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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

JATOBÁ, PARA CRIANÇAS DE TODOS OS TEMPOS

Adorei.
Há tempo eu não lia um livro infanto-juvenil, isto é, dirigido ao público infanto-juvenil, tão bonito quanto esse “Viagem ao Outro Lado do Mundo”, chancelado pela Editora Positivo e de autoria do mineiro de Campanário nascido em 49 Roniwalter Jatobá, também autor de livros importantes para a bibliografia brasileira, como A Crise do Regime Militar (Ática; 1997), O Jovem Luiz Gonzaga (Nova Alexandria; 2009) e tantos.
Roniwalter é uma antena aguda e sensibilíssima do Brasil. Sua sensibilidade ajuda a nos mostrar a grandeza deste País, seja através de seus contos desenvolvidos quase sempre com base no Real, seja através das histórias que busca sob o tapete da poeira do tempo a realidade do Brasil.
No que faz, Roniwalter é dos poucos.
Ele sabe o que diz.
E por saber o que diz Roniwalter conta nesse novo livro uma história simples para um público simples e em formação.
O autor fala de São Paulo, a cidade.
O autor, madeira de lei, fala do Metrô da cidade de São Paulo, do seu ruge-ruge e do ruge-ruge da cidade grande, e não de uma cidade grande qualquer, mas da 5ª maior cidade do mundo, que é São Paulo.
“Viagem ao Outro Lado do Mundo” se desenvolve de maneira tão natural; tão natural que fica, no correr da leitura, difícil até de acreditar que uma história tão banal, comum, tenha sido escrita por um autor do tamanho de Roniwalter.
Humilde, o grande escritor Roniwalter Jatobá desce do pedestal para contar o caso de um menino que é premiado pelo pai para conhecer São Paulo.
O menino dorme pouco, esperando o dia chegar.
A mãe prepara os detalhes, roupas etc.
E o menino se perde, quando chega a Sampa.
E se perde logo no Metrô, que hoje transporta 3,5 milhões de pessoas e muito mais de pensamentos, sonhos e dramas.
Como é bonito o novo livro de Roniwalter!
O autor mostra a solidariedade dos meninos de rua...
Chega!
Não vou falar mais.
Saiam correndo, vão comprar ”Viagem ao Outro Lado do Mundo”.
Presenteiem-no.
Vale a pena.
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Roniwalter é autor de um belo livro, entre vários que escreveu: "O Jovem Luiz Gonzaga". Pois bem, nos próximos textos estarei falando sobre três CDs que acabo de receber: Ed Carlos Canta Luiz Gonzaga, Luiz Gonzaga não Morreue Com a Sanfona Agarrada no Peito (Forroboxote 8), de Xico Bezerra.
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O ex-ministro não sei de quê Ciro Gomes, que detesta repórteres e imprensa, diz que Zé Serra é mais feio na alma etc. Putaquepariu! Assim não dá! Vamos ver o apito da Marina, porque o do Lulalá... Sei não.
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A Petrobras anuncia indícios de petrólçeo no pré-sal da Bahia. Essa história de pré-sal lembra o ditado: tão contando com o ovo no cu da galinha, e faturando... Aliás, sobre esse assunto falo em programa especial que vai ao ar segunda 28 pela NET e TV-A, e também pela rádio Trianon. Pois é: tá mais do que na hora de a sociedade brasileira discutir esse assunto.
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E essa história do Zelaya, hein? Acho que o Brasil está exagerando. O Brasil está indo pra uma direita indefinida, se me entendem...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O COMÉRCIO DA VIOLÊNCIA

Os programas de televisão de coloração assustadora, inspirados no velho e sangrento Notícias Populares palistano dos anos 70/80, como o diário do começo da noite da Band e o seu similar de final de tarde da Record, e também um pouco o SPTV 2ª edição da Plim, Plim no ar no dia-a-dia à boca da noite pra quem quiser curtir, e outros mais que fazem da violência e morte cotidianas a vida deles próprios, têm me deixado pasmo, perplexo, dando a entender pelo medo que a vida dentro de casa é melhor do que a vida fora de casa. Noutras: que o cidadão de paz e ficha limpa no cartório anda preso no seu lar, enquanto o "outro" anda à solta cometendo horrores absurdos.
Poxa! Isso não é bom.
Precisamos é praticar mais e mais o salutar exercísio do ir e vir assegurado na Constituição Federal, Título II, Capítulo I, Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, Art. 5º, no qual é dito que somos "Todos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza" etc.
Um amigo e conterrâneo de nome Geraldo me disse há uns trinta anos, em tom de alerta, que iríamos um dia chegar a esse ponto louco, o da desigualdade e do medo coletivos provocados pelo desrespeito e pela violência insana; essa, por si só, um produto de comércio muito valorizado no mundo cão, que é logo ali na esquina...
Resumo: violência gera violência, como sambemos, e como produto de troca e venda a alguém sempre interessa e beneficia.
Mas eu continuo chegando e saindo, até porque não rezo pela cartilha do isolamento social.
Não sou um Trevisan, não sou um Salinger.
Prefiro falar com as pessoas, tocá-las, rir, bricar, sair por aí.
Enfim, prefiro o risco de viver perigosamnte, como dizia Guimarães pela boca de Riobaldo.
Somos sertões em multidão, nordestes em cada peito.
Aliás terça anteontem 22 estive em São José dos Campos, interior paulista, 30ª cidade em grandeza do País, palestrando sobre o Nordeste em Sampa.
Foi legal.
Fui recebido por gente bonita, como Osvaldo, Cida, Fernando e Reginaldo Poeta Gomes paraibano como eu, que está lançando O Encontro Mágico do Pólen, livro que se ler num pulo. À página 71: "Portas/Janelas/Telhas./A vida é uma casa mobiliada/de dessvisos e incertezas".
Pois bem, faço esse arrodeio todo pra falar de uma mãe desesperada pelos atos de um filho de 14 anos. A mulher gritava, chorava enquanto mostrava a mão calejada ao delegado como prova de que era uma pessoa direita, trabalhadora e que tudo o que o filho pedia, ela dava com o maior gosto e carinho.
Até o que não podia dar, ela dava. O par de tênis importado que o danado do filho carregava nos pés, por exemplo. E aí a tristeza gigante: o moleque foi pego assaltando gente na rua, ao lado de más companhias...
Confesso, a cena me trouxe um nó na garganta que ainda insiste ficar.
Deus do céu, isso é o que deve ser o fim do mundo!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

