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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

UMA HISTORINHA A VER COM VINHO, NO RÁDIO

Acabei de ver na TV o compadre Rolando Boldrin (numa das fotos aí, eu com ele) apresentando coisas e gentes de que gosta.
O que foi pro ar hoje foi gravação feita mês passado, talvez. Porque no começo deste, ele me disse, por telefone, que estaria na Itália curtindo um pedaço da vida que Deus lhe deu .
Férias.
Mas por que lembro isso?
Porque vi/ouvi o cantor Toninho Nascimento assassinando a canção - na verdade, uma guarânia - Caminhando ou Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, de Vandré.
Conheci Toninho de vista, de sopetão, e o elogiei na acústica do Parque Villa-Lobos, há uns dois anos. Talvez três ou um ou um menos.
Boa voz, performance etc.
Mas ele se apresenta em público de forma como se fosse o dono de todas as canções que canta.
Tem de baixar um pouquinho a bola, senão não vai pra lugar nenhum.
Sem câmera a sua frente, aliás, ele é bem melhor.
Mas, enfim, antes de Toninho ter a cara posta no ar, o compadre lembrou de uns causinhos de cana.
Uma: aquela que o cabra tá pra lá das tantas, carregando uma garrafa e a garrafa cai no chão fazendo crac! E o tal lamenta, com a língua enrolada:
- Tomara que seja a minha perna.
A platéia cai na risada.
Outra: o cabra vai se consultar com dores e o médico pergunta:
- Você bebe?
E ele, dobrando também a língua:
- Sim, doutor. Aceito.
Boldrin conta essas coisas de forma pra lá de natural.
Como eloe não tem ninguém. Nisso, é fantástico.
Lembro, porém, que uma vez o chamei prum papo num programa que eu apresentava na Rádio Capital.
Ele foi com uma garrafa de vinho tinto debaixo do braço, e dizendo:
- Só vou ficar uns dez minutos.
E o programa de duas horas, ao vivo, rolando.
E ele bebendo.
Lá pras tantas, num intervalo, pedi um gole. E ele, imperativo:
- Não!
Resultado: ele bebeu o vinho todo sem a minha ajuda - um pecado, não é? - e terminei passando com ele pelo menos dez minutos, além do horário.
Viva Boldrin!

GASTOS, MALUF E CHICO XAVIER

Caso eu pare hoje de fumar, daqui a um ano terei economizado pelos menos 1,7 mil reais.
Quem diz isso são especialistas em previsão da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
...Se desde já eu parar de bebericar - e eu beberico bem -, também economizarei não sei quanto.
Se eu deixar de viajar num ou noutro fim de semana a uma cidadezinha - que seja a belíssima, pacata e resistente São Luiz do Paraitinga, como fiz no último fim de semana - não sei quanto eu deixaria de tirar do bolso; para o bem do meu futuro, claro.
E tem: se eu parar de andar de táxi, mais um tanto eu deixarei de gastar também não sei quanto.
Se eu comprar um carro, estarei lascado!
Se eu comprar um carro e contratar um motorista pra me levar por aí - eu não sei dirigir, nunca tirei carta -, estarei duplamente lascado.
Agora, vamos dizer que resolverei aprender a dirigir...
Pois, pois.
Feito isso, passarei a praticar mais um ensinamento.
Se eu estacionar o carro à ré (o que é isso?), economizarei 6 reais por semana, ou R$ 310/ano (o estacionamento está pela hora da morte...).
Mas se eu fizer plano de saúde com empresas que meu amigo querido Lourenço Diaféria, já no céu, chamava de “açougueiras”, elas me levarão tudo que eu poderia economizar até agora, e mais um tanto, caso seguisse à risca o que aconselham os especialistas das contas dos outros.
E aí tem o que deixaríamos de gastar, vislumbrando, hipoteticamente, uma vida melhor no futuro.
Exemplo:
- Ir a cinema por que, se temos tevê em casa?
- Ir a restaurante por que, se podemos comer em casa?
- Ir a motel pó que se...
Por aí vai a coisa dos especialistas, para nos fazer bem no futuro.
Ora, se sabemos que o equilíbrio é o ponto-chave do bem-viver, o futuro do presente, porque razão, então, nós teríamos de seguir “deixas” desses especialistas?
Aliás, e se há quem siga essas “dicas” e pague por elas a eles, especialistas, se deixar de pagá-las o que deixariam eles de ganhar, hein?
Uma coisinha só: não dá pra ficar pensando que seremos felizes no futuro gastando a grana que poderíamos economizar se perdermos o presente, o prumo da vida.
Ora, ora.

