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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ANTÔNIO ERMÍRIO, 1928-2014

Com o desaparecimento ontem à noite do engenheiro metalúrgico e empresário Antônio Ermírio de Moraes, mais uma cadeira está vaga na Academia Paulista de Letras, a de nº 23.
Por muitos anos Ermirio foi colunista da Folha, mas ele gostava mesmo, além de ganhar muito dinheiro, era de escrever peças para teatro sempre tendo como foco e tema o Brasil.
Ele era um homem simples, que gostava de se misturar à multidão.
Lembro, por exemplo, que um dia eu almoçava no restaurante do extinto hotel paulistano Ca´d´Oro, na Augusta, com o artista plástico Miguel dos Santos e o então diretor do Museu de Arte de São Paulo, Pietro Maria Bardi (1900-1999). Ao nosso lado Ermirio nos cumprimentou com simplicidade antes de se de sair sozinho, sem guardas-costas.
Depois fiquei sabendo que fazia parte da sua rotina almoçar ali, sem que nunca ninguém o importunasse.
Em 1986, Ermírio arriscou governar São Paulo.
Um de seus cabos eleitorais foi Roberto Carlos, que agora está processando Tiririca.
Mas essa é outra história.
Após perder para Quércia (1938-20010), ele prometeu que jamais repetiria a experiência de concorrer a cargo eletivo.
Promessa que cumpriu à risca, antes de desabafar:
- A política é uma podridão.

Um comentário:

Anônimo disse...

Realmente muito simples. Era comum no ano de 1982, ele sair do Prédio atrás do Teatro Municipal, e caminhar toda extensão do Viaduto do Chá, com destino a um Restaurante em frente a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Com relação a campanha de 1986, no próprio Viaduto, uma certa manhã, perdi alguns minutos do meu horário de trabalho para ouvir o Rei Luiz Gonzaga, antes do seu comparecimento aquele local.

Aloisio Alves

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