RELEMBRANÇAS CORINTHIANAS: AGORA, 1 X 4

Eh, Coringão!
Tristeza.
1 a 4 a favor do adversário raçudo que se mostrou ontem no Pacaembu o Goiás, de Hélio dos Anjos.
Ouvi pela Pan, e também os comentários sucintos do amigo Fábio Sormani.
É de tirar o chapéu, sim, para o time do Cerrado que jogou bonito enfiando gols no espaço bobo do goleiro Felipe, diante de trinta mil e poucos espectadores.
E essa foi a primeira vez que o Timão levou de quatro – de quatro! – desde que Mano Menezes assumiu o comando, em janeiro de 2008, não foi David?
E não é pra qualquer um adversário. O Celsinho Sávio que o diga. O Zanfra, também.
Dramático o primeiro tempo. O segundo também, todo no tático 3-5-2.
Tímido, bobagem enorme. Erro.
Os adversários Iarley e Fernandão dominaram o jogo, e não era pra menos.
Poxa! E eu gosto tanto do Coringão, campeão mundial, tetra campeão brasileiro, tricampeão Copa Brasil e da supercopa do Brasil...
Já fui (hoje, não) ao Pacaembu e ao Morumbi gritar por ele, berrar por ele.
Em 1977, por exemplo, dia 13 de outubro – não dá pra esquecer –, eu estava lá, no Morumbi ao lado do amigo Antônio Carlos Fon e outros, torcendo a favor dele e contra a Ponte Preta.
Vinte e dois anos, oito meses e seis dias haviam se passado sem que o Timão abraçasse a taça de campeão paulista.
E naquele dia precisávamos apenas de um empate.
Zero a zero, no primeiro tempo.
A ansiedade tomando conta de todos.
Jogo retrancado, de ambos os lados.
O estádio lotado.
A surpresa ficando para o final.
O nervosismo aumentando.
Aos 36 do segundo tempo, pelo pé direito do meia Basílio, e depois de um rebote de Zé Maria na trave, veio o gol redentor.
Torcida em delírio.
O técnico era Brandão naquele 77, grande Brandão!
O presidente Vicente Matheus, de tantas boas clássicas. Umas:
- Sei não. Hoje acordei com esse tersol no olho.
- O jogo só acaba quando termina.
- O difícil, como todos sabem, não é fácil.
- O Sócrates é invendível, incomprável e imprestável.
Sócrates camisa 8 foi reforço contratado logo depois da grande vitória, em fevereiro de 78.
Poxa, as lembranças vêm à tona; de repente e à toa.
Por esses tempos eu tomava umas por aí.
No parque São Jorge, às vezes, com o Dr. Sócrates.
A foto acima lembra o tempo.
Cervejinha à mesa...
E na transmissão de Osmar Santos a pérola, ainda em 77: “Doce mistério da vida”, referindo-se, claro, ao Timão e ao belo resultado alcançado na ocasião.
Mas os tempos são outros.
Ontem, após o jogo, Ronaldo entrevistado pelo repórter da Pan à beira do campo disse o óbvio, com relação ao Goiás: "O time dominou em todos os aspectos".
E uma bobagem disse também: "Nosso objetivo já foi cumprido este ano".
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E as figurinhas que aparecem no retrato do texto anterior, quem são?
Desistiram? O Coringão é time que não desiste. Isso vale como dica ou espelho.
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PLOCAS & BOAS
- Gostei de ver o ex-promotor público do Trabalho do Paraná, Dr. Ricardo Tadeu da Fonseca, ser empossado pelo presidente da República, Lula, como o primeiro Juiz de Direito cego do Brasil, que passa agora a ocupar o cargo de desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região.
Como diria um amigo meu, Peter Alouche: nota 1 milhão!
- Você sabia que somamos cerca de 80% de deficientes visuais no País?
- A Folha deu manchete de página, ontem: “Viciados em jogos temem reabertura de casas de bingo”. Subtítulo: “Jogadores prevêem problemas familiares, caso Congresso legalize a atividade”. Pena, mas vai legalizar, porque o lobby é grande.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

E AS FIGURINHAS AÍ, QUEM SÃO?

