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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

HOJE É DIA DE CLEMENTINA DE JESUS

Clementina de Jesus nasceu às vésperas do carnaval de 1901, em Valença, cidade ao sul do Rio de Janeiro.
Eu era repórter da Folha num ano qualquer dos 70, mais para o fim da década, quando a conheci.
Eu a entrevistei para o suplemento Folhetim, sem saber direito a sua história.
E fui sincero ao dizer-lhe que não sabia.
Ela abriu aquele sorriso conivente e tranquilizador de mãe e me conquistou ao dizer que ninguém falava dela, que eram poucos os repórteres que escreviam sobre ela etc.; portanto nada mais natural que eu não conhecesse a sua história, e que por conta disso eu ficasse tranquilo, que ela entendia etc. e tal.
Ufa!
Algo parecido ocorreu entre mim e Gilberto Freyre.
Só que Freyre disse que me daria entrevista só quando eu lesse toda a sua obra.
Ele escreveu muito, publicou muitos livros. E por não ter conseguido ler tudo que escreveu, eu jamais o entrevistei.
Luís da Câmara Cascudo, estudioso e mais fiel intérprete da alma brasileira, foi comigo tão compreensível quanto Clementina de Jesus.
Até hoje não li todos os seus livros – cerca de 170; mas nem por isso deixou de me atender na sua casa em Natal, no Rio Grande do Norte.
Aprendi com os três.
Clementina nasceu no dia 7 de fevereiro de 1901 e lançou o primeiro disco cantando pérolas, junto com Aracy Côrtes, em 1965. Seu descobridor foi Hermínio Belo de Carvalho, que uma noite conheci no extinto bar/restaurante Vou Vivendo (em homenagem a Pixinguinha), que pertencia a cantor e compositor Eduardo Gudin.

CARNAVAL
A dupla de artistas Dodô e Osmar contribuiu enormemente com o carnaval baiano. Dodô e Osmar amplificaram guitarras. A barulheira que hoje por lá se ouve – e em todo o País, também - é deturpação do que a dupla fez. Uma pena, não é? E tudo, lá, começou em 1942. Armandinho, filho de Osmar, conta: "Eles compravam o cavaquinho e o violão e quebravam a parte oca, ficavam só com o braço, e botavam um corpo feito de madeira de jacarandá e um captador. Até que resolveram fazer isso usando sebo maciço. A guitarra baiana antigamente não tinha identidade, não tinha o peso da guitarra elétrica. A que usamos hoje não é adaptada, a de Armandinho tem um pedal próprio embutido. Antes elas usavam captadores de outros modelos, era um problema. Os modelos tinha um campo harmônico pequeno, o som era estridente. Hoje ficou mais grave e robusto. O pau elétrico foi um divisor de águas, inventaram uma nova forma de tocar”

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