Seguir o blog

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

DOMINGO 3, UM JOGO SEM EMPATE

Nos meus tantos e tantos anos de vida e luta nesta terra brasilis, nunca vi uma campanha política de âmbito nacional tão insossa e sem graça como a que chega ao fim domingo 3, quando cerca de 140 milhões de eleitores definirão seus votos para presidente da República, governador, senador e deputados federal e estadual nas urnas eletrônicas espalhadas desde a Paraíba ao Rio Grande do Sul, cujos resultados serão conhecidos provavelmente antes mesmo de segunda 4.
Nunca também uma campanha prometeu tanto, como essa.
Prometeu no sentido de surpresas.
Mas política é caixinha de Pandora, dirão.
E que surpresa, se as pesquisas indicam o fechamento da fatura já no 1º turno?
Pois é.
Mas há quem identifique aqui e ali manipulação de contrários, para que isso não ocorra.
Desde os tempos de Getúlio e Jânio, o Brasil nunca viveu uma situação como a de hoje, ou seja: um presidente em fim de mandato elegendo uma mulher como sua substituta, sem que ela nunca tenha disputado qualquer cargo eletivo.
Desafio e tanto!
Desafio vencido restará a desconstrução total de argumentos e análises históricos feitos por especialistas da cena política.
Como pode um brasileiro vindo das brenhas virar presidente da República duas vezes seguidas, sem título de doutor?
É um murro no pâncreas.
Os cientistas políticos agora terão uma grande tarefa: entender o que está se passando nesta terra brasilis.
Ao contrário do jogo de ontem, entre Corinthians e Botafogo, domingo 3 não haverá empate.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

JORNALISTA TAMBÉM É GENTE

Não é todo dia que a minha categoria profissional, e de roldão meus amigos, se junta para bailar, brincar e se confraternizar para espantar maus-olhados e a secura sem fim dos ignorantes sem fé, sem a preocupação pelo furo, pela melhor notícia.
Ora!
Aliás, a melhor notícia hoje é:
- Amanhã 30, às 21 horas, no Club Holms, à Avenida Paulista, 735, Eduardo Ribeiro convida a todos para um bota-fora pelos 15 anos de sua/nossa querida debutante Jornalistas&Cia., em pleno vigor da adolescência.
Quem não for, acho que é doente do pé ou tem minhoca na cabeça.
A vida é: uma festa.
Ninguém nasceu para sofrer.
Sofre quem é doente do pé ou tem minhoca na cabeça.
O poeta gaúcho Mário Quintana já dizia que não basta viver a vida, é preciso sonhá-la.
E sonhar é dançar; é espantar, com galhardia, os males que permeiam à revelia o nosso dia-a-dia.
O poeta português Fernando Pessoa, por sua vez, dizia que sentir é viver.
E completava: “Pensar é saber viver”.
Ora, o que mais faz o jornalista, hoje e sempre, como o filósofo, é pensar.
E atuar.
É de Pessoa também a frase bonita e emblemática:
“Navegar é preciso, viver não é preciso”.
A ver, claro, com criação, com recriação, refazer, repensar, ressurreição e viver.
As razões para a festa de amanhã no Holms, promovida por Edu, são várias, além, naturalmente, do debut da menina Jornalistas&Cia., também muito conhecida por “newsletter”.
Uma dessas grandes razões é bater palmas para os 15 mais votados jornalistas premiados nos últimos 15 anos, no Brasil.
Quem são esses nomes?
Quem for à festa saberá, em primeira mão.
Quem não for, só saberá depois.
E chega de porrada, minha gente: jornalista também é gente!
Mais informações sobre o debut de Jornalistas&Cia. pelo telefone 3217.6299.

ANIVERSÁRIO
- Pois é, mais uma vez caí na besteira de aniversariar. Resultado: amigos dizendo coisas e fazendo tim, tim à distância, como as irmãs cantoras Célia & Celma, Patrícia, Telma, Eduardo, Darlan e o grande engenheiro Nestor Tupinambá, que não teme arriscar brindes com versos como estes:

AO MEU AMIGO CANTADOR
NOME SEU ASSIS ANGELO
PROMITENTE FIADOR,
SUJEITO BOM NÃO VANDALO
DE GRANDE, BOA AMIZADE!
MUITA E FORTE SAÚDE
PRÁ CANTÁ O ALAÚDE
E INFINITA PACIÊNCIA
PRÁ TÊ SUBSISTÊNCIA!

E PARO POR ESSA LINHA
QUE POETA NÃO SOU NÃO
ESSA NÃO É A MINHA
AÍ SOU RUIM, UM ANÃO
DEIXO MEU ABRAÇO FORTE
PRU ASSIS COMPANHEIRO
INCRUSIVE PRÁ D.ANDRÉIA
MUITA BOA, BOA SORTE
NUM SI AVEXE DESSA IDÉIA
BOA NOITE, ALEGRES FESTEJOS
ESSA DATA NUM RETROCEDE
MANDE PRU ÉTER US DESEJOS
E FAZ O QUE ELA LHE PEDE!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A VIDA NÃO SE RESUME A ELEIÇÕES

Recomendo a leitura imediata da entrevista que o jornalista Ricardo Kotscho deu há pouco.
Está na página da UOL.
Muito esclarecedora.
Kotscho responde com absoluta lucidez às perguntas que lhe são feitas sobre o atual e lamentável embate Governo x Imprensa.
Desse embate, já saímos todos perdendo.
Uma pena.
Zero a mil.
Lula pisa na bola quando fala de cobras e lagartos, isto é, no caso, do noticiário contra a escolhida para a sua sucessão.
Ele diz o que não deveria.
Pra que?
Rei na barriga?
Democracia é o bom convívio entre os opostos, ora.
e ele, o presidente, deveria saber disso.
Deveria saber também que os grandes empresários da notícia, que não são bobos, nunca foram, fazem o que podem para obter o que desejam.
Sempre foi assim.
Lembremos o golpe de 64 e de outras histórias que tanto machucaram a Nação.
E aí, será que lutamos tanto a favor de nada?
Parafraseando Geraldo Vandré: a vida não se resume a eleições.

ZÉ RAMALHO
- Tenho recebido com frequência, via e-mail, um video de terror com imagens sobre o martelo O Meu País, de Livardo Alves, Orlando Tejo (autor do livro O Poeta do Absurdo) e Gilvan Chaves (já falecido, como Livardo), gravado originalmente com corte por Flávio José, em 1994, e depois por Zé Ramalho, em 2000, na íntegra. Portanto, muito antes de Lula virar presidente da República. A gravação de Zé está no primeiro dos dois CDs que formam o álbum Nação Nordestina, com encarte e longo texto explicativo, faixa por faixa, assinado por mim. É uma pérola a gravação do Zé, e até por isso não merecia ser tão violentada como está.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

HOJE É DIA DE MANEZINHO ARAÚJO

Como deixar que o dia termine sem uma boa nova?
Pois é, hoje é dia de Manezinho Araújo: 27 de setembro.
Quando o pernambucano, de Cabo, Manuel Pereira de Araújo partiu, na madrugada de dia 23 de maio de 1993, senti uma dor danada.
Mas não havia jeito, não havia lenitivo para essa dor.
Deus o chamou.
Foi assim: Manezinho foi dormir e não acordou mais.
Como Chaplin.
De manhazinha, o telefone tocou e dona Lalá, sua companheira por tantos e tantos anos, chorando, deu a triste notícia.
A notícia correu o País.
Sete dias depois, reuni amigos para uma missa, entre eles Rolando Boldrin.
Na capela, fizemos uma despedida a rigor, cantando emboladas de Mané.
Depois, pedi a Téo Azevedo que compusesse uma canção.
Depois sugeri a um vereador que desse nome de uma rua em nome de Mané.
Isso foi feito.
E agora, saudade...
O Congresso ainda não decretou o Dia Nacional Manezinho Araújo. Mas eu, sim.
Viva Manezinho Araújo.