Valendo a idéia do músico Júbilo Jacobino: quem acertar na identificação das figurinhas que aparecem na foto aí, ganha um kit litero-musical assinado por este aprendiz de bloguero, formado por um CD e dois livros.
Ah! Esqueci de informar ontem: hoje às 20 foi ao ar a primeira edição de uma série de três matérias sobre a trajetória do grupo musical Demônios da Garoa no programa A Voz Popular, do editor de cultura da revista Época Antônio Giron, na Rádio Cultura Cultura AM 1200 kHz de São Paulo. Será reprisada às 7 de domingo que vem, no mesmo dial.
Claro, recomendo.
Sobre o blog de ontem não custa lembrar a recomendação, por ser bom demais: o documentário Muito Além do Cidadão Kane que oi feito para a BBC de Londres em 1993, proibido no Brasil e cujos direitos a Record acaba de adquirir.
O locutor em off conta que Fernandinho Collor de Melo foi invenção da Plim, plim, e que suas primeiras aparições na telinha ocorreram no programa do velho guerreiro, Chacrinha.
E tem Lula, tem Falcão...
Até agora a Globo não se manifestou a respeito da compra ou não da não compra das redes Bandeirantes e Record...
Hummmmm...
Hoje começou a valer a ordem para que bananas sejam vendidas nas feiras-livres por quilo. Putz! Com tanta coisa importante para fazer, vem um deputadinho que não sei quem proibindo que seja vendida banana a granel, quando uma dúzia passava de doze e meia dúzia, de seis...
Fui!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

GLOBO COMPROU BANDEIRANTES E RECORD?

Muita bomba foi pro ar acionada por repórteres e apresentadores nesses 40 anos de existência do Jornal Nacional, da Plim, plim, completados no último 1º deste mês.
Num tempo não muito distante, quase todo o Brasil parava às 20 para ver e ouvir o que sucedia à nossa volta, da mesma forma que parava para ver a novela Selva de Pedra. Só que o que sucedia à nossa volta era real e o que se via na telinha global era meio irreal, como até hoje é, aliás.
Politicamente, portanto, incorreto
Mas sabemos que a Globo é governista, quem não sabe?
E sempre!
É filosofia do dono que parte, mas fica. Se me entendem...
Poxa! E eu trabalhei lá, na Plim, plim, onde tenho até hoje amigos.
Com o William Bonner e outros companheiros da época íamos, depois de apresentado o Jornal da Globo – que eu ajudava a produzir, pois era meu trabalho –, jantar no Metrópoles, restaurante com pista de dança localizado ali no fim da Paulista.
Delícia!
Eu jantava e bebia uns gorós e ia dançar com quem fosse.
Gostava disso, pois relaxava. Ficava bem pra pegar melhor o batente no dia seguinte.
O Bonner foi sempre certinho, digo. Não ia à pista, preferia ficar à mesa papeando com a Marilena Chauí. Era melhor, acho.
Bom, há pouco navegando pelas entranhas do Youtube encontrei um documentário que há tempo quis ver: Muito Além do Cidadão Kane, documentário de 105 minutos, que passam rápidos, dirigido por Simon Harton para a BBC de Londres em 1993 e que a Record acaba de comprar por 20 mil dólares. É baseado na carreira do bam-bam-bam das comunicações norte-americanas Randolph Hearst, lembram?
É interessantíssimo.
Recomendo.
Há ótimos e esclarecedores depoimentos de colegas jornalistas como o bom Gabriel Priolli – hoje na TV Cultura, ao lado do querido Markum –, e de artistas como o craque Chico, que diz ser a Globo “mais realista do que o rei”. E de publicitários famosos como Washington Olivetto: "Muitas e muitas vezes nossa publicidade chega a ser melhor do que o nosso País". Phtgfbnnt! E também há, nesse documentário, depoimentos de tristes figuras dos tempos da repressão, como Armando Falcão.
Falcão, aquele que sempre tinha na ponta da língua a frase feita “nada a declarar”, proferida quando lhe perguntávamos algo a ver com a área da Justiça, da qual era ministro, baba nesse documento fronhas em louvor ao Hearts tupiniquim, seu chefe eterno e igualmente falecido, Roberto Marinho.
O Lula também aparece no documentário de Harton, espinafrando a sua casa de hoje, a Globo. Ora...
Pois bem, e como Pelé, o Lula de 93 já falava na terceira pessoa: “O Lula...”. Lá pras tantas, o Lula lembra, puto, que a Globo ouvia os dois lados nas reportagens que fazia: o do empregado e o do patrão, mas só a fala do patrão ia ao ar.
Muito Além do Cidadão Kane é muito bom.
Confiram.
Ah! Hoje no Jornal Nacional foram citadas com naturalidade as televisões Bandeirantes e Record. O pretexto foram ferimentos sofridos por repórteres dessas empresas cometidos por marginais do Rio de Janeiro, em tiroteio com policiais. Mortos, quatro.
Sei não, e por não saber pergunto: a Globo comprou as referidas TVs?
E os personagens da foto acima, quem são?
Uma dica: o da ponta da mesa sou eu, em 30 de março de 1988.
O local é uma das dependências do prédio onde está instalado hoje o jornal O Estado de S.Paulo

