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sábado, 21 de novembro de 2015

E OS CORDELISTAS QUE SILENCIAM POR MARIANA?


Ubá é uma cidade mineira, situada na Zona da Mata, a 245 km da capital, Belo Horizonte.
Em Ubá nasceu um homem de ouro: Ary Barroso. E por falar em ouro, Minas entrou para a história do Brasil como uma das regiões que justificam o amarelo na bandeira brasileira.
O Brasil é enorme de paz (branco), em matas (verde), em céu de brigadeiro, calmo(azul)  e de minérios...
Os gananciosos homens dos minérios nunca deixaram Minas Gerais. Eles tomaram o minério mineiro, e, primeiro, o levaram para Portugal e mundo inteiro. Hoje, a China e os Estados Unidos da América do Norte, são os principais países receptores da riqueza encontrada em solo médio e profundo do nosso Patropi.
A ganância capitalista é tal, desde suas origens, que não obedece e nem prima um pouco sequer pela alma e esforços humanos. E o resultado disso é o que se vê: mais uma grande tragédia ambiental e humana registrada há duas semanas e dois dias na região mineira de Mariana.   
Quem devolverá à natureza os estragos catastróficos provocados em Mariana e Espírito Santo? A propósito, o mar de lama de Mariana chegou ontem à Colatina e ainda hoje deverá se misturar às águas do Atlântico, o oceano de todos nós brasileiros.
E pensar que tudo começou com os portugueses ao invadirem a Costa baiana...
E sabe o que eu penso?
Eu penso que todos os responsáveis por essa catástrofe incomparável, deveriam estar na cadeia.
E cadê os cordelistas do meu país que ainda nada escreveram a respeito desse assunto terrível que de todas as maneiras nos envolve?  


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

SEBASTIÃO SALGADO, FUTEBOL E CHORINHO

A tragédia de Mariana chegou à cidade de Colatina no Espírito Santo.

Colatina, uma cidade habitada por cerca de 100 mil pessoas, foi o berço do meu amigo Carlos Poyares (1928-2004), um dos dois maiores flautistas do Brasil. Altamiro Carrilho (1924-2012) o admirava muito.

A tragédia de Mariana, incomparável, aos poucos está voltando às mídias. Essa tragédia jamais poderá ser esquecida e aí é onde se acha um problema histórico: o esquecimento, a perda da memória, (o deixa pra lá etc), é o que também contribui para o atraso do país.

Não tenho sentido muito firmeza das autoridades que estão lidando com a questão Mariana.

Porém, um nome começa a aparecer com destaque na imprensa: Sebastião Salgado.

Salgado – uma doce pessoa – é um fotógrafo de reputação e talento internacionais. É um dos poucos que, de fato, preservam a memória humana. Ele está juntando as pessoas de consciência e sensibilidade em torno do Rio Doce e região. Mas: está fazendo renascer os milhares de olhos d’agua escondidos na região dilacerada pela irresponsabilidade e ganancia dos empresários do setor de mineração que escolheram aquela parte de Mina para encher as burras a qualquer preço.

Eu conheci Sebastião Salgado num momento em que eu cuidava da área de imprensa da Companhia Metropolitana de São Paulo, Metrô. Na ocasião ele fora em busca de autorização para fotografar o povo que ia e vinha nas estações do Metropolitano. As fotos que fez ilustraram seu projeto de Transporte.

Na verdade eu gostaria de saber uma coisa: Autoridade, autoridade serve pra quê? Ah! Eu gostaria de saber outra coisa: Por que os cordelistas ainda não dissertaram em poesia a tragédia de Mariana?

Carlos Poyares foi um dos maiores chorões da música brasileira. E para lembrar seu amigo Altamiro, clique:





MIL GOLS


Hoje está fazendo 46 anos que Pelé, o eterno Rei do Futebol, de um pênalti contra o Vasco marcou seu milésimo gol. Esse feito foi dedicado às crianças abandonadas deste País sem Pai e sem Mãe até hoje. Esse Gol foi incluído no filme Pelé Eterno, do qual fui consultor musical. Esse filme começa com Jackson do Pandeiro cantando Esse jogo não pode ser 1x1.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

ESTÃO ESQUECENDO MARIANA...


