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sexta-feira, 30 de março de 2012

OLIVEIRA DE PANELAS DEU AULA NO SESC

Uma belíssima e completa aula de poesia, incluindo explicações e demonstrações de técnica, sensibilidade e talento ao som de viola nordestina foi feita ontem à noite, ao vivo, no espaço chamado “Arena” da exposição Roteiro Musical da Cidade de São Paulo, instalada e aberta à visitação pública na área de Convivência II do Sesc Santana, à Av. Luiz Dumont Villares, 579, desde o dia 25 de janeiro, aniversário da cidade fundada pelo jesuíta espanhol José de Anchieta, em 1554.
A aula foi assistida por uma seleta e atenta platéia, que incluiu um dos craques do jornalismo televisivo brasileiro Paulo Panayotis, ex-correspondente da Record, em Londres.
O professor que nos transmitiu a magnífica aula foi o poeta improvisador Oliveira Francisco de Melo, conhecido mundo a fora por Oliveira de Panelas, que aparece aí ao lado no clique histórico de Darlan Ferreira, junto comigo (de chapéu) e a produtora cultural Andrea Lago; a cantora Vera Lima e o referido Panayotis, mais a assessora de Oliveira para assuntos poéticos, Marina.
"Panelas" foi adotado por Oliveira como “sobrenome” artístico por ser assim denominada a cidade onde ele nasceu no dia 24 de maio de 1946, com uma população hoje estimada em pouco mais de 25 mil habitantes e localização no Agreste pernambucano.
Quem perdeu a oportunidade de ver Oliveira ontem em ação na “Arena” lá em cima citada, tem hoje a última oportunidade de vê-lo, a partir das 21 horas, no teatro do Sesc que acolhe a exposição Roteiro etc.
Oliveira fará uma performance com o rapper Nelson Triunfo, considerado por muita gente como um dos mais expressivos representantes do hip hop em São Paulo. Detalhe: Nelson, como Oliveira, é nordestino, só que da cidade de Triunfo, localizada no Sertão pernambucano, a região do Pajeú-berço de tantos repentistas importantes, como Otacílio Batista e seus irmãos geniais, Louro e Dimas, já habitantes do espaço celestial.
Quer ter uma ideia do que ocorreu ontem, à noite, no Sesc?
Então clique e veja, além disso, uma pequena retrospectiva de Roteiro Musical da Cidade de São Paulo, editada pelo especialista em áudio e vídeo Darlan Ferreira.
Essa mostra no Sesc já contou com a presença de cerca de 30 mil visitantes e artistas que se apresentaram na "Arena", no Deck e no Teatro, entre os quais Inezita Barroso, Tom Zé e banda; grupos Samba da Vela e Samba de São Mateus; integrantes do coletivo de chorões de Sampa, Sincopado; Osvaldinho da Cuíca, Altamiro Carrilho, Mario Albanese, Paulo Vanzolini, Eduardo Gudin, Fabiana Cozza, Passoca, Roberto Seresteiro, maestro Livio Tragtemberg e Orquestra das Ruas de São Paulo; Elzo Augusto, Vanguarda Paulistana (Na Ozzetti, Wandi Doratiotto, Carlos Careqa, Anelis Assumpção), Peri Pane, Edgard Scandurra, Arrigo Barnabé, Sebastião Marinho e Costa Senna:

quarta-feira, 28 de março de 2012

AMANHÃ É DIA DE OLIVEIRA DE PANELAS, NO SESC


Não tem graça nenhuma: primeiro foi Chico Anysio, que bateu asas e voou semana passada.
Agora, hoje, quem parte é outro gênio do humor brasileiro: Millôr Fernandes.
Como se não bastassem essas verdadeiras tragédias, ontem quem partiu foi a rainha do chorinho, Ademilde Fonseca.
É muita tristeza num tempo só, não é?
E agosto ainda nem chegou...
Para nosso alívio, chega amanhã a São Paulo um dos mais inspirados e importantes poetas improvisadores do País, o pernambucano radicado há anos na capital paraibana Oliveira de Panelas, chamado de O Pavarotti do Sertão.
Panelas desembarca em Sampa a nosso convite para um dedo de prosa no Sesc Santana.
Nosso encontro faz parte da programação da exposição Roteiro Musical da Cidade de São Paulo, instalada na área de Convivência II do já referido Sesc Santana.
A prosa começará às 20 horas, para privilegiados que reservarem ainda hoje presença.
Corram, amigos, pois há poucas entradas à disposição.
Oliveira de Panelas (comigo aí, em João Pessoa) já cantou para vários chefes de Estado no Brasil e no Exterior; tem dezena e meia de livros publicados, folhetos de cordel e uma carrada de discos nos formatos de LPs e CDs.
Foi parceiro de Otacílio Batista por mais de duas décadas.
Numa palavra?
Oliveira de Panelas é incrível!
E essa é uma oportunidade rara para vê-lo e aplaudí-lo em São Paulo, acreditem.
Querem ouví-lo antes cantando e contando um pouco da sua vida? Cliquem:

terça-feira, 27 de março de 2012

HOJE TEM ELEIÇÃO NO SINDICATO DOS JORNALISTAS

Durante três dias a partir de hoje, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, com sede à Rua Rego Freiras, 530, sobreloja, receberá votos de seus associados para escolha de nova Diretoria ou confirmação da atual, que tem à frente José Augusto Camargo, o Guto, disputando o cargo de presidente pela terceira vez.
É importante a mobilização da categoria em torno das eleições, por ser, naturalmente, um exercício necessário a qualquer formação.
Guto integra a Chapa 1, de Sindicato Forte, Unidade e Luta.
A Chapa 2, Renovar para Mudar, é encabeçada por Bia Barbosa.
Mudança em qualquer área de atuação profissional nunca foi fácil.
A história mostra isso.
O Sindicato sempre enfrentou turbulências, políticas e econômicas.
Hoje, embora diferentemente dos tempos da repressão militar, essas turbulências são identificadas mais fortemente pelas dificuldades de os profissionais se manterem no emprego.
Mas não é só isso.
As empresas de notícias já não se auto-investem como certamente deveriam; tampouco investem nos profissionais que saem dass faculdades sem experiência alguma.
Assis é difícil apostar no futuro.
Os jornais e revistas hoje estão com visuais mais bonitos, bem arejados, mas com conteúdo final quase sempre a desejar.
Tudo é muito rápido.
Conheço de perto a atuação de Guto à frente do Sindicato, inclusive porque faço parte do Conselho Editorial do jornal Unidades.
O meu voto vai para a Chapa 1.