MALUF
- E pensar que o deputado Maluf, ex-governador de São Paulo, movimentou algo em torno de US$ 1 bilhão no exterior, extraído dos cofres públicos para os próprios cofres e os cofres da família... Esta notícia estará nos jornais de amanhã.
Não me lembro direito o ano.
Talvez fins dos 80, quando chefiei a reportagem da Editoria de Política do jornal O Estado de S.Paulo.
O colega jornalista Saulo Gomes me convidou para participar de uma entrevista coletiva.
À época, ele trabalhava para Maluf.
Ligadas as câmeras, uma delas veio a mim e perguntei:
“Doutor Maluf, é verdade que o sr. é ladrão?”.
Fui convidado a sair.
Saulo é o entrevistador da belíssima reportagem sobre Chico Xavier, no programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi, em 1971.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

EU E CHICO ALVES


Aos 54 anos de idade e uma herança de 526 discos gravados, o rei da voz Chico Alves partiu para a eternidade na madrugada de 27 de setembro de 1952, após show no bairro paulistano do Brás e acidente automobilístico na via Dutra, altura do município de Pindamonhangaba.
Eu nasci no começo desse dia; também no mês e ano na capital paraibana, João Pessoa.
Para lembrar a data juntei ontem cá em casa alguns amigos queridos, entre os quais os que aparecem aí na foto feita por Darlan Ferreira: os jornalistas Audálio Dantas, José Ramos Tinhorão e Roniwalter Jatobá, além da minha companheira de vida e sonhos Andrea Lago e as cantoras Celma e Celia.
Tim, tim.
Vinho no ponto.
O papo se estendeu até pouco depois da hora que se vê no relógio.

MANCHETE
- Falha minha: na postagem anterior, citei a revista O Cruzeiro como sendo a que publicou a foto na qual aparecem Célia e Celma. Na verdade, é Manchete; exemplar de agosto de 1969.