CONTINUAM QUERENDO NOS FERRAR

De repente, não mais do que de repente como diria o poeta, o Senado aprova liberdade de expressão via web.
Foi ontem.
Anteontem, mais de um terço era contra.
Dá pra entender?
São uns fela ou não são uns fela?
Essa raça brinca conosco, com o cidadão, com os eleitores, com o Brasil.
Dói, sim.
Mas não é pra menos, pois os exemplos de desgraceira que o Senado tem nos mostrado ao longo do tempo e da sua história não são poucos.
Na verdade são uma tristeza o Senado, a Câmara, e a Presidência do Brasil.
Pqp!
E ainda queriam os caras que vivem do bem-bom cercear o livre-pensar via web...
Epa!
Mas ainda não foi liberado o livre-pensar-falar pela web, notou?
Alguns jornais de hoje deverão falar a respeito. Tomara, senão falarei eu depois.
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O pasquineco oficial do Brasil Plim plim oficializou ontem que o Meirelles, poderoso do BC, estava insatisfeito com seus parceiros (banqueiros) estrangeiros. e usou, curiosamente, expressões do ramo próprio da Medicina. Disse que para frear um colapso é preciso usar de frieza na hora certa etc.
Hein?
Logo depois entrou o Dr. Lula falando de febre etc.
Caceta!
Uma vez mestre Câmara Cascudo, o Homem, sim, me disse na sua casa ser os brasileiros todos médicos, pois receitam tudo.
Tem dor de dente, use tal remédio.
Dor de cabeça, espinhela caída, bicho de pé, ora...?
Outra vez dediquei um opúsculo de minha autoria, A Presença do Futebol na Música Popular Brasileira, “aos 170 milhões de técnicos (...) inclusive a Felipão, por sua paciência, experiência, raça, teimosia e vontade, muita vontade de vencer a mediocridade reinante no mundo animal que fala, gesticula, nada diz e nada fala”.
Pois é, você aí entendeu?
Somos todos especialistas na cura de tudo, menos na cura dos nossos males reais, que são os que nos representam nas diversas esferas políticas.
E tem a febre suína, que ninguém fala mais: chegou de repente e de repente sumiu, que nem os parcos salários do trabalhador anônimo.
Fui!
Ah! Adivinhem quem está na foto que ilsutra o blog. Não, assim não vale. Tem que ser um por um.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O METRÔ DE SÃO PAULO, 35 ANOS

A Companhia do Metropolitano de São Paulo, Metrô, foi fundada no conturbado 68, ano em que o mundo todo pegava fogo e explodia em manifestações diversas, com prisões, tiros, mortes e o diabo a quatro.
O primeiro trecho, de sete quilômetros, passou a funcionar na manhã de 14 de setembro de 1974, entre as estações Jabaquara e Vila Mariana.
Naquele tempo, eu ainda não habitava a cidade. Isso aconteceria somente em 76.
Doze anos depois, e depois de passar pela Folha de S.Paulo como repórter e chefiar a reportagem da Editora de Política do jornal O Estado de S.Paulo, eu dedicaria onze anos seguidos da minha vida à Companhia, cuidando do seu Departamento de Imprensa.
Boas lembranças...
O Metrô continua sendo o orgulho do sistema de transporte público para paulistas, paulistanos e todo mundo que o usa.
Deve-se dizer, porém – e isso nunca é dito –, que a mão-de-obra nordestina foi fundamental para o Metrô de São Paulo ser o que é hoje. E também a cidade, fundada pelo jesuíta espanhol José de Anchieta.
Não é à toa que a capital paulista acolhe mais de 2 milhões de nordestinos.
Sobre esse assunto farei palestra no próximo dia 22 numa unidade do SESC, em São José dos Campos.
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O que se passa com a cabruêra de terno e gravata do cerrado, hein, que tem à frente dos seus e nossos destinos a lamentável figura do rei do Maranhão como cacique mor?
Agora o alvo dessa raça duvidosa é a web.
Dos 81 cabras que representam os brasileiros, ai, ai, ai, pouco mais de um terço até ontem se mostrava favorável a derrubada de artigo que restringe a livre expressão nas páginas da Internet a partir de 2010, ano de novas eleições.
São uns 40 os países que são contra a liberdade de pessoas dizerem o que pensam, entre os quais Arábia Saudita, Mianmar, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão e Vietnã.
Agora se dormirmos no ponto, será a vez de o Brasil engrossar a lista.
Um dia eles invadem o nosso jardim, roubam nossa flor e não falamos nada... Lembram desses versos?
Pois é.
Ah! Na foto que ilustra este blog apareço ao lado de um colega de trabalho, Osmar Maeda, numa viisita às obras de construção da estação Trianon/MASP, a cerca de 20 metros do leito da Avenida Paulista.
Fica o registro.