OLIVEIRA DE PANELAS
Depois de amanhã 29, às 20 horas, o poeta improvisador Oliveira de Panelas estará conosco num bate-papo informal ao som de viola nordestina, no interior da instalação Roteiro Musical da Cidade de São Paulo, no Sesc Santana. Agendem-se. São poucas as vagas. Embora gratuitas, carecem de reserva. Aliás, você já foi visitar essa mostra, que fica aberta o dia todo e parte da noite, na área de Convivência II do Sesc Santana? Esta é a última semana. Abaixo, uma reportagem a respeito. Clique:

segunda-feira, 26 de março de 2012

ROTEIRO MUSICAL DE SÃO PAULO, ÚLTIMA SEMANA

Agendem-se!, pois inauguramos hoje a última semana de visitação pública à exposição Roteiro Musical da Cidade de São Paulo (foto ao lado e vídeo, abaixo), instalada na área de Convivência II do Sesc Santana, à Avenida Luiz Dumont Villares, 579.
A mostra, já visitada por cerca de 30 mil pessoas, está no Sesc desde o dia 24 de janeiro, quando um coquetel para convidados deu-a por aberta.
Em seguida, uma longa programação musical foi desenvolvida em torno da exposição, começando com Inezita Barroso e seu regional no dia do aniversário da cidade, 25 de janeiro, com teatro lotado e longa fila de espera por desistências...
Seguiram-se outras atrações, como Tom Zé e banda, Orquestra de Músicos das Ruas de São Paulo e a Corporação Musical Operária da Lapa; Zezé Freitas e Filó Machado interpretando parte do repertório da autora da valsa Lampião de Gás, Zica Bergami; Quinteto em Branco e Preto, Comunidade Samba da Vela e Berço do Samba de São Mateus; Osvaldinho da Cuica, Roberto Seresteiro, o pessoal da Vanguarda Paulistana representada por Na Ozzetti, Wandi Doratiotto, Carlos Careqa, Anelis Assumpção e Arrigo Barnabé; uma roda de choro, com Toninho Ferragutti; Movimento Sincopado, Altamiro Carrilho, Izaias e seus Chorões e dona Inah, além de Arrigo Barnabé e Kiko Dinucci.
Tudo isso entremeado com bate-papos no interior da instalação e no próprio teatro, onde nos apresentamos ao lado de Inezita e Altamiro.
Também estiveram conosco Paulo Vanzolini, Eduardo Gudin, Elzo Augusto, Fabiana Cozza e Mário Albanese, criador do ritmo Jequibau.
Nosso próximo encontro, na noite de 29 deste mês, será com o poeta improvisador ao som de viola nordestina Oliveira de Panelas, que virá de João Pessoa, PB, especialmente para isso.
Na sua especialidade, Oliveira é considerado o maior do mundo.
Portanto, de novo recomendo: agendem-se!
Além dos artistas citados, outros também já se apresentaram no teatro e no deck do jardim do Sesc Santana, como o violeiro urbano Passoca, o repentista Sebastião Marinho e Peri Pane, e sábado e domingo últimos o pessoal do rock paulistano, entre os quais Kid Vinil, mais o brincante Costa Senna.

domingo, 25 de março de 2012

ANGELI, COSTA SENNA, INEZITA E CORINTHIANS

Após bom tempo passado, passei ontem na Benedito Calixto, pracinha movimentada e simpática do bairro de Pinheiros, a oeste desta Sampa.
Nessa praça de um tudo ela tem; especialmente no quesito quinquilharia.
Depois fui almoçar um baião de dois no bar do conterrâneo Biu, que fica nas proximidades da praça, na Cardeal Arcoverde.
Molhei a garganta com Germana, que não sou de ferro, enquanto Andrea, companheira de vida e arte, arriscava uma caipirinha de vodka, de leve.
Em seguida, fomos à “Ocupação” da obra retrospectiva do meu amigo cartunista Angeli, no espaço Itaú Cultural, na Paulista.
Gente saindo pelo ladrão.
Lá, porém, notei a falta de um belíssimo e histórico cartoon comentando a invasão policial à USP, nos fins dos anos de 1970. Pra ser mais exato, setembro de 1977, quando o finado coronel Erasmo Dias, troglodita, botou pra quebrar no lombo da estudantada.
Dias antes, como repórter da Folha, eu estivera com ele na Secretaria de Segurança Pública do Estado, quando, conversa vai, conversa vem, ele diz que iria invadir o campus da USP.
Percival de Souza estava lá, pois era uma coletiva convocada pelo secretário...
A cena captada por Angeli mostrava fileiras de brutamontes armados, bufando entredentes.
Num balãozinho, ele escreveu: “Assis, você precisa ser mais femenino”.
Assim mesmo, “femenino”.
Ahahaha.
Trabalhávamos juntos, na Folha.
Grande Angeli!
E aí rumamos, eu e Andrea, até o Sesc Santana onde ainda se acha à visitação pública a exposição Roteiro Musical da Cidade de São Paulo, por cuja Curadoria eu respondo.
Você já foi visitar essa mostra?
Não?
Então corra, pois ela está prestes a ser encerrada.
Cerca de 30 mil pessoas já a viram, de terça a domingo...
Oficialmente foi aberta no dia 25 de janeiro, por mim e Inezita Barroso.
Aliás, em conversa agora há pouco, por telefone, ela contou:
“De novo, acabei de sair do hospital. Mas estou bem e não posso parar. Anteontem fui centro de um belo encontro com crianças e atores que fazem o programa Cocoricó, da TV Cultura. Falei muito a seu respeito e do livro a Menina Inezita Barroso. Eu aviso às vésperas de o programa ir ao ar. Tenho certeza de que você vai adorar”.
Aproveitei para convidá-la a assistir prosa que terei com o cantador Oliveira de Panelas, no próximo dia 29, no Sesc Santana.
Caso esteja bem, bem, ela estará lá.
Torçamos.
Ainda no Sesc que fica na Dumont Villares, assistimos ontem, entre às 19 e 20 horas, o belo espetáculo Viagem, do brincante Costa Senna (foto).
Senna encerra o espetáculo com todo mundo cantando junto com ele, antes de interpretar a ótima São Paulo, Santa Ilusão, inédita em disco, que trata dos frequentadores da Praça da Sé.
Viva Senna!
Ah! Tudo anda tão bem com Inezita, que ele findou nossa fala, assim:
- Só falta o Corinthians ganhar hoje do Palmeiras (ela pronunciou: Parmeira...).

