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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

VOCÊ SABIA QUE...

... O cantor paulistano Paraguassu (Roque Ricciardi), autor de várias músicas sobre São Paulo, gravou seu primeiro disco, um 78 RPM, em 1912?
- Que Alberto Marino Jr., autor da primeira música sobre um bairro de São Paulo, o Brás (Rapaziada do Brás), era corinthiano e que antes de se doutorar pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco foi “crooner” da Orquestra Columbia, e que participou da gravação do Hino do Palmeiras’?
- Que o cardiologista, músico e maestro italiano Antonio Sergi, o Totó, autor do Hino do Palmeiras, e Gennaro Rodrigues eram a mesma pessoa?
- Que a paulistana Inezita Barroso é corinthiana roxa?
- Que vão de A a Z as quase 3.000 músicas compostas e gravadas sobre São Paulo?
- Que a primeira música feita para a capital paulista (Missa a São Paulo) data de 1750, e a última (Verás Que um Filho Fiel Não Foge à Luta), de 2012?
- Que há 67 músicas com o título São Paulo, e que a mais conhecida é a de Lamartine Babo e José Francisco de Freitas, o Freitinhas, ex-aluno do autor da melodia do Hino à Bandeira, o maestro Francisco Braga? 
- Que o imigrante italiano Giuseppe Rielli foi o primeiro artista a gravar solos de sanfona em discos, no Brasil, e que o filho Osvaldo Rielinho era o titular de uma academia de sanfoneiros na capital de São Paulo?
- Que na letra do Hino Nacional Brasileiro aparece pela primeira vez a citação literal a um bairro paulistano, o Ipiranga, e que o hino foi gravado pelo tenor Vicente Celestino, em 1921?
- Que o mineiro Antenógenes Silva gravou discos com a cantora mexicana Libertad Lamarque, se apresentou com Carlos Gardel em Paris, tocou música lírica no Teatro Municipal do Rio e que da sua extensa discografia destaca-se a polca Viajando pra São Paulo?
- Que Vinicius de Moraes compôs Dobrado de Amor a São Paulo com o pernambucano Antônio Maria, antes de dizer que São Paulo não tinha samba e que esse dobrado foi lançado em disco em 1954, pela carioca Araci de Almeida e Orquestra Tabajara, do paraibano Severino Araújo?
- Que há gravações do samba Trem das Onze em várias línguas, incluindo a italiana, por Del Turco; e a hebraica por Matt Caspi, uma espécie de Roberto Carlos de Israel?
- Que Luiz Gonzaga faz referência a São Paulo em cinco músicas e que chegou até a lançar um LP intitulado Luiz Gonzaga/SP-QG do Baião, em 1971?
- Que a cantora Laura Okumura participou do filme de suspense Dama do Cine Xangai cantando Ronda, de Paulo Vanzolini, em japonês?
- Que Paulo Vanzolini é um biólogo respeitado no mundo todo, é PhD em Harvard, membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1963 e que dirigiu o Museu de Zoologia da USP por muitos anos e cuja biblioteca ele formou e depois a doou com os direitos de autor de Ronda e Volta por Cima?
- Que Adoniran Barbosa foi garçom do ministro da Guerra Pandiá Calógeras (governo Getúlio Vargas) e atuou como ator do premiado filme em Cannes O Cangaceiro, de Lima Barreto, em 1953?
- Que é ibitinguense quem nasce em Ibitinga-SP, e que era de lá a compositora e desenhista “naïf” Zica Bergami, autora da valsa Lampião de Gás, gravada em japonês por Keiko Ikuta?
- Que há mais de 40 músicas que se referem ao Metrô paulistano?
- Que o baiano de Irará Tom Zé ganhou o IV Festival da TV Record, em 1968, com a canção São São Paulo Meu Amor e que até hoje ele não recebeu o prêmio em dinheiro constante do Regulamento?
- Que Rapaziada do Brás, com “z” no original, foi a primeira música dedicada a um bairro da cidade de São Paulo e que seu autor, Alberto Marino, tinha apenas 15 anos de idade quando a compôs?
Quer saber mais um pouco sobre a cidade de São Paulo, aniversariante de hoje?
Então, clique:
http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular01.pdf
A respeito da menina Sampa falarei daqui a pouco no SPTV 2ª edição e no Jornal da Cultura, ali pelas 21 horas, ao vivo. Se estiver dando sopa aí na poltrona, sintonize o canal 5 e depois o 2. E falaremos depois.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