PS- A foto que ilustra este texto foi tirada no dia 27 de setembro de 1990. Nesse dia, eu completava 38 anos.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

CULTURA POPULAR X GOVERNO

Digo logo e direto: nunca um governo fez tanto pelo reconhecimento e incentivo às artes e, particularmente, à cultura popular, como o governo Lula.
É necessário dizer, sim: quem dá identidade a um país, qualquer país, é o seu povo.
No Brasil, não poderia ser diferente.
Lá atrás, bem atrás, nos anos 30, Getúlio Vargas esboçou iniciativas parecidas como as de hoje, de valorização à cultura, quando deu carta branca ao maestro Villa-Lobos para fazer na área o que julgasse melhor.
O canto orfeônico é desse tempo; os corais, o ensino musical nas escolas, também.
Vargas abriu caminho e Lula tocou em frente.
Até onde eu sei o ministro Juca Ferreira não tem medido esforço para trazer à tona as diversas manifestações culturais do Brasil.
E isso é muito bom.
Só não ver, quem não quer.
Pelo noticiário, tomo conhecimento do destempero de José Serra, que seus áulicos queriam que o povo o chamasse de Zé.
Só, Zé.
Somente Zé.
Mas só agora quando a terra se abre a seus pés, é que o quase Zé diz ser a cultura algo importante para o País.
Ora, ora, como acreditar em alguém que sempre teve tudo para reconhecer na prática a riqueza da cultura brasileira e nesse sentido nada fez?
Lembro o quase Zé dizendo em debate para governador de São Paulo, na TV Globo, que a cultura popular - sim, ela mesma, com todas as letras - seria uma de suas prioridades.
Pois bem, ele ganhou e nunca fez da cultura prioridade alguma.
Está, pois, colhendo que plantou.
Em Exu, PE, o quase Zé deu entrevista dizendo que fora amigo do rei do Baião, Luiz Gonzaga.
Logo depois, o colega jornalista Paulo Henrique Amorim me perguntou se isso era verdade. Repondi que não, que o caso era de oportunismo político.
Isso correu pela Internet.
Na Internet agora também se acha nota de repúdio à fala do quase Zé, assinada pelo ministro Juca.
Trechos:
- O orçamento da cultura no governo Federal saltou de R$ 287 milhões, em 2003, para R$ 2,2 bilhões, em 2010.
- O salto de quase dez vezes atesta a importância que a cultura tem para o governo Lula.
- A própria renúncia fiscal saiu de R$ 400 milhões para mais de R$ 1 bilhão.
- Os recursos são, hoje, distribuídos para o Brasil inteiro, sem discriminação de regiões, de orientação artística ou ideológica, e na mais absoluta liberdade de expressão.
- O projeto de lei para modernização do Direito Autoral, amplamente debatido pela imprensa e pelo setor cultural, aumenta a transparência do sistema de arrecadação no Brasil.
- A suposta estatização do Ecad não existe no projeto e é apenas uma leitura marota.
- Se houver disposição de compreender estes avanços, basta comparar qualquer aspecto da política cultural do governo Lula com a do governo anterior.
- A agenda cultural é fundamental para a qualidade de vida das pessoas e para o desenvolvimento do País.
- Não há qualquer contribuição à cultura quando o tema é tratado dessa forma, pois pouco contribui para consolidar as grandes conquistas do setor cultural nos últimos anos. Não contribui para avançar, e pode até mesmo ajudar a rebaixar a importância da cultura nesse momento de definição das políticas dos próximos anos.
- É lamentável que um candidato ao cargo máximo do País trate a cultura de maneira tão superficial e sectária.
Eu também acho.

NÃO HÁ FUTURO SEM INTELIGÊNCIA

A noite de ontem 22 foi agradável no Espaço Itaú, alí na Paulista.
Como prometi, fui.
Encontrei o amigo Ricardo Kotscho e outros, como o editor Sinval de Itacarambi; Leão que há 23 anos segura a onda de manter uma revista, a única, que trata de Jornalismo no Brasil.
Sabe-se lá o quão difícil é isso.
Tarefa herculínea, é certo.
Que o diga a querida Mônica Waldvogel, que tão bem se saiu no debate Existe Futuro sem Jornalismo?, programado com ela, Eugênio Bucci e Sandro Vaia, no auditório do Itaú.
Ao fim, inda teve champanhe.
Eita!
................
Milhões de coisas estão acontecendo ou por acontecer, mas com placar já definido.
Só não vê quem não quer:
- Geraldo Pedrosa de Araújo Dias dando entrevista à Globo, depois de zilhões de anos.
- Dilma ganhando a banca da Presidência já no 1º turno.
- Serra, coitado, chorando e encerrando a carreira e lamentando o sonho de infância.
- O Corinthians faturando o campeonato, com muitos pontos além do 2º colocado.
- O moleque Neymar chorando e no começo da vida encerrando, à toa, a carreira.
- O maestro Dorival Júnior, dos melhores, seguindo firme como treinador: agora indo para o São Paulo.
Detalhe 1: o Coringão está hoje com 47 pontos ganhos e 23 jogos feitos, 14 vitórias e 5empates.
Detalhe 2:: o segundo colocado no campeonato, o Cruzeiro, está com 44 pontos ganhos em 24 jogos.
E...?
O Mano Menezes deixou um trabalho bem-feito, não deixou?
.................
Ontem o grupo do artista grafiteiro Kobra realizou uma coisa bonita: protesto contra o descaso que historicamente tem se dado à questão Tietê.
.............
O rolo que houve ontem e anteontem no sitema metroviário paulistano deixou meio mundo de antenas ligadas. Foi notícia até no mundo árabe, como informa o engenheiro Peter Alouche. A foto ali em cima ilustra bem a notícia, cujo título é: "Pane Causa Reação em Cadeia".

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

VANDRÉ MORREU, GERALDO ESTÁ VIVO. NA TV?