CORINTHIANS
O Coringão fez bonito, hoje. O Lourenço Diaféria iria gostar, e muito. Um a zero no primeiro tempo para o adversário. No segundo e até o fim, de virada: 2 x 1. O Felipão deve ter ficado uma rara, desde o final do jogo, nos vestiários.

TREZE, DE CAMPINA GRANDE, PB
Não é justo o que a direção do Treze fez com o craque Léo Rocha, demitindo-o, só porque perdeu um pênalti de “cavadinha”. A última vez que vi meu time paraibano foi cá, em Sampa. Léo ainda estava nos cueiros. Fomos juntos, eu e o conterrâneo Geraldo Vandré, num ano qualquer dos 90.

JOSÉ SERRA
José Serra, que historicamente apresenta inexplicavéis problemas para se firmar até o fim num cargo eletivo, que ele próprio escolhe, volta a concorrer à Prefeitura da maior cidade do Brasil, São Paulo. Na convenção do seu partido, o PSDB, realizada hoje, ele recebeu 52% dos votos ou 3.176 dos 6.229 da tchurma. O problema é que ele, com esse resultado, se apresenta como o inimigo na ser combatido no próprio partido. Ou há quem ache que Aníbel e Trípoli vão trabalhar por ele? A disputa vai ser boa.

sexta-feira, 23 de março de 2012

CHICO, ADEUS!

Pqp!
O amigo Darlan Ferreira acaba de telefonar dizendo que o velho e bom Chico Anysio partiu para a Eternidade.
Não foi surpresa...
Mas foi.
Falei dele, Chico, aqui ontem no Blog.
Conheci Chico num ano qualquer dos 80.
Fiz com ele entrevista bonita, publicada numa das revistas da Editora Três.
Além de grande ser humano que foi; respeitador, cidadão, Chico Anysio era poeta, letrista, autor de belas composições gravadas até por Dolores Duran.
Até baiões dele ela gravou.
LP raro, hoje.
E tanta gente feia pra ir embora e não vai...
Da vida...

quinta-feira, 22 de março de 2012

HOJE É O DIA MUNDIAL DA ÁGUA

O corpo humano é mais líquido, o planeta é mais líquido, mas todos nós, incluindo a Terra e os animais que a habitam, precisamos de água doce, potável, pois sem isso a raça corre o risco de se extinguir.
E não adianta paliativos.
Não adianta beber água do mar, cachaça ou o melhor uísque.
O que precisamos mesmo é de água doce, natural, pois sem ela não há como sobrevivermos.
Vários países já começam a racionar água.
E não falo de países árabes, pois o deserto é mesmo aqui, no Patropi.
Segundo a Organização das Nações Unidas, ONU, metade das cidades chinesas já padece de escassez de água com boa qualidade para consumo. E se o país continuar crescendo como está, demográfica e economicamente, daqui a 30 anos o bicho vai pegar.
O mesmo é válido para outros países asiáticos.
De 100 litros de água potável, 60 são desperdiçados.
E no Brasil?
O nosso País, como se sabe, é privilegiadíssimo em todos os sentidos, mas somos campeões no campo do desperdício.
Não aprendemos nada.
Em vários setores da vida cotidiana, somos analfabetos e, pior, nos recusamos a aprender.
A previsão é que daqui a dez anos nós moradores da 5ª maior cidade do mundo, São Paulo, estaremos em pleno racionamento, sofrendo do mal da sede.
Mas ninguém parece ligar.
As cenas de desperdício do bom líquido se repetem nas ruas, nas casas, no dia-a-dia.
E ninguém faz nada para impedir isso, nem o Estado.
O que e como será o amanhã de todos nós?
Especialistas dizem que o lençol freático do nosso Nordeste guarda uma quantidade incrível de água, mas essa água tende a escassear. Motivo? O desmatamento, a erosão e, consequentemente, a perda de qualidade da água e sua evaporação.
O tema é polêmico e vasto, como o mar...
Ah! E já temos no solo, subsolo ou subterrâneo brasileiro a presença de várias empresas transnacionais explorando comercialmente e como querem a água de fontes minerais, como a Nestlé e a Coca-Cola,
Por que o governo não dá um tranco nesse processo?
Não há líquido mais importante para a raça humana do que a água.
Há a Petrobras e por que não uma Aguabras, com a chancela federal?
Hoje é o Dia Mundial da Água.
Esse dia foi criado há exatos 22 anos, pela ONU.
Merece uma boa reflexão, não?.