terça-feira, 27 de setembro de 2011

DAS IRMÃS CELIA E CELMA À MINISTRA ANA DE HOLLANDA

Movimentei-me bastante nos últimos dias, por estas plagas de meu-Deus-do-céu. E nessas andanças me peguei entusiasmado batendo palmas para a dupla gêmea de artistas Ubá, Minas, Célia/Celma no lançamento oficial do novo disco de ambas: Lembrai-vos das Procissões e Devoções de Minas, ocorrido na igreja do Calvário, ali em Pinheiros, com a presença sagrada de gente que de fato representa a vida, como Deus.
É um disco muito bonito, esse que digo.
Dizer que é muito bonito é pouco.
É incrível, pois nos enleva.
Lembrei dos meus tempos de coroinha, em João Pessoa.
E as duas estão ótimas, por que não dizer?
Principalmente no tocante à voz e à postura em palco.
A primeira voz (Celma) se soma com a qualidade da segunda (Célia).
Depois, fui jantar com as duas no Consulado Mineiro, ali na pracinha da Benedito Calixto, junto com José Severo.
Severo, companheiro da Célia, está prestes a mostrar ao Brasil - e ao mundo -, na grande tela, uma das últimas e significativas (redundância,né?) revoluções do Rio Grande do Sul, através do filme baseado num seu livro em duas partes, Senhores da Guerra.
Severo é uma espécie de relíquia da historiografia brasileira; jornalista de formação, homem de grandes méritos que merece com espontaneidade total respeito e referência da parte de todos nós.
Bom, tomei umas com ele e elas ainda depois na mesma mesa em que estávamos com o craque de olho e mente afiadíssimos, Paulo Caruso.
Amigo dos tempos de ontem.
E fui dormir.
A primavera, pois, me pegou assim, meio besta; dormindo.
Quando me dei conta, já estava me preparando, ao lado de Andrea e filhos, para uma esticada a São Luiz do Paraitinga, a uns cento e tantos quilômetros da capital de Sampa.
É uma cidade fantástica Paraitinga, habitada por uma gente pra lá de bonita, receptiva e briosa, que acaba de sair de uma tormenta com altivez.
Quem não se lembra de São Luiz de Paraitiga totalmente afogada, no último dia de 2010?
Almoçamos eu, Andrea e os menino no gostosíssimo restaurante Sol Nascente, da descendente japonesa Alice. 
Recomendo.
Em Paraitingfa me encontrei, por acaso, com a ministra Ana de Hollanda.
Ana, cuja fala e ideias levei outro dia ao programa O Brasil tá na Moda, acaba de sair de um temporal e continua serelepe, como São Luiz de Paraitinga.
Encontrei também, lá, um cara que há muto não via, desde o século passado: Luiz Egypto, velho companheiro das páginas do extinto Folhetim, encarte dominical disputado à época da Folha de S.Paulo.
E ele, Egypto. ligado, ligadíssimo, à cultura popular.
Fiquei maravilhado.
Ele a ver com o compositor e maestro Elpídio dos Santos, nome que deveria ser mais lembrado.
Levá-lo às escolas é uma obrigação do governo, acho.
Elpídio nasceu em 1909 e partiu para a eternidade no dia 3 de setembro de 1970.
Ele deixou uma obra extensa e bonita, gravada por intérpretes de qualidade, como Cascatinha & Inhana; e, ultimamente, por Renato Teixeira, Fafá de Belém e Almir Sater.
Em São Luiz de Paraitinga há um instituto com o seu nome.
Ainda é pouco...
Depois, hoje, folheando para catalogação revistas aqui no meu acervo, aos meus olhos pulou a foto que ilustra este texto, extraído da extinta revista O Cruzeiro, do paraibano Assis Chateaubriand.
Desafio vocês a identificar quem nela se acham.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

HOJE É DIA DE GLÓRIA, ASTIER E JÔ OLIVEIRA

A cantora e compositora paraibana Glória Gadelha, também contista e parceira de vida e obra do sanfoneiro conterrâneo Severino Dias de Oliveira, o Sivuca, reunirá amigos, artistas e intelectuais em torno de sua mais nova obra; não um disco, mas um livro intitulado Um Anjo de Dois Anjos (Escrituras), a ser lançado logo mais às 19 horas na sede da Academia Paraibana de Letras, à rua Duque de Caxias, 25/37, centro da capital João Pessoa.
Essa é a segunda incursão de Glória no campo da literatura.
A primeira ocorreu no começo dos anos de 1970, quando ela pôs à praça o romance O Bailado das Sardinhas.
Esse novo livro traz textos opinativos dos jornalistas escritores Luiz Augusto Crispim, já falecido, e José Nêumanne Pinto.
Glória Gadelha nasceu num 19 de fevereiro em Souza, cidade do sertão da Paraíba.
Cedo deixou seu berço e foi estudar Medicina na capital paraibana. Formou-se, mas peferiu seguir a carreira de artista da música popular.
Entre uma aula e outra de música na Universidade da Columbia, em Nova Iorque, apaixonou-se pelo mestre da sanfona Sivuca e com ele se casou. A dupla acabou gerando muitas pérolas que o povo assobia na rua, como Feira de Mangaio.
Como intérprete, Glória Gadelha tem meia dúzia de discos gravados.
Sivuca morreu em dezembro de 2006.

