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quarta-feira, 11 de maio de 2022
BIDÚ É LIBERDADE
terça-feira, 10 de maio de 2022
ESTÃO MATANDO O NOSSO IRMÃO: O JUMENTO
domingo, 8 de maio de 2022
O RÁDIO NO BRASIL E NO MUNDO (2, FINAL)
Além de se apresentarem no rádio, muitos artistas conduziram programas musicais como Almirante (Henrique Foréis Rodrigues; 1908-1980), Zé Dantas, Tonico e Tinoco, Rolando Boldrin e tantas e tantos. Até hoje.
Téo Azevedo, mineiro de Alto Belo, passou por várias emissoras de rádio. Detalhe: Téo é o compositor com mais obras feitas e gravadas por ele mesmo e centenas de cantores, do Brasil e do Exterior. Passou pelas rádios Atual e Record.
O pernambucano Luiz Wilson está à frente do programa Pintando o 7 desde setembro de 2007. Esse programa, com três horas de duração aos domingos, é levado ao ar sempre ao vivo pela rádio Imprensa.
A literatura referente à história do rádio é riquíssima.
Para o iniciante, curioso nessa história, sugiro que leia o mais rapidamente possível a trajetória do padre cientista Landell de Moura.
Reconhecido tardiamente, há um prêmio em São Paulo chamado Padre Landell de Moura do Radiojornalismo.
O paulista Hamilton Almeida foi o primeiro estudioso a publicar um livro sobre Landell. Um não, dois: O Outro Lado das Telecomunicações (1983) e Landell de Moura (1984).
Em 2004, Almeida teve publicado na Alemanha o livro Pater und Wissenschaftler: Die Geschichte des Paters Roberto Landell de Moura.
O rádio se acha na história do mundo desde o começo do século passado.
O rádio faz história. A própria história, inclusive.
Recomendo a leitura dos livros História do Rádio no Brasil, da Magaly Prado (2012); Jornalismo de Rádio, de Milton Jung (2004); MPB na Era do Rádio, do Sérgio Cabral (1996); A Era do Rádio, de Lia Calabre (2002); As Cantoras do Rádio, de Miécio Caffé (1992), Histórias que o Rádio não Contou, de Reynaldo C. Tavares (2014) e Vargas, Agosto de 54: A História Contada Pelas Ondas do Rádio, de Ana Baum.
Ali pela segunda metade dos anos 30, o jornalista gaúcho Armando Campos inventou um programa intitulado A Hora do Brasil. Esse programa tinha por finalidade levantar a bola do ditador Getúlio Vargas. Começava assim: “Trabalhadores do Brasil…”.
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| O radialista Almirante |
O ano de 68 foi um ano marcante, no mundo inteiro. O motivo disso foram as manifestações estudantis iniciadas na França.
Há vários discos que tratam da insatisfação dos jovens de 68.
Na França o ano de 68 virou um LP. No Brasil, também.
A rádio Jornal do Brasil lançou vários LPs que tratam da história do Brasil e do mundo, a partir dos anos de 1960.
O resto é história.
A propósito, e por não ter o que fazer, acabo de compor a Canção do Rádio:
Uma caixinha mágica
Faz o mundo se ligar
Dessa caixa sai a voz
De quem tem o que falar
Sobre tudo conta a voz
Que tem sempre o que contar
Pra saber o que se passa
Basta fazê-la falar
Ligada a caixa fala
Toca e canta sem parar
Fora isso diz a hora
Pra ninguém se atrasar
Variadas formas tem
Essa bela invenção
Que cabe bem certinho
Até na palma da mão
O autor dessa magia
Foi o padre brasileiro
Roberto Landell de Moura
Famoso no mundo inteiro
Foto e reproduções: Flor Maria e Anna da Hora
LEIA MAIS: O FUTURO DO RÁDIO É A INTERNET • REVISTA JORNAL DOS JORNAIS • SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE
sábado, 7 de maio de 2022
O RÁDIO NO BRASIL E NO MUNDO (1)
Que Marconi que nada, o inventor do rádio foi o gaúcho de Porto Alegre Roberto Landell de Moura (1861-1928).