CHICO ANYSIO
Não tem graça: Chico Anysio está doente, internado em estado crítico.

NARCISO
Demorou, mas saiu: pesquisa da universidade West Illinois, nos Stêites, dá conta que os cabras do Facebook com maior número de pessoas na sua área de contato são narcisistas. A troco de quê, hein? Segundo a pesquisa, essas pessoas usam a rede para se mostrar e serem o centro das atenções. Ela falam  na primeira pessoa, "eu", e "mim". Paciência, para isso acho que não tratamento.

terça-feira, 20 de março de 2012

O ARTISTA, UM BELO FILME

O Artista é um belíssimo filme, sob muitos aspectos.
Tanto que ganhou cinco estatuetas na última entrega do Oscar em Los Angeles, de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora e, entre outras indicações, a de Melhor Atriz Coadjuvante.
O ator Jean Dujardin interpretando o personagem George Valentin está impecável, como impecável está a atriz franco-argentina nascida em Buenos Aires Bérénice Bejo, na pele de Peppy Miller como estrela do cinema falado em ascensão no começo dos anos de 1930.
E o que dizer da atuação do cãozinho terrier Uggie no filme de Michel Hazanavicius, como amigo fiel do “astro” Valentin?
George Valentin nos remete a Rodolfo Valentino, de batismo Rodolfo Alfonso Raffaello Pierre Filibert Guglielmi di Valentina D'Antonguolla, italiano naturalizado norte-americano e principal nome do cinema mudo até o início da segunda parte dos anos de 1920.
O Artista mescla comédia romântica e drama pesado.
A história se passa entre os anos de 1927 e 1932.
George Valentin perde para o cinema falado e entra em crise.
Perde também a mulher e a fortuna e taca fogo nos rolos que contém seus filmes e quase morre queimado, não fosse a rápida atuação do cãozinho Uggie...
Antes disso, ainda no auge da carreira, Valentin conhece por acaso a dançarina com pretensão ao estrelato Peppy Miller.
É quando o filme começa a ganhar ritmo.
Logo Peppy torna-se uma grande estrela e ele, Valentin...
Sem dúvida, O Artista é um belo filme e também um tributo a Rodolfo Valentino, Charles Chaplin e, de modo geral, ao próprio cinema mudo.
Assitam-no.

ANA DE HOLLANDA
Estão de novo querendo derrubar a irmã do Chico do cargo de minsitra da Cultutra. Até quando ela vai suportar a pressão, hein?

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS
Surgiro leitura do artigo Incentivos Fiscais Nocivos ao Brasil, assinado por Ives Gandra e Hamilton Dias de Souza e publicado hoje à pág. A 3 do jornal Folha de S.Paulo. Trata do Projeto de Resolução 72 de 2010 "que estabelece aplicação uniforme de alíquota zero de ICMS nas operações interestaduais com mercadorias importadas", a ver com a guerra fiscal promovida pelos Estados, em detrimento dos interesses do País.

segunda-feira, 19 de março de 2012

CORDEL CHEGA À GLOBAL

A Global Editora acaba de pôr no mercado mais um belo livro: Antologia do Cordel Brasileiro, seleta assinada e apresentada por Marco Haurélio, um dos mais expressivos e representativos autores de historinhas em folhetos de cordel da aatualidade.
A obra reúne textos de antigos e novos cordelistas.
Dentre os antigos, se acham o pioneiro Leandro Gomes de Barros, José Pacheco, Manuel D’Almeida Filho e Antônio Teodoro dos Santos.
Leandro está presente na antologia com O Soldado Jogador, uma pérola do gênero; Pacheco, com História do Caçador Que Foi ao Inferno, não fica atrás; idem D’Almeida Filho, com A Guerra dos Passarinhos; e Antônio Teodoro, autodenominado O Poeta Garimpeiro, com a Sereia do Mar Negro.
A Guerra dos Passarinhos, de D' Almeida Filho, lembra a obra-prima de Hitchcock, The Birds, de 1963.
Mas a comparação fica por aí.
Dentre os novos autores inseridos na antologia organizada por Marco Haurélio, um Doutor em Letras pela Universidade da Bahia, destaque para Rouxinol do Rinaré, Pedro Monteiro e os irmãos Klévisson e Arievaldo Viana.
Antologia do Cordel Brasileiro é uma bela obra.
Vale a pena lê-la, e logo.

SINDICATO DOS JORNALISTAS DE SÃO PAULO
Nos dias 27, 28 e 29 deste mês os jornalistas sindicalizados voltarão às urnas para escolher a diretoria que dirigirá os destinos da entidade no correr dos próximos três anos. A chapa 1, encabeçada pelo atual presidente, José Augusto Camargo, o Guto, tem chance de continuar no cargo.   

quinta-feira, 15 de março de 2012

LUIZ GONZAGA NASCEU EM 1912...