UM PASSEIO POR SAMPA DE ANTIGAMENTE

Algumas das mais antigas ruas da capital paulista formam um triângulo, chamado Triângulo Paulista – ou Paulistano.
Lembro isso porque amanhã vou passear pelo Centro velho da cidade que me adotou há quase 40 anos.
O convite veio da reportagem da TV Globo.
Aceitei.
O referido Triângulo é formado pelas ruas Direita, XV de Novembro e São Bento.
A Direita é das três a mais conhecida, por estar em tudo quanto é livro de história e até em música.
São Paulo começou com a celebração de uma missa, no dia 25 de janeiro de 1554.
Entre os celebrantes, Nóbrega e Anchieta.
Mas com Nóbrega e Anchieta e índios estava mais uma dezena de jesuítas.
A ordem religiosa Companhia de Jesus, de jesuítas, foi criada em 1534, na França.
A missa teve lugar num casebre de poucos metros, onde hoje se acha o Pátio do Colégio.
Da construção original, pouco restou.
A poucos metros do Pátio, tem a casa da Marquesa, chamado Solar; solar da Marquesa, que fica ali na antiga Rua do Carmo, agora rebatizada de Roberto Simonsen.
A marquesa referida tinha por nome Domitília de Castro e Melo, xodó de dom Pedro I, e também do sanfoneiro Mário Zan, que por muitos e muitos anos depositou flores no seu túmulo, no Cemitério da Consolação.
Um pouco mais adiante na trilha do nosso passeio, depois de passarmos por prédios antigos ainda preservados, na sua maioria, nos depararemos com a catedral que originou a primeira igreja matriz da cidade, palco de grandes acontecimentos: a Sé.
É ali, aliás, que se acha fixado o marco zero da cidade.
Mais à frente, depois de ruas estreitas, há a Praça João Mendes com tribunal e fórum, tendo ao lado a Avenida Liberdade que já foi chamada de Rua da Forca, do Pelourinho, da Pólvora e do Cônego.
Antes, bem antes, fora a mesma avenida chamada de Rua de Cima.
De Cima porque, naturalmente, havia a Rua do Meio e a Rua de Baixo.
Na Rua de Baixo, antiga Rua Livre, há hoje a Praça Carlos Gomes.   
Gomes foi o maior compositor operístico das Américas, gravado por Caruso e tudo mais quanto é gogó de força.
A partir dessa região, o Centro velho cresceu e chegou à rua Santa Ifigênia e suas travessas Aurora, Vitória e dos Andradas, famosas pelas produções de filmes do ciclo marginal, que os cinéfilos tão bem conhecem.
E pelo caminho até aí vamos passando pelo Teatro Municipal, Vale do Anhangabau...
O passeio é bom.
Vem comigo. Antes, clique:
E danou-se:
Amanhã o querido amigo e parceiro Vital Farias completa 70tinha.
Ele nasceu em Pedra D´Água, sítimo localizado na região de Taperóa, terra do Ariano.
Vital é um dos 50 filhos de um pai.
Viva Vital Farias!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

LULA É UM TARADO!

Sabemos: Lula é um tarado pelo poder.
Compreenda-se: de onde ele veio, poucos vingaram e viraram gente.
O Nordeste é pra profissionais, pra povo pra lá dos Sertões...
É coisa assim, como beber bebida com álcool sem o corpo poder ou suportar...
Neguim praquelas bandas se não for forte, cai.
Pois, pois.
Por isso, o mundo todo fica de boca aberta ouvindo esse tal de Lula: preto, pobre, analfabeto e assim, assim, mangando de poderoso, quando ele próprio o é. 
Suas diferenças geram polêmicas.
Sei do que digo, moço! 
De fato o cara, ele do sertão, é incrível.
Errar é da vida.
Ele tem sede por poder e vida; de fazer, mesmo errando...