No Brasil há peculiaridades que nos assustam. Há 12 dias, por exemplo, ocorreu em Bento Rodrigues – distrito de Mariana, MG -, o mais destruidor desastre ambiental do mundo solidificado pela irresponsabilidade dos administradores da mineradora Samarco (Vale e BHP). E vejam vocês, esse terrível “acidente” já está praticamente esquecido. E, claro, isso não pode acontecer.

Mas é assim mesmo no Brasil. Aqui um escândalo faz o anterior rapidamente ser esquecido. No caso, a série de ataques terroristas em solo francês ( https://www.facebook.com/assis.angelo.9/videos/903825809698559/?pnref=storytem contribuído para o esquecimento da tragédia de Mariana e redondeza. “Redondeza?”, me
cutuca aqui ao lado a coleguinha Carla Figlia, “até o Espírito Santo, passando pelo mar”, diz ela. E não é brincadeira isso. É tragédia incomparável. Uma tragédia calculada em 62 milhões de metros cúbicos de lama tóxica passando sobre distritos e cidades mineiras e alcançando, 800 quilômetros depois, parte do território capixaba onde um rio inteiro, o Doce, foi totalmente encoberto pelos rejeitos da Samarco. Sem falar nas perdas humanas que, cá pra nós, acho que estão sendo minimizadas.

Enquanto isso, os ratos que estão sendo identificados pela Lava Jato...


Vocês viram o que eu ouvi?
Tiros na esperança
Mar de lama em Mariana
Mar de sangue na França

Vocês ouviram o que eu vi?
Os mortos de Mariana
Pedindo Justiça e Paz
E Igualdade humana

Isso até parece pouco
E pouco de fato é
Mas isso é incentivo
Pra quem caiu ficar de pé

Cair e depois ficar de pé
É arte pra João Teimoso
Que o tempo todo se equilibra
Entre o real e o fabuloso


TRAGÉDIAS E TRAGÉDIAS

O mundo é uma tragédia, nós sabemos disso. Dá pra comparar a tragédia em Mariana e a tragédia em Paris?

Pela ótica mais exata, não dá. Tragédias são tragédias, ponto. Pensando nisso, pois outra coisa não faço há tempo, gerei os versos acima, mas não gerei o título. Aceito sugestões. 




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O AMOR VIVE PELA MORTE

Novembro sempre foi um mês marcante na história do Brasil, marcante por fatos históricos.
Ontem mesmo, o calendário marcou uma data que jamais podemos nos esquecer: a queda do imperador e a ascensão do marechal do militarismo.
O imperador caiu e foi posto pra correr.
O marechal foi a figura que representa, hoje, a mudança do Império para a República.
Desde esse primeiro golpe, muitos golpes foram praticados contra e durante a república que hoje vivemos, como sistema de governo.
A presidente Dilma se posicionou de modo bonito no correr da reunião do G-20, na Turquia, quando disse que o mundo civilizado deve tomar posição contra a barbárie levada avante pelo Estado Islâmico.
Que bom.
Saber que a representante do nosso país no mundo se coloca com clareza sobre questões difíceis que o mundo vive é muito bom.
É bom porque a nossa presidente chegou a crer, no momento, que seria possível negociar com o Estado Islâmico.
Não dá. E nem dará.
O Estado Islâmico é resultado de tudo quanto houve de porcaria no mundo desde as cruzadas, passando pela inquisição e culminando no Nazismo. Pois é, e a gente não está levando em conta o que disse Nostradamus...
Nas suas ideias incríveis, Nostradamus disse que o fim começaria por um lugar que o tempo identificaria como Oriente Médio...
Eu adoro um uísque.

Tim, tim. 

O MUNDO PEGANDO FOGO



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

POR QUE SOMOS TÃO INSENSÍVEIS?

Do Chile chega notícia sobre uma pesquisa desenvolvida n’algumas das principais Capitais do nosso País. Segundo a pesquisa, mais de 90% dos brasileiros não confiam uns nos outros.

Incrível, não?

A propósito, hoje é o dia Mundial da Gentileza. Essa data foi escolhida durante encontro que reuniu profissionais de todas as áreas em Tóquio, Japão, no ano de 1996, mas efetivada em 2000. Detalhe: no Brasil, há uma data igual a essa comemorada no dia da morte do artista popular José Datrino, conhecido como Profeta Gentileza, no dia 29 de maio. 