Landell era padre e cientista, com altos estudos desenvolvidos na Itália.
Nos fins do século 19, Landell de Moura inaugurou a transmissão de voz humana entre a incipiente Avenida Paulista, SP, e o Alto de Santana.
Embora tenha desenvolvido tal façanha, o padre cientista não recebeu nenhum incentivo da iniciativa privada, do governo e tampouco da Igreja católica.
A vida do padre Roberto Landell de Moura foi uma vida duríssima.
O padre chegou a ser acusado de pacto com demônio, por causa das suas experiências no campo da Ciência. É o caso de se dizer, literalmente, que Landell comeu o pão que o Diabo amassou.
Curioso, né?
O mineiro Santos Dumont, inventor do avião, também viveu maus bocados que findou por se matar pendurado numa corda. Mas essa é outra história.
Oficialmente, digamos assim, o rádio foi inaugurado no dia 7 de setembro de 1922. Sem endereço fixo. O presidente era o paraibano Epitácio Pessoa.
Pra valer, pra valer mesmo, a 1ª emissora de rádio no Brasil chamou-se Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. O proprietário, e autor da façanha, foi o médico e antropólogo Edgar Roquette-Pinto (1884-1954).
O rádio foi crescendo, crescendo, e ganhando um destaque fantástico no mundo todo.
Às 9 da noite de 12 de setembro de 1936, boa parte dos brasileiros ouviram o paulista de Jundiaí Celso Guimarães (1907-1973) anunciar, alto e bom som, que estava inaugurada a Rádio Nacional.
Até peça contando história da Nacional foi escrita: Rádio Nacional - As ondas que conquistaram o Brasil, de Fábio Pilar, Claudia Vigonne e Sylvia Bandeira.
No começo dos anos de 1930 o rádio, no Brasil, foi de extrema importância para os cantores e cantoras como Chico Alves, Luiz Gonzaga e tantos e tantas.
sexta-feira, 6 de maio de 2022
NO RÁDIO, A NOSSA CULTURA
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| Pedro Nastri e convidados no programa Metrópole em Foco |
quinta-feira, 5 de maio de 2022
EU E CAMÕES NA TUTAMÉIA TV
| Clique para ler |
Para acompanhar nosso papo, clique: Aos 450 anos, "Os Lusíadas" é contado em cordel
MAIS ENTREVISTA
Amanhã 6, entre às 9 e 11 horas, o violeiro Téo Azevedo e eu estaremos em prosa nas rádios Trianon e Gazeta. Ao vivo. Vai ser bom.
VIVA A LÍNGUA PORTUGUESA!
quarta-feira, 4 de maio de 2022
LULA DIZ À TIME QUE ESTÁ FELIZ
terça-feira, 3 de maio de 2022
UM DIA PARA REFLETIR
Todo dia muita gente boa se ferra pela língua de obscurantistas, ditadores, prepotentes, que a todos nos ameaçam.
Os brasileiros de bem sofrem diariamente com a língua má do presidente Bolsonaro, o pior da história do Brasil.
Bolsonaro mente, mente, mente sempre.
O ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, dizia que quanto mais uma mentira é dita, mais em "verdade" ela se transforma.
Bolsonaro é seguidor de Hitler. Sabemos.
Jornalistas daqui e de todo o canto são diariamente agredidos, acusados de mentir ao publicar verdades.
O sonho do Bolsonaro é acabar com a imprensa.
Não dá pra confundir a liberdade de falar com mentiras a dizer.
