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quinta-feira, 14 de julho de 2011

LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE

Foi numa manhã fria de primavera que o povo francês se levantou contra a tirania do rei Luís 16 e o depôs.
Essa história começa no dia 5 de maio de 1789, quando o rei se vê obrigado a convocar assembléia para discutir a crise que se abatia sob o seu regime absolutista.
Os primeiros movimentos de insatisfação contra o regime começaram em março daquele ano, por camponeses dos chamados departamentos de Provença, Picardia e Cambresis.
Esses departamentos, na verdade, eram regiões administrativas da França.
Rapidamente, a revolta toma conta do país.
Na terça-feira 14 de julho de 1789, o povo armado invade as ruas e desfecha ira na troca de tiros com guardas do rei e arrebenta as grossas portas e portões da Bastilha (ilustração acima), que cai.
Na verdade, conta a história, havia poucos presos; mas a Bastilha significava um símbolo que tinha de cair.
E caiu.
Com sua queda ou tomada, foram extintas as regalias do clero e da nobreza, portanto: abolidas a servidão e as benesses feudais.
Disso resultou a marca da liberdade, da igualdade e da fraternidade, bordão que o mundo civilizado segue e respeita.
O estopim para a tomada da Bastilha deve-se a Camille Desmoulins (1760-94).
Camille foi orador inflamado e jurista de prestígio, na sua época.
Três anos depois da tomada da Bastilha, o oficial de Exército Claude Joseph Rouget de Lisle compôs o hino da França A Marselhesa, a pedido do prefeito de Estrasburgo, Philippe-Fréderic de Dietrich, após declaração de guerra do imperador da Áustria.
A história é comprida.
Mas um detalhe: a obra surgiu originalmente com o título de Canto de Guerra para o Exército do Reno.
O meu entrevistado especial de hoje no programa O BRASIL TÁ NA MODA é o cônsul geral da França em São Paulo, Sylvain Itté, e o programa é dedicado a minha filha caçula Clarissa de Assis, que nasceu no dia 14 de julho de 1989 e para quem compus a seguinte canção, incluída na trilha do filme franco-brasileiro Saudade do Futuro (2001), de Marie-Clémence & Cesar Paes:

Redonda, bonita
Brilhando no céu
A lua parece a cara de Deus
Sorrindo feliz
como quem diz:
Menina, o mundo de hoje em diante
É todo só teu
Menina, carregas contigo
No peito e na alma
O destino de quem nasceu
Pra ser livre
O dia de hoje
Teu dia, menina
É dia de sempre
De calma ou correria
Mas decerto o teu dia
Cheia ou minguante
Nova ou crescente
Amada hás de ser
Em qualquer tempo
Bonita, redonda
No céu e na terra
Sempre brilhando
Clarissa é teu nome

3 comentários:

Júbilo Jacobino disse...

Parabéns a sua filha ela e a todos que até hoje lutam por liberdade, fraternidade e igualdade, até mesmo às custas das cabeças de seus resignatários.

Clarissa de Assis disse...

Obrigada, pai...! Você é maravilhoso. Acho que nasci neste dia de propósito, não foi não?

Eu sei tocar esta música no violino, vice?

Beijos!

Anônimo disse...

brinde com um bordeaux para a clarissa, o homem do ano, a liberdade, fraternidade e igualdade direto da minha janela pro marais. ai ai....
bjs
andrea

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