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quarta-feira, 9 de julho de 2014

A REVOLUÇÃO DE 9 DE JULHO

O nove de julho foi um sábado frio para paulistas e paulistanos e de Lua cheia brilhando encantadoramente no céu.
No palácio do Catete, no Rio de Janeiro, o presidente Getúlio Vargas estava indócil.
Corria o ano de 1932 e São Paulo tinha sete milhões de habitantes.
Naquele dia 9 os relógios indicavam que faltava uma hora para a meia-noite e a agitação nas ruas (ao lado, nos registros da imprensa) com tiros e explosões davam conta de que a revolução acabara de estourar. Mas pode se dizer que a Revolução – Constitucionalista, como ficou para a história - começou com o fim da chamada “Política café com leite” entre os poderosos de São Paulo e Minas Gerais.
A expressão foi resultado de um acordo firmado entre caciques políticos desses Estados, que permitiam revezamento na cadeira de presidente da República a cada eleição, esperto, o gaúcho que ficaria famoso como Pai dos Pobres deu um golpe e acabou com a lambança.
Os revolucionários de 32 comandados pelo general Isidoro Dias Lopes, que foi tema de várias músicas, e coronel Euclides Figueiredo queriam, basicamente, a retomada das eleições diretas para presidente e governadores e uma nova Constituição, pois a que estava em vigor desde 1891 até 1930 Vargas rasgara.
A Revolução Constitucionalista durou 87 dias e 87 noites e deixou um saldo 830 mortos, oficialmente, e um número não sabido de feridos.
Foi o maior enfrentamento armado entre brasileiros desde o século 20.
Os paulistas – cerca de 150 mil homens, mulheres e adolescentes - lutaram atabalhoada e voluntariamente com apenas sete aviões e 44 canhões, enquanto as forças getulistas, federais, somavam 24 aviões e 250 canhões de grosso calibre.
Ao fim de tudo foram exiladas as principais lideranças da revolução: 48 oficiais do Exército, três oficiais da Força Pública e 53 civis, incluindo jornalistas.
A Revolução Constitucionalista consagrou um poeta: Guilherme de Almeida.

A CAMINHO DO HEXA
Que vexame, hein? Agora é disputar o terceiro lugar. Mas até esse posto a seleçãozinha do Felipão pode deixar escapar, pois já o perdemos em 1974. Arriba, moçada!

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