SEU DOMINGOS
E o Dominguinhos, hein?
Ô silêncio da gota serena que nos faz sofrer!
Acorda, Dominguinhos!!!

LULA/BRIGA
O casal Lula-Dilma sai do País pra discutir diferenças em Paris.
Opa! Por que não aqui?

LULA/SP
O próximo governador de São Paulo, anote aí: Lula.
Dilma será reeleita, segundo bolinha de cristal que não prever problemas de ordem mortal para o ex-presidente.

SECA
Mas, pensemos: até o rei do baião Luiz Gonzaga, grande como sempre foi e será, pegou o chapéu e o gibão e partiu rumo à eternidade.
E nós aqui nos achando, hein?
Paremos com isso ó, pô!  

DECLARAÇÃO DE AMOR A SÃO PAULO
(Uma Besteira, Porém Com Amor) 
Clique:
http://www.youtube.com/watch?v=qh4Y2WjdumE

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O ENSINO DA EDUCAÇÃO E CULTURA NO PAÍS

Ensino e educação, formação e cultura. 
Isso tem a ver com a palavra pedagogia originária da Grécia antiga, que tem a ver com cidadania, respeito, solidariedade, sensibilidsade, calma, paz, tanquilidade, bem coletivo, carinho etc.
Isso também tem a ver com Clarissa, a nova pedagoga que o Brasil ganhou ontem entre o final da tarde e o começo da noite numa bonita solenidade, simples, educativa, de formatura no Auditório Ruy Barbosa do Mackenzie, em São Paulo.
A palavra pedagogia tem a ver com preceptor, professor, mestre, guia; aquele ou aquela que conduz ou leva alguém ao conhecimento; ou aquele ou aquela que tira alguém da escuridão, do analfabestismo, e o leva para o saber.
Enfim, pedagogo ou pedagoga é a pessoa que ensina a outras pessoas a viver de bem consigo e com a vida.
Clarissa (aí ao lado comigo, o pai todo pimpão) sempre demonstrou a vontade de estudar, estudar, estudar com afinco e se preparar para ajudar na formação de quem vem chegando.
O futuro é a criança bem preparada para a vida.
Portanto, quero crer que o futuro do Brasil está no ensino da educação e da cultura, daí o que chamamos de formação cidadã.
É do berço que se faz o ser.
Claro, estou orgulhoso.
Clarissa certamente contribuirá muito na formação de muita gente.
O Brasil tem futuro.
Viva o Brasil!

GRANDES EXEMPLOS
O Brasil nos tem dado grandes nomes no campo do ensino, da formação, do estudo do folclore como Silvio Romero, Câmara Cascudo, Amadeu Amaral, Mário de Andrade, Gustavo Barroso, Téo Brandão, Cornélio Pires e tantos outros. Para saber mais um pouco sobre Câmara Cascudo, clique: 

Como artista, o rei do baião Luiz Gonzaga foi também um grande brasileiro. A respeito dele, saiba mais clicando:  

DE PAI PRA FILHO
Hoje, na Globo, é o último capítulo do filme tornado microssérie Gonzaga - de Pai Pra Filho, para o qual fui chamado para dar pitacos no campo musical. O resultado? Um belíssimo filme. Perde quem não assití-lo (ainda está em cartaz, na praça).