ASTIER BASILIO
- Quem também lança livro novo hoje é o poeta e jornalista Astier Basílio. Chama-se Retratos Falados (Dobra Editorial), com prefácio do craque paraibano Bráulio Tavares. A ocorrência se dará às 19 horas na Casa das Rosas, ali na avenida Paulista, 37, região da Bela Vista.
A Casa das Rosas é um belo casarão criado por Ramos de Azevedo, o mesmo que assina a planta do Teatro Municipal. A construção do imóvel data de 1935.

JÔ OLIVEIRA
- Mestre Jô Oliveira abre exposição hoje à noite no Centro Culltural Correios, na avenida Maruês de Olinda, 262, em Recife. A exposição contará com 80 obras de sua autoria, representando temas de brasilidade e africanismo; o Brasil dos tempos coloniais, personagens históricos (cangaceiros, cordelistas e cantores), lendas, festas populares etc. Jô é desses cabras para quem a gente não acha maneiras de medir o talento que Deus lhes deu. Viva jô!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

OSVALDINHO DA CUÍCA E BNB

Amanhã 21, no começo da noite, o cidadão samba de Sampa Osvaldinho da Cuíca se apresentará no Café Paon, ali na avenida Pavão, 950, em Moema.
De cara, digo: é coisa boa.
E quem não for não fará ideia do que estará perdendo.
Eu vou que não sou besta.
Ah! Textos abaixo, eu disse que na madrugada do último sábado estive na quadra da Gaviões acompanhando a apresentação do samba Verás Que Filho Fiel Não Foge à Luta. Lula, o Retrato de Uma Nação, assinado por Osvaldinho, Ernesto Teixeira e Mario Caselli, “puxado” pelo craque Renê Sobral, que fez bonito.
Pois bem, esse samba passou na 4ª peneira classificatória e estará na eliminatória da noite do próximo 7 de outubro.
De novo, estarei lá.
Mais um motivo, pois, para ver e aplaudir Osvaldinho amanhã, no Café Paon.

BNB 1
- Também amanhã 21, a partir das 21 horas, o Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil, CCBNB, localizado na rua Floriano Peixoto, 941, no centro de Fortaleza, será palco de palestra da francesa Marion Aubrée. O chamado público-alvo “são artistas, críticos, professores e estudantes de graduação e pós-graduação”, segundo o assessor de imprensa da instituição Luciano Sá. Marion, ainda segundo Luciano, falará sobre “religiões nos cinco continentes e a singularidade brasileira no desfile das crenças”.

BNB 2
- O Banco do Nordeste do Brasil, BNB, acaba de lançar edital de seleção de propostas artísticas para preenchimento da programação dos Centros Culturais BNB-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), para 2012. Mais informações pelos telefones (85) 3464.3196 e 8736.9232 ou pelo e-mail lucianoms@bnb.gov.br

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

REFÉM DA LERDA AJATO/TVA

Há três semanas estive fora do ar por culpa e incompetência da empresa aJato/TVA, que por contrato tem a obrigação de me permitir conectar com o mundo. Mas não foi isso o que ela fez nesses últimos dias. Tanto, que precisei apelar para a Anatel (1331), que também não anda lá muito rápida no que tange ao serviço de apuração e cobrança das prestadoras como aJato/TVA.
Consegui postar uma ou outra coisinha através de outra máquina, nesse tempo todo.
Mas, enfim, ficam estas linhas como justificativa aos amigos que me acompanham neste blog.
A sensação é de insegurança e total abandono.
Claro que tive prejuízo.
E deixo a pergunta: quem me ressarcirá por isso?
Ah, sim!
O serviço ainda não está como deveria, pois é lerdeza pura.
Para se ter ideia, faz mais de meia hora que estpu tentando blogar este texto e lhufas!
Continuo tentando...

domingo, 18 de setembro de 2011

JOSÉ ALVES SOBRINHO É AGORA ESTRELA NO CÉU

Morreu ontem em Campina Grande, na Paraíba, aos 90 anos de idade, um dos mais sérios e necessários estudiosos da cultura popular brasileira, José Alves Sobrinho; que na juventude se fazia respeitar como poeta improvisador de grande talento, que exibia ao som de viola.