Contam-me que Geraldo Vandré vai aparecer num canal de televisão a cabo numa noite desta semana.
Contam-me também que ele quebrará o silêncio e dirá milhões de coisas etc. e tal.
Eu duvido.
Se aparecer, não será Vandré.
Será o cidadão Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, paraibano de João Pessoa, safra de 35, de quem os brasileiros, todos, deveriam se orgulhar muito.
Mas os brasileiros, grosso modo, não aprenderam a lição de Vandré, transmitida em 68 por Pedrosa, ou simplesmente Geraldo, segundo a qual “quem sabe, faz a hora/Não espera acontecer”.
Caso Geraldo apareça, dirá que Vandré morreu.
É fato.
Vandré foi uma criação de Geraldo Pedrosa de Araújo Dias nos finais de 50 para 60, como revelou em longa e elucidativa entrevista que me deu e publiquei em setembro de 78 em três ou quatro páginas do extinto Folhetim, suplemento dominical da Folha de S.Paulo. Três anos depois, em julho de 91, publiquei no caderno Revista, do extinto Diário Popular, outra reveladora entrevista, de página inteira: “Geraldo Vandré Rompe o Silêncio”, republicada com algumas alterações e acréscimos no saudoso Pasquim, sob o título de capa: “A Volta de Vandré” e subtítulo: “Geraldo Vandré Quebra 22 Anos de Silêncio”.
Nessa entrevista, ele explica a razão de não se apresentar mais publicamente:
- Há pessoas que cantam por cantar. Eu além de precisar de motivos para cantar, ou seja, de não cantar gratuitamente e de, lembrando Disparada, não cantar pra enganar, já sei, também, que é preciso, às vezes, não cantar. De algum modo, o silêncio que faço nesses 22 anos é parte da minha canção. Para detalhar, no entanto, razões e motivos que durante esse tempo foram compondo a pauta da minha existência cotidiana, é preciso muito mais do que o mundo das entrevistas jornalistas.
E lá mais para o fim opinou, quando lhe pedi sua impressão a respeito da música que se faz hoje (àquela época) no Brasil:
- Não é brasileira. A música que se faz hoje no Brasil cumpre um projeto antinacional de ocupação do território e da mentalidade de sua população. Onde antes existia cultura popular, hoje não existe mais. A receita é simples: cultura de massa onde antes existia cultura popular; cultura européia nas universidades e nas orquestras mantidas pelo poder público.
Aguardemos Geraldo na telinha de fazer doido.
Mas, aposto: não será Vandré, será Pedrosa de Araújo Dias.
..............
Hoje Sol de Lua Crescente nasceu às 5h59, com previsão de se pôr às 17h59.
A Primavera, se tudo correr bem, chegará amanhã às 9 horas; hora de Brasília, sob a Lua cheia mística de lobisomem, que já não assusta a mais ninguém.
Eu tinha medo desse bicho, quando era menino...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

AINDA TV: HÁ RAZÃO PARA COMEMORAÇÃO?

O novo número da revista Imprensa que acaba de chegar às bancas traz matéria sobre os 60 anos da televisão no País.
A retrospectiva, que vai desde os primeiros dias de cueiros, traz também uma seleção de apresentadores de ontem e de hoje e badalados.
Estão lá ilustrando a capa e páginas internas, Hebe, Jô, Boris, Ratinho, Osmar Santos e Marimoon, de quem, confessor minha ignorância, nunca vi nem ouvi falar; mas segundo a reportagem é boa e atua na MTV.
A revista traz também entrevistas com o ex-todo poderoso da Globo, Boni, e o “Baxo” Fernando Faro, da Cultura, criador e titular do programa de entrevistas com personagens da cultura nacional mais antigo no ar, Ensaio.
O segundo programa mais antigo no ar, sabemos, é Viola, Minha Viola, apresentado pela incansável cantora paulistana Inezita Barroso.
O programa dela já entrou na casa dos 30 anos ininterruptos.
Boni fala sobre a loucura que tem se tornado hoje em dia a procura por Ibope, pesadelo dos dirigentes e produtores que investem na burrice, nas obviedades que são, por exemplo, os programas policiais e os de ameniades, às altas horas.
O famoso e respeitado executivo fala também sobre os espaços vendidos a igrejas e a supermercados virtuais.
O fato é totalmente lastimável.
Mas a televisão, hoje, e o rádio também, infelizmente, são isso: supermercados cheios de bobagens de todos os tipos e de bugigangas, nos quais se acham carros e liquidificadores, além de camisas, cuecas, sapatos e panelas ao alcance de um simples discar de números.
Quando eu disse dias atrás no texto que pode ser conferido aí embaixo que a nossa grade de programação televisiva é um horror, é.
Basta um zapeamento aleatório a qualquer hora do dia ou da noite para que isso seja constatado.
E nessa grande estamos todos presos.
A saída qual é?
O desligamento, claro.
Aliás, aproveito para recomendar a leitura do comentário de Roberto Marino sobre o assusnto, abaixo do texto que postei. Bem calçado, Roberto foi buscar argumentos na nossa Constituição.
Perfeito!
A má qualidade e impropriedade da programação telelvisiva carecem de providências.
Enfim, qual é o papel da televisão?
A revista Imprensa deste mês está imperdível.
Aliás, acabo de receber convite para o aniversário de 23 anos de existência da revista. Vai ter tim, tim amanhã, a partir das 19h30, no Itaú Cultural, ali na Avenida Paulista.
Vou.
Mas vejam como são as coisas: eu ia falar era das dez perguntas irrespondíveis elencadas pelo site de busca Ask Jeeves.
Sabem quais são?
Estas:
- Qual é o sentido da vida?
- Deus existe?
- As loiras se divertem mais?
- Qual é a melhor forma de emagrecer?
- Tem alguém aí (no espaço)?
- Quem é a pessoa mais famosa do mundo?
- O que é o amor?
- Qual é o segredo da felicidade?
- Tony Soprano morreu?
- Por quanto tempo eu vou viver?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

TV 60 ANOS: HÁ RAZÂO PARA COMEMORAÇÃO?

Amanhã sexta 18, teríamos tudo para nos orgulhar.
Simples: dia da inauguração da televisão no Brasil, pelo investidor desenxabido Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo.
Em miúdos: há exatos 60 anos era inaugurada a telinha de fazer doido.
Denominação: Tupi de São Paulo, ou PRF-3 TV.
Já de doido àquela época; hoje, inda mais.
Arma poderosíssima, letal.
E arma assim na mão de doido, já viu: só dá besteira, se me entendem.
A TV já pariu muita gente e muita gente já mandou pro espaço.
Isso é cíclico e depende dos interesses em jogo.
De uma hora pra outra, como num passe de mágica, pimba! Surge um famoso.
Os realyties shows estão aí, como previu no livro 1984 o jornalista e romancista britânico Eric Arthur Blair, por meio mundo conhecido pelo pseudônimo de George Orwell, que, aliás, morreu no mesmo ano do nascimento da nossa TV: 1950.

Quando digo ali em cima “que teríamos tudo para nos orgulhar” da data, digo por uma razão óbvia: a nossa TV poderia ser mais bonita, ter mais conteúdo e nível bem alto na programação; sem baixarias tão explícitas, como vemos no dia-a-dia, incluindo os fins de semana.
Oh! Deus.
Contam-se nos dedos os bons programas.
Mas, enfim, é isso o que temos.
Quem não gostar que aperte o botão.