Isso é assustador, não é?

Eu acredito nessa pesquisa, até porque não há diálogo entre vizinhos no próprio prédio onde moro há duas décadas, cá no bairro paulistano de Campos Elíseos. Muitas vezes desço à portaria pra conversar com os amigos que lá trabalham e não raro dirijo meus “bom dia, boa tarde, boa noite” e nem sempre recebo de volta o cumprimento que dirijo às pessoas no seu entra e sai do prédio.

Uma pena.

Num dos meus últimos textos, digo que se nós todos conversássemos mais, o mundo – quem sabe? – seria melhor.

Mas somos assim mesmos, somos incompreensíveis, insensíveis, uns bestas. E foi não foi sugiro que os seguidores deste blog opinem, digam alguma coisa, provoquemos, nos provoquemos para, quem sabe, sermos melhores. Aliás, Tico e Teco devem agradecer por essa provocação, pois falar faz bem, cumprimentar as pessoas faz bem, abraçar as pessoas faz bem...

Bom dia!


ENTREVISTA / KALUNGA


A última edição da revista mensal Kalunga trás uma matéria que talvez vocês gostem: A Cultura sob um Novo Olhar.

Clique:
http://www.revistakalunga.com.br/geral/a-cultura-sob-um-novo-olhar/#more-2336


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

BRASIL E RANGEL JUNIOR

Ouço no Rádio notícia dando conta que Collor está mais enrolado do que arame farpado, com três ou quatro processos correndo na área da Justiça. Também ouço no Rádio que o Presidente do Senado Renan está em situação, de novo, idêntica à do seu conterrâneo de Alagoas, onde o filho Renanzinho impera como Governador eleito nas últimas fraudes.

E como se não bastasse, o Rádio ainda me diz que o Presidente da Câmara – vocês sabem quem é – que pôs até o nome da sua santa mãe no enrosco em que se acha. Vejam só! Fora esses, há mais uns quarenta parlamentares envolvidos nas tramoias que a lava jato está trazendo a tona.

Coisa de Ali Baba, dos meus tempos de histórias infantis...

O mar de lama que ora devasta Mariana, MG, e redondezas até Espírito Santo, ES, parece ser menor do que o mar de lama que engoliu os homenzinhos que legislam a seu favor e usam a democracia e o nome do povo, e de Deus, em benefício próprio.

Quando será que o nosso Brasil tão judiado voltará a deslizar nos trilhos com firmeza em direção ao progresso, hein?

Bom, mas não é exatamente disso que eu quero falar.

Vocês já ouviram falar no paraibano Rangel Júnior?

A Paraíba, como todo mundo sabe, é um dos nove Estados nordestinos. Lá tem gente muito legal; gente que ganhou e ganha espaço bem arejado na história do Brasil, por trabalhar de modo sério e competente.

Em 1950, o pernambucano Luiz Gonzaga lançou em praça pública, em Campina Grande, o baião que até hoje dá o que falar: Paraíba, que já foi gravado até em japonês.

Ouça:




Paraíba foi lançado no mesmo ano em que seus autores (Gonzaga e Humberto Teixeira) lançaram também Juazeiro, que logo depois a norte-americana Peggy Lee pegou a novidade e gravou na sua voz, sem, porém, dar os créditos  de praxe aos autores.  

Detalhe: originalmente, o baião Paraíba foi composto como jingle; e como tal foi lançado à praça tornando-se um clássico da música brasileira.

Rangel Junior nasceu numa cidade do Cariri paraibano, Juazeirinho.

Juazeirinho fica a pouco mais de 200 quilômetros de João Pessoa, a minha terra.

Profissional da Psicologia, doutor em Educação, reitor da Universidade Estadual da Paraíba.  Político como todo ser antenado, Rangel é violonista, compositor e cantor, dos melhores. Ele tem alma e estilo próprios. Não dá para compará-lo a outro grande artista daquelas bandas, Biliu de Campina por exemplo.

Na música popular, Rangel navega por vários ritmos: xote, forró, baião, coco e até samba de breque.