Definitivamente, este é o Ano Luiz Gonzaga.
A importância do Rei do Baião na discografia brasileira é medida por seu invulgar talento.
Ele deixou um legado musical inigualável, a partir, mesmo, da enorme quantidade de músicas que compôs sozinho ou em parceria: 625 títulos no total, nos mais diversos gêneros, além de baião: sambas, choros, mazurcas e valsas, entre outros.
A sua obra musical ultrapassou fronteiras ao ser gravada em várias línguas, entre as quais japonesa, inglesa, francesa, espanhola e até em rapanuí, de uma das ilhas da Polinésia.
O Nordeste brasileiro no mundo...
E isso não é pouco.
No Brasil, contam-se nos dedos os artistas que não incluem músicas dele no seu repertório.
Nem o papa da bossa nova, João Gilberto, ficou indiferente ao baião gonzaguiano e compôs Bim, Bom, falando de baiãozinho etc.
Durante andanças mundo afora, eu encontrei Gonzaga na França, Portugal...
Artistas do Cone Sul, incluindo a Argentina, gravaram Gonzaga.
Na Argentina, uma lei foi feita para impedir a música estrangeira.
O motivo era Gonzaga.
Enfim, inúmeros artistas estrangeiros gravaram músicas suas, até o criador do bebop, Dizzy Gilespie, e mais recentemente o ex-líder do Talking Heads, David Byrne.
Mas antes, muito antes, teve a portuguesinha Carmen Miranda que gravou, em 1950, Baião, numa versão de Rey Gilbert, versionista norte-americano da bossa nova.
Teve também, ainda nos tempos dos discos de 78 RPM, Peggy Lee, a grande voz feminina dos Estados Unidos...
A japonesinha Keiko Ikuta gravou Paraíba e Baião de Dois.
Sem dúvida: Luiz Gonzaga, o divisor de águas da música popular brasileira, trouxe a música e os ritmos do Nordeste para o mapa do Brasil.
Ele cantou o homem do campo, o vaqueiro, o aboiador, os padres, os cangaceiros, os beatos e beatas, o sol, a chuva, a seca...
Ele cantou o Sertão, o povo do Cariri e da Caatinga, região inóspita única no mundo.
Ele influenciou e continua influenciando gerações de artistas brasileiros.
Virou mito em vida.
Vou dizer isso e mais um pouco no próximo dia 29 de abril numa palestra em Corumbá, cidade localizada ali na região do Centro-Oeste do nosso País.
Este é o Ano Luiz Gonzaga.

ROTEIRO MUSICAL DA CIDADE DE SÃO PAULO
O Rei do Baião está presente em alguns momentos da instalação multimídia Roteiro Musical da Cidade de São Paulo, diariamente aberta ao pública, gratuitamente, no espaço Convivência II do Sesc Santana. A foto que ilustra este texto, de Darlan Ferreira, mostra um pouco esse espaço e a instalação. Ainda não foi lá,vê-la? Então, vá! É hora e leve amigos, amigas, a família. Você vai gostar. Uma coisa: amanhã, ali pelas 22 horas, estarei falando sobre a mostra no programa do Ronnie Von, na TV Gazeta, canal 11. É melhor do que o Big Brother, garanto.

segunda-feira, 12 de março de 2012

SOL, CHUVA E GRANIZO. UM BELO ESPETÁCULO

Nos últimos três dias, está chovendo cá em Sampa à tarde quase pontualmente: ali pelas 15 e tantas horas, quase 16.
E hoje foi bonita a chuva, com granizo e pingos ventados à esquerda e à direita; com pedrinhas de gelo caindo na rua, pequenininhas, bulindo com nossa imaginação sem ferir ninguém nem quebrar coisas, como os vidros dos carros.
Fiquei só olhando o espetáculo natural da natureza, parado sob o toldo de um boteco onde eu acabara de almoçar um prato chamado virado à paulista, ali na Rua das Palmeiras, onde fica a sede da rádio CBN, cá bem pertinho de casa.
Chovia e fazia sol.
Coisa de casamento de raposa, como eu aprendi com minha vó Alcina a ver fenômeno parecido na Paraíba da minha infância.
Adorei.
Agora, neste instante, nem 18 horas, o calor voltou a incomodar.
Mas aí já é coisa conseqüente das tempestades solares que estão revirando a barriga do universo e deixando os cientistas com uma pulga na orelha.

CBF
Sai uma coisa e entra outra.

JOVENS
Acabo de ler matéria em destaque no UOL dando conta de que seis dias antes da venda do novo iPad em Londres, jovens, chamados de applemaníacos, já fazem fila quilométrica. Meu Deus,q eu diabo é isso?

PETER ALOUCHE
O home, está ficando cada vez mais importante. Pela sengunda vez nos últimos seis meses, ele é chamada de capa da tradicional revista Ferroviária. Mas merece, pois é o mais importante consultor de transportes do Brasil.



sexta-feira, 9 de março de 2012

O MESTRE GOOGLE É TRAIDOR

Aí está notícia bombástica, embora esperada...
Pesquisa realizada há pouco no estrangeiro através de um organismo não sei se público ou privado denominado Birminghan Science City, que imagino ser da Inglaterra, dá conta de que 54% de um grupo de 500 crianças e adolescentes, de 6 a 15 anos, preferem, grosso modo, consultar o Google aos pais ou professores para tirar as dúvidas que lhes incomodam.
O Google é gigante de pés de barro.
Uma ferramenta para ser usada por quem conhece os meios de pesquisa mais consistentes.
Ele e seu irmão siamês Wikikpedia são traidores, armas que disparam com frequência contra seus próprios atiradores.
Confiem-se nas pesquisas de campo, pois essas não falham.
O google é etc., etc.
Mas quem hoje em dia faz pesquisa de campo?
Só especialistas do valor de um Dr. Paulo Emílio Vanzolini.
Nas pesquisas de campo os pesquisadores perguntam, ouve e vêm o alvo de seu interesse.
No caso, aí está: as 500 crianças e adolescentes.
Conclusão: está mais do que na hora de os pais prestarem mais atenção aos filhos e o governo oferecer meios de os professores se reciclarem e aprender para, melhor preparados, ensinar os alunos.
A globalização é veneno que não falha.
Cuidemo-nos.
Aliás, o amigo aí hoje deu bom dia ou boa tarde ao vizinho, ao companheiro de trabalho?
Certos hábitos não podem morrer, porque senão ficaremos todos iguais, no pior dos sentidos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