Nos fins dos anos de 1960, Sobrinho abandonou os ambientes de cantoria depois de perder a voz, nos fins dos anos de 1960.
Ele deixou vários livros publicados, mas o principal foi o Dicionário Bio-Bibliográfico de Repentistas e Poetas de Bancada, escrito a quatro mãos com outro craque do ramo: Átila Augusto F. de Almeida, já falecido.
Esse dicionário, em dois volumes, foi lançado pela Editora Universitária de João Pessoa, em parceria com o Centro de Ciências e Tecnologia de Campina Grande, em 1978.
Em 2009, José Alves Sobrinho foi alvo de pesquisa para tese da professora convidada da Universidade Estadual da Paraíba Joseilda de Souza Diniz, orientada especialista francesa Ria Lamaire, da Universidade de Poitiers.
Ano passado essa tese, Um Poeta Entre Dois Mundos, foi escolhida para publicação pelo Edital Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel, edição Patativa do Assaré.



sábado, 17 de setembro de 2011

MAIS UMA VEZ, O CANTADOR XANGAI DÁ O BOM RECADO

O cantador Xangai (na foto comigo e o produtor cultural Darlan Ferreira) não fez feio ontem à noite no paulistano Auditório Ibirapuera, onde se apresentou pela primeira vez.
Sozinho ao violão, ele começou saudando o público e lembrando alguns de seus grandes parceiros de vida e arte, como Jatobá, Jacinto Silva, Jessier Quirino, Maciel Melo e Hélio Contreiras, além do paulista Renato Teixeira, que acaba de lhe confiar para gravação a inédita Pequenina, canção de letra bonita e tocante.
Hélio, eu não sabia, deixou este nosso louco planeta num dia do primeiro trimestre deste ano.
Pena.
Mas o causo é que Xangai começou encantando a sua fiel e tradicional platéia de admiradores com Água, dele e Jatobá; Em Nome do Sol, dele e Jacinto; e Espiral do Tempo de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, frevista de mão cheia nascido na terra de mestre Capiba, autor de tantas e tantas belas músicas, como Madeira Qe Cupim Não Rói, que a rainha do baião, Carmélia Alves, gravou num antigo compacto.
Ino no Cangaço, resultado de parceria de Xangai com o poeta improvisador pernambucano Ivanildo Vila Nova, é uma pérola de destaque no repertório apresentado ontem no Ibirapuera, como Bolero de Isabel, do poeta paraibano Jessier Quirino.
Xangai fez bonito, sim.
Cantou o que só ele sabe cantar.
Meus Tempos de Criança, or exemplo, do velho Ataulfo, emocionou.
Após a embolada do Gago Grego, de Jacinto, que era da terra do grande estudioso das coisas do povo Luís da Câmara Cascudo, o Rio Grande do Norte, Xangai apresentou com categoria a bonita Dispenar, de Juraildes Cruz, e João e Duvê, uma cantiga de Maciel Melo que fala dos dois filhos do intérprete e na casa dele composta numa dessas visitas que se faz à toa aos amigos.
Forró em Caruaru, de Zé Dantas, foi m prazer à parte.
Aliás, de Dantas Xangai musicou uma inédita, que certamente será novidade no seu novo disco.
E por aí foi Xangai ontem no Ibirapuera, cantando e encantando seus admiradores.
Hoje tem mais.
Sugiro que não percam.
O cabra e dos bons, e sem peixeira na cinta.

