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segunda-feira, 9 de junho de 2014

DESAPARECIDOS

O desaparecimento do poeta pernambucano Manoel Monteiro me fez lembrar o sumiço atabalhoado de outro poeta, o cearense filósofo, músico e também poliglota Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes http://epoca.globo.com/vida/noticia/2013/12/divina-tragedia-de-bbelchiorb.html, de papo bom e bom de vinho que um dia, para os padrões vigentes de bom comportamento social, pirou.
O sumiço de Manoel e Belchior (aí ao lado, comigo num programa de rádio) também me levou a rememorar o desaparecimento de Vandré, que para surpresa de muitos localizei e o entrevistei para o extinto suplemento dominical Folhetim, do jornal Folha de S.Paulo, em 1978 em que ele dizia que seu personagem estava morto; afirmação, aliás, que repetiria noutras ocasiões.
Porém desaparecimentos de cidadãos não são fatos isolados.
O escritor russo Tolstoi, por exemplo, que nasceu em 1828 e morreu em 1910, abandonou tudo para viver entre ovelhas e camponeses no interior de seu país.  
O norte-americano Salinger foi outro que trocou a vida social e decerto cômoda pelo silêncio do isolamento dentro da sua própria casa em New Hampshire, EUA, onde morreu em 2010 aos 91 anos de idade arrependido talvez, por ter escrito uma das obras-primas da literatura universal, O Apanhador no Campo de Centeio.
Diariamente somem, em média, 15 pessoas em São Paulo; e, em todo o País, mais de 200 mil por ano.  
E para isso não há só um motivo: há vários.

EDUCAÇÃO
Um dado alarmante me chega ao conhecimento: apenas 12,4% das escolas de ensino fundamental e médio de São Paulo têm bibliotecas; e três entre dez têm laboratório de ciências.
Sem comentário, não é? 

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