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

FALÊNCIA DO ENSINO PÚBLICO

O estudante Matheus Camacho desde que começou a estudar o fez pela via da escola particular, cujas mensalidades custam os olhos da cara. 
O estudante André Akinaga Benites, também.
E milhares e milhares, talvez alguns milhões de estudantes brasileiros estudem hoje em escola particular, levando boa parte dos pais a se matar de trabalhar para lhes oferecer um futuro melhor do que os outros, ou seja: o daqueles cujos pais são desconhecidos e vivem com a madrasta vida.
O índice de aproveitamento de quem estuda nas escolas privadas é bem maior do que o de quem estuda sob a batuta dos professores da rede oficial de ensino.
Isso está provado, tanto que não se vê com frequência alunos da rede pública exibir troféus de melhor etc.
E por que isso?
Simples: a escola pública está falida.
Os professores ganham merrecas e fingem que ensinam; os alunos, por sua vez, fingem que estudam e tudo fica por isso mesmo, sem falar da violência que é a falta de meios para quem mora longe de tudo e pena para chegar à escola ou a professores que dão aulas até debaixo de árvores no interior do País, como tantas e tantas vezes a TV já mostrou.
O fato, minha gente, é que o Brasil é carente em quase tudo; tanto que está precisando de especialistas nas mais diversas áreas.
Só no campo da Engenharia e da Arquitetura, por exemplo, faltam mais de 800 mil profissionais.
Mas isso não tem sensibilizado os governos que entram e saem do bem-bom palaciano.
Há pouco, para minha tristeza, li notícia dando conta de que até a Dilma andou cortando verbas do Orçamento da União dirigidas às áreas da Educação e da Saúde.
Quanto?
R$ 7,4 bilhões. 
Isso mesmo!
Para a Cultura, anuncia-se para este ano a disponibilização de R$ 3 bilhões.
E eu besta cá quieto no meu canto acreditando que Cultura e Educação são prioridades na vida, essenciais na formação do ser humano...

JOÃO PESSOA
O meu amigo soteropolitano Rildo Santana andou de férias por João Pessoa, cidade onde dei meus primeiros suspiros e de onde carrego o vírus da crença da paz por um país melhor. Disse ele que se encantou com a vida pessoense, com as pessoas. Disse que viu uma cidade limpa habitada por cidadãos educados e solícitos. Senti-me orgulhoso. Viva a capital paraibana!

JÔ OLIVEIRA
Do amigo Jô Oliveira, um dos melhores ilustradores do Brasil em todos os tempos, manda e-mail informando que o selo para os Correios Lendas do Folclore Brasileiro, de sua autoria, acaba de ser escolhido por um júri composto por artistas, filatelistas, representantes de instituições filatélicas e dos Correios como o Melhor Selo de 2011 (acima), na categoria Arte Filatélica e irá representar os Correios do Brasil em concursos internacionais de selos.

VIOLÊNCIA
Muitas crianças do bairro paulistano de Santo Amaro, na zona sul da cidade, ainda estão sem os presentes de fim de ano. Motivo: a violência. Na região os carteiros estão sendo assaltados, sem que as autoridades nada façam em prol dos cidadãos. Está mais do que na hora de um basta geral para pôr fim aos descalabros. 

DE PAI PRA FILHO
E hoje tem história de Gonzaga na Globo. É minissérie em quatro capítulos editada com muita coisa que sobrou do filmão. No ar depois da novela lchata de Glória Pires, Salve Jorge.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

