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quarta-feira, 15 de julho de 2009

PASSEIO AO FIM DO MUNDO


Andei por uns dias longe da urbe, pisando serras, matas e praias, com o propósito de descansar os pés e a cuca.
Valeu.
Fui ao fim do mundo e voltei, são e salvo. Rebobinado, com idéias altivas.
Li muito.
Vocês já ouviram falar de Louise Michel?
Louise era francesa, contemporânea de Victor Hugo. Nasceu em 1830 e viveu a infância num velho castelo, galopando por bosques das redondezas, subindo em árvores; brincando, enfim, como qualquer criança. Foi poeta, operária, revolucionária. Quis até matar Napoleão 3º, por seus atos desumanos. Ao fim da vida, virou heroína.
O oportuníssimo Cartas a Victor Hugo (editora Horizonte) traça bem o perfil dessa corajosa mulher, que dedicou a própria vida à liberdade. E mais não digo: leiam-no.
Li e reli outros livros ótimos, como Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente (Ateliê Editorial), Às Margens do Sena (Ediouro) e O Nordeste no Cinema, de Wills Leal (Editora Universitária/Funape/UFPb).
A Farsa de Inês Pereira é uma obra-prima que vem ultrapassando, incólume, séculos e séculos. Atualíssima. Trata de interesses da gente esperta da sociedade portuguesa quinhentista.
Às Margens do Sena registra as memórias do excepcional jornalista Reali Jr., ditadas a Giani Carta. Esse é um livro que todos os jornalistas deveriam ler.
O Nordeste no Cinema, por sua vez, é uma peça indispensável como introdução à compreensão do cinema brasileiro feito sob a temática nordestina. Nesse assunto, aliás, Wills é craque que dispensa retoques. Sim, a sua obra é absolutamente necessária para o entendimento da vida quase sempre conflituosa da gente nordestina.
Voltarei a falar de outras leituras e da minha ida ao fim do mundo.
Ah! A foto de cima? Sou o de sorriso aberto.

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