BOA NOVA

Lá vai: recebo release da Assessoria de Comunicação da TV Cultura informando que a estatal da Fundação Padre Anchieta inaugura domingo às 16 horas nova fase do programa semanal Prelúdio, dirigido pelo maestro Julio Medaglia e apresentado por Estela Ribeiro.
Competentíssimos.
Vale dizer que esse é o único programa de calouros do mundo da música erudita que dá brilho à televisão brasileira.
Mais informações com Guilherme Mariano, através do telefone 2182.3268.

O DIA EM QUE ZÉ HAMILTON RIBEIRO CHOROU

Pois é, Zé, eu sabia que a festa seria bonita.
Muita gente, seus colegas e amigos lotaram o local.
Muito aplauso, muito brilho etc. e tal.
E você no meio.
Meio tenso, meio tonto, meio nervoso.
As filhas discretamente dando força...
No fim, você chorou.
Bem feito!

E aquela história da sua mulher, hein?
Dizia que não tinha roupa bonita pra sair.
Dizia que você não deixava dinheiro etc. e tal.
Você não deixava dinheiro, mas deixava cheque em branco pra ela comprar o que quisesse...
Eu também sou mais ou menos assim, Zé: não sei comprar roupa pra mulher.
Quando ela, a sua mulher, partiu para a Eternidade, as suas filhas descobriram, então, que a bolsa dela estava cheia de cheques seus assinados em branco...
E aí, hein?

Eu também passei por isso, por esse vexame maravilhoso que é o de receber o título de Cidadão Paulistano.
Foi em 1988.
Na ocasião, os meus amigos - poucos - falaram, falaram e disseram coisas que antes nem atentei.
E me emocionei com o repeteco dito de forma diferente.

Bonito sim, a festa Zé.
Inesquecível.
Fechamento de uma fase com chave de ouro.
Revi lá amigos que não via há muito, como Milton Soares.
Milton foi companheiro na Folha.
Levou porrada à granel, à época,
Naquele tempo, jornalista apanhava à toa.
Você sabe...
Mas o Milton escapou.
No seu rosto; no rosto do Milton, depois de mais de 20 anos que não o via, vi marcas do tempo fincadas lá.
E com um bonezinho de sinhozinho na cabeça...
Revi Ribeiro, revi Fon, revi Denise, revi Audálio, revi Elias, revi Artur, revi tanta gente.
Revi Fábio com seu vozeirão bonito e sorriso de menino.
Muitas histórias.
Falei ao Guto, presidente do nosso Sindicato, que criasse um departamento de registro de memórias.
Uma vez falei isso ao Drummond.
O poeta até achou que eu tinha razão.
E quer saber?
Tenho!
Está na hora de ter um departamento de memórias instalado no nosso Sindicato e sabe?
Acho que também está na hora de o nosso Sindicato instituir um prêmio denominado Zé Hamilton Ribeiro de Jornalismo Nacional.
Parabéns Zé, a categoria só tem a lhe agradecer.

Depois da solenidade de entrega do título de Cidadão Paulistano a Zé Hamilton Ribeiro, saí só a pé e zanzando pela noite da cidade à procura de um táxi, de um bendito táxi que não vinha.
Subi um pedaço da São Luís.
Passei pelo boteco Estadão, antes.
Quem não se lembra do Estadão?
Tomei uma cerveja pequena e engoli um pernil.
Um horror!
O pernil já não é o que era antes.
Um táxi chegou e fui conversando com o motorista.
Passei pela boca do lixo: ruas Bento Freitas, Rego Freitas, Gal. Osório, do velho e morto Parreirinha do Miro, de tantas lembranças.
Lembrança do Miltinho, Inezita, Jamelão, Adoniran, Golias, Elifas, Silvio Luís, Arley Pereira, Geraldo Nunes, Germano Matias, Paulinho da Viola...
Passei de frente onde um dia foi o Som de Cristal, que frequentei com Celso Sávio, Zanfra, Hipólito...
Passei também no local onde um dia foi o La Licorne, freqüentado por putas de luxo e figurões como o falso moralista Cel. Erasmo Dias, que, autoritário como secretário da Segurança Pública do Estado, um dia o invadiu por invadir o Campi da USP com tropa feroz e tal, batendo e prendendo estudantes inocentes só pra mostrar que tinha força...
Fechei os olhos e cheguei aqui.
Bom dia, Zé.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O BRASIL TÁ CHEIO DE TIRIRICAS. E SE...?

Tá danado!
Uma loucura só.
Mundo e meio metendo o pau no Tiririca.
Mas quem é Tiririca?
Primeiro foi o Skaf.
Quem é Skaf?
Agora é o senador Mercadante tascando no debate Folha/Rede TV!, encerrado há pouco.
Pra que?
Deus do céu! É o fim do mundo.
Como um tiririca pode incomodar tanto?
Num texto anterior, andei lembrando o Cacareco.
Lembram o Cacareco?
Cacareco era um tranquilo e ingênuo bicho rinoceronte trazido do Rio de Janeiro para São Paulo, e que à revelia própria acabou "concorrendo" com mais de 400 candidatos gente a vereador em Sampa, na última eleição dos 50.
O bicho "aprontou" sem querer; e muito, mas não tinha querer.
Cacareco aprontou tanto que foi levado de volta, às pressas, para o zoo de onde veio; o que, em tese, não se pode fazer com tiriricas.
Tiririca dá idéia de coisa pequena, de coisa que não assusta; ao contrário dos coronéis e candidatos a coronéis que tantos males têm feito ao País, no último século e pouco.
A eventual vitória desse Tiririca, feio, desengonçado, nas eleições de 3 de outubro, terá a ver com o comportamento dos políticos de profissão, não é?
O Tiririca cá citado é de profissão palhaço; os tiriricas de lá, profissionalíssimos, nos fazem de palhaço.
Perguntar, já dizia outro palhaço, Chico Anízio, não ofende.
Então, tá: e se esse tal ganhar o cargo e não seguir o caminho da sacanagem tão comum a seus eventuais colegas, hein?
E se o tal primar pela honradez etc. e tal, como ficará a questão?
Na verdade, qualquer um, mesmo os analfabetos, podem e têm o direito de ser cidadão e como tal agir.
Fica o dito cá dito.
..............
ZÉ HAMILTON RIBEIRO
- Daqui a pouco, às 19 horas, haverá solenidade de entrega do título de Cidadão Paulistano ao jornalista José Hamilton Ribeiro, no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo, que fica ali no Viaduto Jacareí, 100. Vamos lá? Eu vou.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ZÉ HAMILTON AGORA É CIDADÃO DE SAMPA