domingo, 13 de setembro de 2009

O MUNDO E O NADA NA TV

O mundo capitalista sobrevive pelo pão e pelo circo.
Em nome do povo tudo se faz. E de Deus também.
As religiões, as seitas espalhadas por aí mostram isso.
São inúmeras, para todos os gostos.
Na telinha da sala desfilam horrores e bobagens de todos os tipos, principalmente aos domingos. Concorrem Faustão, Netinho, Eliana e outros que tais.
Quem mostra mais bobagem?
Quem faz pior?
Pelos programas do Faustão e do Netinho passei hoje ao largo. De carona, vi a loirinha do SBT. Mas pergunto: pra que nos serve saber que 13 ou 14 cordões de elástico, daqueles de amarrar maços de qualquer coisa, sustentam um peso de 80 quilos, hein? E lá estava um sujeito pendurado, dando provas da resistência dos cordões...
Depois entra em cena Cacá não sei quê, ao lado de uma massagista.
Depois um garotão tímido, “virgem” segundo a apresentadora, contracenando com uma... Mulher Melancia, rainha do funk ou sei lá. E aí não deu mais, eu saí da sala envergonhado do que vi.
Poxa! E tanta coisa boa e bonita pra mostrar...
De manhã, antes de passear no Parque Villa-Lobos ao lado de Clarissa, Andrea e os meninos, e de rever o amigo Sinval de Itacarambi Leão, ouvi na Rádio Jovem Pan a transmissão do circuito de Monza. Achei legal, vibrante. Parecia transmsissão de futebol. Claro, claro, bem melhor do que ver e ouvir na telinha as abobrinhas do Bueno. Mesmo! O Barrichello saiu na 5ª posição, subiu logo, logo, pra 4ª e passou pra 2ª. Ao fim, papou o prêmio.
Mas é tudo circo, não é mesmo?
O inho filho do Piquet está aí pra provar.
Ah, não, Deus do céu! Não vou falar sobre isso.
É muita baixaria!

sábado, 12 de setembro de 2009

DIA DE VANDRÉ

O amigo e conterrâneo Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, Vandré, completa hoje 74 anos de idade. Nasceu na capital paraibana, numa quinta-feira de chuva. Estudou, fez Direito e virou artista.
Como cantor e compositor, ele gravou e levou à praça apenas cinco LPs, o primeiro em dezembro de 1964 pelo selo Áudio Fidelity, com texto de contracapa assinado por J. L. Ferrete, em cujo primeiro parágrafo se lê:
“Geraldo Vandré já se constitui em figura de grande prestígio no cenário musical do Brasil, malgrado ser apenas um jovem de 28 anos e ter ingressado no profissionalismo há comente 5 anos”.
Mas antes disso, muita água rolou rio abaixo.
Tinha uns 14, 15 anos quando se apresentou pela primeira vez num programa de calouros da Rádio Tabajara, em João Pessoa. E foi reprovado. Depois, a contragosto, foi levado a estudar num colégio interno, o São José, no município pernambucano de Nazaré da Mata, de onde saiu no começo dos anos de 1950 e foi morar no Rio de Janeiro, junto com os pais. Nas horas altas da noite, muitas vezes João Gilberto passava para apanhá-lo em casa e o levava a cantar em boates.
O pai, seu Vandregísilo, não gostava disso.
Quantas histórias!
É conversa a história de a mãe, dona Maria, ter patrocinado uma gravação em cera do filho. Ela o apoiava no propositor de ser artista. Apenas isso. E estava certa, pois Geraldo Vandré se tornou um dos mais importantes artistas da música brasileira. O mundo que o diga.
Ontem ao lhe telefonar para parabenizá-lo pelo aniversário, eu o senti de bem com a vida, apenas uma reclamaçãozinha fez: não lhe pagam o que lhe devem no campo do direito autoral. E olha que houve um tempo que ganhava mais do que Roberto Carlos. Seus contratos eram milionários.
Viva Geraldo Pedrosa de Araújo Dias!
Viva Geraldo Vandré!
A foto que ilustra este blog foi feita no camarim do Palace, cá em Sampa, quando levei o autor de Pra não Dizer que não Falei de Flores para assistir a um espetáculo do também conterrâneo Zé Ramalho em 2000, ano em que foi lançado o CD duplo Nação Nordestina, com texto escrito por mim.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CALDEIRÃO CAI, COM BOMBAS E BALAS

