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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CALDEIRÃO CAI, COM BOMBAS E BALAS

O dia 10 de setembro de 1936 terminou com um pedaço de chão do Cariri cearense encharcado do sangue de mil mortos.
A violência partiu do céu, com avião do Exército soltando bombas e balas pela primeira vez sobre a cabeça de compatrícios inocentes: crianças, mulheres e homens que só queriam viver na santa paz de Deus.
Por terra, o ataque também foi intenso.
As vítimas tombaram sem reação, surpreendidas pelo ataque covarde dos homens que por princípio deveriam zelar pela lei e pela ordem.
Mas não, um horror!
Os casebres pegando fogo.
Um pandemônio.
Só escapou quem a sorte quis.
Aos mortos, coitados, coube cova coletiva feita em local até hoje não identificado.
O cenário dantesco pouco se diferenciava do que se viu em Canudos de Conselheiro, no sertão da Bahia, nos fins dos 800.
Lá não havia avião de guerra, porque ainda avião não havia.
O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto – um sítio fincado em solo do Deus-dará – tinha uma área de 500 a 700 hectares, cedidos pelo padre Cícero do Juazeiro ao beato Zé Lourenço, chamado pelos representantes das forças repressoras de “fanático tresloucado” e “marxista prático”, tal como o Conselheiro.
Situava-se o Caldeirão ao pé da serra do Araripe, a 20 km do Crato e a 540 km de Fortaleza.
Pouco mais de 1500 pessoas o habitavam.
A classe dominante temia seu líder, o paraibano analfabeto Zé Lourenço.
Por isso, Caldeirão caiu.
Como Canudos.
E nem uma nota nos jornais saiu falando do cometimento dessa injustiça.
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Amanhã 11 de setembro, ops! é sexta.
Às 21 horas, à Avenida Paulista, 119, a Cia. do Tijolo volta a apresentar o belo espetáculo Concerto de Ispinho e Fulô. Ao contar histórias do sertão e sertanejos, com base na obra do poeta-agricultor Patativa do Assaré, o grupo faz referência ao massacre de Caldeirão.
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O cienasta Rosemberg Cariri, sensível, competente e prático, tem um documentário que recomendo assistir: "O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto". É de 1986.
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O imperador do Maranhão está pedindo liberdade total na Internet. Justifica dizendo que "é impossível fazer qualquer controle na rede".
Pôxa, ele acaba de descobrir a roda. Agora só falta pôr um ovo em pé.
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O pré-sal já está dando lucro. Pro Lula.

Um comentário:

Atualizações via email disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...



"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado


O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.



O CRIME DE LESA HUMANIDADE


A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.



A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


A Ação Civil Pública inicialmente foi distribuída para o MM. Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal na cidade de Juazeiro do Norte/CE, e lá chegando, foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.



AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


A SOS DIREITOS HUMANOS inconformada com a decisão do magistrado da 16ª Vara de Juazeiro do Norte/CE, apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife, com os seguintes argumentos: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão, é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do Czar Romanov, que foi morta no ano de 1918 e encontrada nos anos de 1991 e 2007;



A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


A SOS DIREITOS HUMANOS, a exemplo dos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, por violação dos direitos humanos perpetrado contra a comunidade do Sítio Caldeirão.



A “URCA” E A “UFC” PODEM ENCONTRAR A COVA COLETIVA


A Universidade Regional do Cariri – URCA, pelo Laboratório de Pesquisa Paleontológica – LPPU bem como a Universidade Federal do Ceará podem encontrar a cova coletiva, pois têm tecnologia para tal.



COMISSÃO DA VERDADE ATRAVÉS DO PROJETO CORRENTE DO BEM


A SOS DIREITOS HUMANOS pede que todo aquele que se solidarizar com esta luta que repasse esta notícia para o próximo internauta bem como, para seu representante na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando dos mesmos um pronunciamento exigindo que o Governo Federal informe a localização da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.



Paz e Solidariedade,



Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197 – 8719.8794
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br

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