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sábado, 7 de março de 2015

O BRASIL ESTÁ FERIDO, CHORANDO...

O Brasil está doente, o Brasil está chorando, o Brasil está gemendo cheio de dores, o Brasil está ferido pedindo socorro.
No Rio de Janeiro a malária dá as caras sob chuva de balas que matam crianças e adolescentes.
Em São Paulo, um surto endêmico já registra muitos mortos.
Em Brasília, bom, em Brasília há crise de tudo: Energética, econômica, política e de falta de vergonha na cara.
O Brasil é uma pérola que há séculos desperta a cobiça dos espertalhões.
O Brasil tem sobrevivido a todas as invasões, a todas as agressões e infâmias expressas nas mais diversas línguas aqui aportadas desde Cabral.
Você sabe meu amigo, minha amiga, qual é a origem da expressão  “santo de pau oco”?
Pois bem?
A expressão foi cunhada há pelo menos há quatrocentos anos. E surgiu de maneira óbvia e espontânea quando, os primeiros espertalhões que aqui chegaram. Esculpiram em madeira imagens de santos escolhidos a dedos e venerados pela Igreja Católica. Essas imagens eram esculpidas cuidadosamente. Nelas era feito uma cavidade na qual se escondiam riquezas minerais extraídas da nossa terra e enviadas à terras de Além-mar. Surgiam ai os primeiros contrabandistas do ouro brasileiro. Hoje é a desgraceira que se vê.
De novo estão rasgando o coração de Serra Pelada.
São muitas as riquezas naturais do nosso País.
No começo dos anos de 1930, foi desenvolvida uma campanha de alcance nacional para brecar a ambição desmedida dos ratos viciados em roer não a roupa do rei, mas, sim, o erário público. A campanha dizia: “Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil”.
A história mostrou o seguinte, nem uma coisa nem outra ocorreu. E é o que se vê hoje nas grandes estatais como a Petrobras, criada por Vargas em 1953 e tema musical desenvolvido e cantado pelo rei do baião, Luiz Gonzaga.
Em 1956, Gonzaga compôs Marcha da Petrobras. Clique: 

Mas, eu ia dizendo,
O Brasil está chorando...
“Santo de pau oco”, “nem que a vaca tussa”, “a vaca foi pro brejo”, “pingo nos is” e outras expressões que o povo consagrou continuam hoje na boca das autoridades que ocupam a presidência da República, o Senado, a Câmara dos Deputados, o STF etc.
Mas, um detalhe: as expressões que enriquecem a nossa cultura popular são repetidas à exaustão por essas autoridades que, curiosamente, nem sabem a origem dessas e outras expressões que o povo criou.
O que eu quero dizer com isso?
Simples: Os gatunos continuam a garfar o produto do suor do povo enquanto a cultura popular também é expropriada sem que lhe deem o devido crédito ou importância. Isto é: A cultura popular brasileira continua órfã.

O Brasil está ferido, o Brasil está chorando.

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