O dia 10 de setembro de 1936 terminou com um pedaço de chão do Cariri cearense encharcado do sangue de mil mortos.
A violência partiu do céu, com avião do Exército soltando bombas e balas pela primeira vez sobre a cabeça de compatrícios inocentes: crianças, mulheres e homens que só queriam viver na santa paz de Deus.
Por terra, o ataque também foi intenso.
As vítimas tombaram sem reação, surpreendidas pelo ataque covarde dos homens que por princípio deveriam zelar pela lei e pela ordem.
Mas não, um horror!
Os casebres pegando fogo.
Um pandemônio.
Só escapou quem a sorte quis.
Aos mortos, coitados, coube cova coletiva feita em local até hoje não identificado.
O cenário dantesco pouco se diferenciava do que se viu em Canudos de Conselheiro, no sertão da Bahia, nos fins dos 800.
Lá não havia avião de guerra, porque ainda avião não havia.
O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto – um sítio fincado em solo do Deus-dará – tinha uma área de 500 a 700 hectares, cedidos pelo padre Cícero do Juazeiro ao beato Zé Lourenço, chamado pelos representantes das forças repressoras de “fanático tresloucado” e “marxista prático”, tal como o Conselheiro.
Situava-se o Caldeirão ao pé da serra do Araripe, a 20 km do Crato e a 540 km de Fortaleza.
Pouco mais de 1500 pessoas o habitavam.
A classe dominante temia seu líder, o paraibano analfabeto Zé Lourenço.
Por isso, Caldeirão caiu.
Como Canudos.
E nem uma nota nos jornais saiu falando do cometimento dessa injustiça.
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Amanhã 11 de setembro, ops! é sexta.
Às 21 horas, à Avenida Paulista, 119, a Cia. do Tijolo volta a apresentar o belo espetáculo Concerto de Ispinho e Fulô. Ao contar histórias do sertão e sertanejos, com base na obra do poeta-agricultor Patativa do Assaré, o grupo faz referência ao massacre de Caldeirão.
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O cienasta Rosemberg Cariri, sensível, competente e prático, tem um documentário que recomendo assistir: "O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto". É de 1986.
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O imperador do Maranhão está pedindo liberdade total na Internet. Justifica dizendo que "é impossível fazer qualquer controle na rede".
Pôxa, ele acaba de descobrir a roda. Agora só falta pôr um ovo em pé.
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O pré-sal já está dando lucro. Pro Lula.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

BRASIL BRASILEIRO DE ISPINHO E FULÔ

O nosso país de dimensões continentais, novo ainda para o mundo, é, sim, injusto com seus filhos.
Quanta gente incrível chega e parte no anonimato, embora muitas vezes seja dotada de inteligência e sensibilidade invulgares?
Quantos de nós sabemos, por exemplo, ou lembramos quem foi Paula Nei, Álvaro Martins, Joaquim Serra, Raul Machado, Domingos Margarinos de Sousa Leão, Cristóvão Barreto, Rodolfo Teófilo e Ferreira Itajubá, que escreveu uma quadrinha que diz assim:

Quem canta alivia as apenas
Ah! Se eu pudesse cantar
Como canta o verdelinho
Nas ribanceiras do mar!

Eram poetas nordestinos esses todos, nascidos nos séculos XIX e XX, que ousei, após seleção rigorosa de poemas deles, gravar num CD ano passado com tiragem de 1000 cópias, que ninguém deu bola, que ninguém disse nada.
E Renato Caldas, quem foi?
Dica: nasceu na terra de Itajubá e Auta de Sousa.
Quem foi Auta de Sousa?
De outra terra, mas do nosso mesmo Brasil, foi também Alberto Nepomuceno.
O amigo aí saberia dizer quem foi e o que fez na vida Alberto Nepomuceno?
Certa vez lá em casa, Belchior me desafiou: por que você não escreve um livro sobre Alberto?
Estou devendo...
Ah! Claro, políticos-poetas e contistas que assinavam como Barão do Rio Branco e Rui Barbosa muitos conhecem, mas de onde eles eram?
Rui era baiano, tudo bem, todos sabem. E o barão, e o que fez ele de tão importante para o Brasil?
Leonardo Mota, que sabe quem foi?
E Gustavo Barroso, Afrânio Peixoto, C. Nery Camello?
Camello descobriu um cara no mundo da poesia, chamado Zé da Luz? Já ouviu falar? Zé:

Campina Grande! Campina!
Sois a cidade aloprada,
Sois a cidade-sustança!
Reúna dez cidadesinha
Que tu Campina, sozinha
Pesa mais numa balança.

