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sábado, 10 de junho de 2017

POLICARPOS, BRUZUNDANGAS E FORRÓ

Eu sou Policarpo, tu és Policarpo, nós somos Policarpos....
O paraibano Herman Benjamin é Policarpo, o carioca Luiz Fuchs é Policarpo, a gaúcha Rosa Weber é Policarpo.
Pois é, eu, tu, eles.
Depois de quatro dias e 25 horas de blá-blá-blá e cartas marcadas no STE, cheguei à conclusão de que nós, brasileiros mortais, somos, no mínimo, o reflexo do brasileiríssimo personagem Policarpo Quaresma, do mulato carioca, do mulato carioca Lima Barreto (1881-1922).
Pois é: Não pude deixar de lembrar de Triste Fim de Policarpo Quaresma, uma obra prima, desenvolvida em três partes, publicada originalmente no formato Folhetim no vespertino carioca Jornal do Comércio, em 1911, e depois, em 1915, em livro. Detalhe: a primeira edição dessa obra foi custeada pelo próprio autor, que somente depois que morreu, aos 41 anos de idade foi reconhecido como grande autor da literatura nacional.
Sim, é sempre assim, os bons, os grandes, são reconhecidos pós morte.
O personagem Policarpo é um brasileiro simples, humilde, que sobrevive com o parco salário de funcionário público. Tem a ver com o seu criador, que morreu vítima de um colapso. É um livro atualíssimo.
Depois do lamentável e previsto desfecho do julgamento da chapa Dilma-Temer, também não pude deixar de lembrar de um certo país habitado por bruzundangas. esse país, criado pelo mesmo grande Lima Barreto, tem tudo a ver com o Brasil. É triste dizer isso, mas é verdade.
O país imaginado por Barreto tem de tudo que não presta, como os políticos e sangue sugas, em geral,  que fazem e desfazem em nome de quem os elegeu; e eleitos como o são, com roubos e propinas diversas, até os dias de hoje, estão aí.
Benjamin, Fuchs e Weber explicitaram o pensamento do povo brasileiro. Disso não tenho dúvida.
O paraibano Herman Benjamin, já certo do fim da farsa do julgamento da chapa Dilma-Temer, lançou à história diversas frases, entre elas esta: "Não sou coveiro de prova viva. Posso ir ao velório, mas não carrego o caixão". Arrepiei-me.
O carioca Luiz Fuchs disse, por sua vez, que não se sentiria com a consciência tranquila se votasse a favor da manutenção da chapa. Nessa mesma linha seguiu a gaúcha Rosa Weber. Ela endossou o relatório do juiz/ministro Benjamin...
A imagem que fiz e faço do STE é a mesma que se acha no traço do genial cartunista Fausto, acima.
Até aonde vão as tantas crises fabricadas pela bandidagem de terno e gravata e que habita sedes de grandes empresas, Cãmaras, Senado e Palácios?

VIVA O FORRÓ

A cultura popular do Brasil anda em baixa, em baixíssima. Estão acabando, os idiotas sangue sugas, com o forró estilizado por Luiz Gonzaga, Além do forró estão acabando com o xote e as marchinhas juninas, também estilizadas pelo Rei do Baião. O maior forró do mundo, de Campina Grande, PB, já não existe. As festas juninas das capitais brasileiras, principalmente , foram contaminadas pelo mau gosto do breganejo e sertanojo, que são a mesma coisa. Ontem, o canal Futura, em parceria com a Tevê Globo e a Tevê Caatinga, iniciou uma série em quatro capítulos sobre o nosso forró. Vale a pena ficar ligado.





BRINCANDO COM A HISTÓRIA (25)



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