Rangel Junior é o único cantor-reitor que conheço no nosso País, e duvido que haja outro por aí mundo afora.




terça-feira, 10 de novembro de 2015

ISMÁLIA, UMA OBRA PRIMA.

Alguns amigos, como Peter Alouche, me puxaram a orelha por não ter postado o poema Ismália, do poeta mineiro Alphonsus de Guimaraens. Não será por isso que irei me atirar ao mar e minha alma deixará de subir ao Céu. Se bem que tenho um monte de amigos que devem estar comendo frango e bebendo Uísque em lugar que certamente não é onde Deus está.

A obra de Alphonsus é recheada de emblemas míticos.

Agora deixo pra vocês fazerem leitura própria da obra prima que é Ismália.



O CRUZEIRO

Hoje está fazendo 87 anos do lançamento do que foi a mais importante revista semanal do Brasil: O Cruzeiro. O dono dessa revista foi o paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (1892 – 1968). Ele era de Umbuzeiro e eu sou de João Pessoa.


Chatô, como ficou conhecido, foi o primeiro e mais importante magnata da imprensa brasileira. Coube a ele a iniciativa de trazer para o Brasil a televisão. Isso, em setembro de 1950. Num período dos 80, trabalhei como repórter dessa revista, à época editada por Arlindo Silva...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

CONVERSA, SUICÍDIO E PAZ

Se o mundo conversasse entre si, o mundo seria melhor.
Se todos nós conversássemos, claro seríamos todos melhores.
Conversar faz um bem danado!
Mas como estamos sempre distante de nós mesmos, nos perdemos. Não nos amamos, e de novo nos perdemos.
Não é porque não existam guerras, as guerras sempre existirão porque sempre serão um bom negócio para quem vive das guerras.
E são muitos os que vivem das guerras no mundo todo. Putin e Obama, por exemplo.
Poxa, não conversar não é bom.
Conversa e guerra têm a ver com poesia?
Pois bem, foi-não- foi amigos batem à minha porta para conversar, e eu fico muito feliz com isso.
Domingo, meu amigo Peter chegou trazendo um galeto numa mão e na outra um uísque; e comemos o galeto, bebemos o Uísque e conversamos. E tivemos uma conversa que durou mais de hora. E aí senti-me feliz, porque conversar é entender.
E papo vai, papo vem, Peter me pergunta se eu conheço o poema Ismália. Fiquei em dúvida. Ele deu dicas: Mallarmé foi um poeta simbolista. O autor desse poema era simbolista. Augusto dos Anjos também foi simbolista, eu disse. Aí foi legal, Peter lembrou que conhecera Ismália desde a adolescência. Ismália é uma obra prima de Alphonsus de Guimaraens, em que nos fica na memória a cena mais linda de um suicídio, se é que se pode chamar de linda uma cena de suicídio.
Conversar com Peter Alouche, só soma, nos engrandece. 
Eu sempre aprendi com pessoas que passei a amar, como Luís da Câmara Cascudo, Paulo Vanzolini, Inezita Barroso, Patativa do Assaré, Luiz Gonzaga, José Ramos Tinhorão, Papete e tantos e mais alguns que me trouxeram à luz a vida mais forte do que ele é.
Mas ele insistiu se eu conhecia o poema Ismália.
Ismália, ele me disse, é um poema muito bonito do Alphonsus.
A ficha caiu: o autor de Ismália nasceu no dia 24 de julho de 1870, mesmo tempo em que Carlos Gomes estreava na Itália a ópera indigenista O Guarani, a sua primeira das seis óperas que o transformaram no maior compositor das Américas.
Coisas incríveis nos dão vida, não é?
Alphonsus de Guimaraens nasceu em Ouro Preto e morreu em Mariana. Meu Deus! A poesia faz bem e a tragédia é o que é...
Em 1954, Getúlio Vargas foi para o inferno com um tiro no peito. Motivo? Um mar de lama que o ladeava. Denúncia do Lacerda.
Um mar de lama, é, na verdade, um horror que engole tudo que vai achando pela frente, inclusive almas inocentes. 

Quando a democracia nos fará felizes?

E conversar faz um bem danado, não é mesmo Eduardo Valbueno? 
Ah, sim! Alphonsus de Guimaraens, ao contrário de Vargas, chegou ao Céu no dia 15 de julho de 1921. 


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