E Abílio Victor, Inaço da Catinguera, Joaquim Mello, Chico Nunes das Alagoas?
No livro O Poeta do Povo, Vida e Obra de Patativa do Assaré, à página 45, eu falo de poetas esquecidos, inclusive de Juvenal Galeno mais antigo, e mais novo Chico Pedrosa que ninguém dá bola.
Com relação a Chico, o Lirinha andou declamando e até gravando umas coisas.
De Luiz Campos e Alberto Porfírio, ninguém fala.
Pois, é.
No nosso país poeta vivo vale pouco; morto, nada.
Poxa! E eu ia falar do Francisco Araújo, um violonista do tamanho do mundo.
Ia falar também de Elifas Andreato, um cara que no mundo não tem outro...
Ia voltar a falar mais um pouco da Cia. do Tijolo e do Concerto de Ispinho e Fulô.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

ISPINHO E FULÔ, UM BELO ESPETÁCULO

Fui, vi e gostei.
Foi sábado 5 último, às 21, na unidade Avenida Paulista do SESC.
Oito bons atores, mais um sanfoneiro, num palco improvisado falam, cantam, se movimentam desembaraçadamente entre utensílios domésticos e ferramentas de uso comum no campo, incluindo enxadas. É simples o cenário; tudo é simples para uma história também simples, mas séria, que se passa nas quebradas do sertão nordestino, onde ainda um exército de gente forte vive ao Deus-dará, sem estudo, sem emprego, sem profissão, sem amparo, sem respeito, rejeitado pelo poder público. É uma gente bonita essa, carente e sem anel de doutor enfiado no dedo, que sobrevive a todas as intempéries da vida, impolutamente.
A história – Concerto de Ispinho e fulo – começa pelo microfone de uma emissora de rádio fictícia, a Caldeirão conexão São Paulo/Assaré, anunciando notícias e condições climáticas da grande cidade, São Paulo, e também da pequena cidade, Assaré, CE.
Prossegue com um canto em coro afinado, a cargo dos atores, e uma colagem de poemas de autores diversos, que vão de Drummond a Bilac, de Castro Alves a Camões.
Beleza, sem tirar nem pôr.
No palco, bem discreta, a figura do poeta Patativa, ex-cantador repentista e cordelista sem banca na feira, sem nenhuma banca, vai surgindo devagar e crescendo, crescendo... Palmas para o intérprete pernambucano de Tacaimbó, Dinho Lima Flor.
A alguns presentes na platéia, atores solicitam que escrevam a giz seu nome e uma palavra qualquer, de maneira espontânea.
Essa interação é boa, a ver com o personagem Patativa – semi-analfabeto –, que emergiu do nada para a fama.
O espetáculo Ispinho e fulô tem por base a poética do autor de A Triste Partida e enxertos ilustrativos da didática do educador Paulo Freire, que o enriquecem...
E com singeleza e simbolismo, sob a direção de Rogério Tarifa da recém criada Cia. do Tijolo, de São Paulo, nova, formada por atores novos e surpreendentes, tudo transcorre com naturalidade espantosa, ganhando formas; belas formas, diga-se.
A história faz rir e emociona em vários momentos.
A cena que a foto exibe neste blog, é simplesmente hilariante.
O poeta de Assaré foi um exemplo de cidadão, oxalá a Cia. do Tijolo se firme como exemplo de bom teatro.
Teatro se faz com verdades.
Ah! Acho que todo mundo deveria ir assistir Ispinho e Fulô. Vale a pena, ora se vale! De sexta-feira a domingo, às 21 horas, à Avenida Paulista, 119. Reservas pelo telefone 3179.3700.
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Domingo 6 quase no fim da noite fiquei sapeando com o remoto na mão. Só besteiras nos canais, em todos. Irritado, já estava desistindo quando topei na Rede Vida dois amigos, um tocando violão magistralmente, o Francisco Araújo, tão novo e tão mestre; e o Elifas Andreato, autentissímo fazendo uma espécie de balanço da sua vida. Sensível, incrível. Despiu-se. Isso é pra poucos. Amanhã falarei a respeito.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

TRISTEZA: O BRASIL ESTÁ MORRENDO

Uma jovem cearense de 17 anos, de nome Ana Cristina, voltava da escola quando uma bala a achou e a matou na noite da última segunda 31 na favela Heliópolis, zona sul de São Paulo, onde vivia desde os quatro anos de idade, sonhando ser pedagoga e cuidar de crianças abandonadas, carentes.
Já tinha uma filha a quem dera à luz aos 15 anos, e cujo companheiro construíra uma casa para os três morarem.
Triste, mas até aí os mais frios podem dizer que isso corre todo dia em algum lugar do País; aliás, quase rotina no Rio de Janeiro.
Pois bem, tudo indica que a bala assassina saiu do revólver de um policial idiota, irresponsável, cretino, que anos atrás foi expulso da corporação por usar as dependências do quartel para manter relações sexuais com mulher estranha à corporação.
É agravante.
O palco do crime virou campo de guerra com a polícia partindo pra cima dos moradores em protesto contra a violência, contra a impunidade secular neste Patropi.
Pelo menos 13 automóveis foram incendiados pela turba em polvorosa.
Duas dezenas de trabalhadores foram detidos para averiguação...
Logo depois, na telinha da Plim, plim ouvi o correto ministro Marco Aurélio Mendes de Farias Mello, do Tribunal Superior Federal, STF, dizer do seu aperreio perante a realidade que nos cerca:
– A falta de segurança no Brasil nos alarma.
Esse ministro é o mesmo que não faz muito disse que “a inviolabilidade é a regra” e pronto!
É defensor dos direitos humanos, seja que tipo for o humano.
Foi o mesmo Marco Aurélio Mello quem disse que “não há o que retrucar quando o algoz é o próprio Estado”.
Essa fala, meus amigos e amigas, ele a expôs ao decidir pela condenação da Rede Globo de Televisão a indenizar os proprietários da Escola Base – lembram? – por “danos morais”.
Sem dúvida, ouvir isso hoje em dia da parte de alguém tão importante na cena brasileira chega a ser, sem dúvida, um grande alento. Isso quer dizer também o seguinte: que o nosso País ainda tem jeito.
O governador de São Paulo poderia se espelhar no ministro e também se indignar e tomar providências de fato contra a incompetência policial, pois a onda de crime é realmente uma onda assustadora.
Da parte federal, diria que o presidente da República, que é de Pernambuco, nordestino como Ana Cristina, também poderia arregaçar as mangas e partir para a solução que o caso da violência, seriíssimo, exige no País.
Ele nos faria bem a todos se fizesse isso.
Ontem, da noite para a madrugada, na Plim, plim, assisti reportagem especial de Caco Barcelos sobre a violência contra brasileiros jovens.
Um documento e tanto!
O Brasil precisa parar de morrer, minha gente.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