Os parceiros e apoiadores de Bolsonaro tentam a todo custo incendiar o Brasil, ameaçando matar quem discorda deles.
segunda-feira, 2 de maio de 2022
LIBERDADE SEMPRE!
domingo, 1 de maio de 2022
NO RÁDIO, A MÚSICA DO NORDESTE (2, FINAL)
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| Paulinho Rosa |
Além de Luiz Wilson, há outros programas em São Paulo que põem a “música nordestina” em evidência. Sempre programas semanais: Vira e Mexe, no ar pela rádio USP (FM 93,7) é um deles.
“Vira e Mexe eu comecei a apresentar em 2009, junto com o sanfoneiro Dominguinhos”, conta o paulistano Paulinho Rosa. “Eu e ele apresentamos poucos programas juntos. Não por mim, mas por ele que tinha muitos compromissos musicais Brasil afora”, acrescenta.
Paulinho Rosa é o dono da casa de espetáculos O Canto da Ema.
Antes de Luiz Wilson, Germanno Júnior e Paulinho Rosa, apresentaram programas voltados ao repertório nordestino, em São Paulo, Jorge Paulo (1938-2015), os irmãos Mano Novo e Mano Véio e Téo Azevedo. Jorge era paulistano. Mano Véio e Mano Novo, do Rio Grande do Norte e Paraíba, respectivamente. Téo Azevedo mineiro, de Alto Belo.
Durante muitos anos Jorge Paulo, chamado de O Bandeirante do Norte, apresentou programas nas rádios e TVs Bandeirante, Cultura e Globo.
Por seus programas passaram Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Gordurinha, Ary Lobo e Anastasia, em começo de carreira.
Em São Paulo, Mano Véio e Mano Novo apresentaram o programa nas Quebradas do Sertão, pela Bandeirantes. Ambos, hoje, apresentam o Forró Nativa (no ar, ao vivo, entre 2 e 6 da manhã).
Téo Azevedo apresentou programas nas rádios Record e Atual.
Fora de São Paulo, há nomes que devem ser lembrados, por valorizarem as músicas e autores nordestinos. Entre esses nomes Perfilino Neto (Bahia), Ivan Ferraz (Pernambuco) e Wilson Seraine (Piauí).
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| Wilson Seraine com Assis Brasil |
“Sempre que tenho oportunidade levo ao programa músicos e escritores como Assis Brasil. Já levei muita gente e pretendo levar mais ainda. E aqui quero deixar registrado o seguinte: um tal de Assis Ângelo é o culpado por tudo que eu faço na rádio hoje. Foi ele quem me inspirou a fazer o que eu faço”, diz rindo Seraine.
Gosto do rádio e tenho certeza que continuarei a gostar até os meus últimos dias.
Comecei no rádio como locutor, apresentador de noticiário. Rádio: Correio da Paraíba. Ano, faz tempo.
Em São Paulo apresentei programas na rádio Mulher, na rádio Atual, na rádio Capital, na rádio Trianon, por aí.
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| Assis Angelo com revistas da Revista do Rádio |
O rádio tem sido de fundamental importância na sociedade brasileira. É através dele que tomamos conhecimento, em primeira mão, de tudo que acontece por cá e em derredor do mundo.
Nos tempos áureos da rádio, entre os anos 30 e 40, mais um pedaço dos 50, apresentavam-se artistas que fizeram história como Carmélia Alves, Dalva de Oliveira, Cauby Peixoto e tantos e tantos.
O rádio está mais vivo do que nunca.
Quero voltar ao rádio. Sinto saudade dessa mídia.
É isso.
