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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

BOLA DE FOGO E FIM DO MUNDO

A primavera é a estação que me serviu de berço para nascer. Foi num setembro. Mas, hoje, a primavera se confunde com as demais estações.
Nesse momento, parece verão: 36 graus.
Não é da primavera que eu quero falar.
Ontem à noite ouvi na TV que uma bola de fogo fora vista nos céus do sul do Brasil. Brilhava e assustava muito, diz quem viu. E aí não teve jeito, lembrei da minha vó Alcina.
Vó Alcina, mulher santa que acreditava em todos os santos –e também no diabo-, vaticinava que este mundinho-velho-cheio-de-poeira-de-meu-deus-do-céu, iria uma dia se acabar em fogo. Parece que começou.
O dólar sobe, a bolsa desce, o desemprego sobe, a crença popular pelo País desce, a inflação sobe e a esperança desaparece?
Em toda parte, o mundo dá sinais de que vai explodir. Em Meca, pessoas se pisoteiam e milhares morrem e se ferem.
Da Síria e de países em volta, milhões e milhões de pessoas procuram refazer suas vidas ultrapassando fronteiras.
Vários países da zona do euro, como a Hungria e Rússia, estão com suas forças de segurança orientadas para impedir que imigrantes acessem seus territórios. É êxodo jamais visto ou imaginado da história recente ou antiga.
Nem no tempo de Moisés.
A bola de fogo vista nos céus do sul do Brasil, e que minha vó Alcina acharia ser coisa do Demo, não passou de um meteoro.
Meteoro é assim: faz pluft antes mesmo de tocar o solo, espalhando faíscas que somem no espaço.

E pensar que no texto de hoje eu ia tratar da música parabéns a você, que o juiz norte-americano resolveu, ontem, pô-la no universo do domínio público. Com isso, a Warner deixa de faturar dois milhões de dólares/ano.

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