Para orgulho da categoria, o colega Zé Hamilton Ribeiro, de tantas e tantas reportagens e de livros importantes publicados, como Senhor Jequitibá, de 1979, receberá amanhã 16, às 19 horas, o merecido título de Cidadão Paulistano no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo, naturalmente pela excelência do trabalho que desenvolve desde sempre.
Paulista de Santa Rosa de Viterbo, safra de 35, Zé Hamilton é o jornalista mais premiado do Brasil.
É chamado O Repórter do Século, merecidamente.
O primeiro prêmio, ele o ganhou em 64.
Depois outros e outros, como o internacional de Jornalismo Maria Moors Cabot, da Universidade de Columbia, em 2006.
A carreira de Zé começou em 54.
A sua volta, há muitas histórias a contar.
Em 2008 participamos do encontro “1968: Cenas da Rebeldia”, organizado pela produtora paulistana Andrea Lago, no Centro Cultura BNB, em Fortaleza.
Desse encontro, mediado por mim, participaram, além de Zé, os artistas da música brasileira Sérgio Ricardo, de Beto Bom de Bola, e Théo de Barros, de Disparada (parceria com Vandré).
Lembro que o Sérgio, nervoso na véspera, me pediu para evitar o caso da quebra de violão.
Lembram?
Foi em 1967, num festival da Record, quando a platéia enlouquecida o impediu de cantar e o vaiou bestialmente.
Discordei dele, dizendo que não dava para evitar o assunto, pois, enfim, era história.
Ele aceitou meus argumentos e tudo terminou bem, tanto que depois me disse que aquilo (o encontro) foi útil e lhe serviu de terapia.
Fiquei feliz.
Mas o meu receio, mesmo, era a reação de Zé.
Como evitar falar da sua brilhante cobertura da guerra do Vietnã para a revista Realidade, interrompia bruscamente, sem falar do acidente trágico que o fez perder uma perna ao pisar numa maldita mina e ir para os ares, literalmente?
Assunto delicado, sem dúvida.
Mas Zé, como se adivinhasse o meu dilema, abordou o assunto com humor, fazendo a platéia se deliciar e até rir com a graça da sua narrativa.
Zé Hamilton, pois, é assim: além de um grande jornalista, um profissional que de fato faz bem à categoria, é, antes de tudo, uma pessoa incrível, exemplar; dessas que a gente carrega no peito com um orgulho danado.
Mas há pouco fiquei sabendo que ele está um tanto nervoso com essa história de homenagem na Câmara, pois anda ainda triste e abalado com a perda da companheira de tantos anos e mãe dos seus filhos.
Fica assim não, Zé.
É ótimo receber o título de Cidadão da Câmara Municipal de São Paulo.
Você vai ver.

PS – A foto aí de cima foi feita por Edson, do projeto o Autor na Praça, em 2007. O primeiro que aparece é Luiz Ernesto Kawall, o segundo sou eu, o terceiro é Ricardo Kotscho e o quinto, Zé. A mocinha é uma amiga do Edison. Fica o registro.

domingo, 12 de setembro de 2010

GERALDO PEDROSA DE ARAÚJO DIAS, 75

Ontem, como prometi, estive em Bragança Paulista a hora e meia de Sampa assistindo mais um belo espetáculo do cantor e instrumentista baiano Xangai no Galpão Busca a Vida, onde constatei, mais uma vez, que o público é uma coisa doida e esquisita, que grita, que berra, ulula e bate palmas fora do tempo.
Um horror.
Educação nessa gente!
Xangai, sabem os bons ouvidos, é um intérprete irrepreensível que conhece a fundo todos os seus recursos vocais, que os usa de mil maneiras.
Está de parabéns.
..............
IRREGULAR
No início desta noite estive no Auditório Ibirapuera, assistindo a gravação de um DVD do autointitulado roqueiro do mato Zé Geraldo. O show teve a participação dos excepcionais Xangai e Geraldo Azevedo, entre outros artistas.
Dessa vez o público foi outro, mesmo batendo palmas desencontradas.
Detalhe: o show bambeou no campo do irregular.
Aguardemos a edição...
........................
ANIVERSÁRIO
O paraibano de João Pessoa Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, em arte Geraldo Vandré, cantor e compositor de renome nacional, e internacional, autor de pérolas como Fica Mal com Deus, completou hoje 75 anos de idade cheio de saúde e com a voz ainda tinindo. Vez ou outra, porém, ele reclama de cansaço e da mudança repentina do tempo da cidade de São Paulo, que adotou nos inícios dos anos de 1960.
Muita gente ainda pergunta por onde ele anda e o que faz.
Ele anda por aí, exercitando a arte da composição.
Por iniciativa própria, suspendeu suas atividades artísticas em dezembro de 1968, embora ainda haja quem ache que reavaliará a decisão e retomará ao palco, pelo menos uma vez.
Esperemos.
E parabéns, Geraldo!
Milhões de tudo de bom procê.

sábado, 11 de setembro de 2010

AGENDE-SE: COSTA SENNA LANÇA NOVO CD

Hoje é aniversário da derrubada das torres gêmeas.
Não custa lembrar que foi na manhã de 11 de setembro de 2001 que o demolidor Bin Laden enviou kamikazes da rede Al Qaeda à Manhattan, numa missão de tudo ou nada.
O tudo era a demolição do colossal Trade Center de Nova Iorque.
O nada era o seu insucesso.
Desde então, os Estados Unidos nunca mais foram os mesmos.
Há quem ainda ache que tudo não passou de uma fraude a descida do homem em solo lunar, no histórico 20 de julho de 1969.
Há também quem ainda duvide que Bin Laden exista ou nunca existiu.
Também uma fraude norte-americana para fazer dos EUA uma vítima perante o mundo?
O fato, porém, é que Bin Laden se tornou a maior dor de cabeça dos norte-americanos, com o presidente Obama dizendo que o quer vivo ou morto, para o bem da humanidade.
A caça continua.
Sugiro: contratar a polícia civil do Rio Grande do Sul, que acaba de prender o mais perigoso ladrão de caminhões do Estado.
.....................
ESPETÁCULO 1
Cante Esse Refrão Por Aí!
Esse é o título do novo CD do cantor e compositor Costa Senna, que será lançado em clima de festa, naturalmente, na tarde do próximo sábado 18.
O bonito acontecimento terá lugar no auditório da Ação Educativa, à Rua Gal. Jardim, 600, Vila Buarque, nas proximidades da Biblioteca Monteiro Lobato.
Senna, um cearense da capital há 30 anos na estrada da cantoria, é da raça dos artistas que acreditam sinceramente que a arte tem participação direta na melhoria das pessoas e da sociedade. Tanto, que a sua obra é toda permeada de mensagens que têm por alvo atingir professores e gente em formação. Ele sabe das dificuldades de realizar o que prega, por isso, violão às costas, segue sem enfado periferia adentro, e de escola em escola, contando e cantando a vontade de ver um País melhor.
Viva Costa Senna!
........................
ESPETÁCULO 2
O cantor baiano Xangai, nascido Eugênio Avelino, se apresentará daqui a pouco no Galpão Busca Vida, em Bragança Paulista, com um repertório de pérolas assinadas por Renato Teixeira, Hélio Contreiras, Ivanildo Vila Nova, Juraildes da Cruz e, claro, Elomar Figueira Melo, de quem é o maior intérprete. Estarei lá.
.........................
POESIA POPULAR 1
Acabo de receber de José Walter Pires um poema louvando a Academia Brasileira de Literatura de Cordel e poetas populares. Destaco esta estrofe:

Chico Salles, bom poeta
Cantador e forrozeiro
Que vive fazendo festa
Lá no Rio de Janeiro
Com eventos o ano inteiro
Vai mostrando seu valor
Como artista e produtor
Da cultura que domina
Paraíba masculina
Mulher Macho, sim senhor!

