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terça-feira, 7 de agosto de 2012

ALÔ, ALÔ, MARCIANO!

Em julho de 1969, eu tinha 16 anos de idade e marchava célere para os 17 a se completarem dali a dois meses.
Era meio fim de tarde do domingo 20.
Eu me achava passando férias escolares em Timbaúba, um dos municípios pernambucanos da Zona da Mata Norte mais gostosos de viver.
A cidade de poucos habitantes, era aconchegante e estava em rebuliço.
Não se falava noutra coisa naquela tarde, a não ser no homem na lua.
Num estabelecimento comercial ao lado da praça principal as pessoas se aglomeravam meio bobocas diante de um aparelho de televisão ainda em p&b e sem os recursos de transmissão o vivo, como hoje.
Mas isso era apenas um detalhe sem maior importância.
O que importava, mesmo, era ver o homem na lua como anunciado nos jornais e noutros meios de comunicação da época.
Fiquei meio zonzo, meio abestalhado, vendo o Armstrong pulando – pensei - na cabeça do dragão.
Mas não era na cabeça de dragão nenhum que ele pisava.
Ele pisava era na nossa imaginação, tendo como pretexto o solo lunar.
Pulinhos maravilhosos, de criança feliz da vida.
O tempo passou e ontem à noite eu vi na televisão um robozinho na forma de jipe, chamado Curiosity, de US$ 2,5 bilhões, chegando à Marte no começo da madrugada, depois de uma longa viagem até lá.
A mesma sensação de incredulidade daquele 20 de julho voltei a sentir.
Até aonde ainda vamos chegar, hein?

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