LEI OBRIGA TV PAGA A PÔR CULTURA NO AR

Os assinantes de TV a cabo logo serão beneficiados com uma programação que certamente os beneficiará.
É que em agosto do ano passado o Congresso aprovou e a presidente Dilma Rousseff sancionou em setembro a Lei nº 12.485, que tem por finalidade “aumentar a produção e a circulação de conteúdo audiovisual brasileiro, diversificado e de qualidade, gerando emprego, renda, royalties, mais profissionalismo e o fortalecimento da cultural nacional”.
Assim a providencial lei obrigará os detentores dos canais pagos a inserir na sua programação de horário nobre 70 minutos de cultura nacional semanalmente, a partir do momento que entrar em vigor, talvez ainda neste março.
Isso representa apenas 2,08% das 168 horas semanais das TVs que a lei alcançará.
Mais: esse tempo subirá para três horas e trinta minutos, até setembro de 2014.
O que ainda é muito pouco.
As TVs pagas não gostaram disso, não.
A SKY, por exemplo, chegou ao absurdo de fazer uma ampla campanha em jornais e revistas contra a lei, com abaixo-assinado coletado e tudo o mais.
Mas não deu certo.
Os produtores culturais começaram a acender foguetões.

quarta-feira, 7 de março de 2012

MESTRE JOSÉ ANTÔNIO SEVERO. LEIAM-NO!

Diga-se depressa: Rios de Sangue, do gaúcho de Caçapava do Sul José Antônio Severo não é apenas uma obra com “ares de clássico”, como sugere o microtexto da contracapa do livro.
A história é contada em dois volumes e é fantástica!
O 2º volume intitula-se Cinzas do Sul.
Essa nova obra de José Antônio Severo definitivamente já nasce clássica, absurdamente clássica; a partir, mesmo, da forma como é escrita.
Trata dos 100 anos de guerras no nosso Continente.
Página a página, entre sangue, suor e lágrimas, nos encontramos com a Argentina, Paraguai e Uruguai.
Muita gente tombou, caiu; muitas dores foram cravadas a balas e baionetas, de parte a parte dos guerreiros das nações envolvidas.
E aí é história, com todas as letras e entendimento.
Portugal está presente, como presentes estão personagens da nossa vida nacional, entre os quais Manuel Luís Osório, que foi barão e visconde antes de se tornar o mais popular e respeitado militar-guerreiro do Exército brasileiro.
E poeta de verve improvisadora, no seu meio uma raridade e tanto!
No último capítulo de Rios de Sangue, o autor traz à luz o poeta de qualidade que foi Osório; em primeira instância, um verdadeiro encantador de serpentes.
Conta-se que diante da lira dele, sempre impressionante, ninguém ficava indiferente.
O autor Severo não inventa no romance.
Ele transforma os fatos duros, como são geralmente todos os fatos, de guerras principalmente, em fatos leves.
Daí, romance...
Besteira, o historiador fala alto num texto perfeito!
À página 436, por exemplo, ele conta a história de dois tenentes; um deles choramingoso por sofrer o destroçante ranço amargo do amor.
Da conversa entre os dois, sai o desafio para um poema improvisado ao qual Osório não se furta, pois guerreiro sempre.
Na pele de um dos tenentes, seus amigos, o poeta-militar glosou o tema e disse:

Que sou infeliz, bem vejo!
Vejo que sou desgraçado,
E menos afortunado
Se mais agradar desejo.
Contra o fado em vão forcejo,
Em vão contra a sorte lido,
Sou sempre malsucedido
Nas duras lutas do amor,
Se peço a Márcia um favor,
Mais me foge o bem querido.

E depois emendou, na página seguinte:

Se nos braços de outra amante
Por meu gosto me prendi,
Mesmo aí por ti suspiro
Eu para te amar nasci.

Nas quase 500 páginas do livro há histórias interessantíssimas, ocorridas nos intervalos das batalhas. E são histórias esquecidas, ou desconhecidas, pelas gerações atuais; pois apagadas pelos tempos passados.
Na obra de José Antônio Severo o Brasil se sobressai por completo, como peça-chave dos conflitos que resultaram na delimitação das fronteiras dos já referidos países; integrantes, junto com a Venezuela, do Mercado Comum do Sul, ou Merconsul, um balcão especial de negócios criado há duas décadas com o fito de aproximar gente e comércio da região.
Com a correta narrativa que faz dos 100 anos de guerra no nosso Continente, Antônio Severo firma-se definitivamente como um dos mais claros e belos textos da vida literária brasileira.
Sem dúvida, ele é um historiador e tanto!
Sabiamente, Severo usa o truque do romancista escolado para prender o leitor, linha a linha...
Não há dois Severos no Brasil, por isso não dá para compará-lo a ninguém.
Corram e leiam logo Rios de Sangue e Cinzas do Sul.
E aprendam com a leitura, pois José Antônio Severo é um senhor professor!

terça-feira, 6 de março de 2012

MÁRIO ALBANESE, NA REVISTA TRIP

Corram às bancas, pois a Trip de fevereiro está praticamente esgotada.
No número 207 desse mês, a revista traz uma ampla reportagem ilustrada por fotos curiosas como a que se vê ao lado sobre o compositor e instrumentista paulistano, da safra de 1931, Mário Albanese, criador, junto com o maestro Ciro Pereira, do ritmo Jequibau que encantou boa parte do mundo quando foi lançado, em agosto de 1965.
Nesse mês de agosto, do folclore, também se comemora em São Paulo o Dia do Jequibau.
A batida do Jequibau é identificada no compasso 5/4 e suas origens se acham no folclore.
Parte da história desse artista, aliás, se acha na instalação multimídia Roteiro Musical da Cidade de São Paulo, aberta à visitação pública, gratuitamente, no Sesc Santana desde o dia 25 de janeiro.
Essa mostra se estenderá até o dia 1º de abril.
A respeito, o jornal Bom Dia São Paulo, edição de hoje, trouxe uma interessante reportagem que se acha no Portal da TV Globo.
Vale a pena uma espiada.
Mário Albanese é menos lembrado no seu país, Brasil, do que no Exterior.
Talvez seja por casos assim que se costuma dizer que o Brasil é um país sem memória.
Viva Mário!

