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segunda-feira, 7 de abril de 2014

O FIM DA MÚSICA

À indústria cultural e do entretimento não interessa mais alimentar artistas e nem gravar músicas no formato convencional, como se fez no correr de todo o século passado.
Isso acabou, independentemente do gênero.
Música de autor tampouco tem importância para a indústria, inclusive porque o descarte, diante da falta de bons ouvintes, está na ordem do dia.
O pior é o que presta.
O que vem por aí ainda não se sabe, mas os tempos são outros.
Sim, os museus continuarão a existir.
A poética improvisada ao som de viola está fora de moda, pois só os mais antigos ainda cultuam esse tipo de expressão artística.
As cantorias continuarão para poucos, e para piorar os cantadores estão virando cantores de estilo brega, ruins.
Esses e outros assuntos permearam durante horas uma pauta espontânea ontem, cá em casa, com a presença e participação do historiador José Ramos Tinhorão (no registro acima, feito por Darlan Ferreira) e de compositores, cantores e instrumentistas como Geraldo Vandré, Osvaldinho da Cuíca e Ibys Maceioh, além do poeta repentista Sebastião Marinho e do contista Roniwalter Jatobá, vice-presidente do Instituto Memória Brasil, IMB.
Foi uma tarde pra lá de boa, com o sempre cáustico, conciso, ferino e bem humorado Tinhorão encerrando o encontro com a frase “Quero morrer com raiva”.
Vandré soltou uma risada, enquanto eu dizia que compartilhava com a frase.

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