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quinta-feira, 1 de junho de 2017

O BRASIL DOS HOMENZINHOS

Apequena-se o Brasil.
O Brasil apequena-se a cada momento, a cada instante, não só pelas denúncias de corrupção em todas as áreas, mas também pelo comportamento dos homens públicos.
Apequenam-se os homens no Brasil.
O vice presidente da república, transformado em presidente da república por circunstâncias lamentáveis provocadas por denúncias de comportamento da titular do cargo de presidente, está dando péssimo exemplo de cidadania à nação brasileira. No seu Governo, formado por interesses diversos, acham-se sete ministros enrolados em denúncias de corrupção. Mas o governo não liga um pingo para isso. Aliás, ele não pensa noutra coisa a não ser safar-se de denúncias de corrupção que também o envolvem.
Há poucos dias governadores e ex governadores, vice governadores foram mandados à cadeia por decisão judicial.
Apequenam-se os homens do Brasil.
Em São Paulo, o político-não político e prefeito paulistano João Dória aos poucos demonstra interesse por vôos mais altos, rumo à cadeira do atual vice-presidente que ora dança como calango numa frigideira quente.
Apequenam-se os homens que dirigem ou aspiram dirigir o timão da nave Brasil.
Faz poucos minutos que ouvi, estarrecido, uma entrevista do secretário do município da Cultura de São Paulo, um tal de André não sei que lá. O sobrenome desse secretário é complicado como  o dono.
Na entrevista o tal disse um monte de besteiras, coisas horrorosas, sobre manifestantes que pedem a sua cabeça ao prefeito, com justeza.
Segunda feira André não sei o que recebeu, no seu gabinete,  um grupo de pessoas para tratar da abertura ou reabertura da Casa de Cultura de Ermelino Matarazzo, bairro da periferia Leste. O secretário nada ofereceu. Em troca de programação para a referida casa. E lá prás tantas, sem o mínimo de compostura, o secretário Tal não sei o quê ainda ameaçou quebrar a cara de um agente cultural. E foi tudo gravado. E tá lá o secretário dizendo horrores...
Apequena-se o Brasil e os homens públicos do Brasil.
O Brasil já não é o país de Machado de Assis, Tobias Barreto, José de Alencar, Castro Alves, Alphonsus de Guimarães, Euclides da Cunha, Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida, Virginius da Gama e Melo, Jorge Amado, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Mário de Andrade, Raquel de Queiroz, Chiquinha Gonzaga, Patativa do Assaré, Carlos Gomes.
Uma vez o piauiense Francelino Pereira, então presidente da Arena, perguntou-se em voz alta -Que País é este?
Num dia qualquer de 1962 o presidente francês Charles De Gaule teria dito não ser o Brasil um país sério.
Em 1976, acho, uma das estrelas da Seleção Brasileira, campeã da Copa de 1970, Gerson, investiu-se de garoto propaganda para defender o aroma do extinto cigarro Vila Rica. Fumar esse cigarro, para ele, era ser "esperto", e daí tirar vantagem em tudo. Resultado: a fala do jogador entrou para a história como "a Lei de Gerson". Pois bem, aí está: os homens do Brasil estão se apequenando.
Uma coisinha, Dória: é uma afronta aos eleitores bancar uma besta como secretário da Cultura.


BRINCANDO COM A HISTÓRIA (18)

 

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