ARTES PLÁSTICAS
Hoje 17, às 19 horas, Claudia Colagrande e Marco Mendes, que estiveram ontem batendo palmas para o cantador Xangai, participam de exposição coletiva na Galeria de Arte e Fotografia Solange Viana, na Rua São João, 246, Granja Viana, cá em Sampa. Além de Claudia e Marco, a expo será enriquecida por Ana Sefair Mitre, Lígia Vargas, Luiz Ross, Raphael Armando, Marcelo Salum e Fonthor. Claro, estarei lá dando prazer aos olhos e alma e degustando vinho, que nã sou de ferro. 

RETRATO DE UMA NAÇÃO

O paulistano Osvaldinho da Cuíca é bem mais do que um cuiqueiro, ritmista, compositor e intérprete de sua obra e também da obra de outros artistas. Ele é um cidadão no mais amplo sentido do termo, consciente de sua presença neste mundinho besta de todos nós e que nós mesmos contribuímos, e muito, para a confusão enorme nele reinante.
Hoje de madrugada estive com ele, acompanhando na quadra do Grêmio Gaviões da Fiel Torcida mais uma eliminatória para escolha do samba de enredo do carnaval de 2012, que tem por mote a figura do antecessor da presidente Dilma Rousself: “Verá Que o Filho Fiel Não Foge a Luta. Lula, o Retrato de Uma Nação!”.
Osvaldinho assina o samba Retrato de Uma Nação junto com Ernesto Teixeira e Mario Caselli, que diz através da voa possante do excepcional puxador Renê Sobral:

Nasceu...
Na terra seca do sertão
Pau de arara pés no chão
O retirante nordestino vive...
O sofrimento do lugar
E na cultura popular
Fortaleceu o seu destino cresceu...
Sob a influência de escorpião
Acreditando no poder da transformação
Bateu asas e voou...
E foi assim que tudo começou
Mãe coragem abençoa - pra vencer
Vem pra terra da garoa - aprender
Operário consciente - é cidadão
É o braço forte da nação
No jogo da democracia
De peão foi rei
Deu xeque-mate com sabedoria
Estrela guia em que eu me inspirei
E com São Jorge Guerreiro
Ele venceu o dragão
Levando esperanças foi feliz
E mudou a cara do País
Oi... É carnaval...
É futebol nossa paixão
Coração corintiano bate mais forte é ritimão
Aplausos ao presidente
E um grande abraço deste Gavião.

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domingo, 11 de setembro de 2011

11 SETEMBRO, ROBERTO CARLOS E CORINTHIANS

Haja paciência!

Em todos os jornais, revistas, rádio e televisão o assunto hoje é um só: os 10 anos da fatídica manhã de 11 de setembro, em Manhattan, Estados Unidos.
Haja!
Quase três mil mortos e o mundo traumatizado, dizem à exaustão viúvas e viuvinhos nos convencendo do óbvio que foi a terrível iniciativa do tresloucado demolidor Bin Laden, agora no fundo do mar.
Enquanto isso, no correr deste ano, morrerão na Somália mais de 100 mil pessoas - incluindo mulheres, velhos e crianças -, de fome.
A previsão é da ONU, Organização das Nações Unidas.
E aí?
Aliás, o mundo esqueceu do contnente africano.
E foi lá que o homem desceu da ávore...
Poderosos como os Estados Unidos, diante dessa triste e terrível tragédia anunciada, nada dizem ou fazem.
Mas em todas as mídias o 11-9 é destaque...
Naquele dia, eu havia me atrasado num compromisso e, por isso, vi na telinha da tv de casa um avião entrando num edifício como uma mosca entra numa janela aberta; ou uma faca quente se enfia numa barra de queijo, para prazer de quem gosta de queijo.
Eu não gosto, nem de leite.
E depois mais um avião varando outro edifício.
Por fim, dois enormes arranha-céus caídos no chão envoltos em chamas, fumaça e pó.
E o competente Carlos Nascimento, na plim, plim, narrando tudo daqui, de Sampa.
Enquanto isso a Somália, e não só a Somália, está morrendo.
De esguelha, vi, na TV, um pedaço do show do Roberto ontem à noite, em Israel.
Ao Roberto, tudo parece azul a sua volta.E um circo.
.........................
E hoje o Corinthians perdeu para o Fluminense, no Engenhão, Rio, mas continua no topo da tabela do Brasileirão e assim permanecerá se o São Paulo perder do Grêmio. O que acontecerá, acho.
........................
Daqui a pouco, teremos Dilma no Fantástico.
Torço por nós.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