DE VANUSA E HINO NACIONAL BRASILEIRO

Hoje, início de novo mês, eu pretendi dedicar, aqui, espaço maior sobre a companhia aérea Gol, por inventar de tomar dinheiro de seus incautos passageiros nos vôos pelos céus do nosso Patropi, mas desisti.
Motivo?
O fato de agora nos vermos obrigados a pagar pelas bobagens sem gosto que nos põem sobre o colo quando estamos a bordo. Essa tarefa, a de falar sobre o assunto, deixo para os coleguinhas de batente dos jornais do dia-a-dia.
Por que desisti?
Por continuar recebendo e-mails nervosos que põem a cantora Vanusa no fogo do inferno, por causa da péssima apresentação que fez num evento em março na Assembléia Legislativa de São Paulo. Na ocasião, ela tentou interpretar o Hino Nacional Brasileiro, mas não conseguiu.
Esse hino, certamente o mais bonito do mundo, foi gravado pela primeira vez de forma instrumental pela Banda da Casa Edison, no Rio, e lançado pela Zon-O-Phone. Depois, em 1913, ainda sem letra, a Banda Escudero o gravou para a Odeon. Por esse mesmo tempo, e ainda sem letra, o hino foi gravado pela Banda do 1º Reg. de Cavalaria com Fanfarra de Clarins. Com letra, a gravação do Hino Nacional coube ao cantor Vicente Celestino (e coro), em 1918. De lá para cá, inúmeras gravações foram feitas, inclusive por Fafá de Belém, que, diga-se, o exigente maestro cearense Eleazar de Carvalho (1912-96) reprovou. E olha que a Fafá estava em dia com a voz...
Hoje, Vanusa disse a um programa de televisão que não estava bem de saúde na ocasião, que tinha discutido com o filho, que tinha ingerido remédio para labirintite etc. Palavras suas: "Eu estava nervosa, eu estava com medo e aí eu me automediquei. Eu tomei calmante, eu tomei remédio pra labirintite, eu tomei neosaldina e fui (cantar). E quando eu subi (a rampa), eu me senti tonta. Teve um primeiro momento que eu parei de cantar, porque deu um estalo. A labirintite faz isso, dá uma parada e parece que fica tudo oco. Quando eu voltei, não sabia onde o músico estava e o mal-estar foi aumentando. Eu me virei e falei que não estava me sentindo bem e eles me levaram embora".
Poxa, o que estão fazendo com ela é desumano!
Mas há um lado bom nessa história, que é o de nos fazer lembrar que são poucos os brasileiros que sabem cantar o hino inteiro, sem errar. E agora repito o que disse ontem, aqui mesmo: que tal o nosso principal hino ser ensinado nas escolas?
Fica a dica para quem pode decidir.
Ah! Vamos lembrar Vanusa cantando ao lado de Simonal?
http://www.youtube.com/watch?v=vNU9YIlnWyM
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PLOCAS & BOAS
- Desconhecidos armados de revólveres invadiram hoje estúdios das rádios Correio e CBN, em Alagoas, AL, e levaram a grana destinada a pagamento dos funcionários. Já foi dito que as emissoras pertencem ao senador-chefe de tropa de choque Renan Calheiros. Segundo velho ditado, ladrão que rouba ladrão...
- E em Salvador, hein? Os coveiros de lá estão em greve. Quer dizer: baianos, não morram!
- Lívia Mannini manda avisar que quinta 3, a partir das 21 horas na choperia do SESC Pompéia, será lançado o CD João Borba Canta Jorge Costa, com show. A cantora dona Inah terá participação e o radialista Moisés da Rocha Dara de garra do microfone para apresentação.
- A foto que ilustra hoje o blog, feita, acho, no século passado, mostra Geraldo Vandré tentando fotografar Zé Ramalho. O outro sou eu, sim. Ah! E depois disso o autor de Caminhando, ou Pra não Dizer que não Falei de Flores, tomou doril e sumiu. Fui!

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