MARATONAS ESTUDANTIS

Sempre achei legal as maratonas estudantis criadas para estimular o estudo de quem gosta mais de determinadas matérias.
A notícia de que o estudante paulistano Matheus Camacho, de 14 anos, levou para casa a medalha de ouro da Olimpíada Internacional de Ciência, realizada mês passado em Teerã, me fez lembrar meus tempos de estudante em João Pessoa.
Mas só isso, nada mais, pois sempre fui um estudante medíocre.
Nunca levei pau em matéria alguma, porém nunca passei disso, de estudante medíocre.
Claro que eu gostava de determinadas matérias, entre as quais história e português, e de algumas outras extracurriculares, como música e latim.
Acabei estudando música e artes plásticas na Divisão de Extensão Artística da Universidade Federal da Paraíba, com os professores Aldo Parisot, João Câmara Filho, Raul Córdula e Celene Sitônio.
Celene era professora xilogravura.
Parisot é membro da Julliard School, uma das mais respeitáveis escolas de música do mundo, da qual foi mestre de regência o cearense de Iguatu Eleazar de Carvalho (1912-96), criador do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Clique:
http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular03.pdf).
Os cursos de Música e Artes Plásticas me serviram para descobrir que não tenho talento algum, a não ser o de identificar e aplaudir os verdadeiros artistas, como Miguel dos Santos (ao lado, uma de suas obras), com quem dividi sala de aulas de pintura nos começos dos 70, época em que eu já fazia onda no jornal O Norte, da capital paraibana.
Mas o fato é que sempre gostei dessas maratonas estudantis, que têm por finalidade descobrir talentos pelas entidades que as realizam.
Agora mesmo o jovem André Akinaga Benites, estudante de piano (abaixo, dando mostra de talento ao artista Geraldo Vandré), está se preparando para participar da 16ª Semana Olímpica, a se realizar entre os dias 20 e 26 deste mês, em Aracaju, SE.
André é um dos medalhistas (bronze) da 34ª Olimpíada Brasileira de Matemática, realizada mês passado.
Só o fato de participar de um evento dessa magnitude já é uma vitória na vida de qualquer estudante.
Mas o brilho da Semana Olímpica de Aracaju desde já fica ofuscado pelo fato de os pais terem de arcar com os custos de passagem dos filhos.
Ah, sim! Já não sei mais nada de latim, a não se o fato de que não existe mais.

domingo, 13 de janeiro de 2013

CAÇADOR DE CIRCO 2

Boa parte dos grandes artistas da nossa música popular, incluindo Vicente Celestino, Orlando Silva, Nélson
Gonçalves, Waldick Soriano e Luiz Gonzaga de certo modo deve seu sucesso ao público de espetáculos circenses.
Luiz Gonzaga era um verdadeiro apaixonado por circo, ele sentia orgulho de cantar e se misturar com o público e os artistas de circo.
Mas os tempos são outros, de globalização, como lembra Andrea Lago.
O cantor Chico Salles, ao constatar que não temos mais circo como antigamente, recomenda, simplesmente: nós também precisamos mudar.
O advogado e produtor musical de São Paulo Braz Baccarin, responsável pela gravação e lançamento do samba Trem das 11, de Adoniran, diz por e-mail que:
- Por falar em circo, minha infância esteve muito ligada ao circo. Acho que me apaixonei pela primeira vez aos 9 anos, por  uma trapezista. Mas isso é história que não volta mais.
Ele comenta também a onda de violência que assola o País, especialmente em São Paulo:
- A violência sempre existiu, mas agora passou do limite.
Sem dúvida, o caso é sério.
Mas é sério também o caso circo.
Será que nos circos de hoje haveria espaço para um Carequinha, um Piolin, um Pimentinha, um Arrelia ("tudo bem, tudo bem, tudo bem?"), hein?
Ali pelos anos 1990 assinei o prefácio do livro Arrelia, Uma Autobiografia (Ed. Ibrasa), que recomendo.
Para lembrá-lo, clique aí abaixo:

sábado, 12 de janeiro de 2013

CAÇADOR DE CIRCO

A violência está demais.
Todo o primeiro bloco do noticiário JN da TV Globo hoje foi sobre a violência que assola as principais cidades do País.
Não é à toa, aliás, que há programas de TV inteiros ao vivo e diariamente sobre violência espalhados por todo canto.
Assustador é tudo isso.
E fora do Brasil também a violência grassa; conflitos, guerras...
Até quando?
Por outro lado, coisas boas há: na TV Cultura, por exemplo, vi Inezita Barroso mostrar hoje a tradição das folias de reis do mês de janeiro.
Sim, eu sou insistente por coisas boas e prometo desde já: vou virar caçador de circo.
Motivo?
Sempre gostei de circo e ontem fui assistir ao espetáculo do Tihany no Parque Villa-Lobos, ali à beira da Marginal.
Fachada maravilhosa, mas a entrada um pouco salgada: R$ 150,00.
Uma garrafinha d´água, R$ 5,00.
Uma latinha de guaraná, R$ 7,00.
Um saquinho de pipoca, R$ 10,00.
Uma foto ao lado de um cachorrinho bonitinho etc. e tal do circo, no intervalo – nunca assisti a espetáculo de circo com intervalo - de 20 minutos, R$ 20,00.
Por aí.
Achei caro, inclusive porque o espetáculo conta apoio da Rouanet.
E na entrada um batalhão de vendedores nos empurrando “lembrancinhas” do Tihany.
Lá dentro, as cadeiras ocupadas com público pela metade.
Abrem-se as cortinas e ansioso tento me situar nuns momentos quaisquer do passado, em vão.
O espetáculo não tinha nada a ver com aqueles que me faziam menino feliz.
Faltou o globo da morte, faltaram os saltos mortais e o encantamento de alegria – e tristeza - provocado pelos palhaços de caras pintadas.
Atrações musicais brasileiras também faltaram.
No seu lugar, uma atração internacional em língua inglesa e no intervalo, música brega e ruim; sertanoja, como diria o meu amigo Moraes Sarmento, que já não se acha entre nós.
Senti falta de muita coisa legal que me fazia bem.
Mesmo notando os trapézios vazios, aplaudi com sinceridade a moçinha que se balançava lá no alto.
O picadeiro, cá pra nós, não reconheci.
A meu ver, legal e certinho só a dupla de acrobatas e as performáticas contorcionistas chinesas. Uma graça elas: são feitas de borracha?
Não sou especialista, mas os números de magia a mim me pareceram fracos e óbvios.
Ah! Sim, e teve o apelo ao consumo: carro bonito no palco, moto bonita no palco e até helicóptero no palco na parte de atuação do ilusionista, que, lamentável, fez uma criança voltar constrangida para seus pais.
Explica-se: foi chamada uma criança de no máximo seis anos ao palco, mas uma se adiantou e chegou primeiro. A que chegou depois, teve de voltar.
Aliás, não vi e nem ouvi criança nenhuma gargalhando ali no circo.
Quer dizer: isso também é uma violência, pois onde já se viu criança não morrer de rir num circo que se preze, hein?

ADIVINHADOR DE CHUVA
Pois é, no Nordeste tem muito adivinhador de chuva.
Esses adivinhadores também são chamados de profetas da chuva.
Mas eles não fazem chover, no máximo tentam descobrir quando a chuva chega e seca passa.
No Nordeste hoje em dia a seca ainda faz sofrer e mata bicho e gente.
Quando essa violência vai acabar, hein?
Eu mesmo morri de rir muitas vezes assistindo a estripulias de palhaços.
Será que ainda há por aí circo com palhaços que nos façam rir?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

ESTRANGEIROS NA OBRA DO REI DO BAIÃO, E CARNAVAL

Sambas e marchas de carnaval na voz de craques como Silvio Caldas, Orlando Silva, Carlos Galhardo e Cyro Monteiro, entre outros, eram os gêneros musicais mais comuns em 1941, ano em que Luiz Gonzaga lançou-se como artista da música popular pela extinta fábrica de discos Victor. Antes de tornar-se Rei do Baião, ele gravou muitos choros, mazurcas, polcas e até duas músicas de autores estrangeiros: as valsas Farolito, do mexicano Agustín Lara e Manolita, do francês Leo Daniderff.
Depois de 49 músicas instrumentais lançadas à praça até 1945, Luiz Gonzaga apostou todas as suas fichas na música extraída do folclore nordestino incluindo o baião, ritmo inspirado na afinação das violas dos cantadores repentistas.
Enquanto lançava músicas que adaptava junto com o seu primeiro grande parceiro, o advogado cearense Humberto Teixeira, flautista amador, Gonzaga compunha marchinhas e sambas que, porém, jamais gravaria, como Meu Brotinho e Meu Pandeiro, lançadas por Francisco Carlos e Cyro Monteiro em 1950 e 1947, respectivamente.
Mas nem por isso ele deixou de estar ligado ao carnaval, principalmente como homenageado em sambas de enredo.
As primeiras homenagens que ele recebeu nesse estilo musical datam dos fins dos anos 1970, através de grupos e pequenas escolas do Nordeste.
Em 1982, a escola de samba carioca Unidos de Lucas, foi à avenida com o enredo Lua Viajante.
Dez anos depois foi a vez de o Maranhão prestar louvor ao grande pernambucano de Exu, com o enredo Luiz Gonzaga Rei do Baião, interpretado pelo puxador Ribão, hoje presidente da União das Escolas de Samba do Estado.
Pouco antes, em 1990, Pernambuco o homenageou com o samba enredo Lula Lua do Sertão.
Trinta anos depois de a escola de samba Unidos de Lucas o homenagear o Rei do Baião, foi a vez de a escola do 1º grupo do Rio de Janeiro Unidos da Tijuca ir à Sapucaí com o enredo O Dia em Que Toda a Realeza Desembarcou na Avenida Para Coroar o Rei Luiz do Sertão (CLIQUE abaixo, na linha azul).
Essa escola ganhou o carnaval de 2012 com 299,9 pontos.