OUÇAM MARCIA MAH E OSVALDINHO DA CUÍCA

Ela nasceu no interior de São Paulo, Sorocaba, e a mim me foi levada para uma entrevista no rádio pelas mãos do paulistano compositor, cantor, ritmista e maior cuiqueiro do mundo, Osvaldinho da Cuíca, também conhecido como Cidadão Samba de São Paulo.
Eu falo de Márcia Mah (foto), que se formou em filosofia antes de estudar música e se aventurar pelo nebuloso e traiçoeiro campo da composição e da interpretação-vocal musical, especialmente no tocante a reconhecimento artístico.
Ela é, sem dúvida, uma grande cantora.
Veio pra ficar e pé corajosa, pois só faz e grava o que quer.
Já tem três CDs e um DVD, um melhor do que o outro.
A última obra de Marcia Mah, intitulada Lá lá iá, nos chega na forma de CD/DVD, encartada numa espécie de folheto bem produzido por ela mesma e Ferreydoun, com fotos de Álvaro Mestre Ramos.
A produção artística e executiva da obra é dela também.
Uma jóia.
Ouçam-na comigo daqui a pouco na Rádio Trianon AM 740, no programa O BRAIL TÁ NA MODA.
No mesmo programa, que começa às 14 horas, vamos ouvir também, com exclusividade, o novo samba de enredo de Osvaldinho, composto em parceria com Ernesto Teixeira e Mario Caselli, para a Gaviões da Fiel. Título: Verás Que o Filho Fiel Não Foge à Luta, Lula o Retrato de Uma Nação, para o carnaval de 2012.   
Esse samba, que é bonito e torço por ele, concorrerá com outros 16 para o carnaval de 2012.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A BANDA X DISPARADA, HÁ 45 ANOS

Há 45 anos, mais precisamente na noite de 10 de outubro de 1966, o nome do carioca Téofilo Augusto de Barros Neto, na arte Théo de Barros, despontava em letras graúdas nos jornais e revistas nacionais, graças ao empate oficial em 1º lugar dado pelos jurados do II Festival de Música Popular Brasileira promovido pela TV Record e findado no Teatro Record, na Consolação, em São Paulo, capital.
As músicas eram uma moda de viola estilizada assinada por ele, Théo, e Geraldo Vandré, Disparada; e uma marchinha, A Banda, de Chico Buarque de Hollanda.
A primeira foi defendida pelo paulista Jair Rodrigues, acompanhado pelo Trio Marayá e pelo Trio Novo.
A segunda, pela carioca Nara Leão.
Disparada e A Banda confirmaram naquela histórica noite o talento de seus autores.
Théo é o meu entrevistado especial hoje, no programa O BRASIL TÁ NA MODA.

VIVA DALVA!
Volta hoje a São Paulo, para três apresentações no Teatro João Caetano (rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino), o espetáculo Viva Dalva!, com a participação do cantor Pery Ribeiro, filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. A entrada é franca. Mais informações pelos telefones 5573.3774 e 5549.1744.

NAZARÉ PEREIRA
A cantora Nazaré Pereira foi a minha convidada ontem 31 no programa O BRASIL TÁ NA MODA, que apresento todos os dias pela Rádio Trianon AM 740, a partir das 14 horas. Quem perdeu, pode ouvir agora:

POSTAGENS MAIS VISTAS