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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

É BRASILEIRO O INVENTOR DO RÁDIO

Que Marconi que nada. O rádio foi inventado por um gaúcho de Porto Alegre chamado Roberto Landell de Moura, que era padre católico e cientista de escola, com formação na Itália. Os primeiros estudos e testes de transmissão da voz humana por ondas eletromagnéticas foram feitos por ele; primeiro na cidade paulista de Campinas, em 1892; e um ano depois, na capital paulistana. Marconi ficou na rabeira, mas entrou para a história como o verdadeiro criador do rádio. Mas um movimento levado avante por intelectuais e jornalistas do Sul e do Sudeste logrou êxito, tirando do limbo direto para o Panteão dos Heróis Nacionais o nome Roberto Landell de Moura. Justiça feita.
Em São Paulo, o êxito do movimento pró Landell deve-se à news letter Jornalistas&Cia. Com o reconhecimento do brasileiro como inventor do rádio, toda a literatura histórica até agora publicada precisa depressa ser revista. O primeiro passo nesse sentido é que se leve às escolas impressos didáticos com os devidos pontos nos is, inclusive porque, para o mundo, o Brasil não legou nenhum grande inventor até hoje. Balela. Agora mesmo, por exemplo, o Brasil mostrou para o mundo, por sentença judicial inquestionável que se estendeu por duas décadas, que é de um brasileiro, o eletrotécnico mineiro de Belo Horizonte Nélio José Nicolei, a invenção da Bina, um identificador de chamadas telefônicas. A invenção de Nicolei gera no momento, mensalmente, R$ 2,56 bilhões/mês. Pois, pois. Não foram os norte-americanos que engoliram para si a façanha incrível do mineiro Santos-Dumont em beneficio dos irmãos Wrigth que anunciaram sem testemunhas que haviam voado escanchados numa geringonça de 300 quilos algo em torno de 260 metros numa praia deserta de Kitty Howk, na Carolina do Norte, em 1903? Pois bem, a façanha de Dumont, realizada no dia 23 de outubro de 1906, foi presenciada por uma multidão de intelectuais, cientistas e povo no Campo de Bagatelli, em Paris, e rendeu a pequena fortuna de 3 mil francos ao inventor, que a distribuiu aos mecânicos seus colaboradores. A verdadeira história do inventor do rádio – e do telefone sem fio – precisa ser contada com minúcias e exatidão às gerações mais novas e às que virão. O fato é que a primeira emissora de rádio mais antiga do Brasil é a Clube de Pernambuco, de Recife, nascida no bairro de Santo Amaro e inaugurada no dia 6 de abril de 1919. A segunda – oficialmente, a primeira – foi a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, posta ao ar por iniciativa do cidadão Roquette Pinto, com um discurso do presidente paraibano Epitácio Pessoa na manhã de 7 de setembro de 1922, no Rio, lembrando o centenário da Independência do Brasil. Na noite desse mesmo dia a rádio transmitiu ao vivo, e integralmente, uma apresentação da ópera O Guarani do campineiro Antonio Carlos Gomes, o Tonico, protegido do imperador dom Pedro, o autor do grito que fez o paraibano Pedro Américo pintar a cena da beira do riacho do Ipiranga em 1822, e que o mundo todo conhece. De lá para cá, muita coisa aconteceu no setor radiofônico e noutros setores. Milhões de radinhos a pilhas foram fabricados, mas nenhum deles é mais produzido desde meados da década dos anos 1990. Apesar disso 87,9% dos domicílios brasileiros têm aparelhos de rádio instalados, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Somados a esses números, há outros relevantes: dos 29,9 milhões de veículos em circulação no País, 80% deles têm rádios. Acrescentem-se, a isso, as novas mídias embutidas na Internet. O rádio convencional, no entanto, anda em expansão, notadamente as FMs. Os números indicam que entre 2009 e 2010 houve um aumento no setor comercial dessa faixa de frequência, da ordem de 7,3%. Entre 2005 e 2010, o setor teve um crescimento de 26,40%, ou seja: de 1915 passou para 2.602. Das 9.184 emissoras de rádio em atividade atualmente nas cinco regiões do País, 4.193 são comunitárias. O detalhe a lamentar é que 17,7% da população rural não têm ainda nenhum acesso à emissoras de rádio. A região com maior número de acessos é a do Sul; e a menor é a do Norte, com 75,6%. Outro detalhe a lamentar é que o rádio comercial AM e FM não prima, na sua maioria, por ter nos seus quadros apresentadores profissionais. Os horários vendidos a quem tem dinheiro para pagar podem levar o rádio ao descrédito, essa é a verdade. Com a palavra, o Ministério das Comunicações.

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