E o Dominguinhos continua internado no Hospital Santa Joana, em Recife. O seu estado de saúde permanece inalterável. Ou seja: merecedor de todos os cuidados.   

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

MEMÓRIA DA CULTURA POPULAR


Passa ano e sai ano e tragédia provocada pela seca no Nordeste e noutras partes do País ainda persiste (recorte de jornal ao lado), sem que providências de fato e sérias sejam tomadas por quem de direito e responsabilidade.
O que não dá é os políticos continuarem a culpar São Pedro pela falta de chuva ou pela abundância de chuva, como ocorre hoje no Nordeste e no Rio de Janeiro.
O risco agora é faltar eletricidade no País, embora o governo diga que esse risco não existe.
Mas existe, é concreto: o nível dos reservatórios está na casa dos 20%.
É pouco, muito pouco.
Enquanto isso, os jornalões e a chamada grande imprensa nem, nem com a situação: pouco ou nada informam sobre esse que é um grande problema nacional.
Mas o que fazer diante desse quadro?
O primeiro impulso é rezar ou fugir das regiões atingidas tanto pela falta d´água ou pela violência da abundância d´água.
Isso é o o que eu chamo de fim do mundo.
Mas o mundo não acabou, como previram vozes agourentas espalhadas por aí a fora.
Quer saber mais sobre esse assunto?
Então clique na linha azul aí embaixo e leia o especial do mês Memória da Cultura Popular:

domingo, 6 de janeiro de 2013

OSVALDINHO EMPLACA NOVO SAMBA NA VAI VAI

Estou satisfeito já neste início de ano com a repercussão que o livro Lua Estrela Baião - a História de um Rei (Cortez Editora) está ganhando na imprensa. 
Sob o título "Imperdível", alguém de Veja escreveu:
"No mês em que se comemoram os 100 anos do nascimento de Luiz Gonzaga, o jornalista Assis Ângelo lança o livro Lua Estrela Baião - a História de um Rei. Tudo começa com Mocinha, uma senhora que reúne seus netos e bisnetos para contar parte da trajetória do sanfoneiro que projetou o baião no Brasil, e que ela conhecera pessoalmente. O livro dá destaque à infância de Gonzaga e termina quando ele deixa a cidade em que nasceu, Exu, no sertão de Pernambuco, para entrar no Exército, aos 18 anos. Mocinha fala sobre a família do sanfoneiro, principalmente o pai Januário José dos Santos, que o incentivou a puxar o fole. Ela aproveita para contar a história da cultura e do folclore nordestino, de que Gonzagão é importante personagem. Lua Estrela Baião conta com ilustrações de Luciano Tasso e com uma seção de curiosidades sobre o pernambucano".

