz:

"Eu sou de longe, vim de longe. Antes de mim, outros vieram".

Depois de dizer o que disse, o lugar onde estava Olavim ficou vazio. 

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