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quinta-feira, 16 de junho de 2011

GIGOLÔS DA CULTURA NACIONAL

O secretário Andrea Matarazzo, da Cultura, compareceu, como previsto, à Assembléia Legislativa para falar de temas ligados a sua pasta. Lembrou que o governo do Estado tem planos de interiorização da cultura, com investimentos na produção e capacitação de agentes, por região. Em seguida, reconheceu o óbvio: que a cultura permite uma grande transformação social “a custo baixíssimo”. E surpreendeu quando chamou os captores de recursos para o Proac, via ICMS, de gigolôs.Ele disse isso por entender que há muitos “intermediários voltados ao mercado" com o fito único de atender "a demandas e interesses de empresas patrocinadoras”; e que muitas vezes esses intermediários não têm compromisso ou relação alguma com a produção cultural do País. A verba destinada ao Proac para incentivo indireto a projetos culturais, advinda do ICMS via captores, lembrou, "é da ordem de R$ 80 milhões/ano"; e para incentivo direto, através de editais, "de R$ 25 milhões". Agora, pergunto e sugiro: por que o secretário Matarazzo não eleva o valor da verba dos editais para incentivo direto à produção e divulgação da cultura e não cria algo como um fundo com gestão mista para uso do ICMS? Isso talvez possa impedir ou dificultar a farra dos bois, isto é: dos gigolôs da cultura nacional a que se referiu.

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