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sábado, 29 de junho de 2013

PASSEATAS E OLIVEIRA DE PANELAS (2)

Mais uma vez o cantador Oliveira de Panelas diz em versos decassílabos o que acha do momento atual, de pessoas nas ruas clamando por mudanças e  justiça. Oliveira:

O Brasil de propina e roubalheira,
Cambalachos vestidos de escândalos,
O cinismo na cara desses vândalos
Bota luto nas cores da Bandeira,
Todos esses gatunos de coleira
Têm que ser fortemente vigiados,
Quem fizer esses bichos comparados
Ao famoso larápio Ali-Babá:
Os quarenta ladrões de Bagdá
Correriam daqui envergonhados.
INVENTOR DO RÁDIO
A Sala Sérgio Vieira de Mello da Câmara Municipal de São Paulo ficou lotada ontem à tarde durante o Seminário De Landell à Web – O Futuro do Rádio, coordenado por Eduardo Ribeiro e promovido pela newsletter Jornalistas&Cia e o Movimento Landell de Moura, que foi criado para chancelar o nome do criador do rádio, o padre Landell.
A exposição e debate seguidos de depoimentos e perguntas da platéia durou duas horas, entre às 14 e 16.
O evento lembrou os 90 anos de fundação da primeira emissora de rádio no Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, de prefixo PR-1-A. Foi ao ar, de modo experimental, no dia 1º de maio de 1923.  
Constituída pelos experientes Alexandre Machado (Cultura FM), Álvaro Bufarah (FAAP), André Luís Costa (BandNews FM), Cal Francisco (Uniban/Anhanguera), Filomena Salemme (Faculdde Cásper Líbero), Hamilton Almeida (Movimento Landell de Moura), Luiz Carlos Ramos (Rádio Capital), Milton Jung (CBN) e Nelson Breve Dias, representando a Empresa Brasileira de Comunicação, EBC, a mesa foi várias vezes aplaudida.
Já na abertura dos trabalhos destacou-se a importância do padre Roberto Landell de Moura (1861-1928), inclusive por ele ter sido um dos inventores brasileiros mais prejudicados pela incompreensão da sociedade, do governo e até da própria Igreja dos primeiros anos do século passado.
O padre, que montou o primeiro transmissor sem fios antes mesmo de Marconi, chegou a patentear a sua invenção nos Estados Unidos da América, mas optou por voltar ao Brasil e aqui lutar pela implantação do rádio.
Não conseguiu.
Até seu laboratório de pesquisas em Campinas, SP, foi destruído por ignoraantes que o conlsideravam herege, bruxo etc.
Tudo referente ao tema foi exposto, avaliado e discutido pelos componentes da mesa.
Todos, uns mais outros menos, falaram da importância do rádio na integração das pessoas em lugares distantes dos grandes centros, como as dezenas de pequenas cidades localizadas, por exemplo, na região Norte do Pais.
Até a veiculação do programa A Voz do Brasil foi questionada.
Esse programa é o mais antigo do rádio brasileiro, surgido em julho de 1935 com o nome de Programa Nacional, depois Hora do Brasil, para dar suporte ao governo Vargas.
A atual denominação data de 1971.
A Voz do Brasil não é um programa descartável, como tanta gente diz. Mas que precisa ter de volta na abertura a ária do Guarani, de Carlos Gomes, sem modernagens horrorosas como a de agora, sambada, malsambada, ah! precisa.
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A ilustração acima (clique sobre) reproduz a primeira das seis páginas de matéria especial sobre o rádio que fiz para a extinta revista Jornal dos Jornal, em setembro de 2000.

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