E de Pais&Filhos, também:
"No dia do centenário de Luiz Gonzaga, que tal apresentar ao seu filho a história do Rei do Baião? No Brás, bairro antigo da cidade de São Paulo, dona Mocinha reúne seus netos e bisnetos para contar a história de Luiz Gonzaga. A obra mostra o mundo nordestino, com histórias tradicionais, natureza e folclore presentes na região".  

Acesse Exame.com clicando:

E também o Estadão, na Estante de Letrinhas:

DOMINGUINHOS
O Hospital Santa Joana de Recife acaba de divulgar novo boletim informando que o sanfoneiro Dominguinhos começou hoje a se submeter a sessões de hemodiálise. O artista continua fazendo tratamento antimicrobiano e respirando com a ajuda de aparelhos. Ainda com marca-passo, ele está sem sedação, "mas sonolento e sem estabelecer contato".    

VAI VAI
E agora fiquei sabendo que o samba enredo da Vai-Vai para o Carnaval deste ano tem entre seus autores o Osvaldinho da Cuíca, que, aliás, participa do CD O SAMBA DO REI DO BAIÃO, ao lado de Socorro Lira, Oswaldinho do Acordeon, Papete, Ventura Ramirez, Jorge Ribbas, a galega Uxía e a portuguesa Susana Travassos, entre outros artistas. Esse disco será lançado à praça após o Carnaval. Não se perde por esperar.
para ouvir o samba, clique:

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

DOMINGUINHOS ESTÁ MELHORANDO...


Fiquei fora do mundo real na última semana.
Nada de telefone, internet, jornal, revista, rádio e TV.
Só livro, livro, livro, dia e noite.
Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Machado de Assis.
Voltei ilustrado de Joanópolis, SP, a terra dos lobisomens.
E o Darlan Ferreira me liga agora, dizendo que o Geraldo Vandré acompanhou entrevista que dei ontem à noite à CBN, sobre o rei do baião Luiz Gonzaga.
Segundo Darlan, Vandré foi logo lhe perguntando:
- Você está gonzagueano?
E caiu na risada.

DOMINGUINHOS
O querido sanfoneiro, compositor e cantor herdeiro artístico do Rei do Baião está com melhoras; pequenas, mas sim. No hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Já respira sem aparelhos, mas ainda está inconsciente. Grave portanto, seu estado de saúde. O Brasil ficará menor sem Dominguinhos.

ANA MARIA
Minha filha Ana está em João Pessoa. Almoça sábado com o querido Miguel dos Santos, um dos maiores artistas plásticos do Brasil, em todos os tempos. Ele nasceu em Caruaru, PE, mas a capital paraibana o adotou, bem nos princípios dos anos de 1960. Estudei com ele na Divisão de Extensão Artística da Universidade Federal da Paraíba. Eu caí em mim: virei jornalista, depois de estudar com mestres como João Câmara Filho. Para Miguel, mandei hoje o livro LUA ESTRELA BAIÃO: A HISTÓRIA DE UM REI.

INEZITA BARROSO
Após chegar de Joanópolis, me deparei na portaria do meu prédio com o livro INEZITA BARROSO, COM A ESPADA E A VIOLA NA MÃO (Ed. Imprensa Oficial). Lerei e o comentarei semana que vem.

GONZAGÃO
Também na portaria se achava o livro O “BEABÁ” DO SERTÃO NA VOZ DE GONZAGÃO, assinado por Arlene Holanda e Arievaldo Viana, belamente ilustrado por Suzana Paz. Também comentarei depois.

ÍNDIA
Os advogados indianos estão dando um exemplo incrível e bonito ao mundo: não defender canalhas. O caso é que bandidos impunes estupraram semana passada em Nova Deli uma estudante de 23 anos, que morreu ontem. Lá, na Índia, ocorre um estupro a cada vinte minutos. No Brasil, a cada dez minutos uma mulher sofre algum tipo de violação. Aqui, a Lei Maria da Penha continua enfrentando dificuldade para ser cumprida. Portanto, está na hora; mais do que na hora, de o governo e a sociedade se mobilizarem em defesa 

DE NOVO, DOMINGUINHOS
Clique:

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