POESIA POPULAR 2
Acabo de receber também, do poeta Allan Sales, que conheci há pouco em Porto de Galinhas, PE, esta estrofe:

Muitos são criminosos no ambiente
Desmatando o Brasil sem ter limite
Usam serra demais e sem convite
Mas com serra não vão nos por pra frente
Pois com serra mostrar ser um demente
E fazer só as coisas bestiais
Se com serra Brasil não pode mais
Mando serra pra puta que pariu
É POR CAUSA DE SERRA QUE O BRASIL
VAI PERDENDO AS BELEZAS FLORESTAIS
.............................
ANOTE AÍ:
- Se houver segundo turno em São Paulo, Geraldo Alckimin corre o risco de perder para Mercadante.


PS – A foto que ilustra este texto foi feita no dia 3 de março de 2007, quando promovi um grande evento na Praça da Sé, cá em Sampa, para lembrar os 60 anos da primeira gravação da toada baião Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Abrilhantaram a festa dezenas de artistas populares, entre os quais os poetas repentistas Sebastião Marinho e Luzivan Matias; Anastácia, Nininho de Uauá, Valdeck de Garanhuns, Janaina Pereira e Roberto Melo; Banda de Pífanos de Caruaru, Banda Fulô de Mandacaru, Trio Sabiá, Trio Virgulino, Trio Juriti e Lino de França.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

JOGO DANADO É ESSA TAL DE POLÍTICA

O jogo político é um jogo engraçado, cruel e mesquinho, e quase sempre seus jogadores são falsos e traiçoeiros.
Alguns candidatos ao descobrirem que não têm jeito pra coisa se dão por vencidos e entregam os pontos antes até de consolidarem suas ambições levadas embutidas nas candidaturas; caso, tempos atrás, do empresário do cimento e aço Antonio Ermírio de Morais e do dono do Baú, Silvio Santos, que a tempo diagnosticaram despreparo no fofo e perigoso campo da delicada arte de engolir sapos.
E há casos graves, de indução, isto é: de pessoas que levadas por outras fazem o diabo para alcançar o alvo.
No caso, a Presidência da República.
No caso, José Serra.
Zé, como o seu comando de bastidor quer que o povo o chame, escorregou ao se deixar levar pelo mavioso canto da sereia azul, que tantos estragos e vítimas tem feito.
Resultado: ele está agora numa enrascada colossal, perigando até de encerrar a carreira que iniciou nos tempos da União Nacional dos Estudantes, UNE, agremiação da qual foi presidente.
E para seu desespero, sem faturar o prêmio maior e que tanto almeja desde criancinha: o de presidente da República.
É fato notório que o Zé ex-tudo sempre ambicionou ocupar o cargo máximo da carreira. Para tanto, cortou caminho e fez o que fez, abandonando antes do fim o mandato de governador do maior Estado da Federação, São Paulo, que o povo, a quem de novo recorre, lhe confiou.
E antes de abandonar a cadeira dos Bandeirantes, abandonou também a cadeira de prefeito da 5ª maior cidade do mundo: São Paulo, isso após garantir em cartório que não concorreria ao governo do Estado.
Dá pra confiar?
Geraldo Alckimin, seu colega de partido, no papel de sereia, afagou seu ego dizendo que é um piloto experiente, de rota segura, etc., etc., por isso, acrescentou, “vamos fazer uma bela jornada”.
O barco do Zé está afundando.
Aliás, o seu barco começou a fazer água logo após o ex-governador de Minas Aécio Neves não topar integrar a sua chapa; o que o levou a aceitar, sem discussão, o nome de um deputado carioca sem muita experiência no ramo e nenhuma expressão nacional: Índio não-sei-o-quê.
A coisa tá feia, como na cantiga de Tião Carreiro e Lourival dos Santos.
Ah! E acaba de sair nova pesquisa Datafolha, aumentando as agruras do Zé: 50% dos votos do eleitorado para Dilma, 27% para Zé e 11 para Marina.
O negócio está feio.
Isto é, dirão os engraçadinhos: parecido com Zé.
Eu, hein!

PS – a foto acima, batida no dia 30 de março de 1988, registra um dos debates que eu mediava no jornal O Estado de S.Paulo, publicados nas edições de domingo. Na ocasião, reuni os deputados Victor Faccioni, Lula, Roberto Cardoso Alves, José Serra e Afif Domingos, que não aparece.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

XANGAI É ATRAÇÃO EM BRAGANÇA PAULISTA

Cá pra nós, essa história de quebra de sigilo fiscal do banco de dados da Receita já deu o que tinha de dar; pelo menos, digamos, jornalisticamente.
Não é mais notícia de importância nenhuma.
Aliás, nem notinha de pé de página.
Está-se fazendo é um boi de fogo.
É tipificadamente um caso de uso político, nesse tirinete do tudo ou nada ou vai ou racha de candidato que está com o futuro político comprometido.
Chega!
Há coisas mais importantes que deveriam ganhar destaque na imprensa e não ganham, infelizmente, como o espetáculo Brasileirança, de Xangai, sábado 11, em Bragança Paulista, SP.
Xangai, de batismo Eugênio Avelino, que conheci nos meus tempos de repórter do jornal Folha de S.Paulo, é um dos mais importantes intérpretes da música brasileira.
A sua voz é das mais marcantes da nossa música.
Bonita, limpa.
Xangai, que ficou conhecido nacionalmente interpretando o repertório do amigo Elomar, merece manchete e notícia de página em qualquer jornal de boa qualidade. Mas, como vemos, não há espaço para ele, Elomar, Vital Farias e alguns outros artistas que insistem cantar o Brasil nas suas melhores variações.
Viva Xangai!
E você que leu o texto até aqui, e gosta do que é bom, reserve um bom lugar para assistir o homem em Bragança, pelos telefones 71.9935. 3103, 71.9127.3199 ou 71.3495.4516, com Rita Cajaiba, cujo e-mail é ritacajaiba@yahoo.com.br
Assino e dou fé,
Assis Ângelo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O NOSSO HINO E A CULTURA POPULAR

Perguntam-me se o Hino Nacional Brasileiro é cultura popular ou se do seu bojo faz parte.
Embora não seja exatamente isso, faz parte, sim, do nosso cancioneiro o Hino Nacional Brasileiro, que é popular no termo que se queira, ou se entenda, por estar, naturalmente, na boca do povo há mais de século e todo dia.
Na verdade, é um clássico do hinário cívico a obra do maestro Francisco Manoel da Silva, que ganhou letra do professor, poeta e critico literário Joaquim Osório Duque Estrada, nos primeiros anos do século passado.
O hino de um país é a sua reza, a reza de um povo cantada de maneira contrita.
O nosso hino, portanto, é a nossa reza.
É um dos nossos símbolos, um símbolo da nação.
É a nossa carta Magna em verso e música.
É a nossa alma, a alma do povo brasileiro.
Porém, em termos artísticos, o Hino Nacional Brasileiro é de feitio erudito; longe, pois, do fazer cultural anônimo do país.
O que caracteriza a cultura popular é o que a expressão nos induz: qualidade e anonimato.
O nosso Hino, cujos autores são devidamente identificados, é de formato erudito a começar pela letra de Duqe Estrada, que traz claras particularidades do parnasianismo e do romantismo, escolas da literatura poética que imperou no século XIX, entre nós.
Dois versos do poema Canção do Exílio, do maranhense Gonçalves Dias, por exemplo, estão lá, lindos, na segunda parte da segunda estrofe dando forma e enriquecendo a narrativa patriótica:

Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida no teu seio mais amores.

