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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SARAU NO INSTITUTO MEMÓRIA BRASIL

Uma trintena de pessoas do mundo artístico compareceu à sede do Instituto Memória Brasil, IMB, no último fim de semana. O motivo desse encontro foi discutir os rumos da entidade e escolher a sua nova Diretoria, incluindo o Conselho Fiscal e Consultivo. Entre os artistas presentes estiveram também os jornalistas Audálio Dantas, Eduardo Ribeiro, Roniwalter Jatobá, Luciano Martins Costa, Ricardo Viveiros, que esteve acompanhado de seu filho Miguel; Vitor Nuzzi, Matias José Ribeiro, Luciana Freitas e Rivaldo Chiném.
No decorrer do encontro discutiu-se questões pertinentes aos diversos meios da cultura brasileira, como música, teatro, cinema e literatura.
No sábado, 31, as discussões em torno da nossa cultura no IMB, se iniciaram por volta das 11 horas , com a presença do contador Cícero Afanso e dos advogados Jorge Mello (que também músico) e Armando Joel.
O cordelista e estudioso da cultura popular Marco Haurélio, autor de mais de 40 livros, discorreu amplamente a respeito das suas atividades e da pobreza que se vê hoje em dia nos meios de comunicação de massa, especialmente a televisão. A sua fala provocou muitas observações. Foi unânime. O editor José Cortez, da Cortez Editora, não só concordou com Marco como enalteceu a importância do Instituto Memória Brasil como guardião da história da nossa cultura popular. Ele disse, entre outras coisas, que "O IMB é uma instituição que merece toda a atenção de quem pensa Brasil pela via da formação do indivíduo na sociedade", acrescentando ainda que "Não dá para dissociar educação de cultura". O poeta e jornalista Ricardo Viveiros seguiu falando na mesma linha do editor Cortez. Ele lembrou  da dificuldade de se fazer pesquisas a respeito de cultura popular, a partir de discos de 78 rpm por exemplo. "Esses velhos discos são muito importantes, mas onde achá-los para pesquisa? Acho que só no IMB".
O maestro e compositor Mário Albanese, criador do gênero musical Jequibau, junto com Ciro Pereira, falou da importância de grandes artistas de passado não muito distante, como o violonista Garoto.
Enfim, o encontro que reuniu expressivos nomes das artes no IMB, foi marcante. Todos falaram sobre tudo referente às suas atividades: Osvaldinho da Cuíca (Primeiro Cidadão Samba de São Paulo, título conquistado em 1975), Théo de Barros (coautor da moda de viola Disparada) e Papete, compositor e um dos maiores percussionistas do mundo, junto com Naná Vasconcelos e Airto Moreira.
Escolhidos os novos membros da Diretoria e Conselho, seguiu-se um sarau com os artistas Jarbas Mariz, Jurandy da Feira, Luiz Wilson, Natanael e Janaína Pereira, do grupo musical paulistano Bicho de Pé.
O produtor Darlan Ferreira, encerrou o encontro com esta pérola: "E olha que dessa vez, não estiveram presentes Vandré, Tinhorão, Anastácia, José Hamilton Ribeiro, Oswaldinho do Acordeon, Bráz Baccarin e nem Deus". Viva a cultura popular brasileira! (Fotos by: Daniel Justi/Clarissa de Assis)

Saiba mais sobre o IMB, clicando no link abaixo: 

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