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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

UM RIO CHEIO D'ÁGUA

Depois das cinzas, muito porre, orgia e arrependimento os foliões voltaram à vidinha do feijão com arroz.
Os estragos, como lembranças presas à retina ficaram para trás.
N'alguns pontos da Capital paulista, como a Vila Madalena, ficaram os restos orgíacos de quem não nasceu para conviver em sociedade.
Um horror!
Muito bicho com cara de gente foi visto nas ruas da cidade, em bandos.
Agora juntem-se o horror e a beleza, O dinheiro sujo de sangue e miséria com risos, brilhos e fantasias.
O resultado é êxtase sob as palmas do mundo.
Não dá para esquecer nesse processo a dinheirama que o ditador da  Guiné Equatorial despejou na conta dos donos da beija-flor.
Quatro décimos levaram á vitória a Beija-flor.
Foi tudo muito bonito, inclusive a poética contida no enredo. Entendo, porém, que a ética é um bem impagável, e como tal, qualquer cidadão, de qualquer lugar dele deva se orgulhar.
Um cidadão aético não é cidadão.

Depois de muito tempo, o Rio Piracicaba transbordou. Foi hoje. Com isso enormes volumes d'água seguiram para o Rio Tietê e do Tietê para o Paraná, para a Argentina e de lá, para o mar.
O que quero dizer com isso?
Quero dizer da incompetência e da indiferença dos nossos governantes que não mexem uma palha para, por exemplo, criar um meio para guardar ou represar a água que sobra dos rios.
É pra chorar ou não é?

Para lembrar uma cantiga que trata do Rio Piracicaba, clique: 

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