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domingo, 22 de fevereiro de 2015

POVO E CARNAVAL

Ninguém fez mais eu faço a seguinte pergunta: O Carnaval faz parte do universo da cultura popular?
Visto daqui diante da telinha própria da máquina de fazer doido a que se referia o Ponte Preta, sim. Porém de outro prisma, não.
O Carnaval desde as suas origens remotas, o povo não era parte excludente.
Hoje, sim.
No começo era o Entrudo (imagem ao lado)depois, e ainda no século dezenove, o Carnaval era ainda brincadeira de rua, com cordões famosos, blocos e já no século vinte, escolas.
A primeira escola no Rio chamou-se Deixa Falar; em São Paulo, Lava Pés.
Era tudo feito e brincado de modo espontâneo, até que as escolas se profissionalizaram.
E hoje o que se vê é a contravenção marcando presença num batecumbum que se ouve a partir dos Sambódromos e a partir daí o povo foi excluído para dar lugar à elite que não brinca em serviço.
Em suma: Não há cultura popular sem povo.
Em grandes cidades brasileiras, como Recife, a espontaneidade popular no Carnaval ainda perdura com seus blocos atraindo milhares de foliões, mas há um detalhe: essa espontaneidade ganha eco na forma antiga do Entrudo, em que se sentia prazer e achava-se graça no mau comportamento em que o próximo era a vitima; isso, aliás, tem ocorrido de maneira lamentável em bairros famosos como o paulistano Vila Madalena, onde desajustados se divertem na sujeira e no aperreio do próximo.
 A Madalena transformou-se numa espécie de Sodoma e Gomorra. E isso não é folia, tampouco folia saudável.
Será que estamos voltando ao pior da Idade Média?

ESCÂNDALO

O homem corrompe e é corrompido desde que desceu da árvore e passou a andar equilibrando-se em duas pernas. Rouba-se e mata-se com a naturalidade dos anjos. Isso no mundo todo. Agora mesmo, no Brasil, as denuncias de corrupção estão alcançando índices tsunâmicos. Da Europa vem à notícia de que milhares e milhares de contas de ditadores, ladrões, assassinos, e outros e outros, incluindo brasileiros foram abertas no HSBC suíço. Um detalhe me chamou a atenção: o jornalista Peter Oborne pediu demissão do diário londrino Deily Telegrapg e sabem o motivo? Simples: o Jornal não está cobrindo o escândalo provocado pelo HSBC. Pois é! Que lição poderemos tirar daí?






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