ANTÔNIO SEVERO
Atenção: amanhã na Livraria Cultura do conjunto Nacional, à av. Paulista 2073, a partir das 19 horas, o jornalista José Antônio Severo recebe os amigos para autografar em dois volumes a história dos 100 anos de guerra no Continente Americano, Rios de Sangue e Cinzas do Sul (Editora Record). Estou findando a leitura das últimas páginas do 1º volume. Amanhã direi algo a respeito.

TROFÉU MULHER IMPRENSA
Depois de amanhã 8, boa parte do mundo comemorará o Dia Internacional da Mulher. As comemorações em São Paulo começam amanhã 7, às 21 horas, com a entrega do troféu Mulher Imprensa (8ª edição) no WTC World Trade Center, à avenida Nações Unidas, 12.559, 3º andar, piso C. A iniciativa é do Portal e Revista Imprensa, em parceria com a Maxpress. Entre as jornalistas premiadas se acham Cristina Piasentini, Fátima Bernardes, Miriam Leitão e Mônica Waldvogel.


segunda-feira, 5 de março de 2012

XANGAI NUM MAR DE CANTIGAS, NO SESC

O cantor Xangai a cada dia surpreende a sua enorme legião de fãs.
O espetáculo que apresentou ontem à noite no Sesc Belenzinho foi exemplar.
Durante cerca de hora e meia e perante uma platéia lotada e interativa, o artista baiano cantou um mar de cantigas e contou causos que arrancaram sorrisos e gargalhadas de todos.
Foram vários momentos de encantamento.
Ele lembrou Luiz Gonzaga – cujo centenário de nascimento ocorre este ano –, Zé Dantas, João do Vale, Juraildes da Cruz, o poeta-declamador Jessier Quirino, o repentista Ivanildo Vila Nova e até seu conterrâneo romântico Waldick Soriano, autor do bolero Eu não sou Cachorro não, de 1972.
Nem precisou cantar obra nenhuma do legendário cantador Elomar Figueira Mello.
Nos derradeiros minutos finais, Xangai ainda ensaiou meneios de ator ao interpretar uma comprida cantiga chamada ABC do Preguiçoso ou Ai d´Eu, Sodade, de domínio público, que costumava ouvir do velho avô Avelino, no interior da Bahia.
Engraçadíssima.
É a história de uma mulher que atiça o marido preguiçoso a trabalhar. Começa assim

“Marido se alevanta e vai armá um mundé
Pra pegá u'a paca gorda
Pra nós cumê um sarapaté”.

E o preguiçoso responde, enfadado:

“Aruera é pau pesado, num é, minha véa?
Cai e machuca meu pé
E ai d'eu, sodade”.

E por aí vai o cantor Xangai cantando o que os outros não cantam.
Viva Xangai!

SÉRGIO REIS
Senti a queda do Sérgio Reis num palco onde se apresentava em Belo Horizonte, ontem em Três Marias, Minas. Conheci o Serjão nos anos 80, quando eu ainda trabalhava como repórter para o grupo Folha. Muito tempo depois, eu e o Tony Campelo elaboramos uma caixa de discos (CDs), retrospectiva da sua carreira. Estimo recuperação rápida.

COPA
Danado, ainda tem uns caras estrangeiros que consideram o Brasil a casa de mãe Joana. Agora foi esse tal de Valcke não sei o quê, da Fifa, que fica nos enchendo a paciência. Sabe o que acho? Acho que o Brasil não perde nada se deixar pra lá a próxima Copa. Mas, claro, tem muita grana no envolvida de gente pesada. Penso: nem só de futebol vivemos nós.   

domingo, 4 de março de 2012

NASCEU ANTONIO, VIVA ANTONIO!

Hoje, pouco antes de o sol nascer às 6h06 por estas plagas, mais uma vez o milagre da vida se concretiza num leito da Maternidade São Luiz, na capital paulista: a menina Dri deu à luz o menino Antonio (foto), que chegou forte e saudável pesando 2,97 kg, para a alegria do pai Alê, de primeira viagem, familiares e amigos.
O casal era só alegria após o nascimento de Antonio, ocorrido de parto normal e pontualmente às 5h39.
Antonio veio num dia de sol, com os termômetros girando em torno dos 20 graus e sob os bons fluídos da Lua Crescente.
A título de curiosidade: num dia como este, no distante ano de 1924, foi publicado pela primeira vez nos Estados Unidos a letra e a partitura da canção mais cantada no mundo.
A canção todos a conhecem: Happy Birthday to You.
E a sua publicação se deu num livro do norte-americano Robert Caleman.
Em 1942, essa canção ganhou versão assinada por Bertha Celeste Homem de Mello, paulista de Pindamonhangaba concorrente de um concurso musical promovido pelo cantor e radialista carioca Almirante, de batismo Henrique Foréis Domingues.
Desse concurso, levado a efeito pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro, participaram centenas de compositores de todo o País.
A canção, desenvolvida em quadrinhas, começa assim:

Parabéns pra você
Nesta data querida
Muita felicidade
E muitos anos de vida...