E MAIS: SÃO PAULO CAPITAL NORDESTE
E MAIS: RAÍZES DO BRASIL
sábado, 30 de abril de 2022
JOILTON LUTA PELA VIDA
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| Clique para ler |
Vida É Luta
Projota
Eu tô voltando pra casa, deixa a luz acesa
E deixa o meu prato sob a mesa
Por que meu dia foi tão longo e minhas costas doem
Mas eu não sou do tipo, digno de dó
Em casa sempre alaga, tomara que não chova
Da última vez foi foda, chorei a noite toda
Eu corri pra ver o mundo que só vi da TV e eu gostei
E agora eu quero apresentar pra você
É, já cedo eu aprendi a correr, vão
Os dias eu quero crescer, são
As marcas que a vida me deu
Nos olhos que te entristeceu
A luz no fim do túnel só você pode acender
Por que o túnel é um caminho pra dentro de você
E eu sinto muito se você não acredita em mim
Mas eu nasci pra vencer, a vida me fez assim
Lutar faz parte da minha conduta
Faz parte da minha história
E quem não teve os dias de luta
Não conhece os dias de glória
Algo dentro de mim me diz que eu nasci pra voar
Mas eu não tenho asas
Então eu vou correr tão veloz que meus pés vão descolar
Pra te dizer que são fases
Eu sei que tá difícil, mas são fases
Um dia eu vou olhar pra trás e ver que são fases
A vida é luta, a vida é luta, a vida é luta, a vida é luta
Todos os sonhos do mundo de baixo do meu capuz
Todos os anjos torcendo pra eu carregar minha cruz
Todos os anos tentando ser alguém melhor do que eu fui
Ser alguém que aqui contribui
Acreditar que a vida flui
Ter habilidade de mudar o mundo onde eu passar
Ter honestidade pra vencer sem roubar
Ter simplicidade pra viver e crescer
Sem ter que esquecer meu lugar
Sem desmerecer a luta
Pra fortalecer quem sonha
A vida é uma caixa de sonhos
E sonho que a vida possa ser melhor
Carrego comigo tudo que aprendi com quem vi, convivi
Deixo aqui meu suor
Se eu penso e existo, então posso
Se posso eu insisto em dá meu melhor
Não abaixo a cabeça, não peço licença
Só corro atrás pra me tornar maior
Sinto muito e você não acredita em mim
Mas eu nasci pra vence, a vida me fez assim
Lutar faz parte da minha conduta
Faz parte da minha história
E quem não teve os dias de luta
Não conhece os dias de glória
Algo dentro de mim me diz que eu nasci pra voar
Mas eu não tenho asas
Então eu vou correr tão veloz que meus pés vão descolar
Pra te dizer que são fases
Eu sei que tá difícil, mas são fases
Um dia eu vou olhar pra trás e ver que são fases
A vida é luta, a vida é luta, a vida é luta, a vida é luta
NO RÁDIO, A MÚSICA DO NORDESTE (1)
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| Luiz Wilson com Caju e Castanha |
Corriam as comemorações alusivas ao 1º Centenário da Independência.
À época, Pessoa era o presidente da República.
Atualmente no Brasil há 3.900 emissoras de rádio transmitindo em Frequência Modulada (FM) e 1.200 transmitindo em Amplitude Modulada (AM). Dessas, 917 se acham na região Nordeste.
Dados oficiais de 2014.
Ainda segundo esses dados há 4.700 emissoras comunitárias. Fora as rádios Web e piratas.
As emissoras comunitárias têm potência máxima, atualmente, de até 25 Watts. Mas pode chegar até 300 Watts se for aceita, pelo Ministério das Comunicações, a reivindicação da Associação Brasileira de Rádio Comunitárias (Abraço).
As comunitárias têm muita importância, até porque alguns nomes conhecidos do rádio comercial saíram de lá. Entre esses nomes, se acha o pernambucano de Sertânia Luiz Wilson.
Wilson é cantor, compositor, violonista e improvisador ao som de viola repentina. Sua primeira experiência foi na comunitária Mega FM, de onde migrou para a Rádio Imprensa (FM 102,5).
Na rádio Imprensa, onde está desde setembro de 2007, apresenta sempre ao vivo recortes do cancioneiro nordestino.
