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sábado, 18 de junho de 2011

LITERATURA E MACONHA

Iiiiiiiiiiiiiii!
Um monte de amigos e amigas ligou e mandou e-mails desaforados hoje pra mim dizendo que eu sou isso e aquilo; grosso, careta etc. e tal.
Pôxa!
Quando eu era menino, no século passado; e ainda sou neste novo século, maconheiro era raça que as “boas famílias” não gostavam nem um pouco.
Igual comunista.
Prestes?
Não prestava.
Conheci Brizola eu menino em comício em Alagoinha, na Paraíba.
Tempos idos.
Conheci Prestes eu profissional de jornalismo, em São Paulo.
Menos que tempos de outrora
O bom da Constituição nossa, vigente, de 1988, é que podemos discordar uns dos outros.
O ir e vir, pois, é coisa garantida; como a livre expressão e manifestação de pensamento.
Viva o Brasil e a livre expressão!
Da minha parte, digo: gosto de fumar charuto cubano e cheirar cangote de mulher bonita.
Há mal nisso?
Vale passeata?

MACONHA
Do juiz de Direito da Comarca de João Pessoa, PB, Dr. Onaldo Queiroga, recebo o seguinte texto:
"Baseado no princípio Constitucional da “Liberdade de Expressão”, o Supremo Tribunal Federal liberou a Marcha da Maconha, que reúne manifestantes favoráveis à descriminalização da droga.
Noticia o site www.stf.jus.br(16-06-2011): “... Os direitos constitucionais de reunião e de livre expressão do pensamento garantem a realização dessas marchas. Muitos ressaltaram que a liberdade de expressão e de manifestação somente pode ser proibida quando for dirigida a incitar ou provocar ações ilegais”.
A Ministra Ellen Gracie asseverou: “Sinto-me inclusive aliviada de que minha liberdade de pensamento e de expressão de pensamento esteja garantida”. Pois bem Ministra, certo de que a minha liberdade de pensamento também há de ser garantida, é que venho manifestar o meu respeito pela decisão, ao tempo em que discordo da mesma.
Se a CF/88 garante a liberdade de expressão, também conduz em seu texto a observância de princípios fundamentais, como o da dignidade humana, da proteção à família e da moralidade.
Essa decisão esvazia a aplicação do delito de Apologia ao Crime. E mais, dizer que essa marcha não incita o crime é querer negar o óbvio. É muita filosofia e pouca realidade. Diante dessa elasticidade de liberdade, o STF abriu uma porta muito perigosa, pois amanhã outros cidadãos poderão reinvidicar, dentro desse espírito democrático, o direito de organizar outras marchas, agora com a finalidade de defender o Neo-nazismo, a descriminalização do estupro, da tortura, do latrocínio, do homicídio. Aliás, sem medo de errar, tenho consciência de que mais de 50% dos homicídios praticados hoje no Brasil decorrem do tráfico de drogas. O aumento de furtos e roubos, como outros delitos, estão também ligados ao tráfico de entorpecente.
Com todo respeito, se essa sessão do STF tivesse sido realizada no chão da cracolândia de São Paulo, talvez a realidade miserável daquele lixão humano, erguido pela maconha e seus primos do crime organizado, fizesse a filosofia da liberdade de expressão ser deixada de lado e houvesse um primado maior pela dignidade humana. Aliás, de onde vem o dinheiro gasto nessa marcha? Não sei, mas poderia ser destinado a resolver a situação da cracolândia, ou das milhares de famílias dilaceradas pela ação diabólica das drogas.
Liberada a marcha, mas não o uso da maconha. Ora, é colaborar com crime e deixar uma missão espinhosa para a polícia, que terá que garantir a marcha e coibir o uso da maconha. Incompreensível!!
Por que a PGR não ajuíza ações para pôr fim à cracolândia? Será que não temos assuntos graves para serem cuidados? Devemos primar, primeiro, pela moral e pela família. A liberdade de expressão não está acima da moralidade. Se existem leis frágeis, com a máxima vênia, também há decisões igualmente frágeis".
Onaldo Queiroga, juiz de Direito.

LIVRO
Encerrei a semana falando sobre literatura no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento todos os dias, ao vivo, pela rádio Trianon (AM 740). O meu convidado especial do dia, sexta, foi o advogado secretário-geral parlamentar da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Marco Antonio Hatem Beneton (foto). Figura ímpar é o Dr. Marco na área que atua. Ele acha um horror o mundo cão. Seu livro de estréia é A Misteriosa Pureza dos Tolos - Histórias Entre Ruas e Padarias (Editora Horizonte). Leiam. Quem assina o prefácio é o meu amigo querido Heródito Barbeiro.

Um comentário:

Alcides disse...

Foi na Paraiba, terra do grande Assis "anjo" que veio a melhor das opiniões que lí sobre marcha de maconha, pois pensando bem maconheiro de respeito nem vai em marcha, só fica na sua....

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