O nosso é, sem dúvida, um dos mais bonitos hinos do mundo todo, mesmo com um vocabulário que foge, e muito, do falar comum dos brasileiros, incluindo até os de formação média pra cima.
É constituído o Hino por 50 versos, divididos em duas partes e assim classificados: 12 decassílabos, sete tetrassílabos, dois heptassílabos, dois hendecassílabos e dois trissílabos.
Por três séculos, o Brasil esteve sem um hino que o representasse.
Na mudança do regime, em 1889, alguns apressadinhos da República engatinhante tentaram impor a Marselhesa, do francês Rouget de l´Isle, como hino do nosso país.
Pode?
Claro que não.
O marechal Deodoro sacou o barato e o cortou pela raiz, instituindo um concurso...
Curiosidade: no início do século passado, a Banda da Guarda Republicana de Paris gravou para a Casa Edison do Rio de Janeiro (leia-se Odeon) o disco nº 36454. Em ambos os lados, estava escrito: A Marselheza (com “z”).
Porém o que se ouve num dos lados (não se sabe se o A ou o B ou o 1 ou o 2) é a versão instrumental do Hino Nacional Brasileiro, em cuja metade da execução a banda pára e solta um “viva o Brasil!”.
Essa gravação não consta da discografia brasileira de discos de 78 RPM.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ITAMAR BORGES E A NOSSA CULTURA POPULAR

A campanha política este ano está insossa.
Aliás, nem parece que teremos eleição para deputados estadual e federal, senador, governador e presidente daqui a menos de um mês.
Não há cartazes nas ruas indicando isso.
Não vejo distribuição de “santinhos” e alto-falantes ressoando nomes de candidatos.
Ao contrário das eleições anteriores, não vejo bandeirinhas tremulando com cores de partidos nas grandes avenidas e esquinas da cidade.
Não fosse o enfadonho e caro humorístico na televisão e rádio, no ar diariamente, estrelado por um “cast” de candidatos a raposas e reincidentes prometendo mundos e fundos aos desavisados, dificilmente saberíamos que a campanha já está quase no fim.
O curioso é a repetição dos temas abordados: educação, emprego, moradia, saúde, transporte, enfim, o paraíso à mão neste inferno sem fim de Dante que vivemos.
Mesmo assim, eu gostaria que o tema cultura popular fosse incluído entre as promessas e discussões postas à baila pela multidão de candidatos que se atira a nossa frente em busca de voto, em desespero.
É preciso cuidado na escolha dos candidatos, pois serão eles que nos representarão nas diversas esferas do poder e das decisões políticas do País.
Nada de voto de protesto.
Quem não se lembra de Cacareco, hein?
E do Enéas?
Pois bem, cultura popular é assunto que cabe perfeitamente nas escolas da rede de ensino do País.
São os polpíticos os responsáveis por atrasos e avanços na vida brasileira.
Há dois anos fui convidado pelo SEBRAE para falar sobre o tema a prefeitos recém eleitos, no interior de São Paulo. Em Presidente Prudente, conheci um cidadão chamado Itamar Borges, ganhador do 1º lugar (nível nacional) do Prêmio Empreendedorismo.
Itamar foi prefeito três vezes da cidade em que nasceu, Santa Fé do Sul.
Em 2008, ele recebeu a aprovação de 95% da população.
É o Lula de lá.
Agora ele está em campo disputando uma cadeira na Assembléia Legislativa.
Lembro que foi uma das pessoas mais atentas à palestra, querendo saber, depois, um pouco mais a respeito do assunto.
Não me fiz de rogado e disse que cultura popular é coisa séria, parte importante na formação das pessoas; a digital de um povo, a identidade de um país, de uma nação, e que sem ela o país, qualquer país, fica capenga, mais pobre etc.
E disse mais: que cultura popular também é um excelente produto para grandes mercados, inclusive do Exterior: dá emprego e rende dividendos em todas as áreas da administração pública ou privada.
Ele entendeu e abraçou a questão, dando destaque entre suas metas como deputado se for eleito.
Se depender do meu voto, ganha.
Noutra ocasião, no Congresso Nacional, falei da necessidade de se levar de volta às escolas o tema música popular, como matéria extracurricular.
Foi aprovado.
Também aprovada pelos congressistas foi a sugestão que dei à deputada Luiza Erundina, de criar o Dia Nacional do Forró.
Por quê?
Porque forró, uma invenção do rei do baião Luiz Gonzaga e do seu parceiro Zé Dantas, é parte autêntica da nossa cultura; é cultura popular, como a ciranda, o frevo, o samba, bumbá, cavalhada, mitos, lendas, adivinhações etc., e o dia objetiva exatamente isto: levar à discussão a questão cultura popular.

PS: a foto acima é um flagrante da palestra, em Presidente Prudente. Na ocasião, levei o cantador Téo Azevedo e mestre Adão da Viola, para uma apresentação ilustrativa.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

AINDA VITAL FARIAS E MIGUEL DOS SANTOS

É claro que muitas vezes eu sinto pena deste meu Brasil-brasileiro.
Agora, por exemplo.
Ary Barroso diria o mesmo.
Ary era declaradamente um apaixonado por samba e futebol. Essa paixão o levou a se candidatar por uma vaga à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, em 1947. E ganhou. Resultado: com o apoio da bancada majoritária do PCB, ele conseguiu meios para que fosse construído o estádio do Maracanã.
Que bonito é...
Até aqui dá pra ver que não tenho nada contra artistas ocuparem cargos eletivos, pelo contrário. Acho até que são necessários.
Kubistchek era seresteiro e foi presidente da República, certo? Com ele foram abertas as portas para o progresso com responsabilidade no País.
Mas sinto pena do meu país,como eu ia dizendo, porque o vejo sofrendo na unha desalmada dos prepotentes e interesseiros de primeira hora à última hora.
Isso é uma desgraça!
A ignorância, é sabido, se alimenta da ingenuidade do povo.
O povo é bom; os felas da mãe, não.
Há muitas formas de um povo sofrer, não é?
Há também muitas formas de um país sofrer.
O nosso país é rico, o povo é pobre.
Você que pensa, pense comigo: como dá voto a cidadãos sem história, sem projeto, sem conhecimento de nada?
Tiririca como deputado prestará? E Batoré? E Mulher Melão?
Deus do céu!
O próprio Tiririca diz que quer se eleger para descobrir o que um deputado faz.
Ele disse isso e disse mais: que como deputado vai empregar a família toda etc.
Pode?
Aprendi na escola que todo brasileiro tem o direito de até ser presidente da República, desde que saiba ler e escrever.
Mas é muito pouco, não é?
Lula é uma exceção.
Mas, enfim, não tenho nada contra os analfabetos.
Sou contra o analfabetismo, isto sim!
Como alguém pode se candidatar a deputado, por exemplo, sem saber das atribuições de um deputado?
Como mexer de forma positiva com o País se o pretendente está quebrado, não sabe de nada e tem interesses escusos?
Pois bem, mas tem gente bonita e bem intencionada querendo trabalhar pelo Brasil.
Vital Farias, candidato ao Senado pela Paraíba via legenda do PCB, é uma dessas pessoas, eu já disse.
Vital é um artista cheio de idéias e sério, no sentido de preservar e lutar pelos interesses de todos.
Estou com ele e não abro.