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| Luiz Wilson com Zé viola, Sebastião Dias e Edval Pereira |
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| Luiz Wilson e Dominguinhos |
No programa Pintando o 7 passam muitos artistas contando sua história, entre esses César Amaral, Dominguinhos, Genival Lacerda e Caju e Castanha.
Ao mesmo tempo que apresentava Pintando o 7, Luiz Wilson apresentava o programa Violas e Repentistas. Isso entre 2009 e 2016. Esse programa é, hoje, apresentado pelo paraibano Edval Pereira.
Germanno Júnior, em São Paulo há muitos anos, apresenta um programa que leva o seu nome acrescido de “convidados”.
“Germanno Júnior e Convidados eu apresento há uns 15 anos, mais ou menos. Comecei na rádio Imprensa e depois, na rádio Capital (AM 1.040). E recentemente retornei à Imprensa”, diz o apresentador que também é compositor, cantor e produtor musical.
Em 2005 Júnior foi finalista do Prêmio Tim de Música Popular, concorrendo com Gilberto Gil, Djavan, Lulu Santos, Leonardo e outros bam bam bans da MPB.
No seu programa independente, pois pago por apoiadores, Luiz Wilson tornou-se muito conhecido pelo repertório com que brinda os ouvintes: forró, xote, baião e outros ritmos característicos do Nordeste.
É grande a sua legião de fãs. “Falo com naturalidade e digo com sinceridade o que sinto nas minhas músicas, nos meus forrós, nos meus xotes. E tenho como patrocinadores empresas e amigas e amigos queridos como Gall Moda Íntima & Lojas Poder E Sedução, rede de restaurantes Feijão De Corda, Óticas Mendonça, Elastobor e União Mudanças”, fala do alto de sua experiência o apresentador sertaniênse.
sexta-feira, 29 de abril de 2022
VIVA WILSON SERAINE!
VIVA DUQUE-ESTRADA!
Duque-Estrada foi uma personagem muito importante na poesia brasileira. É dele a letra do Hino Nacional Brasileiro.
O Hino Nacional foi feito logo depois do grito de Pedro I. Um grito que não existiu. E a história é longa e curiosa.
A cena do grito que não existiu foi "retratada" pelo paraibano Pedro Américo. O quadro é famoso. Nele aparece, em tese, o "herói" Pedro I, montado num belíssimo cavalo.
Cavalo não sobe ladeira, como camelo não desce ladeira. Impossível.
Osório Duque-Estrada nasceu em terras do Rio. Foi diplomata, professor e crítico literário. Abandonou o curso de Direito, já no fim, no tempo em que estudava na faculdade do Largo de São Francisco.
A bibliografia de Estrada é curta, pequena.
Na bibliografia de Duque-Estrada, ão conta oficialmente, o livro Noções de Historia do Brasil.
O Livro Noções de Historia do Brasil se acha em único exemplar no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB.
Meu amigo, minha amiga, de prosa por ora chega. Leia: DE VANUSA E HINO NACIONAL BRASILEIRO
quinta-feira, 28 de abril de 2022
BOLSONARO DIZ A VERDADE: É MENTIROSO
Quem lê ou profere uma frase por inteiro há muito desconfiava que Bolsonaro é um maluco carente de camisa de força, como são ou foram sujeitos iguais ou parecidos com ele: Hitler, Mussolini, Mao Tsé Tung...
Bolsonaro está destruindo o Brasil, até um cego como eu percebe isso.
Sim, o Brasil corre perigo.
A destruição do Brasil está sendo feita no dia a dia, a passos largos.
Desde que assumiu a Presidência, Bolsonaro começou a desenvolver seu plano de destruição, de maldade, de ódio, de violência contra o Estado de Direito. Acabou com o Ministério da Cultura, os ministérios da Saúde e Educação estão no limbo. E por aí vai. Seu desejo maior é destruir a imprensa e as instituições democráticas.