Entre médicos e enfermeiras, houve quem dissesse que Antonio não chorou ao pôr os olhos por cá. Ao contrário, sorriu e cantou.
Um bom sinal.
Seja bem-vindo ao nosso planeta, Antonio.

INEZITA BARROSO
A cantora paulistana Inezita Barroso vira hoje mais uma folhinha do calendário. Ela, toda feliz, anuncia: 87 anos! "Agora tem muita gente que nega a idade. Eu, hein! Estou é muito feliz". E por mais uma razão: o livro que escrevi a seu respeito, A Menina Inezita Barroso (Cortez Editora), acaba de ser escolhido, entre milhares no Brasil, para participar da feira de livros infantojuvenis da Bolonha, Itália, considerada, no gênero, a maior do mundo. Detalhe: essa feira não é aberta ao chamado grande público, mas a livreiros, editores, cineastas etc. agora só falta A Menina Inezita Barroso ser lido em línguas estrangeiras!

CORINTHIANS X SANTOS
Está começando Corinthians x Santos na Vila Belmiro, com querbra-pau nas proximidades do estádio. De um lado no gramado Neymar, do outro Adriano. O duelo pode ser dos bons. Independentemente do resultado, Alê dedica o clássico ao filho Antonio. A torcida pela vitória do Timão é enorme.

XANGAI
Logo após o jogão Corinthians x Santos, entra em campo, noutro campo - o do Sesc Belenzinho - o baiano Xangai interpretando um repertório recheado de músicas suas e parceiros, entre os quais Capinam, Renato Teixeira e Juraildes Cruz. Claro, ele não deixará de lado obras do seu amigo Elomar Figueira Mello. A partir das 18 horas.

quinta-feira, 1 de março de 2012

REPENTE, EDUCAÇÃO E POLÍTICA

Março começa com poesia improvisada ao som de violas no bairro da Vila Madalena.
Violas & Repentes é um projeto que visa difundir cada vez mais a arte do Repentismo e da cantoria em Sampa.
A iniciativa é de Alessandro Azevedo, criador do espaço cultural Raso da Catarina e do personagem Charles, palhaço admirado por adultos e crianças que ele incorpora há muitos anos.
Uma vez por mês, a partir de sábado 3, e durante seis meses,  repentistas como Sebastião Marinho, Andorinha, Dedé Laurentino, Chico Chagas e Titico Caetano estarão de violas em punho improvisando temas relacionados ao imaginário brasileiro e à realidade que nos cerca.
O primeiro encontro ocorrerá na área cultural da escola Gam Yoga, à rua Fradique Coutinho, 1004, às 15 horas, com a dupla Andorinha & Sebastião Marinho, no vídeo abaixo.
Sebastião é presidente da União dos Cantadores, Repentistas e Apologistas do Nordeste - Ucran.
Outros poetas improvisadores que participarão da programação do projeto Violas & Repentes são os seguintes: Vicente Reinaldo, Dedé Laurentino, Titico Reinaldo, Zé Cândido, Chico Chagas, Chico Pereira, Manoel Soares, Sebastião Cirilo, Erivaldo da Silva e uma mulher que a cada dia vem ganhando o respeito e a admiração dos homens repentistas: Luzivan Matias.
Repentismo é uma palavra inexistente nos dicionários de língua portuguesa, ao contrário de cordel, expressão má definida no Dicionário Caldas Aulete na segunda metade do século 19 em Portugal, depois no Brasil.
Repentistas são artistas populares originários da Idade Média.
Surgiram primeiramente no sudeste da Europa como trovadores.
Essa arte é desenvolvida em clima de improvisação ao som de violas, pandeiros ou rabecas e ganhou força e qualidade no Nordeste brasileiro dos fins do século passado.
Foi trazida pelos desbravadores portugueses.
Em nenhum lugar do mundo a cantoria do repente é tão bem desenvolvida como em nosso País.
Alguns dos principais representantes dessa arte hoje são Oliveira de Panelas, Ivanildo Vila Nova, Rogério Menezes, Edmilson Ferreira, Antonio Lisboa, Hipólito Moura, Raulino Silva, João Santana, Chico de Assis, Luciano Leonel, Raimundo Caetano, Zé Cardoso, Zé Viola, Louro Branco, Jonas Bezerra, Moacir Laurentino, João Lourenço, Geraldo Amâncio, Lourinaldo Vitorino, Valdir Teles e Sebastião da Silva.

EDUCAÇÃO E CULTURA
Lemos menos livros em 2011 do que em 2010. A queda foi de 6%. A ida a cinema e a casas de espetáculos musicais caiu 4% e 3%, respectivamente. Um aumento de 2% foi registrado no item referente a teatro. A conclusão é de pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro. Os pesquisadores ouviram 1.000 pessoas em 70 cidades brasileiras. Das 55% pessoas que disseram não estar nem aí com a cultura, 72% preferem ver televisão e 20% comer churrasco em casa. 15% seguem o caminho da igreja, 11% o do futebol e 8% enchem a cara nos bares. E aí? Sem educação ninguém vai a canto nenhum, no máximo corre o risco de se estufar comendo carne etc., virar rato de igreja ou um alienado pela bola. Isso é futuro?

CÂMARA FEDERAL
Quem não assiste, sugiro assistir aos debates na Câmara Federal pela TV. Vale a pena. É uma maneira simples de acompanhar o desempenho dos deputados. Ontem à noite, em sessão extraordinária, o presidente da Casa, Marco Maia, pisou no acelerador para votar depressa uma MP (Medida Provisória) que cria cadastro nacional de municípios com áreas em risco de desastres naturais. O deputado Glauber Braga, da base do governo e relator da Medida, por pouco não foi impedido de apresentar suas conclusões e propostas. Mas depois de um consistente discurso, ele conseguiu adiar a votação da MP para o próximo dia 6.

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