E-MAILS
De Raul Cavalcanti, técnico em produção do Núcleo de Gestão de Eventos do Museu do Futebol, recebo:
- Não sabia do Vital Farias... (ele) é um óasis no meio do deserto.

De Tarzan Leão, assessor de Comunicação da Prefeitura de Paracatu, MG:
- Assis, é uma pena que a Paraíba nos prive de tão grande glória.

E do próprio Vital:
- Assis, você tem umas coisas que são diferentes de muitos intelectuais. Não gostar de usar o conhecimento para esnobar. Isto talvez seja a melhor dádiva de um intelectual: ser professor e aluno ao mesmo tempo, sem mais querelas! Poucos dotados têm essa grandeza. Além de você, Sivuca, Hermeto, Tinhorão, Gonzaga, entre outros que sabem ser no momento certo o `aprendiz do querer` e o querer do não ser o professor. Confesso que é ruim demais ser professor e se comportar como tal! Para quem tem sentimento verdadeiro e legitimidade na verdadeira Arte do saber sempre se coloca como se fosse um verdadeiro aluno. Aí é que a grandeza começa e o pretenso aluno vira imediatamente um enorme prestador de conhecimento! Graças a Deus as pessoas com quem aprendi um pouco souberam ser professores disfarçados de alunos junto comigo. E então, sem que eles descobrissem, eu aproveitei o meu desejo de ser o eterno aluno para aprender com esses MESTRES!!!É BOM QUE VOCÊS SAIBAM DISTO!!!
ETERNAMENTE GRATO A VOCÊZES (no plurazão da vida!)
Vital Farias (irmão pela vida)
Vital Farias 211 Senador pb@hotmail.com

MIGUEL DOS SANTOS
- Amanhã 3, às 20 horas, será inaugurada mais uma belíssima exposição do pintor e ceramista mais aplaudido do Brasil: Miguel dos Santos, na Galeria Gamela de Arte, à Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, 756/101, esquina com a Avenida Olinda, no bairro de Tambaú, João Pessoa, PB. A seu respeito, escreveu Ariano Suassuna: "A pintura de Miguel dos Santos é algo que me entusiasma, povoando seus quadros a óleo, ou cerâmicas, de bichos estranhos: dragões, metamorfoses, cachorros endemoniados, santos, mitos e demônios – uma obra tão ligada ao Romanceiro e por isso mesmo, tão expressiva da visão tragicamente fatalista, cruelmente alegre e miticamente verdadeira que o povo brasileiro tem do real". Ver/ler seu site: www.migueldossantos.com.br
PS - Na foto acima, feita no ano de 2000, aparecem Vital e Miguel, ao centro o autor destas linhas.

CANDANGO DO YPÊ
- Aos 87 anos, morreu no último fim de semana o cantor e compositor popular Candango do Ypê. Diz a notícia que o amigo Jorge Paulo acaba de me mandar:
"Faleceu na madrugada de sábado para domingo o radialista e cantor Candango do Ypê. Ele residia na Rua do Cano, Zona Norte de Ilhéus, e vinha lutando contra vários problemas de saúde que se agravaram pela avançada idade.
Candango deixa a sua marca na história do rádio ilheense e parte para a galeria dos saudosos radialistas. O sepultamento aconteceu na tarde de ontem, na Estância Hidromineral de Olivença".
Candango do Ypê era o pseudônimo do paraense Jonatas Moreira da Costa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

VITAL FARIAS O QUE FARÁ NO SENADO?

Eita, danado!
É uma coisa doida o passado de boa parte dos políticos profissionais em ação no País.
Numa girada rápida pelo condão mágico do Youtube é possível descobrir histórias de quebrar o arco da velha e a própria velha, coitada.
Experimentem.
Cliquem nos nomes de mais evidência no panorama político das três esferas e verão (e ouvirão) coisas de arrepiar cabelos até de quem não os tem.
É o que digo.
Não são poucos os que disputam cargos eletivos esconderem a todo custo o passado, pintarem de azul cobalto o presente e fantasiarem o futuro com promessas absurdas que, de antemão, já sabem que não cumprirão.
É a tal da propaganda enganosa proliferando no solo fértil da vida política brasileira.
............
Vejo o Tiririca dizendo besteiras e fico tiririca da vida, inclusive porque ele corre o risco, para nós, de se eleger deputado federal e levar consigo um monte de marmotas.
Aliás, essa candidatura me lembra caso parecido ocorrido em São Paulo de 58, quando, involuntariamente, o rinoceronte Cacareco arrastou quase cem mil votos da campanha a vereador daquele ano.
Havia mais de 400 candidatos para 45 vagas.
Tiririca é Cacareco?
Tiririca diz que quer se eleger para descobrir o que faz um deputado. E que vai arrumar emprego pra família toda.
Eita!
Cacareco não dizia nada. Ele era manso manso que só, também engraçado com seu jeito todo desengonçado.
Quase como Tiririca.
Mas por que diacho eu lembro essa história?
Porque há o contraponto, ora: há candidatos bons, de norte a sul do País.
Em João Pessoa, por exemplo, capital da Paraíba, tem um cabra que acho que serviria certinho no papel de senador.
Falo do cantor, compositor e instrumentista Vital Farias, artista dos melhores que o Brasil já deu.
Vital é candidato pelo PCB.
Não voto nele porque o meu título é de São Paulo.
Em conversa outro dia, via fone com o pintor Miguel dos Santos, o historiador paulista José Ramos Tinhorão mandou um abraço e disse:
- Também não voto nele, porque voto em São Paulo.
............
Em novembro e dezembro de 1959, pelo menos duas marchinhas sobre Cacareco, visando o carnaval do ano seguinte, foram lançadas à praça. Uma pela dupla Ouro e Prata (Cacareco, de Miguel A. Roggieri, Irvando Luiz e Túlio Piva; RGE) e outra por Risadinha (Cacareco é o Maior, de Francisco Neto e José Roy; Continental). Essa última chegou a ter versão espanhola...
................
Numa visita rápida que fizemos mês passado a Vital, ele garantiu que não vai pedir voto a ninguém no correr de toda campanha e que não tem dinheiro nenhum pra gastar em material de campanha. Disse, porém, que se for eleito vai dar trabalho à raça acostumada a mamar nas tetas do Governo. E que vai brigar, sim, por um país melhor. A sua arma será a sua arte, incluindo o violão e o violoncelo como instrumentos.
Na última eleição, o autor de Ai que Sodade de Ocê obteve 100 mil votos.
A última pesquisa Ibope realizada em João Pessoa coloca Vital em quarto lugar.
..............
Como o Brasil acordará daqui a um mês e pouco, hein?

POSTAGENS MAIS VISTAS