O Tribunal Superior Eleitoral, TSE, é um dos alvos de Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal, STF, também.
Bolsonaro está fazendo tudo para desmoralizar a democracia. Matá-la.
Se o STF morder a isca, pode ser fechado. Na marra. E na marra também pode haver consequências gravíssimas para o País e o povo, em geral.
Em 1964 aconteceu o que aconteceu.
Em 1968, um simples discurso de um deputado gerou o mais violento dos Atos Institucionais, o AI-5.
No último dia 20 o STF condenou o deputado Daniel Silveira a 8 anos e 9 meses, cassação do mandato e suspensão dos direitos políticos, além de multa superior a R$190.000. No dia seguinte, irritadinho, Bolsonaro "perdoou" o lambe-botas Daniel. Mais: ontem 27 o lambe-botas foi "homenageado" em grande estilo por seu coiteiro, em Palácio. Foi uma festa de horror.
Como se tudo isso não bastasse,Daniel Silveira virou figurinha carimbada na Câmara, onde ocupará o cargo de vice-presidente da comissão de Segurança, suplente da comissão da Educação, titular da comissão de Esporte, da comissão de Cultura e da comissão de Constituição e Justiça, CCJ, a mais importante das 25 comissões da chamada "Casa do Povo".
O cara está se achando, contando piadas e tirando sarro dos seus colegas de oposição.
Ainda ontem 27 tirando sarro do ministro Roberto Barroso, do TSE, Bolsonaro disse o que todo mundo sabe: que é mentiroso. "Mente o ministro Barroso quando diz que (o inquérito da PF sobre o ataque hacker ao TSE) era sigiloso. Mente. É uma vergonha. Para as Forças Armadas, se um militar mente, acabou a carreira dele. O cabo não sai sargento. O subtenente não sai tenente. O coronel não sai general. Não tem prescrição para isso. E temos um chefe do Executivo que mente".
Há poucos dias, Barroso disse a estudantes na Alemanha que as Forças Armadas estão sendo orientadas para atacar: "Foram gentilmente convidadas para participar do processo (eleitoral), estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo".
A fala do ministro provocou um rebu danado.
E aí?
quarta-feira, 27 de abril de 2022
ÁGUA É VIDA
Oh, mãe
Eu vejo a vida refletir em teu espelho
Vim pedir teus conselhos
Pra minh’alma lavar
Em prece, deixei o meu pranto
Para o Deus sol quarar
Eu pedi que o céu levasse
Esperança pro sertão
Como acorde de viola
Faz chover no coração
Luz dos olhos doces de sereia
Encontra o balanço da maré
Revela o encanto…
Estende seu manto num canto de fé!
Iemanjá! Iê Iemanjá!
Rainha das ondas, senhora do mar!
Iemanjá! Iê Iemanjá!
No azul dos teus mistérios eu também quero morar
Nem tudo que deságua é tempestade
Nem todo choro é saudade
Vejo o mundo em outras cores
Lágrimas que encharcam esse chão
Fertilizam a semente
Sob as nuvens de algodão
Ciclo da vida que move moinhos
Tantos caminhos pra um dia voltar
À Terra, deixando um clamor pra humanidade
A nobre missão de preservar
Nosso futuro, nosso lar!
Água de benzer… purificar
Água da fonte do rio que corre pro mar
Planeta água, nascente da vida
Sou Mancha Verde e mato a sede na avenida
Ouça:
segunda-feira, 25 de abril de 2022
CARNAVAL E PREPOTÊNCIA
domingo, 24 de abril de 2022
ONHONHA, CARNAVAL E COISA E TAL (2, FINAL)
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| Assis Angelo com diversas obras sobre o Carnaval |
Pelo menos 50 blocos deverão sair pelas ruas da Capital paulista, sem especificar o roteiro.
No Rio vários blocos também prometem sair, mesmo sem a autorização da Prefeitura. Mas o prefeito, Eduardo Paes, garante que não vai sair por aí correndo atrás de folião.
Cordões e blocos ainda pululam por aí. Mais blocos.
Em 2019, no extremo sul da Capital paulista, surgiu o Cordão das Amoxtradas. Esse Cordão reúne mulheres e a sua fundadora, a cantora e produtora musical mineira Fatel Barbosa, explica: “Já estava mais do que na hora de as mulheres se juntarem para brincar o Carnaval, num Cordão especialmente pra nós. E cá estamos”.
A primeira vez que o Cordão das Amoxtradas saiu foi em 2020. Saiu também, discretamente, em 2021. E agora, em 2022, promete botar pra quebrar. “Vamos arrasar, mas acho importante seguir a programação da prefeitura de São Paulo. A Prefeitura está programando a saída dos blocos em julho. Importante, até porque precisamos do incentivo financeiro do Governo municipal”, diz Fatel.
Neste ano de 2022 o Cordão das Amoxtradas sairá às ruas com a marcha Carolina Maria de Jesus: Uma Amoxtrada sem Parelha, de Fatel e Rosa Morena (ouvir, abaixo).
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| Vera Eunice (filha da homenageada, Carolina Maria de Jesus)em destaque no Cordão das Amoxtradas |
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| Fatel Barbosa com o estandarte do Cordão das Amoxtradas |
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| Pixinguinha vestido de mulher, o segundo da esquerda pra direita |
Anos depois, ali pela metade dos anos de 1950, um anônimo fez o que Pixinguinha fez: vestiu-se de mulher e o resultado, lamentavelmente, foi o linxamento do anônimo folião.
Onde isso ocorreu?
Em João Pessoa, PB.
Pois é, há muitas histórias tristes no que deveriam ser só histórias alegres. O carnaval é, em tese, só alegria.
Não posso encerrar este texto sem falar da presença feminina na chamada “música de Carnaval”.
Em 1969, a carioca Carmélia Alves e o paulista Geraldo Filme gravaram pelo extinto selo Chantecler o LP Sambas Enredo das Escolas de Samba de São Paulo. Foi o primeiro, no gênero, gravado por uma cantora e um cantor.
O Carnaval brasileiro é conhecido em todo o mundo. Muitos discos têm sido lançados na França, Alemanha, Itália, em todo o canto. Como a mostra, não custa lembrar do compacto duplo (45 RPM) Carnaval Brasilien. No repertório, Adoniran Barbosa interpretando seu personagem Charutinho.
A propósito, a escola de samba Dragões da Real apresenta neste ano de 22 o samba enredo Adoniran.
Beleza!
Viva o Carnaval e vá de retro Covid-19!
E DE LAMBUJA, LEIA: J&CIA Especial: Memória da Cultura Popular, nº 10 • NEGAR, NÃO NEGO: FOI BOM PULAR NO CARNAVAL
sábado, 23 de abril de 2022
TÉO AZEVEDO, UM CRAQUE DA NOSSA MÚSICA
sexta-feira, 22 de abril de 2022
ONHONHA, CARNAVAL E COISA E TAL (1)
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| Ilustração de Fausto Bergocce |
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| Representação de um Entrudo |
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| Carro dos Democráticos |
E em São Paulo, hein?
Além dos corsos, surgiu o Grupo Carnavalesco da Barra Funda, criado por Dionísio Barbosa. Esse grupo, cujo integrantes utilizavam vestimenta verde e branca, foram perseguidos pela ditadura Vargas. Motivo: as cores lembravam a bandeira dos Integralistas de Plínio Salgado. Durou até 1936.
No carnaval paulistano há, hoje, mais de 700 blocos. E no Rio, pelo menos 500.
Em Recife, João Pessoa, Florianópolis e outras capitais brasileiras também têm grandes blocos carnavalescos.O maior bloco do Nordeste é o Galo da Madrugada.
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